24.CAP….

Quando passei a passos largos para dento da casa eu observei os olhos atentos da baba das crianças que terminava de arrumá-las e os olhares das crianças em mim.

— O papai brigou com você Ava? A menina falou parecendo reconhecer a minha face de zangada.

— Não querida, ele só não gostou de participar da brincadeira. Eu falei vendo os olhos de todos em mim e a baba resmungou algo que pensou que eu não escutei.

— Eu até imagino por que. Ela sussurrou baixinho enquanto verificava as bolsas das crianças.

Eu franzi o cenho e disfarcei quando o menino veio até a mim.

— Não se preocupe Ava. Quando formos brincar de volta de guerra nós vamos chamar ele. O menino falou tocando a minha mão como se me acalenta-se de algo.

— Com certeza querido. Agora eu vou subir e tomar um banho, eu estou parecendo quando tinha a sua idade, toda molhada e suja pelas brincadeiras, se vocês não estiverem aqui quando eu descer, bom divertimento na casa da sua avó. Eu falei dando um beijo na face de cada um e subi para o meu quarto.

Eu ganhei as escadas mais que rápido quando escutei os passos de Michael adentrarem na casa já falando com alguém, ela deveria ser sua irmã que veio pegar as crianças.

Quando passei pelos corredores mais adiante escuto dois funcionários falando enquanto moviam alguns moveis do lugar.

— Eu não acredito que não viu. Ela estava quase nua se esfregando em Jack. Como ele não vê que ela não presta? Só esta aqui atrás do dinheiro e fama dele. Um dos homens falou para o outro enquanto a empregada observava eles trabalharem.

Eu diminui os passos e retirei as minhas sapatinhas e observei do começo do corredor os três entrando num quanto arrastando o móvel.

— Sabe que eu não vi! Eu sempre perco estas coisas. Mas eu creio que não é bem isso. Você vive exagerando, as vezes as pessoas gostam mesmo dele. O outro que fazia mais força falou sem olhar para o homem do outro lado do móvel.

— Parem de ficar fofocando, vocês não tem nada com isso. Coloquem isso ali. A mulher falou mostrando a onde deveriam colocar o armário.

— Mas que eu sei que ela deve estar aqui só por causa do dinheiro, isso eu sei. Os boatos correm pela casa toda, e não escutaram os gemidos a noite? Só um surdo não ouviria, ela é indecente. O homem falou empurrando para o canto o armário.

— Isso é verdade. Deus! Que homem sortudo. O outro falou dando um sorriso malicioso.

Eu fechei os meus punhos e iria dizer poucas e boas para eles, mas o que eu iria dizer? Hei! Vocês estão errados? Eu não estou aqui por dinheiro? Quem era eu para dizer isso. Eles estavam cobertos de razão.

— Não interessa a vocês por que ela está aqui. Só interessa que ele parece feliz. Já notaram como ele mudou? A muito tempo ele não trazia ninguém aqui, e por mais que falem dela desta forma ai, ela está fazendo algo que a muito tempo eu não via. Ele viver. Agora parem de ficar fuxicando pelos cantos antes que os peguem. A mulher falou vendo eles terminarem o que faziam.

Eu segui o meu caminho e fui em direção ao fundo do corredor, eles não me viram, mas algo entrou dentro da minha cabeça e começou a me incomodar.

As palavras. Ele viver.

Eu entrei em meu quarto e fui em direção as gavetas do closet, peguei a minha langerrie algumas roupas e joguei em cima da cama.

Fui até a mesinha de cabeceira e peguei o meu celular disquei o numero de casa e esperei ser atendida.

— Residência da senhorita Clark. A voz que eu reconhecia veio do outro lado da linha.

Eu esbocei um sorriso fui indo em direção ao banheiro.

— Ola Maria, como estão as coisas? Eu falei escutando ela ficar feliz do outro lado da linha em escutar a minha voz.

— Senhorita Clark! Estou feliz em ouvir a sua voz. Aqui está tudo bem e estamos morrendo de saudades, todos nós. Ela falou parecendo mesmo feliz.

— Eu também. Mas preciso terminar o que comecei. Onde está Pool? Eu preciso falar com ele. Eu disse enchendo a banheira e vendo os meus óleos de banho perto da borda.

Maria pigarreou do outro lado e pareceu pensar na resposta. O que será que ele estava aprontando na minha ausência?

— O senhor Adams sai logo cedo senhora, e ainda não chegou. Ela falou me fazendo arquear uma de minhas sobrancelhas.

— O que Pool está aprontando Maria? Espero que ele não esteja fazendo festinhas na minha ausência? E que você não esteja acobertando algo maluco dele. Eu falei desligando as torneiras e derramando o óleo na banheira.

— Não senhora. O senhor Adams deu uma ligação logo pela manha para o senhor Dark e sai logo em seguida. Ele estava furioso por causa das notícias que viu nos jornais já cedo, e até agora não chegou. Ela falou parecendo preocupada.

Eu me lembrei do que deveria ser, a nota que aquele crápula soltou nos jornais, a tal nota que Michael também bufou enfurecido na biblioteca.

— Okay Maria. Eu já sei do que se trata. Quando Pool chegar mande ele me ligar. Eu estarei aguardando, eu preciso saber o que Felix descobriu. Eu disse me despindo e entrando na banheira.

— Sim senhora. Ela falou se despedindo e eu coloquei o celular do lado da banheira fechei os meus olhos e me afundei na banheira tentando relaxar.

Ficar imaginado o que Pool tinha ido falar com Felix não adiantaria, eu só me estressaria e não adiantaria nada, então relaxar e ficar esperando era a minha solução.

A água morna e com aromas exóticos me levavam a um lugar que um dia eu amei estar, e era com Estevam. A noite vivida com ele foi única e até me questionei se agir daquela forma com os homens era certo.

Estevam era carinho e natural, era um homem atraente e sexy, sua posição não deixava ele mais arrogante diante os outros e sua maneira de ver o que eu fazia me deixava intrigada.

E me lembrei da musica que ele gostava de ouvir dos meus lábios e me recordei que se não estive-se aceitado o contrato com o astro, era com ele que eu estaria agora, e comecei a resmungar a melodia e letras daquela musica eletrizante.

— Não a outro homem que se compare a você. Não a outro homem neste planeta, que faça como você faz. Você é o tipo de cara que uma garota encontra raramente. Você tem alma, você tem classe baby. Você tem estilo com seu jeito valentão. Não há outro homem, é verdade baby. Não há outro homem a não ser você. Huuuuuuu huummmmm Oh Yes………..Eu cantava a musica de olhos fechado e me movia conforma o ritmo ditava em minha mente na banheira.

Mas quando eu abro os meus olhos, eu dou de cara com um homem de braços cruzados me observando na porta do banheiro.

— Eu não imaginava que você sabia cantar musicas com um ritimo, só achei que cantava aquelas provocativas e insinuantes. Ele falou sem tirar seus olhos de mim.

— Você está enganado, eu sei cantar muito bem outras musicas e outros ritimos, aquelas musicas são só em show que eu preciso seduzir. Eu disse erguendo uma de minhas pernas da água e esfregando as espuma em um gesto provocativo.

Michael acompanhou os gestos e notei ele se remexer a onde estava, eu mexia com seus sentidos pelo que via em suas calças, e ele nem precisaria estar feliz como seus empregados diziam, ele era um homem, e homens amavam serem seduzidos.

— As crianças já se foram. Eu vim dizer que o jantar será servido em breve, e precisamos organizar o que vamos fazer e dizer neste jantar com seu querido governador. Michael falou me fazendo lembrar daquela desgraça.

E eu nem consegui falar com Pool, aquilo já tinha virado um pesadelo, eu respirei fundo e me levantei fazendo Michael sair de onde estava, descruzar os braços e me olhar fixo.

— Okay, eu já tinha terminado mesmo, pode me alcançar a toalha? Eu disse ficando em pé a sua frente e notei seus olhos brilharem para mim.

Eu sabia o que ele via e desejava agora, eu ainda conseguiria fazer ele me amar, se não era de amor verdadeiro ou paixão, era por pura luxuria e insanidade do sexo.

— Você não deveria fazer isso. Michael falou conseguindo se mexer e pegar a toalha e me dar.

— Eu não sei do que está falando. Fazer o que? Eu falei me envolvendo na toalha e esbocei um sorriso perverso nos lábios.

Michael ergueu uma de suas sobrancelhas e veio até a mim e me tomou nos braços e ficou milímetro dos meus lábios.

— Sabe garota, eu conheço o seu jogo, e pode ter certeza que me seduzir não vai conseguir mudar o que eu penso de você. Michael falou já descendo as suas mãos e por debaixo da toalha e acariciando o meu corpo nu e molhado.

Eu desci a minha mão e acariciei seu membro já excitado por cima da calça frouxa e escutei ele gemer baixinho quando fechou os olhos e desceu seus lábios em meu pescoço.

— Eu não quero que mude seus pensamentos sobre mim, eu sou o que sou e nada mais que isso. Já o seduzir, eu faço isso sem esforço algum. Eu disse vendo ele esfregar seu membro em minha mãos e espremer ele contra o meu corpo e lamber as gotas de água do meu pescoço e colo.

— O seu sabor é enlouquecedor, o seu perfume é de deixar qualquer mente alucinada, e fazer amor com você me tira do sério. Tem razão em dizer que sedução é uma arte que faz com louvor. Mas eu posso mostrar que sou mais perigoso do que você, eu posso fazer você se apaixonar por mim. Michael falou lambendo os meus lábios e não me beijou me fazendo o olhar intrigada.

O que era aquilo agora? Ele me desafiava em meu próprio território? Ele nunca conseguiria isso.

— Uma disputa por soberania? Isso é provocativo e excitante. Eu disse acariciando ele mais ainda e fui levando a minha mão para dentro de suas calças, mas Michael a parou antes de o tocar.

— Eu gosto de desafios, detesto as coisas fáceis demais. O sabor pela vitória e muito mais apreciado se lutarmos para consegui o que desejamos, mas se eu conseguir, não poderá me ter. Quando seu contrato terminar deverá ir garota. Ele falou me olhando fixo nos lábios.

— Trato feito. Mas se eu conseguir, vai ter que me mostrar que eu sou muito mais do que você pode ter um dia. E não nunca mais vai poder me ter mais. Eu disse sabendo que ganharia esta disputa alem do que já fui contratada a fazer.

Michael desceu sua mão para onde ele mais desejava estar e me estimulou fazendo eu gemer com suas investidas mais profundas em mim.

— Podemos começar agora. Michael falou dando um breve beijo em meus lábios e me soltou saindo de perto de mim me deixando ali de pé enrolada na toalha no banheiro.

— OKay bad boy. Eu disse vendo ele se afastar sem me olhar.

Eu observei ele caminhar até a porta do quarto e parou quando abriu a porta e me olhou com um sorriso nos lábios que me deixou intranquila com aquilo.

— Eu espero você para o jantar. Michael falou introduzindo na boca e chupando o dedo que introduziu em mim, e não pude evitar de me excitar com aquilo.

— Eu descerei logo. Eu falei vendo ele fechar a porta e sair.

Eu não acreditei no que tinha ouvido e visto. O que ele pretendia agora? Me fazer apaixonar e depois me mandar em borá? Mas este plano era meu por suas palavras ditas alguns dias atrás.

Mas ele nunca conseguiria isso. Eu era Ava Clark e não uma amadora qualquer, eu me sequei e coloquei algo que com certeza o deixaria com água na boca.

E já que o senhor Michael Jackson tinha declaro guerra e um desafio, eu me ateria mais do que nunca para ganhar o que eu já sabia que estaria na mão alem de mais um contrato bem sucedido.

continue….. Kisses in your hearts…..

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