23.CAP…..

Nunca em minha vida me senti tão embaraçada, e olhe que já fiz coisas que até eu duvido que possam ser feitas, quando consegui desviar os olhos de Michael eu observei o menino e Jack virem correndo com suas bazukas nas mãos rindo alto em nossa direção.

— Há, há, nós vencemos, acertamos elas! O menino gritava todo feliz e saltitante.

— Isso foi trapaça. Nós estávamos vencendo. A menina falou toda contrariada.

— Não foi não, Jack acertou Ava em cheio. Olhe como ela está toda molhada. O menino falou parando perto de nós e pude ver os olhos do motorista ficarem mais que fixos em mim.

A transparência das minhas roupas revelavam um par de seios convidativos para ele.

— Senhora me desculpe. Jack falou meio que sorrindo com um olhar malicioso.

Eu levantei uma de minha sobrancelhas e o encarei.

— Eu imagino o quanto sente. Eu falei observando um leve volume em suas calças.

Mas naquilo Michael veio a passos largos em nossa direção e eu podia jurar que ele estava com ciúmes.

— Shiiii… O papai parece zangado. O menino falou vendo seu pai vir bufando e com os punhos serrados.

— Com certeza ele ficou zangado por não chamarmos ele para brincar. Ele gosta de guerra d’água. A menina falou em sua inocência e eu já sabia o por que de seus olhos assassinos.

Michael em poucos passos chegou até nos e me olhou fixo.

— Mas o que é isso aqui? Estão todos olhados! E você veja como está? Michael falou olhando todos a sua frente e me encarou por ultimo quando apontou diretamente para mim.

— Mas papai! Só estávamos brincando e veja, nós ganhamos, eu e Jack. O menino falou diante dos olhos furiosos do pai.

— É Michael, só estávamos brincando, não fizemos nada de mais. Eu disse sorrindo para ele com um olhar malicioso.

Eu tinha a pura certeza por que ele estava furioso, ele tinha percebido os meus trajes e o volume nas calças de seu motorista.

Homens, por mais que não nos ame, pensam que são nossos donos.

— Vocês entrem e se troquem, sua tia Janet vem buscar vocês dois para irem com ela até a sua avó. E você! Volte ao seu trabalho, eu não lhe pago para ficar brincando com meus filhos e molhando a todos. Michael falou vendo a baba de seus filhos vir rápido diante de sua voz alta e furiosa.

— Sim senhor. Jack falou entregando a pistola ao menino e sai rapidamente.

A babá levou as crianças e eu fiquei ali esperando a fera me comer viva.

— Não precisava ser rude com todos. Assustou seus filhos e o pobre de seu motorista. Eu disse fazendo Michael voltar a sua total atenção para mim.

Michael se virou para mim e deu um passo a frente ficando bem perto dos meus lábios.

— Eu não me importo como você age e se comporta diante dos seus clientes, mas aqui em minha casa eu exijo respeito diante dos meus funcionários e meus filhos, e não precisa mostrar a todos o que é. Agora entre e se recomponha. Michael falou quase cuspindo as suas palavras em minha face.

Eu observei aquela cena a minha frente, e percebi que não era ciúmes que ele parecia ter, só era mais uma forma de me mostrar o que eu era. Uma vadia de luxo como o governador insistia me rotular e meu sangue ferveu.

— Escute bem Michael Jackson uma coisa, pois só falarei mais uma vez. Se não te agrada o que sou, você não deveria ter me procurado. E não precisa ficar todo instante dizendo o que sou, eu sei muito bem quem eu sou. Eu não sabia que ficaria assim. O que fizemos aqui foi apenas brincar com seus filhos, coisa que me parece que esqueceu de fazer ultimamente. Eu falei saindo de sua frente e dando uns passos em direção a casa.

— Mas por acaso acha que Jack não percebeu o que está revelando a todos? Viu como ele estava? Só um idiota não via que ele a devorava com os olhos. Deveria se comportar melhor, não como uma vadia qualquer. Michael falou quase aos gritos atrás de mim.

Eu parei de andar e me virei para ele com vontade de esbofeteá-lo, mas me segurei, afinal ele tinha razão.

— Bom, eu creio que estimulei a imaginação de seu motorista, se ele tiver condições de pagar o que valo, quem saber ele não realiza as suas tão sonhadas fantasias depois que terminarmos o nosso contrato. Afinal este é meu trabalho. Eu falei o fulminando com os olhos e me virei e voltei a andar.

Eu jamais agia assim, eu não me ofendia antes com tais palavras vindo dos meus clientes, eu sabia o que eu era, mas vindo dos lábios de Michael, aquilo me feria de uma certa forma.

Eu dei mais alguns passos, mas não fui muito longe, Michael me pegou pelo braço e foi me arrastando em direção ao lado norte do jardim.

—- Hei! Me solte, o que pensa que está fazendo? Eu falei tentando soltar a sua mão do meu braço.

— Silencio, vai chamar atenção de todos. Michael falou indo em direção ao centro do jardim de cercas altas.

Eu não compreendia a sua atitude, ele simplesmente me arrastava para o lado mais denso do jardim e fez um gesto para o segurança que saiu do lugar.

— Onde estamos indo? Eu perguntei vendo que o entardecer caia rápido.

— Vou mostrar algo a você já que gosta de provocar as pessoas. Ele falou entrando em uma pequena ruela de pedras.

— Está me machucado, me solte. Eu disse me lembrando das palavras de Pool.

“ Não importa sua fama, ele ainda era um homem.”

Mas eu não pude falar mais nada, Michael me empurrou contra a parede alta de uma cerca viva e me reteve no meio de seus braços enquanto ele me prendia com seu corpo.

— Já que gosta tanto de ser indecente garota. Vai me dar aqui o que mostrou ao Jack com facilidade. Michael falou com seus olhos em chamas e esfregou e mim a sua excitação.

Eu olhei bem fundo em seus olhos e esbocei um sorriso malicioso nos lábios.

— Whoa….. Se queria sentir o meu sabor, era só me dizer. Eu falei descendo a minha mão em seu peito e fui já adentrando em suas calças que me revelavam que seu membro já latejava por mim.

— Você gosta de me provocar. Michael gemeu diante do meu estímulo em seu membro.

— Não Michael, eu gosto de o ver insano. Eu falei já beijando o seu peito e abrindo o seu cinto e o liberando de suas calças.

— Você me faz fazer loucuras. Michael falou retirando as suas mãos que se apoiavam na cerca viva e foi adentrando debaixo da minha camiseta molhada e acariciou os meus seios já rígidos.

— Eu faço o meu melhor. Eu disse fazendo as suas calças cair ao chão e percebi ele abaixar a minha calça de moletom e a langerrie e se ajoelhar diante de mim.

— Eu também amo fazer o meu melhor. Nada mais que o perfeito. Michael falou erguendo uma de minhas pernas que apoiou em uma das suas e me invadiu com seus lábios e sua língua arrancando de mim, gemidos contidos.

Eu me encostei na cerca viva e deixe ele me devorar como queria, as minhas mãos acariciavam os seus cabelos e o retinham no lugar que ele desejava me deixando cada vez mais insana.

Seus dedos me invadiam e faziam seu trabalho, os meus gemidos e respiração foram ficando cada vez mais rápidos e ele ali quase me levou ao êxtase.

— Céus! Assim Michael, não pare. Eu disse sentindo ele aprofundar as investidas com sua língua e sugar.

Mas num rompante ele parou e ficou de pé a minha frente me olhando com seus olhos negros e um sorriso lascivo nos lábios quando passou a língua neles me provocando.

— Por que parou! Eu quase não acreditei no que ele fazia.

— Eu quero mais do que isso agora. Michael falou me suspendendo em seus braços e me invadindo com seu membro austero.

As investidas no começo foram lentas e profundas, Michael ia até a entrada da minha intimidade e entrava com força arrancando de mim e dele gemidos altos.

— Não me torture. Eu sussurrei em seu ouvido.

— Vai aprender a se comportar como uma garota decente. E vai lembrar que ninguém mais vai fazer isso como eu. Ele falou investindo ainda mais fundo e com força dentro de mim e me apertava em seus braços.

— Continue, me mostre que você é único. Eu gemi quando ele invadiu os meus lábios com vontade.

Michael me empurrava contra a cerca viva para se apoiar e se aprofundar em mim com o seu membro, e me fazia ir alem do mundo que sempre estive. Suas investidas começaram a ficar mais rápidas conforme a sua sanidade se ia para o espaço, seus beijos e gemidos eram tão vorazes que as vezes eram ardidos.

Eu podia ver em poucos relances que ele sorria diante a sua agonia pelo êxtase, e pude sentir que ele seria único em sua arte, seja ela qual fosse.

Depois de algumas investidas mais profundas e entre gemidos e loucuras, nós chegamos ao ápice juntos, um gemido alto e vindo de nossas entranhas nos mostrou que por mais que não gostássemos um do outro, algo especial surgia.

Talvez o sexo feito com maestria nos dominasse.

Quando eu senti o membro de Michael deslizar de dentro de mim enquanto ele se recompunha em sua respiração, eu o fiz me encarar.

— Me desculpe por logo mais. Não era minha intenção deixar o meu corpo a mostra. Tomarei mais cuidado diante de todos. Eu falei não sabendo por que daquelas palavras saídas de minha boca me soavam tão estranhas.

Eu jamais pedia desculpas pelo meu comportamento diante de algum que me retinha em contratos.

— Eu também peso desculpas por minhas palavras ditas, você não merecia escutar aquilo. Ele falou me descendo a sua frente e me olhou nos olhos.

— Bom, então vamos voltar e continuar a nossa representação. Temos um infeliz evento a ser providenciado e preciso falar com Pool. Eu disse vendo que a noite começava a cair.

Michael me olhou fixo por mais alguns segundos e se afastou para se recompor.

— Tem ideia do que o governador vai fazer? Ele me parece determinado a ter você de volta. Não posso expor a minha imagem ainda mais. Michael falou me vendo vestir as minhas calças e suspirar fundo.

— Eu preciso dar um jeito naquele pesadelo. E não se preocupe Michael. Eu sou a melhor no que faço. Eu disse vendo que por mais que uma breve trégua do que sou surgisse quando nos entregávamos um ao outro, depois que terminávamos ele sempre tinha um jeito de me mostrar o que eu era.

E aquilo já começava a me incomodar.

— Eu espero que seja a melhor, eu não preciso de mais problemas diante a mídia. Michael falou vendo as luzes do jardim acenderem.

Eu me virei para ele e o encarei.

— E não os terá, afinal eu sou a vadia que nunca expõe seus cliente. Eu falei sentindo algo amargo na boca e sai em direção a casa.

Michael ficou calado e não disse uma só palavra e se manteve no lugar até eu sumir de vista, eu sabia que ele não queria dar a certeza aos seus funcionários do que tinha feito.

Ele ainda achava que eu era aquela prostituta de luxo e uma reles cantora dos cabarés de Paris, e pela primeira vez, isso me incomodou.

Eu adentrei na casa e fui direto para o meu quarto, eu precisava falar com Pool urgente.

continue.. Kisses in your hearts….

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