14 . CAP. “Planos”

Eu notei quando a alma saiu com seu amigo John em direções opostas. O seu advogado do caso sai alguns minutos antes e eu e Angeline já imaginávamos o por que ele teria vindo.

O novo testemunho de uma nova testemunha de acusação era o motivo de sua vinda.

Liley se esforçava em minar suas defesas. Ele cederia logo se ela precionasse mais.

— Ela vai lançar seus encantos esta noite. Angeline falou ficando do meu lado na janela do quarto do bebê e vendo o mesmo que eu via.

— Sei disto. Ele também não facilita em nada. Corre atrás dela feito um animal no cio. Eu disse vendo o carro dele passar nos grandes portões e partir.

— Não podemos culpá-lo. Ela sabe ser envolvente, sexy e determinada. Ela disse vendo a criança finalmente adormecer em seus braços.

Eu a olhei com um ar indignado. Sei que Liley sabia ser envolvente e sexy, mas não precisava me dizer na cara.

— Dispenso seus comentaria para com o ser. Ela só joga sujo. Eu disse voltando a olhar a noite lá fora.

— Por que não usa os mesmo truques. Ela disse colocando a criança no berço e me fez virar rapidamente em sua direção.

— Ficou louca? Eu nem sei falar com ele direito! Imagine fazer estas coisas? Eu disse totalmente indignada.

Ela só poderia ter perdido o juízo. Estarmos entre a criação mais complexa de Deus estava lhe afetando a mente.

— Por que? Não vejo loucura alguma em se envolver com um humano. Já soube de vários que fazem isso. E seus arrebentos tem um nome bem peculiar. Ela disse cobrindo a criança e parecendo ser natural o que dizia.

— Eu sei do que os chamam e acho um total absurdo. Somos anjos não procriadores de novas raças. Eu disse me virando para a janela e me lembrando de algo do passado.

— Mas Liley não pensa assim. E fará isso se tiver chance. Ela disse escutando a menina lhe chamar e ela foi em sua direção me deixando ali sozinha envolta a velhas lembranças.

Eu não a respondi, mas ela notou que suas palavras haviam entrado em minha mente.

Eu sabia muito bem do que ela falava. Depois daquele dia em que vimos eles se amarem pela primeira vez eu sempre voltava para observá-los.

Os seus sentimentos e instintos me intrigavam e os sons que eles faziam eram mais que fascinantes. O fluido que saia de seus corpos quando ele pareciam se entregar ao êxtase me deixava curiosa.

Nunca realizei tal ato. Nunca tive coragem o suficiente para isso. Já havia admirado os nossos, mas creio que eles não saberiam fazer iguais aos humanos, apesar de saber de certos boatos que alguns dos nossos vinham a terra e procriavam com as humanas dando assim a origem aos néferlins.

Seres metade anjo metade humano, mas não menos divino do que qualquer outra criação de Deus.

Mas algo me chamou atenção do meu lado, o resmungo da criança vinda do berço me levou a alma que vim convencer e resolvi fazer algo que foge a minha natureza.

Fui em direção ao mais alto parapeito da mansão e dali pude vislumbrar a cidade mais adiante.

— O que vai fazer? Angeline havia me visto quando passei rápido entre a porta do quarto das crianças e veio atrás.

—- Não disse que Liley ia lançar seus encantos? Pois bem. Vou detonar eles. Eu disse abrindo as assas e fui em direção sentindo as vibrações que a alma havia deixado pelo caminho.

— Isso Aurora. Detone aquela abusada roubadora de almas alheias. Eu escutei de longe Angeline gritar alto de cima do terraço.

Eu sempre fui uma boa rastreadora e rápida também, não precisava de artimanhas modernas para encontrá-lo tão rápido do que ele pudesse se quer dar um dos seus gritinhos irritantes em cima de um palco.

Não demorou muito e pude sentir as suas vibrações vindo de uma das janelas de um hotel luxuoso, e fui me aproximando devagar. Parei diante de uma das janelas ao lado e pude sentir seu perfume vindo por uma das frestas.

Eu me inclinei e os vi de pé diante de um dos vários móveis que tinha ali.

Notei Liley lhe entregar uma garrafa de absinto e franzi o cenho.

— Há! Então era assim! Esperta não! Mas eu sou mais. Eu disse descendo rapidamente e indo em direção aos fundos do hotel.

Recolhi as assas novamente e me escondi atrás de umas grandes latas de lixo e esperei alguém abrir a porta da cozinha, não demorou muito e alguém o fez, eu fui mais rápida e entrei.

— Bom. Como podemos causar um incêndio sem muitas proporções. Eu disse revirando o local e me escondendo de quem pudesse me ver.

Encontrei alguns panos de pratos e um forno elétrico perto do sistema de ar e os coloquei lá dentro úmidos.

O acendi e notei ele sair mais que muita fumaça expeça. Ele entraria pelo sistema de ar condicionado e levaria aos seus diversos corredores dando a sensação de um enorme incêndio.

O sistema de alerta ao incêndio iria acionar e o hotel seria evacuado as presas e sorri diante da visão que via.

Quando a fumacera começou a se espalhar o alarme foi acionado e começou a correria. Eu sai rapidamente e subi pelo lado de fora até a suíte em que eles estavam e fiquei perto da sacada esperando para ver o que acontecia.

Logo as batidas na porta com insistência os interrompeu de seus atos mais que luxuriosos, e notei que a alma ficou enfurecida por ter sido interrompido e estalei os olhos quando reparei na saliência em suas calças e sorri tapando a boca.

— Nossa! O que era tudo aquilo? Que humano! Eu disse ainda tapando a boca e chegando mais perto.

Eu notei ele atender a porta e não entender o que acontecia, vi Liley ir do seu lado, mas logo saiu e veio em minha direção.

Eu me escondi no prédio vizinho e a olhei procurar algo ao seu redor e cheguei mais perto na escuridão. Eu tinha certeza que ela sabia que era eu que tinha lhe sabotado os seus planos.

Quando ela falou se referindo a mim não me contive.

Sempre fui mais rápida que ela e quando ela menos esperou, eu encostei a minha adaga em sua garganta a pressionando. Um movimento seu, seria fatal. O veneno que continha na minha lamina não a mataria se eu não a cortasse, mas lhe queimaria a pele sensível.

Quando ela questionou a minha vontade de matá-la ali dizendo como a alma se explicaria diante de um cadáver, notei que sua vida seria poupada ali, mas não por muito tempo.

Trocamos algumas farpas e avisos e sai rapidamente quando percebi que ele vinha em nossa direção.

Voltei o mais rápido que pude para a mansão chegando antes do que ele e fui observá-lo quando chegou escondida nas sombras.

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“ Vendo o carro se afastar um ser se enfurece e seus instintos mais perversos e insanos aparecem.”

 

Infeliz! Miserável! Sem escrúpulos! Como ela ousa me sabotar pela segunda vez? Como ela sabia que estaríamos ali?  Hora! Com ela sempre soube.

Aurora sabe rastrear com precisão! Aquilo me tirava do sério. Joguei a minha bolsa na lata de lixo que tinha ali e sai em direção ao beco mais adiante.

Ali abri as minhas assas negra e sai derrubando tudo que via pela frente e fui em direção as montanhas na escuridão da noite.

Eu me sentia frustrada e sabotada. Tinha uma missão e não conseguia dar um paço em direção ao triunfo.

Como nos campos de batalhas sempre dávamos um paço a frente e um para trás em recuo. Aquilo não saia do lugar a milênios. E me parecia que aqui estava sendo a mesma coisa.

Daqui a pouco Lenax em forma viria cobrar progressos e ele não seria nem um pouco complacente.

Fui em direção ao pico da montanha e observei as estrelas e a lua. Lá do alto eles me observavam a séculos. E gritei de raiva e frustração.

— Não posso falhar. Ou morrerei nas mãos de Lenax, e não posso voltar ao antigo lar. Como eu queria que isso acaba-se de uma vez. Eu disse contendo algo que pensei não sentir mais a muito tempo.

Eu observei a cidade a distancia e uma solidão me invadiu. Por que tudo isso? Por que nada poderia ser simples? Por que simplesmente não mostrávamos a alma que o nosso lado era o mais vantajoso.

Eu sabia que Aurora se pudesse faria o mesmo. Ela não gostaria de estar no meio dos humanos agora. Não depois que descobriu que era por causa deles que nos separamos e vivíamos em lados opostos a criação.

Os pensamentos e atos surgiam a minha mente e momentos vividos de grandes batalhas surgiam como fleches diante dos meus olhos.

E coloquei a mão no pescoço lembrando da sensação de queima que ela me fez com sua adaga.

Por que ela não me matou ali? Seria tão fácil e nossa questão do passado seria resolvida. Era só me tirar dali e nada seria visto. Mas não. Ela recuou e saiu.

Eu me levantei ainda sem entender e voltei derrubando arvores, galhos e tudo que ficava em meu caminho. A raiva reinava em meu coração e precisava colocar para fora ou Senis sofreria as conseqüências.

Entrei arrebentando a porta de vidro da sacada do meu quarto e fui em direção a Senis que estava de pé diante da lareira acesa.

— Senhora! O que ouve? As suas assas! Ele falou dando uns passos para trás diante do que via.

— Cale-se! Eu disse o puxando pelo colarinho de sua camisa de mangas longas e o empurrando contra a parede e o erguendo um pouco do chão.

Eu pude ver seus olhos negros brilharem diante do que via em sua frente. Senis sabia o que acontecia comigo e já imaginou que os meus planos com a alma nobre haviam ido por água abaixo.

— Ela os atrapalhou, não foi? Senis falou querendo esboçar um sorriso.

— Sim. E você pagara por ele. Eu disse o puxando para perto de mim e o invadindo com os beijos mais que devassos e insanos que pude fazer.

Senis não resistiu, e foi levado por mim para um lugar que pensei que jamais estaria. Nunca havia me entregado a um ser como ele. E nunca pensei que ele sendo meu cervo soubesse me satisfazer. Anjos e demônios seriam a mesma espécie e notei que nem tudo era terror e lágrimas em nosso mundo.

Entre gemidos e atos devassos nossos corpos se fundiram e se uniram em algo que jamais pude sentir antes. Algo acontecia comigo e nada que eu pudesse fazer me faria desistir de tomá-lo agora. Suas investidas eram profundas sua língua mais que vorás seus gestos e gemidos me levaram ao delírio e seu êxtase final me levou a profundezes de uma alma que pensei não ter.

Quando o dia amanheceu eu me levantei do seu lado me vesti e fui em direção a porta da sacada arrebentada.  Caminhei sobre os destroços e me apoiei no parapeito e observei o horizonte.

— Senhora eu. Senis falou baixinho atrás de mim quando me viu em silêncio.

— Não quero que diga uma só palavra. O que aconteceu será esquecido. E voltaremos a nos concentrar na nossa caça. É ele o nosso alvo, vamos aprofundar o seu sofrimento. Temos pouco tempo. Eu disse sem olhar para ele e notei ele dar um paço para trás.

— Sim senhora. Como desejar. Vou limpar os destroços. Ele falou saindo e me deixando sozinha ali com meus pensamentos.

Eu sabia que tinha errado na minha ira. E temia as conseqüências de atos sem pensar. O julgamento se aproximava e precisava que as acusações fossem mais que convincente, senão teria que apelar.

E sabia que se fizesse isso. Aurora se manifestaria de uma forma que eu já conhecia.

Ela seria, implacável.

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“ Entrando pela porta principal de sua casa um homem com uma garrafa na mão não entendia o que tinha acontecido de volta”

 

Não acredito nisso. Incêndio! Alguém conspirava contra ele! Só podia ser isso.

Já não bastava aqueles malditos processos de acusação que caiam feito uma bomba sobre sua vida. E agora nem um bom momento intimo conseguia! Só podia ser praga de alguém.

Justamente isso acontecia com ele. Não acreditava no ocorrido. E depois era ele o pervertido.

Depositei a garrafa em cima da mesa e subi em direção ao meu quarto, passei no quarto das crianças e as observei.

Dei boa noite a eles dormindo e fui para o meu quarto e me despi. Precisava de uma ducha mais que fria para me acalmar.

Mais uma vez não consegui provar de suas mais belas curvas e caricia mais ousada.

Tomei algo para dormir e fiquei aguardando o sono que nunca chegava.

Mas de repente um barulho de algo quebrando vinha da parte dos fundos do corredor.

Será que alguém levantou no escuro e caiu derrubando algo?

Era só o que me faltava! Mais processos em cima de mim.

Me levantei e fui em direção ao barulho e notei que vinha da biblioteca lá em baixo.

Mas quem ousaria entrar ali a estas horas? Será que seria um ladrão? Não com toda esta segurança espalhada pela propriedade.

Ninguém ousaria fazer isso. E se fosse aqueles malditos repórteres? Eles seriam doidos o suficiente para fazer algo desse tipo.

Mas quando iria recuar e chamar a segurança, mais um barulho de vidros ao chão se fez e resolvi eu mesmo encarar o que acontecia.

— Tem alguém ai? Se tiver saia agora senão chamarei a segurança e terá que dar explicações a eles. Eu disse atrás da porta e abrindo ela de supetão.

Eu não acreditei no que via. Você! E deste modo! O eu ouve? Eu mal conseguia entender o que via e fui em sua direção.

— Olá hó grande alma nobre. Aurora falou tapando a sua boca seguida de um soluço.

— O que faz aqui e deste jeito? Eu disse vendo que ela havia tomado quase a metade da garrafa de absinto que eu tinha trazido do hotel.

— Comemorando a minha astúcia. Ela disse chegando tão perto de mim que algo percorreu o meu corpo instantaneamente alem de perceber que ela estava semi embriagada.

— Não acha que bebeu de mais? Eu disse a vendo circular a minha volta passando o dedo em minha pele.

E aquele gesto dela me incendiou por entro, ela estava mais que excitante daquele jeito. E notei meu corpo reagir aos seus olhos mais que sedutores.

Deus o que era aquilo que eu sentia?

— Sou resistente Michael. Nem imagina o que já suportei desde a minha criação. Fiz coisas e combati coisas que você nem sonha existir. Mas confesso que tenho uma curiosidade. Ela disse parando bem na minha frente.

Foi ai que reparei. Ela estava com seus cabelos longos soltos e meio desalinhados, usava um vestido fino branco floral e de alças que teimosamente insistiam cair de um dos seus ombros.

Sua pele branca parecia aveludada e seus lábios transmitiam os mais puros desejos.

— Que curiosidade tem? Eu mal conseguia pronunciar as palavras em sua frente.

— Desejaria que me mostrasse o que tantos desejam ver. Ela disse se inclinando bem perto de mim e sussurrando perto do meu ouvido.

Eu não respondi nada, só fechei os olhos e respirei fundo. Seja o que Deus quiser. Não sou de ferro.

Eu a tomei me meus braços e invadi seus lábios com os meus beijos mais que insanos, suas mãos percorriam o meu corpo com voracidade e não consegui mais me segurar.

A conduzi para o sofá que tinha ali perto e fui a deitando e indo junto com ela.

Fui descendo os meus beijos para o seu pescoço e indo aos seus seios que já os tocava por debaixo do fino vestido. Num só gesto retirei o vestido que ela usava e fui retirando a camisa do meu pijama, ela puxou o cordão da calça que me prendia e ajudei a retirar o resto.

Seu corpo nu debaixo de mim me levou a loucura. Eu já não estava mais em mim e a possuir era o que eu mais queria e fui descendo com as minhas mãos e meus beijos a onde eu mais ansiava.

Eu a ouvi soltar um gemido mais que prazeroso quando eu a tomei com meus lábios. Há como aquilo era delirante. Sentir seu sabor em meus lábios me levava a loucura.

Quando senti que ela se entregava por completo me ergui e me posicionei entre as suas pernas que ela gentilmente as abria para mim.

Eu a penetrei devagar e pude sentir um gemido mais que contido vindo dela e me peguei vendo que parecia que eu era o primeiro homem em sua vida.

Parei o ato de imediato e a observei espantado e notei uma pequena lágrima cair de um dos seus olhos.

— Deus! Você é! Deveria ter me avisado! Eu mal conseguia me mexer.

O medo de ter a machucado me dominou e ameacei sair de cima dela, mas me surpreendi quando ela me segurou no lugar.

— Continue por favor. Foi só o que ela disse sorrindo para mim com seus olhos mais que verdes.

— Tem certeza disso? Eu falei ainda sem me mexer.

— Sim. Ela disse me puxando de encontro a seu corpo.

Eu a admirei por alguns segundos e segui aprofundando o meu membro dentro dela e notei que ela sorriu quando eu gemi alto em seu ouvido.

Eu me segurava com os movimentos no começo até o corpo dela se acostumar ao meu, mas ela começou a se mexer me levando ao total descontrole.

Meus instintos mais primitivos vieram a tona e a possui ali naquele sofá como se fosse a ultima tentativa que eu tinha de ser feliz.

Os movimentos se intensificaram, os gemidos saíram mais profundos e o suor escorria de nossos corpos ali em chamas.

Eu chegava ao meu limite e não aguentaria segurar por muito tempo e notei que ela também sentia o mesmo.

Então, intensifiquei as investidas dento dela que não demorou muito nos levaram ao mais belo e completo êxtase que já tive me fazendo soltar o meu corpo em cima dela e tentando controlar a respiração que me faltava.

— Você está bem Aurora? Eu mal conseguia pronunciar as palavras em cima dela.

Com uma de minhas mãos eu retirava uma mecha de seu cabelo de sua face e tentei em aflição ver suas reações.

— Sim. Eu estou bem. Ela falou também com sua respiração alterada.

— Por que tudo isso? Não que eu esteja reclamando. Mas me deixou intrigado. Eu disse ainda dentro dela e sorrindo vendo os seus olhos tímidos pela primeira vez.

— Sou curiosa. Ela disse escondendo um sorriso maroto.

Eu não resisti aquilo e a beijei mais de uma vez e senti o meu corpo reagir mais uma vez dentro dela e notei que ela também queria mais.

Nós amamos mais uma vez naquela biblioteca e fomos para o meu quarto, tomamos um banho juntos fizemos amor de volta no chuveiro e a levei para minha cama e adormeci em seus braços como a muito tempo não fazia.

continue…. Kisses in your hearts….

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