20.CAP….

Entrei rapidamente e fui em direção ao quarto que Dragos tinha reservado até o concerto do meu. Fui ao banheiro e coloquei para fora o suco que tinha ingerido com o astro. Tomei um banho e adormeci profundamente.

Pude ouvir algumas batidas de leve e já sabia que eram os trabalhadores em meu quarto. Coloquei um travesseiro na minha cabeça e mergulhei mais fundos nas sombras

Eu podia sentir o perfume das flores do campo. Eu amava as vastas plantações de girassóis a minha frente. O sol da bela manhã aquecia a minha pele e fazia dos meus cabelos negros e longos um lindo visual de se ver.

Eu amava andar a cavalo, uma das coisas mais belas que meu pai tinha me ensinado.

Então galopar ao sabor do vento era algo encantador para mim.

— Vamos Ventania. Vamos mais depressa! Eu disse estimulando o cavalo com os meus pés e senti ele galopar mais rápido.

Abri os meus braços para poder ter aquela sensação de voar como os pássaros no céu e sorria com os olhos fechado.

Não teria perigo algum com aquilo, pois os corredores da plantação eram limpos de todos os perigos e o cavalo já era acostumado a fazer aquilo comigo.

Mas notei o cavalo se assustar com algo e abri os olhos rapidamente segurando nas rédeas em cima dele. Mas ele empinou num gesto brusco me jogando ao chão com tamanha brutalidade que desmaiei ao sentir o impacto do solo.

— Hey senhorita está bem? Um homem todo elegante falou me segurando em seus braços.

Eu abria os meus olhos com uma certa dificuldade e senti uma dor forte em meu braço direito e na minha testa.

— Acho que quebrei o meu ombro. Eu disse sentindo estar deitada no solo e nos braços do homem que carinhosamente limpava o meu rosto da grama que continha nele.

— Creio que não. Só o machucou muito e tem um belo corte na sua testa. Vai ficar cicatriz. Ele falou retirando um lenço do seu bolso e limpando o corte com maestria e rapidez.

Eu pude ver a sua respiração acelerar e seu coração bater mais rápido e notei que ele se preocupava com o sangue que saia do corte. E resolvi sair logo dali.

— O que ouve com o meu cavalo? Ele jamais ágil assim. Eu disse vendo ele me ajudar a levantar-se.

— Era uma cobra. Os animais pressentem animais predadores e mortais e se agitam. Ele falou me sustentado nos braços, pois a tontura se fez presente.

Eu o observei de perto agora. Ele era um homem encantador. Com seus cabelos longos e lisos da cor do girassol ele era de tirar o fôlego de qualquer dana. E sorri diante dos seus olhos azuis cor do céu a me fitar atento.

— Obrigada senhor. Mas preciso ir para casa agora. Tenho que ver este meu ombro. Eu disse meio que sem jeito, pois notei que o cavalo tinha se ido e a volta era longa.

— Espere aqui vou pegar o meu cavalo e a levarei. Jamais irei permitir que siga caminho neste estado. O homem de olhos cor de céu me falou me colocando sentada em uma pedra próxima e indo buscar o animal.

Eu observei ele se afastar ligeiro e fiquei prestando atenção como ele fazia. Seu caminhar era rápido seu cabelos presos em um rabo de cavalo sacudiam quando ele se ia, e seu corpo era de um homem de meia idade, mas belo.

Quando ele trousse seu belo animal notei que ele usa uma viseira diferente e estranhei aquilo, mas deveria ser normal de onde ele vinha. Pois notei que seu sotaque era de estrangeiro.

— Pronto senhorita. Deixe-me ajudá-la a montar e seguiremos a sua casa. Ele falou parando o cavalo na minha frente e deixando escapar um sorriso estonteante.

Eu sorri para ele em gratidão e notei ele colocar as suas mãos na minha cintura e em levar ao cavalo. Notei que seus braços eram fortes e ele era magnífico ali em sua posse de lord.

Ele me levou delicadamente pelos campos floridos até a minha casa. O seu trote era tranqüilo e sereno, eu podia sentir ele me apertar firme em seus braços e podia jurar que ele cheirava discretamente os meus cabelos.

Quando chegamos notei os empregados correrem ao nosso auxilio. Pois o cavalo tinha voltado para casa.

— O que ouve senhora? Está ferida? Um dos criados falou segurando as rédeas do cavalo quando paramos.

— O cavalo a derrubou. Ela machucou o ombro e tem um corte profundo em sua testa. Chamem o doutor. O homem que desceu rapidamente do cavalo falou com uma voz austera e firme.

Eu pude ver o criado sair as presas para chamar o doutor e ele me pegou em seus braços.

— Me indique a direção. E me permita entrar em sua casa. Ele falou me olhando profundamente em meus olhos e muito perto do meu rosto.

— Pode entrar pela porta lateral. Ali me levará aos meus aposentos senhor. Eu disse vendo outro criado nos olhar e abrir a posta para entrarmos.

O doutor logo veio e constatou que foi uma bela queda, mas não tinha nenhuma fratura, só o corte mesmo na testa.

Notei que o homem por mais que fosse gentil também não era muito fã de sangue e ferimentos e sorri diante da semelhança dele com lord Jacks.

Depois que o doutor se foi notei o homem ficar apreensivo e logo se despediu e saiu.

Me deixando intrigada com a sua atitude. Mas quando ia me levantar o meu criado avisou da presença de Lod Jacks na minha casa, ele ficou sabendo do acidente e veio depressa me deixando feliz com a sua visita.

Mas quando olhei seus lindos olhos negros surgirem na porta do meu quarto escutei um estrondo alto e dei um pulo na cama.

continue…. Kisses in your hearts….

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