35. CAP… “ A Audiência

A entrada do tribunal estava cheia. A mídia do mundo todo em peso era assustadora.

Mas, o que mais me chamou atenção eram os cartazes que várias pessoas manifestavam com elas.

Alguns elogiavam a minha ousadia, e outros me detonava com ofensas e acusações

Eu tinha certeza que eram fãns de Michael, cada um com suas conclusões sobre mim. Eu não os podia culpar. Eles julgavam o que não compreendiam.

Algumas pessoas tinham alguma peça sobre Michael e meu filho. Camisetas chapéus, fotos, pôsteres e faixas.

Eu olhei aquilo tudo por detrás do vidro escuro do carro e coloquei os meus óculos escuros e percebi o carro diminuir e entrar devagar

O meu coração batia no peito disparado e notei John pousar a sua mão sobre a minha e me encarar.

— Está tudo bem Med? Ele perguntou vendo o meu estado e percebeu o carro estacionar na frente da porta principal

Se algo me acontece-se ou ao baby, Michael o mataria

— Sim. Eu estou bem. Vamos em frente. Eu disse respirando mais ainda com ênfase e notei Peter e Bobby descerem e abrir a porta para nós.

— Não ligue para as ofensas Med. É assim mesmo. Só veja o quanto lhe apoiam, eles são a maioria. Estes são os verdadeiros fãsn de seu marido, Michael deve estar orgulhoso de você. John falou ainda segurando a minha mão.

Eu não disse nada só assenti com a cabeça e estendi a minha mão para deixar Peter me ajudar a descer do carro.

Mas no estante que coloquei o pé para fora do carro, nós escutamos gritos e aplausos me incentivando no que eu fazia.

Mas as palavras de ofensas e desagrado também acompanham a manifestação.

Eu me voltei para o publico que era imenso ali, e me lembrei dos dias que Michael ia naquele mesmo tribunal para provar a sua inocência.

E uma dor me veio a mente, ele enfrentava acusações para defender a sua honra. Mas por detrás de uma verdade dita, as razões eram bem outras.

Martim investiu tudo que pode para destruir Michael por causa da afronta, mas Michael provou ao mundo que era, Invincible.

E como ele agora, eu seria Inquebrável

— Vamos Med. John falou tocando o meu braço com carinho e me tirou das velhas lembranças

— Sim. Vamos. Eu disse desviando os olhos das pessoas, das câmeras e fleches que estalavam em minha direção ali fora e entrei para provar ao mundo que eu merecia ser quem era

A audiência foi a portas fechadas. Algo que o Juiz concedeu por causa da repercussão do caso. O mundo era uma tempestade só, e eu estava no meio do furacão.

Depois de provar quem eu era e mostrar as provas finais que o juiz pediu, como registro de nascimento, declaração do hospital, cartas da mãe de Michael e de Diana, e a prova de DNA.

O juiz não teve outra alternativa a não ser, conceder a guarda de meu filho a mim.

Michael Jackson II era declaradamente diante de todos. Meu filho.

Uma outra audiência foi marcada para terminar de assumir a guarda total dos filhos de Michael. E para isso a senhora Jackson, Diana e TJ teriam que estar presentes para formalizar.

Mas isso seria menos intenso como agora. E conforme a repercussão que se gerasse em torno da minha história, a custódia seria resolvida só com declarações.

O meu celular tocou logo que coloquei os pés para fora da sala. Eu olhei o identificador e sorri diante dele

— Michael! Eu disse não podendo conter a minha alegria

— Como está meu amor? Como foi tudo? Eu sei que terminou. Ramires me ligou logo que viu você sair da sala. Michael falou parecendo eufórico do outro lado da linha

— O nosso filho é nosso Michael. O mundo sabe que êxito e que sou sua mãe. Eu disse por detrás das lágrimas que não conseguia conter

— Oh meu Deus! Então deu tudo certo? Você vai trazer eles para mim? Eles estão ai com você?  Eu não consigo ver ninguém da minha família pela TV. Michael falou parecendo chorar se referindo aos seus três filhos

Eu respirei fundo por que me senti meio zonza e suava frio e notei Peter e Booby ficar do meu lado me observando.

Eu não tinha saído ainda no pátio do estacionamento, então as pessoas não me viam e John conversava com os advogados das crianças e da senhora Jackson no outro lado do corredor

— Não meu amor. Eles não vieram na audiência. Blanket será levado por uma assistente social que tem a supervisão deles. E os outros dois mais velhos eu terei mais uma audiência na segunda feira para o juiz decidir se poderei ficar com eles. Como eles não são meus filhos, tem que ser assim. E não vi ninguém da sua família com foices e machados no meio da multidão lá fora querendo incitar as pessoas contra mim. Eu disse para Michael sentindo o mal estar me dominar com mais força

Eu me segurei no corrimão da escada que nos levava ao pátio e procurei não derrubar o celular no chão

— Senhora! A senhora não me parece bem. Peter falou me apoiando na cintura

— Eu preciso me sentar Peter. Eu disse não conseguindo sustentar as minhas pernas

—Senhor John! Booby falou um pouco alto para chamar atenção dele que percebeu o que ocorria e veio ligeiro em nossa direção sendo acompanhado pelos outros

— John. É ele na linha, por favor explique. Tenho certeza que ele percebeu o que ocorre aqui. Eu disse entregando o celular para John que por alguns momentos não compreendeu

Mas quando olhou direto nos meus olhos, ele sabia de quem eu falava. Ele pegou o celular e se afastou de nós e notei quando Peter e Booby me ajudavam a sentar em um banco e John tentava acalmar Michael no telefone.

Os advogados das crianças e da senhora Jackson ficaram me observando e tentando ser prestativos. Um médico do tribunal foi chamado e tentei despistar ele com relação ao meu mal estar.

E uma queda de pressão por emoções fortes foi constatada em vez de uma confirmação de gravidez diante de todos.

Não demorou muito John retornou com meu celular desligado e com um olhar que teve trabalho para acalmar Michael do outro lado da linha

— Como ele está? Eu disse finalmente quando todos se foram e ficamos só eu, John e os seguranças

— Uma fera. Você sabe como ele é. Já está melhor? Precisamos sair daqui antes que ele resolva aparecer aqui para lhe pegar. John falou me olhando com atenção

— Sim. Vamos logo. Eu disse me pondo de pé e seguindo com ele em direção ao pátio do estacionamento sobre a supervisão de três homens atentos

E a recepção das pessoas ali fora foram as mesmas. Até com mais ênfase desta vez. Eu escutei de tudo. De parabém e felicitações por eu ser quem era, como de impostora querendo me promover diante de todos e ficar com a herança das crianças.

Mas meu coração quase parou quando vejo do outro lado da rua e fora do pátio do tribunal, uma limousine que eu conhecia muito bem

— Oh meu Deus! Eu gaguejei já parada perto da porta do carro e finalmente apaguei diante de todos

A nossa sorte era que eu estava atrás do carro e na frente da porta para entrar, e Peter me amparou não deixando transparecer que eu havia desmaiado diante das pessoas e fãns que nos viam, então elas não viram a cena acontecer

Para eles eu entrei no carro e parti em disparada para algum lugar. Mas na verdade não era bem isso que tinha acontecido.

Eu estava desacordada nos braços de John e com os meus guarda costas e o motorista correndo para o hospital mais próximo.

continue…. Kisses in your hearts….

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