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Angel or Demon – CAP.15

15 . CAP. “ Absinto”

Como era doce a satisfação de frustrar o ataque inimigo. Tinha certeza que Liley iria ficar possessa com o que fiz e a ardência que ficaria em sua garganta por causa da adaga afiada lhe faria lembrar por um bom tempo.

Já que meu ombro ainda doía com o corte reaberto.

Logo, logo ele chegaria. Bem feito para esta alma sem limites. Quem mandou correr atrás dela feito aqueles animais desesperados para acasalar.

Apesar que o que vi, me deixou curiosa. Eu já tinha visto os corpos dos homens humanos e ele parecia bem feliz com o que tinha.

— Conheço este silêncio. E se não a conhece-se a séculos ficaria com medo. Angeline falou me observando de pé na varando vendo a entrada da mansão.

— Pois não fique. Só fiz o que me disse. Liley não teve êxito em suas investidas esta noite. Eu disse vendo os faróis do carro mais adiante se aproximar.

— Sei disto. Pude ouvir seus gritos de pura raiva mais ao norte antes de você chegar. Ela estava mesmo insana. Ela disse vindo do meu lado e vendo ele descer do carro com algo na mão e sorriu.

— Assim ele também aprende a conter seus instintos. Pelo que sei sua fama não é está. Eu disse de braços cruzados vendo Angeline se inclinar no parapeito para ver melhor.

— Aquilo que ele trás nas mãos é absinto? Ela disse me mostrando ele lá em baixo que começava a caminhar para dentro da casa.

Eu fui para mais perto do parapeito e forcei a vista em sua mão e levantei uma de minhas sobrancelhas sem notar.

Humm. Ele trousse a garrafa que Liley havia levado. Por que? Ele não é dado a bebidas fortes!

— Sim. Quem diria. O senhor astro pop e ídolo de milhões e dado a estas coisas. Eu disse me afastando dali e entrando já que ele havia entrado também.

— Absinto! A bebida dos Deuses antigos! Quem diria. Liley ainda lembra. Eu vou ver as crianças. O pequeno esta agitado esta noite. Angeline falou passando por mim e foi em direção ao quarto do mais novo.

Eu a observei caminhar e me pareceu sorrir. Como ela sabia sobre o absinto? Já fazia séculos que éramos proibidos de telo. Uma bebida ardente e com um efeito devastador para nós se exagerado.

Desci as escadas nas sombras e fui velo de perto, ele me atiçava a curiosidade cada vez mais.

Seu perfume era algo agradável para mim e não gostava de sentir isso. Mas quando percebi, ele subia em direção aos quartos das crianças, me escondi nas sombras do corredor, por certo iria velas.

E não deu outra, ele entrou e logo saiu e foi ao seu quarto parecendo aborrecido.

Eu notei que ele havia deixado a garrafa em cima de uma das mesas e fui vela.

Há!……. Fazia tanto temo! Como eu amava tomá-la nas noites em que íamos as montanhas ver as estrelas mais distantes.

A bebida de gosto forte sem poder tocar os lábios e nem a língua nos levava a mundos tão distantes que a nossas mentes podiam levar.

Não resisti a tentação e peguei um copo. Um gole só não faria mal algum. O pecado não seria feito se eu não abusasse, mas nem sempre somos dotados de sabedoria divina.

Um copo levou ao outro e assim foi. O ruim de anjos descontrolados por absinto, é que não pensamos direito no que fazemos e a proporção de cometermos atos insanos é imenso.

Peguei a garrafa e fui meio zonza a biblioteca e tomei mais um gole.

Aquele lugar me fazia me sentir bem. A essência da alma nobre era grande ali. O seu perfume invadia o lugar e as fotos espalhadas por todo canto faziam sua presença ser maior.

Me lembrei da saliência em suas calças e algo quente percorreu as minhas veias.

Como era amar um ser humano? Eu os vi tantas vezes de várias formas a se envolverem que notei que eles eram dotados de grandes habilidades. E Michael parecia saber fazer o seu melhor.

Me virei para poder ver mais uma foto e esbarrei em um vaso e o deixei cair ao chão.

Tapei a boca sufocando o riso que saiu sem querer e tentei me abaixar para limpar, mas derrubei mais um e fiquei calada escutando agora.

Meus sentidos estavam lentos e notei que a bebida havia feito seu trabalho.

— Deus! O que fiz? Alguém pode escutar e me pegar assim! Um anjo bêbado seria sul real. O que Angeline falaria? Ela iria rir de mim por séculos. Eu falei tentando me recompor diante da minha visível embriagues.

Mas quando tentei me abaixar novamente para limpar o estrago que havia feito, escutei uma voz falar firme atrás da porta e abri-la de supetão me fazendo o olhar assustada.

Quando percebi que era ele, congelei no lugar sem reação alguma.

Não acredito! Você não estava dormindo? Eu pensei que a noite frustrante havia lhe deixado triste e sorri por dentro.

Ele me fez algumas perguntas e falou da garrafa e da visível embriagues. Mas enquanto ele falava notei algo estranho me envolver.

Só de pijamas e extremamente sexy em minha frente os meus instintos mais inacreditáveis começava a me dominar. E a bebida fazia os meus desejos mais contidos vir a tona.

Quando ele me perguntou qual era a minha curiosidade foi meu fim. Eu o provaria ali agora e com certeza ele me revelaria o que tanto procurei saber, mas nunca tive coragem de provar.

Quando Michael me tomou nos braços meu mundo pegou fogo. Jamais me conteria agora. Suas mãos faziam seu percurso em meu corpo explorando os locais jamais tocados por nenhum ser.

Seus beijos sua língua me levaram a fronteira que jamais estive. E o céu e o inferno eram mera lembrança em minha mente.

As vestes foram retiradas de uma forma urgente e nem notei que estava totalmente nua em sua frente, e quando o vi nu, meu coração quase veio a boca.

Como ele era perfeito! Deus soube fazer seu melhor nele.

Quando ele me invadiu com sua língua eu gemi de prazer contido a milênios em minha alma.

Ele fazia seu melhor trabalho. Seu status de rei do pop e celebridade se impunha ali também. Agora entendia a sua grandeza.

Quando ele percebeu que os meus gemidos ficaram mais intensos ele se ergueu e se posicionou sobre mim.

Eu já tinha visto aquela sena milhares de vezes e fiz o mesmo gesto dos amantes que tinha visto.

Quando ele começou a me invadir com seu membro algo estalou dentro de mim, uma ardência repentina se fez presente e notei que o ato seria dolorido, mas não seria tanto quanto uma espada enfiada em sua carne cheia de veneno.

Mas notei que ele havia percebido que jamais estive com alguém e parou o ato.

Mas eu queria ir até o final, queria provar da luxurias e dos prazeres que tanto presenciei.

Não o deixei sair e disse que queria, ele me olhou com seus olhos ternos e prosseguiu com cuidado.

A dor logo deu o lugar a sentimentos que levaram a total loucura.

Há como aquilo era delirante. Mais eu queria mais e notei que ele intensificou as investidas em mim.

Seu suor escorria entre nossos corpos, sua respiração ficou mais escassa e a minha se ia junto com ele.

Algo surgia lá do fundo das minhas entranhas, algo ardente e prazeroso, algo que jamais sentir nos meus mais delirantes sonhos e quando percebi o meu coração pegava fogo junto com a minha alma.

Eu notei ele explodir dentro de mim com gemidos altos e me apertou em seus braços esperando os seus espasmos e rítimo diminuírem dentro de mim.

Eu respirei fundo e tentei colocar a mente em ordem.

Como era divino a forma de se amarem. E sorri quando ele perguntou se eu estava bem.

Há se ele soube-se com quem acabara de fazer amor.

Respondi a suas perguntas e notei que ele me desejava mais como eu a ele.

Novas investidas foram feitas, os carinhos mais ternos se seguiram e mais uma vez ali naquela biblioteca ele me levou ao mais alto dos céus.

Nos vestimos e fomos até seu quarto tomamos um banho meio envergonhados e nos amamos novamente.

Michael me levou a sua cama e adormeceu em meus braços me deixando ali pensativa com meus atos.

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“ Sentada na ultima fileira de um tribunal um casal observa as pessoas que chegavam.”

 

A noite mal sucedida com a caça não tinha me tirado o bom humor mais, e o meu descontrole com meu cervo seria esquecido.

Daqui algumas horas seriam feito mais algumas audiências de acusação ao caso Michael Jackson.

A nova testemunha de acusação prometia sucesso e quem sabe o que seria dito dava margens a uma vitória feliz.

Observando aos que passavam notei algo familiar em uma das pessoas que passou com seu terno impecável e se sentou na segunda fila e notei que o tal amigo de Michael o John estava com ele.

— Aquele não é o ator Chris Tucker? Eu disse fazendo um gesto para Senis que acompanhou o meu olhar.

— Sim senhora. É o mesmo que estava acompanhando Aurora e Angeline a recepção. E o outro é o advogado e amigo da alma, o tal de John. Ele falou ainda observando os dois sentados juntos no tribunal.

— Creio que ele ficou muito interessado em Aurora. Podemos dar-lhe uma ajudinha e assim quem sabe ela me deixa fazer o que desejo. Eu disse observando ele mais atenta.

Senis o olhou por alguns segundos e me olhou intrigado.

— Senhora. Ela jamais vai querelo. Tenho certeza que o humano não faz o tipo dela. Senis falou me olhando fixo.

Eu me surpreendi com o que ele disse. Como ele não faz o tipo dela? Como ele sabia disso? Eu tinha reparado no dia da recepção que aquela alma tinha talento e desejos ardentes que afloravam em relação a Aurora ali.

— Explique-se. Eu disse retirando os meus óculos escuros e o encarei.

Senis viu que falou de mais e procurou uma saída rápida, mas meu olhar foi mais condenável. Então o único recurso seria falar.

— Senhora. Aurora é uma criação divina como  senhora foi um dia. Seus desejos e vontades profundas jamais foram instintos. Só adormecido com a guerra e o tempo. Anjos são desprovidos de sentimentos se ficarem em seus lugares. Mas se ficarem perto da mais divina criação de Deus, os sentimentos voltam a tona como os seus ontem. E com todo respeito que a tenho. O Chris jamais vai agradá-la. Ele falou me olhando fixo, mas desviou os olhos dos meus logo em seguida.

Ele tinha razão. Como não me lembrei disso! Se eu estava começando a ficar afetada, Aurora também e aquele projeto de guerreira que ela trousse com sigo acontecia a mesma coisa.

— Sei do que fala. Mas mesmo assim tentaremos ajudá-lo. Quem sabe não damos sorte. Eu disse os observando mais um pouco e logo saímos.

Não queriam que me visem ali. Não desejava que me liga-se ao julgamento do astro, então fomos em direção a nossa nova estratégia já que aquilo ainda tinha chão.

Como as leis humanas eram demoradas. As pessoas perdiam tempo em observações e indagações de coisas obvias em sua cara.

Quem não via que o que era dito contra a alma era falso. Quem não notava que as várias acusações eram forjadas e mentirosas.

Sabíamos que tinha mais de uma intenção em ver a queda do homem que um dia num piscar de olhos era o mais poderoso entre os seus.

Manipulações eram feitas, pessoas envolvidas e tramas mais que sinistras envolviam traições e ganância.

Mas quem somos nós para interferir se o próprio homem é mais cruel do que nós.

Heis o único ser vivo que mata por prazer. A raça humana tinha chegado ao ponto que ver dor e desgraça alheia era divertimentos para muitos.

Mas em contra partida tinha almas igual ao do Michael.

Ela era nobre e sobreviveria até o mais sórdido plano de destruí-lo.

Quando você pensava que eles conseguiam, tava ele lá, manipulando, planejando e se erguendo mais uma vez. Para mostrar ao mundo que ele era o melhor.

Coisa admirável nos tempos de hoje. Quando um dia chega-se mesmo o dia dele fechar as cortinas e deixar o palco. Ele se tornaria uma lenda entre os seus. Seu legado seria seguido. Para o nosso real desconforto.

— O que tem senhora? Senis falou me vendo calada enquanto seguíamos cidade a dentro.

— Pensamentos Senis. Dirija. Temos que chegar logo a loja. Eu disse vendo a cidade passar diante dos meus olhos.

— Vai mesmo mandar a jóia? Ele falou parando em um sinaleiro.

— Sim. Fará jus aos olhos de Aurora. E creio que funcionara. Final qual mulher que não adoraria receber tal agrado. Eu disse sorrindo com um sorriso perverso.

— Mas Aurora não é bem uma mulher. Ele disse seguindo novamente a rua.

— Eu sei. Não preciso que ela goste. Só preciso da trama os envolvendo. A sedução ainda é o melhor negócio. Eu disse ainda vendo a cena em minha frente.

— Entendo. Senis falou e seguiu caminho.

Chegamos logo ao nosso objetivo. Eu compraria a jóia e mandaria no nome de Chris para Aurora e faria uma coisa que era proibida a nós. Interferir com os humanos.

Eles tinham aquela porcaria de livre arbítrio. Mas aquilo só funcionava se nós não interferíssemos. Como eu não era um anjo de Deus mais. Não faria mal algum infligir algumas regras.

Afinal não foi Lenax mesmo que me disse que era para convencer e trazer a alma custe o que custasse! Então eu faria.

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“ Deitado em seu quarto um homem enfim dorme em paz”

 

Os primeiros raios de sol insistiam em bater em meu rosto pela fresta da cortina em minha janela.

Me desviei deles e me espreguicei na cama enquanto despertava de uma das noite mais maravilhosas que já não me acontecia a tempos.

Há….. Como era bom dormir. Já fazia muito tempo que não dormia assim. Um sono dos justos.

Puxo o ar e sorrio feliz, mas quando me viro para poder abrasá-la e beijá-la ela já não estava.

A onde ela foi? Abri mais os meus olhos e a procurei pelo quarto. E notei que estava só. Será que foi um sonho? Não. Não podia ser, pois estava nu na cama e não era do meu costume fazer isso. Olhei para o relógio na minha frente e notei as altas horas.

Já era quase meio dia! Deus eu apaguei mesmo. Sorte que as gravações eram quase a noitinha. Senão eu estaria com John aos berros me acordando. Apesar que ele estaria ocupado na audiência de acusações.

Hoje era mais um dia que o meu nome rolaria solto naquele maldito tribunal. Graças a Deus que eu não precisava ir.

Me inclinei e senti seu perfume no meu travesseiro e na minha pele.

Como ela tinha um doce perfume. Aurora. Era como o sol de cada manha de primavera.

Sorri baixinho e me levantei, tomei um banho cantarolando no chuveiro me troquei e desci. Ansiava a encontrar para poder lhe ter em meus braços novamente.

Enfim ficaria feliz de aceitar aquela loucura que John me impunha. Me casaria com alguém que me fazia delirar e perder os sentidos. Não sei se poderia amar. Mas ela parecia um bom caminho para isso. Isso se ela me aceitasse.

— Bom dia senhor Jackson. Minha cozinheira falou me vendo sorrir sozinho.

— Bom dia Dora. A onde estão todos? Eu disse sorrindo e procurando rapidamente ao meu redor.

— As crianças em sua sala de estudo com Aurora e sua professora. O pequeno com sua babá Angeline. E o senhor John já ligou mais de uma vez. Disse que passaria aqui depois que viesse do tribunal para irem juntos ao estúdio. Ela falou me servindo algo para comer.

— Okay. Vou comer algo e vou esperar por todos na sala do piano. Quando terminarem diga que desejo velos. Eu disse comendo uma fatia de bolo que ela havia colocado em minha frente e notei a sua admiração.

Eu sabia o que ela pensava. Eu a dias não dormia direito e mal me alimentava. Tinha emagrecido muito e o meu estado físico começava a preocupar a todos.

— Sim senhor. Ela disse sorrindo me vendo comer e saiu em direção a cozinha.

Eu terminei de comer o bolo e fui em direção a sala. Sentei na frente do piano e dedilhei algumas notas e resmunguei alguns sons.

E a musica que tanto custava a chegar o tom que me agradava se fez presente em minha mente. Era isso! O som das teclas do piano dava o som que eu buscava.

Comecei a tocar a musica e a canção se fez. Enfim a musica estava do meu gosto.  E “You Rock My World”. Seria concluída.

Quando terminei de fazer os últimos arranjos escuto passos estreitos vindo do corredor e sorri diante do que viria.

Meus filhos a minha razão de lutar e viver ainda mais. E quem sabe um amor surgia vindo de Aurora agora que ela me deixou amá-la pela primeira vez.

Quem diria que aquele par de olhos de esmeraldas escondiam tão puro prazer.

Mas quando as crianças entraram ela não veio junto e notei Angeline me olhar a distância.

— Bom dia papai! Os meus filhos falaram vindo em minha direção e me abraçando.

— Bom dia meus amores. Bom dia Angeline. Eu disse os  beijando a face e olhando Angeline.

— Bom dia senhor. Angeline falou me trazendo o meu caçula em seus braços.

Eu olhei por cima dos seus ombros e podia jurar que tinha visto uma sombra a nos observar e sair.

— A onde está Aurora? Eu queria lhe falar. Eu disse meio sem demonstrar ansiedade a ela.

Não sabia se Aurora tinha dito algo. E esperava que não, se não eu morreria de vergonha ali em sua frente.

— Ela foi atender a porta. Me parece que chegou algo para ela. Ela disse me entregando meu filho.

— Lhe mandaram algo? Sabe o que é? Eu disse mal contendo a minha curiosidade.

— Não. Eu não sei. Ela disse indo ver o que minha filha lhe mostrava.

Eu fiquei com o meu filho nos braços vendo ele tocar as teclas do pianos e tentando imaginar o que seria.

E um leve temor surgiu em meu peito. Chris! Ele estava quieto de mais.

Depois daquele ultimo telefonema perguntando por ela ele não disse mais nada. Se eu não ficasse de olho ele cairia em cima e eu corria um risco tremendo de perder algo que comecei a gostar de ter.

Olhei os meus filhos por mais alguns minutos entreguei o meu pequeno para Angeline e foi ver o que Aurora tinha recebido.

A curiosidade me movia agora. E um leve ciúme também.

Continue…. Kisses in your hearts….

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Angel or Demon – CAP.14

14 . CAP. “Planos”

Eu notei quando a alma saiu com seu amigo John em direções opostas. O seu advogado do caso sai alguns minutos antes e eu e Angeline já imaginávamos o por que ele teria vindo.

O novo testemunho de uma nova testemunha de acusação era o motivo de sua vinda.

Liley se esforçava em minar suas defesas. Ele cederia logo se ela precionasse mais.

— Ela vai lançar seus encantos esta noite. Angeline falou ficando do meu lado na janela do quarto do bebê e vendo o mesmo que eu via.

— Sei disto. Ele também não facilita em nada. Corre atrás dela feito um animal no cio. Eu disse vendo o carro dele passar nos grandes portões e partir.

— Não podemos culpá-lo. Ela sabe ser envolvente, sexy e determinada. Ela disse vendo a criança finalmente adormecer em seus braços.

Eu a olhei com um ar indignado. Sei que Liley sabia ser envolvente e sexy, mas não precisava me dizer na cara.

— Dispenso seus comentaria para com o ser. Ela só joga sujo. Eu disse voltando a olhar a noite lá fora.

— Por que não usa os mesmo truques. Ela disse colocando a criança no berço e me fez virar rapidamente em sua direção.

— Ficou louca? Eu nem sei falar com ele direito! Imagine fazer estas coisas? Eu disse totalmente indignada.

Ela só poderia ter perdido o juízo. Estarmos entre a criação mais complexa de Deus estava lhe afetando a mente.

— Por que? Não vejo loucura alguma em se envolver com um humano. Já soube de vários que fazem isso. E seus arrebentos tem um nome bem peculiar. Ela disse cobrindo a criança e parecendo ser natural o que dizia.

— Eu sei do que os chamam e acho um total absurdo. Somos anjos não procriadores de novas raças. Eu disse me virando para a janela e me lembrando de algo do passado.

— Mas Liley não pensa assim. E fará isso se tiver chance. Ela disse escutando a menina lhe chamar e ela foi em sua direção me deixando ali sozinha envolta a velhas lembranças.

Eu não a respondi, mas ela notou que suas palavras haviam entrado em minha mente.

Eu sabia muito bem do que ela falava. Depois daquele dia em que vimos eles se amarem pela primeira vez eu sempre voltava para observá-los.

Os seus sentimentos e instintos me intrigavam e os sons que eles faziam eram mais que fascinantes. O fluido que saia de seus corpos quando ele pareciam se entregar ao êxtase me deixava curiosa.

Nunca realizei tal ato. Nunca tive coragem o suficiente para isso. Já havia admirado os nossos, mas creio que eles não saberiam fazer iguais aos humanos, apesar de saber de certos boatos que alguns dos nossos vinham a terra e procriavam com as humanas dando assim a origem aos néferlins.

Seres metade anjo metade humano, mas não menos divino do que qualquer outra criação de Deus.

Mas algo me chamou atenção do meu lado, o resmungo da criança vinda do berço me levou a alma que vim convencer e resolvi fazer algo que foge a minha natureza.

Fui em direção ao mais alto parapeito da mansão e dali pude vislumbrar a cidade mais adiante.

— O que vai fazer? Angeline havia me visto quando passei rápido entre a porta do quarto das crianças e veio atrás.

—- Não disse que Liley ia lançar seus encantos? Pois bem. Vou detonar eles. Eu disse abrindo as assas e fui em direção sentindo as vibrações que a alma havia deixado pelo caminho.

— Isso Aurora. Detone aquela abusada roubadora de almas alheias. Eu escutei de longe Angeline gritar alto de cima do terraço.

Eu sempre fui uma boa rastreadora e rápida também, não precisava de artimanhas modernas para encontrá-lo tão rápido do que ele pudesse se quer dar um dos seus gritinhos irritantes em cima de um palco.

Não demorou muito e pude sentir as suas vibrações vindo de uma das janelas de um hotel luxuoso, e fui me aproximando devagar. Parei diante de uma das janelas ao lado e pude sentir seu perfume vindo por uma das frestas.

Eu me inclinei e os vi de pé diante de um dos vários móveis que tinha ali.

Notei Liley lhe entregar uma garrafa de absinto e franzi o cenho.

— Há! Então era assim! Esperta não! Mas eu sou mais. Eu disse descendo rapidamente e indo em direção aos fundos do hotel.

Recolhi as assas novamente e me escondi atrás de umas grandes latas de lixo e esperei alguém abrir a porta da cozinha, não demorou muito e alguém o fez, eu fui mais rápida e entrei.

— Bom. Como podemos causar um incêndio sem muitas proporções. Eu disse revirando o local e me escondendo de quem pudesse me ver.

Encontrei alguns panos de pratos e um forno elétrico perto do sistema de ar e os coloquei lá dentro úmidos.

O acendi e notei ele sair mais que muita fumaça expeça. Ele entraria pelo sistema de ar condicionado e levaria aos seus diversos corredores dando a sensação de um enorme incêndio.

O sistema de alerta ao incêndio iria acionar e o hotel seria evacuado as presas e sorri diante da visão que via.

Quando a fumacera começou a se espalhar o alarme foi acionado e começou a correria. Eu sai rapidamente e subi pelo lado de fora até a suíte em que eles estavam e fiquei perto da sacada esperando para ver o que acontecia.

Logo as batidas na porta com insistência os interrompeu de seus atos mais que luxuriosos, e notei que a alma ficou enfurecida por ter sido interrompido e estalei os olhos quando reparei na saliência em suas calças e sorri tapando a boca.

— Nossa! O que era tudo aquilo? Que humano! Eu disse ainda tapando a boca e chegando mais perto.

Eu notei ele atender a porta e não entender o que acontecia, vi Liley ir do seu lado, mas logo saiu e veio em minha direção.

Eu me escondi no prédio vizinho e a olhei procurar algo ao seu redor e cheguei mais perto na escuridão. Eu tinha certeza que ela sabia que era eu que tinha lhe sabotado os seus planos.

Quando ela falou se referindo a mim não me contive.

Sempre fui mais rápida que ela e quando ela menos esperou, eu encostei a minha adaga em sua garganta a pressionando. Um movimento seu, seria fatal. O veneno que continha na minha lamina não a mataria se eu não a cortasse, mas lhe queimaria a pele sensível.

Quando ela questionou a minha vontade de matá-la ali dizendo como a alma se explicaria diante de um cadáver, notei que sua vida seria poupada ali, mas não por muito tempo.

Trocamos algumas farpas e avisos e sai rapidamente quando percebi que ele vinha em nossa direção.

Voltei o mais rápido que pude para a mansão chegando antes do que ele e fui observá-lo quando chegou escondida nas sombras.

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“ Vendo o carro se afastar um ser se enfurece e seus instintos mais perversos e insanos aparecem.”

 

Infeliz! Miserável! Sem escrúpulos! Como ela ousa me sabotar pela segunda vez? Como ela sabia que estaríamos ali?  Hora! Com ela sempre soube.

Aurora sabe rastrear com precisão! Aquilo me tirava do sério. Joguei a minha bolsa na lata de lixo que tinha ali e sai em direção ao beco mais adiante.

Ali abri as minhas assas negra e sai derrubando tudo que via pela frente e fui em direção as montanhas na escuridão da noite.

Eu me sentia frustrada e sabotada. Tinha uma missão e não conseguia dar um paço em direção ao triunfo.

Como nos campos de batalhas sempre dávamos um paço a frente e um para trás em recuo. Aquilo não saia do lugar a milênios. E me parecia que aqui estava sendo a mesma coisa.

Daqui a pouco Lenax em forma viria cobrar progressos e ele não seria nem um pouco complacente.

Fui em direção ao pico da montanha e observei as estrelas e a lua. Lá do alto eles me observavam a séculos. E gritei de raiva e frustração.

— Não posso falhar. Ou morrerei nas mãos de Lenax, e não posso voltar ao antigo lar. Como eu queria que isso acaba-se de uma vez. Eu disse contendo algo que pensei não sentir mais a muito tempo.

Eu observei a cidade a distancia e uma solidão me invadiu. Por que tudo isso? Por que nada poderia ser simples? Por que simplesmente não mostrávamos a alma que o nosso lado era o mais vantajoso.

Eu sabia que Aurora se pudesse faria o mesmo. Ela não gostaria de estar no meio dos humanos agora. Não depois que descobriu que era por causa deles que nos separamos e vivíamos em lados opostos a criação.

Os pensamentos e atos surgiam a minha mente e momentos vividos de grandes batalhas surgiam como fleches diante dos meus olhos.

E coloquei a mão no pescoço lembrando da sensação de queima que ela me fez com sua adaga.

Por que ela não me matou ali? Seria tão fácil e nossa questão do passado seria resolvida. Era só me tirar dali e nada seria visto. Mas não. Ela recuou e saiu.

Eu me levantei ainda sem entender e voltei derrubando arvores, galhos e tudo que ficava em meu caminho. A raiva reinava em meu coração e precisava colocar para fora ou Senis sofreria as conseqüências.

Entrei arrebentando a porta de vidro da sacada do meu quarto e fui em direção a Senis que estava de pé diante da lareira acesa.

— Senhora! O que ouve? As suas assas! Ele falou dando uns passos para trás diante do que via.

— Cale-se! Eu disse o puxando pelo colarinho de sua camisa de mangas longas e o empurrando contra a parede e o erguendo um pouco do chão.

Eu pude ver seus olhos negros brilharem diante do que via em sua frente. Senis sabia o que acontecia comigo e já imaginou que os meus planos com a alma nobre haviam ido por água abaixo.

— Ela os atrapalhou, não foi? Senis falou querendo esboçar um sorriso.

— Sim. E você pagara por ele. Eu disse o puxando para perto de mim e o invadindo com os beijos mais que devassos e insanos que pude fazer.

Senis não resistiu, e foi levado por mim para um lugar que pensei que jamais estaria. Nunca havia me entregado a um ser como ele. E nunca pensei que ele sendo meu cervo soubesse me satisfazer. Anjos e demônios seriam a mesma espécie e notei que nem tudo era terror e lágrimas em nosso mundo.

Entre gemidos e atos devassos nossos corpos se fundiram e se uniram em algo que jamais pude sentir antes. Algo acontecia comigo e nada que eu pudesse fazer me faria desistir de tomá-lo agora. Suas investidas eram profundas sua língua mais que vorás seus gestos e gemidos me levaram ao delírio e seu êxtase final me levou a profundezes de uma alma que pensei não ter.

Quando o dia amanheceu eu me levantei do seu lado me vesti e fui em direção a porta da sacada arrebentada.  Caminhei sobre os destroços e me apoiei no parapeito e observei o horizonte.

— Senhora eu. Senis falou baixinho atrás de mim quando me viu em silêncio.

— Não quero que diga uma só palavra. O que aconteceu será esquecido. E voltaremos a nos concentrar na nossa caça. É ele o nosso alvo, vamos aprofundar o seu sofrimento. Temos pouco tempo. Eu disse sem olhar para ele e notei ele dar um paço para trás.

— Sim senhora. Como desejar. Vou limpar os destroços. Ele falou saindo e me deixando sozinha ali com meus pensamentos.

Eu sabia que tinha errado na minha ira. E temia as conseqüências de atos sem pensar. O julgamento se aproximava e precisava que as acusações fossem mais que convincente, senão teria que apelar.

E sabia que se fizesse isso. Aurora se manifestaria de uma forma que eu já conhecia.

Ela seria, implacável.

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“ Entrando pela porta principal de sua casa um homem com uma garrafa na mão não entendia o que tinha acontecido de volta”

 

Não acredito nisso. Incêndio! Alguém conspirava contra ele! Só podia ser isso.

Já não bastava aqueles malditos processos de acusação que caiam feito uma bomba sobre sua vida. E agora nem um bom momento intimo conseguia! Só podia ser praga de alguém.

Justamente isso acontecia com ele. Não acreditava no ocorrido. E depois era ele o pervertido.

Depositei a garrafa em cima da mesa e subi em direção ao meu quarto, passei no quarto das crianças e as observei.

Dei boa noite a eles dormindo e fui para o meu quarto e me despi. Precisava de uma ducha mais que fria para me acalmar.

Mais uma vez não consegui provar de suas mais belas curvas e caricia mais ousada.

Tomei algo para dormir e fiquei aguardando o sono que nunca chegava.

Mas de repente um barulho de algo quebrando vinha da parte dos fundos do corredor.

Será que alguém levantou no escuro e caiu derrubando algo?

Era só o que me faltava! Mais processos em cima de mim.

Me levantei e fui em direção ao barulho e notei que vinha da biblioteca lá em baixo.

Mas quem ousaria entrar ali a estas horas? Será que seria um ladrão? Não com toda esta segurança espalhada pela propriedade.

Ninguém ousaria fazer isso. E se fosse aqueles malditos repórteres? Eles seriam doidos o suficiente para fazer algo desse tipo.

Mas quando iria recuar e chamar a segurança, mais um barulho de vidros ao chão se fez e resolvi eu mesmo encarar o que acontecia.

— Tem alguém ai? Se tiver saia agora senão chamarei a segurança e terá que dar explicações a eles. Eu disse atrás da porta e abrindo ela de supetão.

Eu não acreditei no que via. Você! E deste modo! O eu ouve? Eu mal conseguia entender o que via e fui em sua direção.

— Olá hó grande alma nobre. Aurora falou tapando a sua boca seguida de um soluço.

— O que faz aqui e deste jeito? Eu disse vendo que ela havia tomado quase a metade da garrafa de absinto que eu tinha trazido do hotel.

— Comemorando a minha astúcia. Ela disse chegando tão perto de mim que algo percorreu o meu corpo instantaneamente alem de perceber que ela estava semi embriagada.

— Não acha que bebeu de mais? Eu disse a vendo circular a minha volta passando o dedo em minha pele.

E aquele gesto dela me incendiou por entro, ela estava mais que excitante daquele jeito. E notei meu corpo reagir aos seus olhos mais que sedutores.

Deus o que era aquilo que eu sentia?

— Sou resistente Michael. Nem imagina o que já suportei desde a minha criação. Fiz coisas e combati coisas que você nem sonha existir. Mas confesso que tenho uma curiosidade. Ela disse parando bem na minha frente.

Foi ai que reparei. Ela estava com seus cabelos longos soltos e meio desalinhados, usava um vestido fino branco floral e de alças que teimosamente insistiam cair de um dos seus ombros.

Sua pele branca parecia aveludada e seus lábios transmitiam os mais puros desejos.

— Que curiosidade tem? Eu mal conseguia pronunciar as palavras em sua frente.

— Desejaria que me mostrasse o que tantos desejam ver. Ela disse se inclinando bem perto de mim e sussurrando perto do meu ouvido.

Eu não respondi nada, só fechei os olhos e respirei fundo. Seja o que Deus quiser. Não sou de ferro.

Eu a tomei me meus braços e invadi seus lábios com os meus beijos mais que insanos, suas mãos percorriam o meu corpo com voracidade e não consegui mais me segurar.

A conduzi para o sofá que tinha ali perto e fui a deitando e indo junto com ela.

Fui descendo os meus beijos para o seu pescoço e indo aos seus seios que já os tocava por debaixo do fino vestido. Num só gesto retirei o vestido que ela usava e fui retirando a camisa do meu pijama, ela puxou o cordão da calça que me prendia e ajudei a retirar o resto.

Seu corpo nu debaixo de mim me levou a loucura. Eu já não estava mais em mim e a possuir era o que eu mais queria e fui descendo com as minhas mãos e meus beijos a onde eu mais ansiava.

Eu a ouvi soltar um gemido mais que prazeroso quando eu a tomei com meus lábios. Há como aquilo era delirante. Sentir seu sabor em meus lábios me levava a loucura.

Quando senti que ela se entregava por completo me ergui e me posicionei entre as suas pernas que ela gentilmente as abria para mim.

Eu a penetrei devagar e pude sentir um gemido mais que contido vindo dela e me peguei vendo que parecia que eu era o primeiro homem em sua vida.

Parei o ato de imediato e a observei espantado e notei uma pequena lágrima cair de um dos seus olhos.

— Deus! Você é! Deveria ter me avisado! Eu mal conseguia me mexer.

O medo de ter a machucado me dominou e ameacei sair de cima dela, mas me surpreendi quando ela me segurou no lugar.

— Continue por favor. Foi só o que ela disse sorrindo para mim com seus olhos mais que verdes.

— Tem certeza disso? Eu falei ainda sem me mexer.

— Sim. Ela disse me puxando de encontro a seu corpo.

Eu a admirei por alguns segundos e segui aprofundando o meu membro dentro dela e notei que ela sorriu quando eu gemi alto em seu ouvido.

Eu me segurava com os movimentos no começo até o corpo dela se acostumar ao meu, mas ela começou a se mexer me levando ao total descontrole.

Meus instintos mais primitivos vieram a tona e a possui ali naquele sofá como se fosse a ultima tentativa que eu tinha de ser feliz.

Os movimentos se intensificaram, os gemidos saíram mais profundos e o suor escorria de nossos corpos ali em chamas.

Eu chegava ao meu limite e não aguentaria segurar por muito tempo e notei que ela também sentia o mesmo.

Então, intensifiquei as investidas dento dela que não demorou muito nos levaram ao mais belo e completo êxtase que já tive me fazendo soltar o meu corpo em cima dela e tentando controlar a respiração que me faltava.

— Você está bem Aurora? Eu mal conseguia pronunciar as palavras em cima dela.

Com uma de minhas mãos eu retirava uma mecha de seu cabelo de sua face e tentei em aflição ver suas reações.

— Sim. Eu estou bem. Ela falou também com sua respiração alterada.

— Por que tudo isso? Não que eu esteja reclamando. Mas me deixou intrigado. Eu disse ainda dentro dela e sorrindo vendo os seus olhos tímidos pela primeira vez.

— Sou curiosa. Ela disse escondendo um sorriso maroto.

Eu não resisti aquilo e a beijei mais de uma vez e senti o meu corpo reagir mais uma vez dentro dela e notei que ela também queria mais.

Nós amamos mais uma vez naquela biblioteca e fomos para o meu quarto, tomamos um banho juntos fizemos amor de volta no chuveiro e a levei para minha cama e adormeci em seus braços como a muito tempo não fazia.

continue…. Kisses in your hearts….