12. CAP. “Não”

O dia mal tinha se levantado e eu já estava de pé, a noite em silencio avia surtido efeito e aquele toque dele em minha pele ainda ardia.

—Está melhor? Angeline falou me vendo sair do meu quarto.

— Sim. Só precisamos agilizar isso. Não desejo me confrontar com Liley na frente deles. Isso que ela fez foi só um aviso. Ela vai investir pesado. E temo pelas crianças e por ele. Eu disse escutando os resmungos do pequeno em seu berço.

— Sei disso. Pude ver que ele não dormiu mais uma vez. Esta exausto e de mal humor com sigo mesmo e sinto que Liley anda mexendo seus pauzinhos. Ela disse se virando para a porta do quarto do pequeno e voltando-se para mim.

— Não olhe para mim. O pequeno é todo seu. Eu disse vendo em seus olhos a suplica.

— Sabia que as vezes não sei quem é mais cruel? Se anjos ou demônios! Ela disse indo em direção a porta e a abrindo contrariada.

— Somos todos iguais. Só jogamos em times opostos. Eu disse indo em direção ao quarto dos dois mais velhos.

— Sei.. Ela disse já entrando e sabendo o que a aguardava.

Eu entrei os acordei fiz eles irem ao banheiro e se arrumarem para tomarem o seu belo café da manhã.

Eles iriam estudar a manhã toda e depois teríamos que levá-los a medico para as suas consultas mensais.

Eu estava perto dos jardins esperando por eles quando sinto um leve perfume conhecido no ar.

Sua presença me incomodava. Como eu iria convencê-lo que ele fazia parte de uma disputa acirrada por sua alma? Aquilo parecia ser injusto. Por que tinha que ser eu a fazer isso? Não sabia lidar com almas. Nem as mais simples, imagine a dele que me deixava inquieta.

— Bom dia Aurora. Michael me disse quando chegou do meu lado.

— Bom dia senhor Jackson. Eu disse mal o olhando.

— Como está seu ombro? Ele disse ainda na mesma posição.

— Bem melhor obrigada. Eu falei rezando que ele saísse dali logo.

Eu não tinha jeito para conversas. E com ele as palavras pareciam sair rasgando da minha garganta.

— Poderia responder as minhas perguntas agora? Ele falou finalmente se virando para mim e me encarando com seus lindos olhos negros inquisidores.

— O que deseja saber senhor. Eu disse o olhando fixo agora e não pude deixa de notar o quanto ele era belo.

Credo o que era aquilo agora!

— Sou Michael em primeiro lugar. Em segundo como veio parar como minha babá? Em terceiro como fez o ferimento no ombro? Isso não me parece ter sido feito no bosque. Ele falou ainda com seus olhos fixos em mim.

Eu o observei por alguns instantes. Não era da minha natureza mentir. Mas a verdade poderia o deixar desorientado. Sua fé e sua crença em Deus eram fortes. Mas o que eu era e representava seria um baque ele saber que realmente existia.

— Okay Michael. Não sou muito de cuidar de crianças, isso não e meu forte. Mas até que me dou bem com elas depois de muito tempo. Mas Angeline tem o dom. Ela precisava do emprego e como exigiam duas eu vim para a aJudá-la. E creio que damos conta do recado. E como feri meu ombro foi um simples acidente. O cão se embrenhou no bosque e não vi um espinho afiado por causa da chuva densa que caia, daí me feri. Só isso. Eu disse desviando dos seus olhos investigadores.

— Tão simples assim? Ele falou colocando as suas mãos para trás e me olhando mais atentamente.

— O que queria ouvir mais? Eu disse sustentando o seu olhar agora.

Algo me aborrecia em seus gestos.

— Que se empregou de babá só para ficar perto de mim. Que lhe atraio e lhe interesso. Ele falou todo convencido na minha frente.

Eu não entendia o que ele queria dizer de imediato. E estalei os olhos quando o meu celebro processou os seus termos. Eu pude sentir meu coração disparar no peito e o ar começou a ficar raro.

— Há! Tá ficando maluco! Não acha que é uma presunção sua achar que todos se derretem por você? Não acredito no que eu acabei de ouvir! E olha que já escutei e vi coisas que você jamais acreditaria que possa existir! Eu disse saindo da sua frente com uma vontade de destruí-lo e passei como um raio em direção a cozinha a onde eu sabia que Angeline estava.

Ela tinha que arrumar outra maneira de convencermos aquela alma insolente e presunçosa a ir para o nosso lado. Eu não deseja ficar ali mais um minuto! Ou não responderia pelos meus atos.

— Nossa! A onde é a guerra? Angeline falou dando algo para o mais novo comer e me olhava atenta.

Eu estava a ponto de explodir. Aquela sensação me deixava instável e não entendia a enxurrada de sentimentos que me invadiam.

— Precisamos arrumar outra forma. Isso não vai dar certo. Creio que não sou hápta para este trabalho. Eu disse andando de um lado para o outros sem a olhar.

Eu não podia dizer claramente do que se tratava, pois tinha mais seres humanos ali.

— Não ira desistir agora. Sei que consegui. Você é a melhor. Ela disse me olhando fixo.

— Eu vou espera as crianças lá fora. E você também. Eu disse saindo dali de dentro e indo em direção ao outro lado do jardim.

Deus! Eu precisava de forças. Algo estranho acontecia comigo. Será que era por causa de tanto tempo afastado da humanidade? E só estando em campos de batalhas me deixou assim? Sem entender o que acontecia comigo!

Não sabia como convencê-lo. Não sabia como lidar com ele. Não sabia como fazer acreditar no que éramos. Aquilo estava me deixando confusa e desorientada.

E precisava de ajuda.

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“ Dentro de um mustangue conversível vermelho um ser seguia seu caminho.”

 

Eu podia sentir algo no ar, mudanças seriam seguidas de grandes revelações, eu olhei o céu e ele pareceu mais azul do que nunca. E uma saudade estranha me invadiu o peito.

O vento batia forte em meu rosto enquanto eu guiava até o restaurante e velhas imagens teimavam em aparecer diante dos meus olhos negros.

Conforme a alta estrada seguia seu curso eu acelerava ainda mais, num mustang de lenço vermelho nos cabelos óculos escuros e um vestido sexy eu me perdia em velhas lembranças.

— O que pensa que está fazendo Liley? Sabe que isso é proibido! Aurora falava vindo abaixada atrás de mim.

— Não seja alarmada. Vamos só dar uma espiada. Não diga que nunca teve curiosidade em velos. Eu disse indo se escondendo atrás das velhas paredes.

Eu sabia que o que íamos fazer era totalmente proibido e se fossemos pegas seriamos severamente repreendias.

— Já imaginou se somos descobertas? Vamos os matar de susto se nos virem. Daí sim estaremos fritas. Vamos limpas o chão durante milênios. É isso que desejas? Ela falou reclamando, mas me seguindo como uma sombra.

— Escute. Se ficar falando alto assim. Até Gabriel vai escutar. E olhe que ele anda ocupado. Eu disse já chegando a onde eu queria.

— Há! Desculpe o meu real estado de preocupação. Não sabia que suas costas eram tão quentes assim. Ela disse arregalando os olhos quando viu onde paramos.

Ficamos ali de boca aberta. Jamais tínhamos vistos seres humanos assim tão de perto. Sempre o víamos a distancia e eles pareciam tão belos de onde víamos.

A sua nudez era esplêndida e parecia nos esquentar as nossas veias, sentíamos o coração ir aos pulos e sorrimos diante da visão que contemplávamos.

— Céus! Olhe aquilo? Como eles conseguem? Aurora falou tapando a boca diante do que via.

— Parece ser tão prazeroso! Olhe os sorrisos nos lábios delas. Eu disse admirando o que via.

— Não creio. Olhe o quanto gemem. Devem ser de dor. Mas se são de dor, por que as apertam mais? Ela disse virando a cabeça para poder acompanhar os movimentos.

— Não! Veja Aurora! Ela pede mais. Não é de dor. E de prazer. Ele a chama de amor. Isso as deixa feliz. Será que os nosso podem fazer o mesmo? Eu disse completamente curiosa.

Eu notei que Aurora não respondeu e olhei do meu lado e ela não estava ali.

A onde ela foi? Será que se assustou e foi em borá me deixando ali sozinha? Que miserável! Com certeza eu me daria mal.

Mas quando ergui a minha cabeça a vi em cima do telhado nas sombras das árvores e sorri diante a sua curiosidade e fui me ajuntar a ela.

Ficamos ali admirando até o ato final e sorrimos diante da forma humana de se amar. E ficamos de investigar se os nosso podiam fazer o mesmo, mas não tivemos tempo de descobrir a guerra chegou primeiro e nos impediu de sabermos.

Quando virei a ultima curva da estrada já avistei a rua que me levaria ao restaurante.

Não levei muito tempo e já estacionei em um restaurante não muito sofisticado, entrei me anuncie ao gerente e ele me levou a mesa.

— Olá. Presumo que seja a senhorita Demont. Um homem não muito elegante falou se levantando e me cumprimentando.

— Sim senhor Flin. Mas prefiro que me chame de Liley. Eu disse retribuindo o aperto da sua mão e vendo ele puxar a cadeira para me sentar.

— Bebe algo Liley? Ele falou sorrindo para mim.

— Martine seco. Eu disse olhando para ele e sorrindo sedutoramente.

— Dois por favor. Vou acompanhar a senhorita. Ele falou para o garçom que saiu rapidamente.

Eu podia ver suas intenções atrás dos seus olhos. Ele iria fazer o acordo, mas desejava lavar mais vantagem do que merecia e teria.

Ele era asqueiroso, mentiroso, falso, mesquinho, sujo, manipulador e traidor alem de muitas coisas em que meu mundo era o maior atrativo para alma perdidas como esta.

O dia que morre-se ele tinha passaporte direto para as profundezas.

— Então. Meu assessor disse que você esta inclinado em aceitar a nossa generosa proposta. Lhe daremos o dinheiro necessário para os seus negócios. Em troca de um pequeno favorzinho é claro. Eu disse cruzando as pernas com sensualidade.

Ele acompanhou os gestos tomando em um gole só a bebida que tinha em seu copo.

— Mas o que me pede é arriscado. Poderei ser preso por falso testemunho. O astro é poderoso. Ele tem influencias. Sabe de quem estamos falando? É do rei do pop moça. Ele falou vendo o garçom trazer a nossas bebidas.

—- Sei muito bem de quem se trata. Mas sei que pode ser bem convincente. Acredito em você Joeine. Sei que pode dizer o que pedimos e muito mais. Acredite, acreditamos em seu potencial. Eu disse vendo o garçom deixar a nossas bebidas e saindo me olhando de lado.

Ele avia se afundado em meu decote quando veio já da primeira vez. E sorri para ele quando virou a entrada do bar. Ele tinha um delicioso jeito sexy.

— Mas creio que a quantia é pouca para o que tenho que fazer. Ele disse fazendo a minha atenção se voltar para ele.

— Escute aqui Joeine. Sei que o que oferecemos é muito alem do que precisa. E sei das suas dividas com o jogo e tenho certeza que as pessoas para quem deve não são tão generosas quanto eu sou. Um gesto meu e você irá conhecer o fundo de algum lago qualquer. Então aceite a minha oferta e faremos negócio. Não tenho o dia todo. Eu disse vendo ele suar frio e tomar sua bebida novamente em um gole só.

Ele me observou por alguns segundo e limpou o suor com um lenço que retirou do seu bolso.

— Esta bem. Eu aceito o trato. Ele falou guardando o lenço no seu bolso e tocou a minha mão que estava pausada em cima da mesa.

Eu o olhei tomei um gole do meu drink, puxei a minha mão debaixo da sua me levantei rapidamente o peguei pelo colarinho e depositei um beijo nos lábios selando o nosso pacto.

— Trato feito. Eu disse saindo sedutoramente sorrindo para mim mesma colocando os óculos escuros e mandando um beijo para o garçom que me seguia com os olhos juntos com algumas pessoas do lugar.

Guiei até o hotel e me arrumei com o presente que Michael avia me mandado.

De uma certa forma eu amaria ver o seu potencial primeiro antes de levá-lo.

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“ Dentro do seu quarto deitado de costas em sua cama olhando o teto um homem ainda não tinha dormido nada e o dia já avia amanhecido”

 

Mais um dia e eu aqui. Até quando isso iria continuar? Eu me lembrava dos dias que mal conseguia respirar, era um show atrás do outro o palco era o meu lar e os fãs do mundo todo era minha família.

Rodei o mundo mais de uma vez mostrando a minha arte e minha musica e agora estava aqui tentando provar a minha inocência mais uma vez.

Por que isso? Eu só desejava viver em paz com meus filhos. Sei que amor eu não iria mais encontrar. Já avia tentado mais de uma vez e nada.

Só iria aceitar esta loucura de compromisso por que John achou que inverteria a minha imagem de maluco e pervertido diante das pessoas.

Mas quem me conhecia sabia do meu real drama. Não se podia confiar em ninguém.

Me levantei e fui em direção a janela e pude ver debaixo das arvores mais altas uma silueta vestida de branco e pude ver suas belas formas diante dos meus olhos e um aperto no peito se fez presente.

— Senhor Jackson. O entregador que o senhor mandou ao hotel já voltou. O meu guarda costas particular falou batendo e falando por detrás da porta do meu quarto.

— Obrigado. Eu disse saindo da janela e indo tomar um banho.

Eu iria investir mais uma vez, Liley me atraia e desejava saber o por que dela ter fugido.

Mas isto seria mais a noite agora eu desceria e descobriria da mulher dos olhos de esmeraldas o que ela fazia ali na minha casa tão perto de mim.

Eu desci as escadas olhei os meus filhos estudando dei bom dia a eles, vi o meu caçula nos braços de Angeline que me sorriu feliz e fui em direção a onde Aurora estava.

Quando cheguei perto de onde ela estava senti um arrepio percorrer o meu corpo ela me dava sensações estranhas, e me excitava de uma forma até involuntária e seu perfume natural parecia me invadir. Se eu tivesse que escolher alguém certamente seria ela.

Mas não resisti e fui até ela. Perguntei se estava melhor e ela se limitou a responder. Fiquei do seu lado e a olhei de soslaio e notei que ela era mais bonita assim a luz do dia.

Eu não me aguentava de curiosidade e fiz as perguntas que ela respondeu prontamente, mas notei que ela não me olhava nos olhos e forcei a pergunta quando ela me encarou.

Algo profundo gelou a minha alma. Como ela era linda? Há se eu pudesse tocar sua pele sedosa. Seus lábios eram mais que tentadores e adoraria me embrenhar em seus braços.

Mas ela me surpreendeu com um breve relatório que não tive outra escolha e tentar uma saída estratégica.

Mas não sei o que ouve que soltei uma cantada que até eu me mataria se fosse comigo. De onde tirei aquilo? Que horror!

Notei que ela ficou furiosa e me soltou os cachorros ali mesmo no jardim. Se Chris vise me tiraria sarro pelo resto da vida.

E notei que ela tinha coragem. E vi ela sair rapidamente e totalmente irritada. E notei que ela ficou mais estonteante ainda e sorri diante do que ela me causava.

O dia só teria sido melhor se o destino ajudasse. Novas acusações foram acrescentadas, uma testemunha de acusação vinda sabe Deus da onde avia surgindo deixando o meu advogado mais que preocupado e John quase arrancando os seus cabelos.

Continue…. Kisses in your heats…..

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