15.CAP.

Como todas as noites a séculos eu me levantei me banhei e me troquei. A tempestade diminuía e com certeza só restaria uma leve chuva que logo se cessaria.

Mas percebi que as vestes eram diferente desta vez. Um vestido cor de sangue cheio de pedrarias e rubis faziam a elegância daquela noite.

Não sabia o por que Dragos tinha separado justamente aquele vestido para aquela ocasião, mas me sentia bem naqueles trajes.

Sabia da reação que causaria no homem que viria e até achei desperdício com ele. Mas, a muito tempo não me sentia tão bem. Então agradaria aos olhos alheios.

— O senhor Claus já chegou senhora. E trousse um amigo com ele. Dragos falou parecendo aborrecido.

— Alem de me forçar a sua presença desgastante ainda me trás amigos! Que criatura abusada. Ele não sabe o risco que está correndo. Sorte a dele que estou de bom humor agora. Eu disse descendo as escadas e me encaminhava em direção a sala que eles estavam.

— Vou colocar mais um lugar a mesa senhora. Dragos falou me vendo se distanciar.

— Faça isso. Não sei se este jantar para eles não vai se tornar uma plena refeição para mim. Eu disse esboçando um leve sorriso e notei que Dragos entendeu o que eu queria dizer.

Notei ele se virar e ir a sala de jantar, e me encaminhei pelos corredores escuros até a sala de visitas.

Eu tinha por hábito, não receber visitas em hipóteses alguma. Não confiava muito em mim em certas vezes. E não entendia o que o senhor Claus desejava em minha casa.

Na maioria das vezes os acordos e negócios eram feitos no seu escritório. Mas depois daquele encontro desagradável e Las Vegas talvez ele sentisse um certo receio de mim agora.

Mas quando cheguei perto da maçaneta da porta senti um aroma conhecido e levantei uma de minhas sobrancelhas intrigada.

— Você! Humm…. O que lhe trás aqui? Eu disse baixinho em meus pensamentos e girei a maçaneta da porta deixando um ranger das dobradiças fazer eco na casa silenciosa.

Eu notei quando entrei os dois se levantarem das poltronas diante da lareira acesa. Me encaminhei em sua direção e notei seus olhares perplexos diante do que viam.

— Boa noite senhorita Genomm. É um prazer revela. Está bela esta noite. O meu advogado falou todo educado com sua taça nas mãos.

— Boa noite senhor Claus. E obrigada. Fico feliz que tenha vindo. Detesto escritórios de advogados. Eu disse olhando em seus olhos e pude ver que ele não se lembrava de nada do nosso ultimo encontro.

— Fico grato que possa me receber hoje. E espero que não se importe por eu ter trazido a razão do que vim fazer aqui sem anunciá-lo. Ele falou pegando a minha mão em cumprimento e sorriu sem muita graça.

— Não me importo senhor Claus. Eu e o senhor Jackson já nos conhecemos em uma certa ocasião. Eu disse desviando os olhos do advogado e fitando os do astro a minha frente.

— Me desculpe a intromissão desta forma. Mas cancelei algo em minha agenda e vim com Marcios. O meu advogado teve um certo problema urgente e não pode comparecer. Mas creio que podemos nos acertar no que viemos propor. E Claus foi modesto em lhe achar bela. A senhorita está estonteante. Ele disse pegando a minha mão em cumprimento e levando ela aos lábios.

Aquele gesto me trousse uma vaga lembrança e me recordei do sonho que tive ao adormecer. E notei que os olhos do homem do meu sonho eram da mesma cor do astro em minha frente e certos gestos eram parecidos e me intriguei com aquilo.

Os séculos mudaram, mas certos gestos entre os seres humanos ainda permaneciam.

— Fico feliz com a sua presença. Da ultima vez que nos vimos creio que deixamos certos sentimentos desagradáveis aflorarem. E antes que me esqueça. Amei o seu presente. Eu disse recuando a minha mão dos seus lábios e tocando o medalhão em meu pescoço.

Notei o meu advogado me olhar intrigado e olhar o sorriso maroto nos lábios do astro e percebi que tinha algo ali escondido em tantos galanteios.

Mas o que seria? O que pessoas tão avessas a mim queriam afinal?

— Meu coração se encanta em saber que gostou. Fui um pouco rude em nosso ultimo encontro. E isso não é do meu feitio. Então pedi ao meu advogado que lhe procurasse. Por sorte o John é amigo de Marcios e assim uma conversa leva a outra e informações e segredos são descobertos. O astro falou levando a sua taça aos lábios e sorrindo diante um gole de sua bebida.

Eu observei ele engolir o gole da bebida e notei que seus gestos me encantavam. Algo estranho de sentir diante do que tinha vivido com o ser no parque. E algo me veio a mente.

Será que ele agüentaria fazer amor com um ser como eu? Eu tinha certeza que o mataria depois do ato. Isso se ele não morresse no ato em si.

— Fico feliz que pense assim. Mas certos segredos podem se tornar mortais para alguns. Mas vamos ao jantar. Dragos detesta que a comida esfrie. Eu disse me afastando dos olhos atentos dos dois em meu corpo e correndo dos meus pensamentos pervertidos agora em relação ao astro em minha frente.

Nos encaminhamos a sala de jantar. E mais uma ato repugnante para mim seria feito. Eu não me alimentava como todos ali. Até Dragos que se alimentava do meu sangue uma vez por mês podia comer a comida dos humanos.

Apesar que eu tinha certeza que ele gostava de outra coisa. Mas nunca o contestei. Afinal eu me alimentava de sangue. Quem era eu para julgá-lo.

Conforme os corredores se aproximavam da sala de jantar eu podia sentir os olhos desejosos dos dois homens atrás de mim, eu podia ouvir os seus corações baterem mais rápido e o sangue circular com maior fluxo em suas veias.

E pude senti o gosto de sangue fresco em meus lábios, mas por enquanto. Eles não corriam perigo ainda.

O meu advogado chegava a afrouxar a sua gravata diante da taça vazia e suada em suas mãos.

Já o astro pop parecia mais contido. Ele me observava atento, mas podia sentir o seu desejo se manifestar em suas calças quando ele fixava os olhos na fenda longa do meu vestido que deixava as minhas costas totalmente a sua mercê.

Eu sorri com o efeito que causava neles, e adorei aquele momento de humanidade. A tempos não me divertia tanto.

— Chegamos senhores. Depois do jantar discutiremos seus assuntos. Eu disse mostrando a sala para eles.

O astro esboçou um leve sorriso e o advogado também e foram para os seus lugares. Me ajudaram a se sentar e o jantar foi servido.

Eu notei que o cantor era de comer pouco e se esforçava em se alimentar. Agora entendia seu estado perfeito. Ele deveria se cuidar na alimentação.

Já o advogado parecia ser como todos os outros. Comia com vontade.

Dargos já sabia que aquele ato de me alimentar como os humanos me renderiam um mal estar horrível depois.

E uma cena nada agradável surgiria junto com meu mal humor.

— Pelo que vejo também não é fã da comida. Que bom que não sou só eu. As pessoas me acham esquisito. O cantor falou depois de dar mais um gole em sua bebida sentado na poltrona da minha biblioteca.

— Não. Não sou. Tenho alguns problemas se comer muito. Sou mais fã de líquidos. Eu disse dando um gole na bebida que Dragos trousse especialmente para mim e vendo o advogado admirar a minha coleção rara e antiga de livros.

—O liquido também me atrai. Mas vamos ao que nos interessa. O astro falou mostrando que o advogado ficaria horas ali e não falaria nada por que se entretia nos livros a sua frente.

Eu observei a onde o astro apontava e notei que ele tinha presa de algo, mas não me interessava em saber o que era.

— Creio que precisa me falar algo senhor Claus. Eu falei desviando a atenção do advogado dos livros e vendo ele vir e se sentar a nossa frente.

— Há sim é claro! A senhorita tem uma bela e rara coleção ali naquela estante. E vejo que a mais espalhados por toda parte. Mas creio que não deve ter lido todos aqui. Afinal são milhares. Ele falou se sentando e desabotoando o terno ao se sentar.

Eu esbocei um leve sorriso e fiquei imaginando qual seria a sua cara se soubesse que li todos eles mais de uma vez.

— Eu amo ler. Os livros podem nos informar alem do que podemos aprender na prática. Eles tem em suas linhas o poder de nos ensinar sem dizer uma só palavra. Mas não li todos se quer saber. Eu disse me referindo aos que avia comprado recentemente em um leilão na Romênia.

Pois procurava ainda respostas para os dons que havia descoberto recentemente no astro e no ser que me possuiu divinamente na noite anterior.

Depois de um breve sorriso de ambos os negócios vieram em seguida. Nunca imaginei que o astro poderia se interessar em fazer um clip em minha casa.

Ele havia me dito que o cenário era perfeito para o seu mais novo clip “Ghosts” e quando passou pelo meu imenso salão de festas notou que era ali que sua obra se realizaria.

Depois de relutar muito aceitei a intromissão do astro em minha saca. Afinal eu não estaria ali de dia quando a minha casa fosse invadida por pessoas de sua equipe.

E quando eles se fossem eu me levantaria. Então eu tinha certeza que alguns incidentes fatais não ocorreriam ali.

E não chamaria para mim a atenção que eu não desejava.

continue…… Kisses in your hearts….

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