29.CAP……Superando as Expectativas.

 By Jamy…..

 

Eu só sentia minha cabeça arder e eles não me deixarem tocar nela. Seus olhos tinham se amedrontado comigo daquele estado e ninguém notava aquilo. E naquele momento eu era sua real preocupação e ela a minha também.

Vê-la caída no chão nos braços do seu amigo escandaloso pareceu que tudo que eu conhecia como vida estava se indo com ela, e notei ali ainda mais o quanto amava Dora Reis. 

Tentei pedir que me deixassem levá-la, mas nada deles me deixarem chegar perto dela. Por vezes me irritei de imediato, mas logo aqueles olhares insistentes em saber de algo me invadiam e eu tinha que recuar.

Por ela, não por eles. Apenas por mim e por ela. E o que ela tinha?

Nervoso! Quem sabe. Só que não conseguia entender sua fraqueza repentina e sua súbita falta de consciência. Eu temi ela ter feito algo longe dos meus olhos e que ela pudesse estar em algo bem mais encrencado do que sempre. E aí sim, ela me deixaria.

E para minha eufórica tranquilidade ela falou, falou que não sentia-se bem e aquilo era notório. E por mais uma vez sem sucesso tentei pegá-la e ela viu meu desespero maior quando ninguém me deixava tocá-la. Eu estava ficando maluco com aquela situação.

Seus olhos e seu gesto sutil esperavam por mim e eu tinha que ficar ao lado dela. Eu podia ter estragado tudo aquele momento, mas eu só pensava nela no bem estar dela e em sua saúde, e sem querer notei que tinha me transformado em algo que ela mais precisava agora.

Alguém para por a vida dela a frente de sua mesma. Mesmo ela não pedindo aquilo, eu estava fazendo aquilo por conta própria. Dora era minha mais nova obsessão, isso era fato e ela sabia que era, pelo jeito que eu tinha gritado com todos ali.

A ida até o hospital fora uma droga. Eu queria estar segurando ela perguntar em seu ouvido o que estava sentindo. Ela me contava tudo e o pouco tempo que tínhamos passados sozinhos eu já conhecia ela muito bem para lhe dizer que aquilo provavelmente era uma má alimentação. Só que eu sentia que era algo mais que aquilo e nossa conversa à noite passada me vinha à mente.

E se ela tivesse feito algo tão imprudente que colocaria sua vida em risco?

Meu ferimento estava sagrando ainda e aquilo me incomodava por que ainda ardia. Eu tinha ganhado uma abertura bem feia no supercílio e aquilo me renderia pontos. Eu só não queria mais nenhum daqueles sujeitos a tocando, e enquanto eu olhava para ela sem tirar meus olhos dela, Alex sacudiu sua mão me tirando do transe de observá-la e eu respirei fundo.

Eu deveria estar como a face de um animal faminto protegendo minha caça.

A porta do carro se abriu e a levaram as pressas. Vida de celebridade tinha suas vantagens por que já víamos o doutor Millher a caminho pedindo que a levassem para dentro de uma sala de emergência.

Disse o nome da enfermeira que cuidaria de mim e pediu ajuda a outros ali para analisar Dora. Alex seguia com ela nos braços, mas enquanto eu seguia para ajudar, fui parado e puxado pelos braços da jovem que tinha os olhos assustados e carinhosos.

— O senhor é o segurança? Ela disse tentando analisar o corte.

— Sim senhorita, mas eu preciso ver como está minha senhora. O que farão com ela? Eu disse tirando sua mão da minha frente e ela me olhou abismada.

— Ela está em boas mãos agora, por favor, venha comigo, está realmente feio isto aqui. Ela disse novamente tocando e uma dor me estressou.

Eu ouvi a voz do senhor Marker, Roger e do advogado que tinha chego ali as pressas para acompanhar tudo aquilo, e nem tinha notado sua presença ali, com certeza estava no carro quando tudo começou.

Eu vi Alex vir até mim, eu quase corri em sua direção para saber algo dela e notei os olhos de todos em mim, acho que estava em minha testa escrito o medo de perdê-la.

— Alex, o que estão fazendo com ela? Já sabem o que houve? Eu falei olhando para todos e notei Roger me olhar intrigado e sabia, eu tinha falado demais mais uma vez.

— Senhorita Reis está fazendo exames agora. Eles pediram para deixá-la lá! Alex disse olhando discretamente para o senhor Marker e o advogado que me olhava desconfiado.

— Ela está sendo atendida agora Mac Lany se acalme. Senhor Marker disse cruzando os braços e me olhando nos olhos.

Que droga! Só estava preocupado.

— E desejo saber senhor Mac Lany como fora realmente que aconteceu tudo. Danos físicos já sei que foi um deles. Senhor Smit disse me encarando e eu respirei fundo.

Alex só me observava e eu temia que ele e os outros que estavam vindo ainda, falassem algo. Eu sabia que tinha vacilado que tinha me mostrado na frente deles. Mas às vezes, não era difícil vê-la sem poder tocá-la beijá-la ou coisa assim.

Eu ainda não era de ferro!

— Ora, por favor, vejam o pobre homem. Está mais que afobado preocupado com minha diva e querem saber o porquê dele estar assim? Foi aquele chato do Depp. O qual já deveria ter feito algo sobre. Minha diva não o merece muito menos seus chiliques de bêbado. Roger disse amenizando a situação e eu pude ver a enfermeira vir em minha direção de novo, com soro e gases nas mãos.

— Isso é verdade, já tinha pedido algo para ele há muito tempo Smit. Displicência sua. Senhor Marker disse indo até uma cadeira ali perto da parede e sentou-se abaixando a cabeça.

Observamos ele ali e notei o senhor Smit se explicar para ele pegando um copo com água que tinha ali também no corredor em um bebedouro. Alex apenas ficou do meu lado e de um jeito que me agradou por sua bravura e ajuda, Roger disse “ ela está bem” em sussurros e seguiu para sentar com eles.

E foi quando aquela enfermeira me achou

— Jamy siga com ela, estamos por aqui logo Bredon falar algo sobre Dora. Vá checar isso rapaz! Senhor Marker disse me fazendo olhá-lo e vi todos ali me encarar cada um com suas indagações.

— Sim senhor. Eu disse vendo a enfermeira me dá um algodão e eu mesmo a coloquei na pele aberta e a ardência foi chata.

Eu tirei meu paletó pelo caminho e notei que estava com sangue em uma parte dele. Eu entrei na sala que a enfermeira me mostrava e sentei na maca pensativo e atordoado. Eu estava em tempo de gritar de ódio ali.

— Alérgico a um medicamento senhor? Ela disse me encarando e eu a observei com face de tédio.

— Não que eu saiba. Eu disse sentindo uma dor de cabeça tremenda.

— Quantos anos tem senhor? Toma algum remédio muito forte? Ela insistiu naquilo e lembrei de Dora perguntando minha idade.

— Trinta e oito senhorita, e não, não tomo remédios fortes. Eu falei a encarando agora e ela se sentiu sem graça ali.

E notei seus olhos em mim e não acreditei naquilo. O que eu faria com uma enfermeira? Deus, eu estava estressado. Depois de minutos ali e eu contando a hora que Dora tinha entrando naquela sala, e para a hora de eu estava ali esperando aquela jovem fazer seu trabalho de um jeito vagaroso, eram mais de trinta minutos ali.

— Pronto. Como se sente? Ela disse sorridente e com suas mãos insinuadas em meu rosto, era tudo o que eu não precisava no momento e por um longo tempo.

— Muito bem obrigado. Eu disse levantando rapidamente e pegando meu paletó a deixando ali sozinha.

Eu não era dado a ser rude com mulheres, elas para mim eram tratadas como verdadeiras senhoras e mereciam todo o respeito, só que minha Dora estava naquele estado e o resto para mim, era de fato o RESTO.

E eu não queria papo com ninguém.

Quando voltei só havia Alex ali sentando e meu coração apertou dentro do peito. Ele não estava com a face muito boa e colocando novamente meu paletó o encarei esperando saber o que tinha acontecido ali.

— Onde estão todos? Ela piorou? O que houve com ela? Eu falei alto com ele e segui para a sala onde ela tinha entrado.

Alex levantou-se e me puxou para sentar ali e o olhando furiosamente eu o encarei. Eu sabia que eu deveria estar descontrolado, eu sabia que estava. Só que quando estamos preocupados, nada a nossa frente importa.

— Eles entraram a pedido do doutor Milher, ela acordou e está bem. Mas você… Tem como parar de mostrar a eles que é algo mais para ela? Cara, te controla. Senhorita Reis tem tudo do melhor. Nada irá acontecer nada com ela. Ele disse me olhando seriamente e eu parei um pouco, respirei e encostei minha cabeça na parede.

— Você deveria ter deixado matá-lo de vez. Viu como ele é ríspido com ela. Temo que ele tenha a obrigado a algo ou coisa pior Alex. Ele tem isso nos olhos. Dora é cheia de mistérios, mas quem sabe seja melhor eu não saber de todos eles. Eu falei abaixando minha cabeça agora e colocando minhas duas mãos nela.

— Senhorita Reis—Ele intensificou o olhar para que eu não esquecesse de chamá-la como se devia. E continuou— Já estivera com esse sujeito. Não conte nada ok? Mas ele queria casar-se com ela. Ela não acreditou. Eu estava no carro esperado ela e só vi quando veio andando dizendo que ele era um canalha. E ele ficou lá gritando… Será minha por bem ou por mal. Sabe? Coisa de cara maluco. Alex disse tentando ver uma compreensão da minha parte.

— E vem me falar isso agora? Nossa, grande amigo você é! Eu falei levantando e sentindo fisgadas na minha cabeça.

— Ora Mac Lany, pare de estresse.  Você dá muita bandeira. Senhor Smit fica cochichando sobre você com o senhor Marker. Eu já lhe disse, controle-se. Alex disse limpando seu comunicador esperando ali junto comigo alguma noticia dela.

Eu o olhei e revirei os olhos. Ele era um rapaz novo bom e calmo. Eu era velho chato e estressado. Dora era minha e aquilo não iria sair da minha cabeça.

E eu a amava. Ponto!

— Pouco me importa o que eles falam ou pensam de mim. É sempre assim, ou ponho medo nas pessoas ou despeito. E você? Já sentiu amor alguma vez na vida? Eu falei desviando meus olhos dos dele e colocando minhas mãos nos meus bolsos.

Comecei a observar o local que eu estava.

Eu notei que Alex não respondeu e o olhei novamente e ele estava com aquela face de idiota quando eu disse que tinha passado todo o tempo das férias dela comigo e só comigo. Merda, eu tinha falado demais novamente.

— Eu não acredito. Então tudo isso é mesmo verdade? Ele falou levantando-se e vindo até mim.

Aquilo me deu vontade de sorrir. Falar de Dora era alegria para mim.

— Tão verdadeiro como se me cortar, sangro. Entende? Eu disse olhando no fundo dos seus olhos e ele ficou com uma expressão que não sei até hoje explicar.

Mas seu sorriso malandro me tranquilizou.

— Você é um safado Mac Lany! Ele disse escondendo um sorriso e tendo um ataque de risos ali no meio do corredor.

— Do que está falando seu tonto! Calado! Eu disse olhando para os lados.

— Você está mesmo com a senhorita Reis. Você é doido? Ele disse agora parecendo preocupado.

— Ela é mulher sou homem. O que tem isso? Eu falei fingindo não me assustar com minhas próprias palavras.

— Isso é notável né seu grande inteligente. Só que, como conseguiu? Ele disse mais que interessado agora.

Eu o fulminei com os olhos. Dora não era algo a ser “conseguido”.

— Mais respeito ao falar dela. Eu não a “consegui”. Que isso fique claro, fora mais natural que imagina. Eu disse escondendo meus olhos dos dele.

Ele estava rindo de mim. Imbecil.

— Eu sei seu menino apaixonado, eu só fiquei surpreso muito mesmo. Senhorita Reis sempre foi um muro tão alto que não dava para ser escalado nem tão pouco pulado. Seja lá o que fez, parabéns. Mas deve me perdoar…

Ele disse ainda com aquela face sem vergonha e eu ia o repreender.

— Como assim? Eu disse já cheio da brincadeira dele.

— Eu já paquerei sua gata e mais, eu já a desejei. Foi mal. Ele disse se afastando de mim e eu fui até ele e lhe dei um tapa na cabeça.

— Idiota! Falei o repreendendo.

— Hei! Ok, sei que ela tem dono agora e o Mac Lany. Garoto esperto. Ele disse começando a rir novamente.

— Que isso fique só entre nós. Eu falei apontando para ele e ele parou de sorrir.

— Claro cara… Eu não quero prejudicar ninguém até mesmo por que…

Mas antes daquele menino jurar fidelidade a mim, escutamos os gritos de Dora lá de fora no corredor e nos olhamos assustados. Entramos no quarto, onde ela estava e sem permissão avistamos todos ali com ela ao redor de sua cama.

Perguntei o que estava acontecendo ali por que os gritos estavam sendo ouvidos lá de fora. E expliquei para eles que eu e Alex não seriamos capazes de impedir um tumulto de fãs. A última vez, eu tinha me ferido como agora.

Dora me olhou assustada e Deus, ela estava acordada e senti uma vontade de ir até ela e a beijar até ela dizer que estava bem e dizer que me amava. Mas não podia colocar nada a perder, não agora que estávamos tão bem. A medida do possível.

Mas seus olhos eram estalados em mim e notei Roger ficar tão apreensivo ao me ver. Iriam me dispensar?

Senhor Smit confirmou o que Alex estava falando logo antes. Ele não gostava de mim e de um jeito se achando importante ali, pediu que eu e Alex nos retirasse e eu expliquei que só queria que falassem mais baixo. E olhei para Dora. 

Mas antes de eu sair dali, senhor Marker me viera com algo estranho e comprometedor. Perguntou de mim só a mim com quem Dora estava saindo. E senti os olhos dela todo em mim como se pedisse por telepatia que eu ficasse calmo e fosse mais que profissional agora.

De verdade, aquilo me assustou. Se eles soubessem de nós dois a tirariam de mim e eu faria a vida de cada um, um inferno se eles usassem realizar tal tolice. E disse que a privacidade dela, era algo de domínio dela. E eu sentia minha voz mudar de tanto nervoso e apreensão.

Só que algo me deixou em um breu sem entender nada. Senhor Marker insinuara que eu a tinha deixado em algum lugar para se encontrar e notei o quanto intrometidos eram em relação a vida privada dela.

Entendia agora o que ela tanto temia e privava. E respondi novamente dizendo que não a tinha deixado em nenhuma propriedade ou estabelecimento que não fosse minha casa, só que aquilo eu não podia dizer.

E me senti tão incomodado com todos ali quando ele se dirigiu a Alex. Se ela tinha alguém alem de mim, aquilo seria um caos em minha vida. Mas eu saberia deixá-la para seguir o seu caminho.

Deus, que isso não fosse verdade.  Eu nem sabia mais o que pensar. Alex dissera o mesmo que eu e se desviou daquela responsabilidade idiota que eles queriam impor em nós, afinal.

O que eles queriam de fato saber?

Eu notei seus olhos atordoados e notei Roger a acalmar sutilmente e quando eu ia perguntar de fato o que se passava ali, senhor Marker dissera algo, que mudaria minha vida para sempre.

— Mas então me explica como ela ficou grávida? Vai me dizer que também vai conceber como a virgem Maria? Senhor Pool falou me olhando no fundo dos olhos e senti uma pontada no meu coração.

Foi como se todos estivessem perto demais de mim como se as paredes se movessem e eu ficasse pequeno naquela sala a cada segundo que eu repetia aquela pergunta dele para mim. Os olhos dela assustados e brilhosos com a face estupefata de Roger me fez parecer não ouvir mais nada ali. Eu não conseguia assimilar aquilo tudo. Grávida?

Só podia ser de mim. Era de meu. Deus!

E só um zumbido soou na minha cabeça, eu não estava me sentindo bem. O clima ficou pesado e estranho. Eu não sentia minhas pernas, era como se eu tivesse levado uma descarga elétrica de adrenalina e tivesse parado só em uma parte do meu corpo.

Eu a ouvi gritar com Pool assustada e fugindo dos meus olhos e não consegui parar de olhá-la.

Ela tinha que me explicar aquilo. Eu seria pai? Eu sabia ser pai? Deus eu teria um filho agora? Com ela?

Eu só ouvi o doutor falar para todos saírem e ela ficou ali encolhida desprotegida como se eu a tivesse a abandonado. Eu não sabia como agir com ela agora eu não sabia o que dizer para lhe confortar.

Ela me teria como um estrategista e manipulador. E não era nada aquilo. Apenas tinha acontecido. Algo que já tinha me conformado que não era para mim.

Ter filhos.

Mas naquilo eu ainda não me mexia do lugar e todos saiam da sala despedindo-se dela. Alex notou meu choque e baque e me arrastou dali para fora rapidamente me empurrando como se eu tivesse perdido a fala. Eu parecia um zumbi andando pelo corredor e Alex me levou a outra ala.

Eu não via nada na minha frente eu só via um longo corredor e nada mais.

— JAMY! Alex gritou perto de mim e notei que estava vagando pelo corredor já bem distante da ala que ela estava.

Eu pisquei meus olhos e senti minha testa suar e minhas mãos ficarem geladas. E passei por ele querendo ir até ela. Eu estava em estado de transe, eu estava tendo um ataque bem nervoso.

— Eu preciso dizer a ela que isso não é um golpe, que isso apenas aconteceu. Eu a amo Alex. Eu jamais faria algo premeditado. Deus… Isso apenas aconteceu. Eu disse seguindo para o corredor onde estavam senhor Marker e Smit para explicar a eles.

— Jamy, Jamy você está assustado, está pálido, vai cair duro no chão. Senta aqui! Alex disse me sentando bruscamente nas cadeiras ali no corredor e eu apenas sentei e encarei a parede na minha frente.

Eu notei ele ir pegar água para mim, e ainda na minha mente se repetia aquilo na minha cabeça. Grávida… Grávida… Grávida… Filho. Um filho meu.

— Tome isso e tente respirar fundo. Você tem plano de saúde não? Acho que vai precisar. Está verde! Alex disse suas asneiras perto de mim e de uma vez tomei o copo de água.

— Eu preciso vê-la. Eu jamais desejei isso. Eu só estou vivendo os melhores momentos com ela. Deus, eu a arruinei! Eu falei amassando o copo de plástico em minhas mãos e levantei-me em um rompante.

E ele me sentou novamente bruscamente na cadeira e eu dei uma tapa em suas mãos as tirando dos meus ombros. Eu ia me estressar com ele.

— Eu vou te tacar um murro na face cara! ACALME-SE! Alex disse gritando comigo e eu notei que ele estava com tanto medo como eu e preocupado com meu destino.

Mas ele sabia que eu correria o mundo para estar ao lado dela agora.

— Como isso foi acontecer? Eu falei cruzando minhas mãos mexendo meus dedos rapidamente.

— Não sei, diga-me você. Jamy isso é sério, o mundo vai cair sobre ela. Ela esta grávida, você é mesmo doido. Dora Reis está grávida. Isso repercutirá no mundo mais que a queda do muro de Berlin! Alex falou me fazendo ter mais certeza que aquilo seria um inferno.

— Mas não irei deixá-la. Eu preciso vê-la. Eu falei ainda parecendo atordoado de novo.

Mas de longe, vi Roger vindo até mim correndo como uma gazela saltitante.

Eu fui até ele e Alex junto, ele parecia mais atormentado do que eu, e eu senti uma aflição só de pensar que ela não me queria mais, ou mandará seu amigo cor de rosa dizer para eu ir embora.

— Como ela está Roger? Poso vê-la? Eu disse quase o tacando na parede e o encurralando.

Ele até poderia gostar daquilo.

— Meu Deus, você tá pálido! Ele disse me observando e eu ignorei meu estado.

— EU posso vê-la? Falei grosso com ele e ele se assustou.

— Ok sei que foi um baque lindão…Uh, seus olhos me mostraram isso. Pensei que ia cair ali. E eu já sabia dessa historia linda e romântica há muito tempo meu bem, nada é passado despercebido por esses lindos olhinhos meus. Ela mandou recado. “ Não sabia, mas já ama o que carregar mais que tudo” e eu faço-lhe um pedido agora fofo, tente se acalmar ou não verá seu filho nascer. Roger disse me olhando nos olhos e Alex também me olhava do mesmo jeito.

Eles estavam nos ajudando?

— Então, ela está bem com tudo isso? Ela ainda me ama? Eu falei temendo ela ainda não me querer ou me taxar de golpista.

— Claro que o ama seu grande bobo. Eu nunca vi seus olhos mais que perfeitos e brilhantes. Não sei quem é você, e nem sei de onde veio, mas reconheço que está dando a ela algo que ela sempre almejou querido, amor, felicidade e agora esta dádiva divina. Gente, eu serei tio. Roger disse batendo palmas e pulando na minha frente tal qual um golfinho.

Alex escondeu um sorriso e eu finalmente me acalmei. Mas para o susto deles dois, eu me abaixei me apoiando nos joelhos e enquanto eu ouvia eles perguntarem se eu estava bem, eu só imaginava quando pudesse falar com ela. Deus, eu a amava ainda mais.

— Você vai passar mal avise logo. Roger disse passando as mãos na minha costa e levantei-me.

— Ela sai quando daqui? Eu disse passando as mãos na minha testa e sentindo o ferimento arder  novamente.

— No máximo um dia. Dora não é tão forte de saúde. Então…

Eu o olhei aflito antes de terminar sua frase.

— Está com complicações? Algo com ela com o bebê? Eu disse alterado novamente e ele sorriu.

Roger suspirou e vi Alex revirar os olhos. Aquele sujeito me assustava.

— É tão lindo seu jeito de defendê-la, um romance de verdade isso tudo. Ele disse parecendo lagrimar ali e eu estreitamos meus olhos achando seu jeito exagerado.

— Ela está bem? Eu falei me enfurecendo com ele.

— Ah, meu Deus como é chato homem. Claro que ela está bem, ela só pede paciência e que não faça alguma bobagem. Agora é a hora de mostrar que ama minha diva. Então controle-se Homem. E você bico fechado. Ele disse olhando para nós dois e desviou os olhos para Alex, e seguiu rebolando no corredor.

Depois de contar até cem. Eu me acalmei e tentei ver os pontos positivos em tudo aquilo. Para meu desespero, ela ficou ali em observação naquele hospital mais um dia e não me deixaram chegar perto dela.

E sem acreditar naquilo, Roger estava sendo algo crucial entre nós dois. Mandava mensagens para mim e para ela e até senti vergonha quando ela disse que ela mandou avisar-me que me amava e eu disse que a amava muito mais repetindo como ela dizia aquilo.

Roger ficava todo saltitante com o seguimento do nosso relacionamento e até me fez sorrir quando estávamos naquele momento jovens e com nosso mais novo pombo correio.

Roger.

O dia dela sair dali foi decretado e meu coração ficou mais ameno. Foi aquela confusão para lhe tirar dali e a mídia estava em peso quando saímos em direção ao carro. Louis e Willian estavam mais presentes agora e sabia que era por conta de Alex e suas indicações.

Ele estava na mansão organizando a chegada dela por que nos portões já havia fotógrafos e pessoas com seus microfones querendo uma nova noticia dela. E uma coisa me irritou.

Senhor Marker não deixou-me entrar no carro com ela e com pedido de Roger eu me acalmei mais uma vez. Eu teria que me controlar diante dele por conta de sua nova situação agora. Eu era o pai de seu filho que mal sabia o quanto eu o amava, mas aquelas atitudes contra mim, tinha que parar.

Era como se eles me culpassem e até me senti tranquilo que senhor Marker e Smit ainda não tinham ligado às coisas. Quem tinha passado mais de meses com ela? Era eu. Dora tinha razão. O mundo e pessoas em nossa volta deveriam de ser manipulados.

A chegada dela fora daquele jeito que esperávamos e ela foi diretamente para seu quarto. Maria queria saber o que tinha acontecido com ela e não me pronunciei diante de ninguém. Eu fiz meu trabalho pensando nela todo o estante.

Não sei quem tinha contado para Maria se tinha sido ela ou qualquer um sobre a gravidez, por que seus olhos para mim foram aterradores quando entrei na cozinha sutilmente esperando que ela não me falasse nada ou mesmo me criticasse.

Ela ficou calada diante de mim e me recolhi aquele dia da chegada dela na mansão o mais calado possível e com a minha mente a mil. Eu sentei-me no chão encostando minha costa na cama e olhando a grande janela na minha frente.

Eu comecei a pensar em tudo que em minha vida mudaria. E não me importava de tê-la só para mim. O mundo dela me assustava e com uma criança agora entre nós dois tudo mudava.

Mas essa mudança poderia ser para melhor.

Eu estava de cabeça baixa pensando no que tudo tinha acontecido e nos olhos de todos para mim. Agora eram três que sabiam do mais novo segredo da diva pop e eu fazia parte dele. Só não sabia se os queria metendo-se na vida do meu filho ou filha. Qual seria seu sexo? Um menino seria engraçado de ver e uma menina, eu sei que teria ciúmes.

Uma batida na minha porta me tirou dos meus mais novos pensamentos agora e pedi que entrasse. Eu ainda estava de roupa e paletó e só desejava que todos dormissem ali e me arriscaria ao máximo só para ir lá com ela. Por que Roger e senhor Marker, estavam ali aquele dia e temia ficarem semanas.

Aquilo não ia me agradar.

— Senhor Mac Lany? A voz de Maria soou terna na porta e eu levantei a vista e virei para trás olhando-a entrar em meu quarto.

— O que deseja senhora? Eu disse a vendo entrar e me olhar atenta e votei a baixar minha cabeça ali sentando ao chão.

— Eu vim ver como está? Não me parece bem. Não jantou também com os outros e desde que ela chegou não foi nem vê-la. Ela disse cruzando suas mãos e me olhando com carinho.

— Eu estou apenas colocando minhas ideias em ordem senhora. Estou lhe incomodando? Eu disse ainda do mesmo jeito, eu não queria brigar eu só queria pensar nela e no meu filho agora.

Tinha que dá um rumo para nós três. Mas como?

— Eu não vim lhe criticar filho, eu sei como deve está essa sua cabeça. Mas não direi que fez certo nem que fez errado. Suas vidas mudaram e Dora como havia dito não é uma moça qualquer. É nova Jamy, nem chegou aos trinta ainda. Entende o que falo? Maria disse chegando mais perto de mim e eu a encarei.

— Não era minha intenção isso acontecer. Só queria mostrar a ela que podia viver bem e feliz. Dei todo o meu carinho e amor a ela senhora… E agora isso? Eu jamais queria prejudicar sua vida. Eu disse ainda me sentindo culpado.

Maria se colocou a minha frente e estendeu suas mãos para mim. E sorriu.

— Venha, eu lhe ajudarei a ir ao quarto dela. Vamos logo! Ela disse pegando minhas mãos e levantando-me.

Eu segui com ela e não sabia dizer o quanto sua atitude estava me fazendo bem. A casa estava cheia e a mídia louca lá fora. Maria me ajudou a subir as escadas e mesmo que o quarto do senhor Marker e de Roger estivessem com luzes acesas, passamos em silencio.

Quando chegamos ao quarto dela, senhora Maria abriu a porta para mim e entrei calmamente esperando que ela estivesse acordada, e estava. Dora estava deitada em uma escuridão sozinha e de lado parecia chorar ou mesmo estar pensativa.

Maria me deu mais um empurrão e ouvi ela trancar a porta atrás de mim e entendi seu ato. Tínhamos que conversar de uma vez ou outra.

Eu caminhei até a tomada e liguei a luz do quarto e foi quando pude a ver linda com seu pijama de pantera cor-de-rosa e seus cabelos soltos negros em cima do seu travesseiro. Ela estava deprimida, ou era impressão minha.

— Maria eu já disse estou enjoada. Por favor, não desejo comer nada. Ela disse parecendo se aninhar mais na cama e ficou quieta parada ali entre os lençóis.

— Sou eu! Eu falei ainda com a mão no botão que ligava as luzes daquele quarto e ela levantou-se rapidamente em um rompante.

E aquilo me mostrou o quanto me amava.

— Oi! Ela disse com seus olhos brilhantes e parecia estar atordoada em me ver ali.

— Oi. Eu falei a encarando e indo até ela devagar.

— Você não falou comigo o dia todo. Não o vi o dia todo. Isso me deixou assustada. Ordeno que não faça mais isso Jamy. Ela disse tirando o lençol de si e colocando seus pés descalços no piso do quarto.

— Desculpe, não me deixaram vir, e eu tive que retomar as ideias, pensar em tal situação que nos encontramos agora. Eu falei parando e vendo ela chegar perto de mim.

— Eu não sabia. Estou tão surpresa quanto você. Estou a horas pensando como lhe dar com tudo isso. E não sei… Eu apenas não sei. Eu nunca me vi como mãe eu não sei como agir. Ela disse me olhando no fundo dos olhos e vi uma lagrima brotar em seus olhos.

Eu fiquei calado observando aquela linda mulher temer minhas palavras agora, mal ela sabia que eu temia ela me deixar. E ela esperou ansiosa minha fala, mas precipitou-se mais uma vez. Ela era a mulher mais lindo do mundo quando aflita estava.

— Eu sei que não perguntei se isso era o que queria. Se você desejar ir eu entenderei. Mas eu juro que não sabia…

Eu não pude deixá-la falar tal idiotice ou tolice. Eu a interrompi do que falava e a peguei pela cintura trazendo-a para meu corpo lhe dando um beijo com tanta saudade, medo e necessidade de sentir ela agora.

Seus braços me envolveram em um abraço apertado e sabia que com aquele beijo eu mostrava a ela que não iria deixá-la em nem outra situação que fosse. Eu não tinha mais palavra para dizer o quanto amava aquela mulher menina em minha frente.

E só meus atos me deixavam ver que eu a desejava mesmo depois de tudo e com a nossa mais nova imprudência. Ter nos deixado levar por uma paixão carnal a algo que nos corroia por dentro quando nossas peles se tocavam, tinha nos rendido a nossa mais nova loucura.

E um filho entre nós agora imperava e pensei no que tudo ela tinha passado aqueles meses, carregando um filho meu. Ela era forte e aquele pequeno ser ali dentro também era.

Dora deitou-se na cama me arrastando para cima dela tirando meu paletó enquanto eu me desfazia de sua parte de cima do pijama. Eu parei de beijá-la e arranquei dela calça a deixando do jeito que eu mais amava e sem pensar, ela me puxou para cima dela quase sem me deixar desfazer de minhas próprias roupas.

Dora me beijava como nunca como se quisesse mostrar a mim que aquele nosso ato falho e divino agora não fosse interromper nada entre nós. Eu gemi ansioso quando a senti tocar na sensibilidade rígida que estava entre nós.

Ela me acendia com um toque apenas e eu sempre a queria cada vez mais.

— Eu preciso tanto de você agora… Ela disse ofegante abrindo mais suas pernas e ela mesmo, me posicionou como queria ser amada.

Ela estava quente tão morna que só de sentir sua pele na minha, eu me desfazia em total prazer diante dela.

Eu ajeitei meu corpo em cima dela me inclinei para encontrar em seus lábios aquele gosto único que eles tinham. Eles acendiam minha mais nova loucura, que era sempre a amar daquele jeito, como se não houvesse o amanha.

— Eu lhe darei tudo… Tudo que você me pedir meu amor. Eu disse a olhando no fundo dos olhos agora e um sorriso mais lindo do que eu mais gostava, ela esboçou para mim.

Dora começou se movendo-se contra mim e entre nosso beijos senti seus suspiro de alta entrega. Eu a invadia com tamanha vagareza ao ponto de me sentir tão fraco e dependente dela.

A cada movimento longo e profundo eu a beijava sugando seus lábios controlando em meu ser a agonia que sentia dentro de mim. Eu sempre tinha pressa em amá-la ela me tinha assim, mas naquela noite, eu não era mais seu segurança ou amante de todas as noites.

Eu estava fazendo amor com a mulher que tinha meu filho em seu ventre e a levaria as suas adoradas estrelas, mostrando o quanto tinha me feito o homem mais feliz do mundo.

Os movimentos foram ficando mais rápidos e seus gemidos afagados mais presentes agora. Algo que jamais senti em vida por uma mulher se manifestava ali e eu só queria dar o meu melhor para ela.

Em sua agonia pelo fim chegando, Dora segurou firme em volta do meu abdome e eu abri meus braços estendendo minhas mãos na cama e investindo nela sem parar com um ritmo frenético dentro dela.

Eu ouvi seus gemidos mais que saudosos agora e sua face desesperada. Eu não aguentava mais mesmo, minhas forças esgotando e ela enfiou suas mãos em meus cabelos me puxando para um beijo apaixonado e me ajudou com os movimentos mais insanos entre nós dois.

E meu nome saiu de seus lábios como um sussurro excitante e eu gemendo de total prazer sentindo o meu corpo tremer diante dela como uma descarga de adrenalina sobre mim, eu dei a ela até  o ultimo resquício de força que eu tinha em amá-la, esticando meu corpo sob ela entrando e saindo bem devagar agora.

Meus braços enfraqueceram e eu cai sobre ela cansado e deixando aquele estresse e medo longe de mim agora. Dora puxou meu rosto para um beijo calmo lento e longo e eu a encarei frente a frente depois de amar ela mais uma vez de uma maneira inesquecível.

— Está tudo bem, tudo acabará bem, tudo dará certo. Eu estou aqui. Eu falei a beijando e notei seus olhos brotando lagrimas.

— Tenho medo de eles me tirarem você se souberem de quem é o filho que carrego. Tenho medo de algo acontecer comigo se não estiver aqui. Preciso de você aqui. Ela falou contendo-se em lagrimas me abraçando assustada.

Dora não era de chorar daquele jeito. Ela estava com tanto medo que a sentia tremer em meus braços em um choro abafado em meu peito. Eu a levantei tirando seus cabelos de sua face e a coloquei sentada ao meu colo.

Peguei seu rosto com minhas duas mãos e a fiz me encarar.

— Nada no mundo fará eu te deixar. Ninguém vai lhe tirar de mim, eu serei sempre seu Dora. E seremos eternos agora. Você é a coisa mais importante da minha vida e você veio para mim. Você está grávida e eu sou pai desta criança. – Eu sorri alegre mostrando a ela que nada teria que temer.—Eu amo tanto nunca esqueça disso! Eu disse a beijando novamente e ela me abraçou e seu perfume me trouxe a lembrança de tudo que tínhamos vivido em pouco tempo.

— Eu te amo muito mais. Ela disse parecendo mais tranquila agora e eu enxuguei seus olhos rodeados de lagrimas.

Depois de nos amarmos novamente como tudo pedia entre nós eu fui ao extremo com ela novamente. O prazer e a necessidade que eu tinha por ela era mais que infinito e eu poderia fazer amor com Dora toda noite se ela quisesse.

Deitados olhando um para o outro, ela me disse o que queria e como queria que ficasse aquela situação.  Seria nosso segredo mais secreto agora e assim se seguiria até um momento certo para dizer quem era o pai do filho de Dora Reis.

Aquilo não me agradava e um desentendimento me fez mostrar e ela o quanto ser pai era importante para mim agora, e sem querer mais alongar aquela conversa que já tinha me estressado e feito ela me chamar de rude e incompreensivo, eu a trouxe para cima de meu corpo e a aticei para amar mais.

E céus, seus toques eram como um passo ao paraíso.

Dora dormiu um tanto exausta em meus braços e esticada na cama mais parecia que estava cansada e sua forma pesada no sono só me dava a certeza que eu a fazia bem, começando pelo sono que ela tinha.

Eu sorri sozinho e na calada da noite sem poder dormir com as ideias e a imagem de eu ser pai em minha mente vagando sem parar agora em meu pensamento eu tirei meu braço debaixo de sua nuca e ela mexeu-se calmamente e suspirou.

Curioso eu levantei e a olhei dormindo ali em seu melhor tal como um anjo só meu e tirei o lençol do seu corpo nu. Sem saber o por que fazia aquilo eu abri minhas mãos e coloquei bem abaixo de seu umbigo.

A ideia de ter uma vida ali que não dava para notar ainda era surreal para mim e sorri sozinho imaginando quando meu filho ficasse enorme dentro dela. E um nó na garganta senti.

Eu tinha começado a me acostumar com a ideia de ficar sozinho, e agora tão de repente, eu seria pai de um filho que já era tão amado por mim que mal podia explicar aquela louca emoção em meus olhos agora.

Eu me inclinei sob ela e beijei sua barriga como um tonto e idiota e passei minhas mãos ali na tentativa que ele ou ela já me conhecesse. Diziam que eles sentiam tudo e três meses já era bem crescido.

E balancei minha cabeça rindo de mim mesmo pensando em coisas como gravidez. Ela se mexeu e eu parei de tocá-la e esperei ela voltar a dormir.

— Eu prometo que vou proteger vocês dois custe o que custar. São minha vida agora… Eu falei lhe dando um beijo na testa e a vendo acordar me olhando sonolenta.

— Já se vai? Não. Ainda há tempo. Fique mais. Ela disse me abraçando de olhos fechados agora e eu tive que deitar para ela se aninhar em meu peito de volta.

— Eu não irei a lugar algum… Durma… Eu disse perto de seu ouvido e ela assentiu com a cabeça em positivo acreditando em minha promessa e caiu novamente no sono profundo.

As horas eu vi passar ali deitado com ela a abraçando e a contendo em meus braços como se eu pudesse de fato a ter só para mim, mas eu sabia que não era bem assim. E naquilo, interrompendo minha linha de pensamento, eu ouvi a porta e a chave da porta trincar e fazer barulho e me deixando em estado assustado e em desespero, Maria apareceu na porta me vendo ali nu com sua menina nos braços.

— Senhora… Eu disse sabendo que meus olhos eram esbugalhados pelo susto e tentei a tirar de mim o mais rápido possível para eu me recompor.

Mas antes disso, Maria me repreendeu.

— Shiiiiii, você vai acordá-la! Ela disse me brigando ali e eu achei aquilo estranho.

— Perdoe-me por eu estar nessas condições, senhora. Eu disse com medo horrível dela falar algo ali ou mesmo acordar a todos.

— Acalme-se senhor Mac Lany, eu sei reconhecer um bem quando o faz. Ela disse sorrindo e eu não entendia sua forma comigo agora.

— Eu preciso ir. Eu falei novamente tentando levantar e Dora resmungou algo.

Apenas movendo os olhos, eu e a Maria esperamos ela novamente cair no sono, ou ela nos brigaria e me falaria um monte se soubesse que Maria tinha me pego peladão em cima de sua cama. Ainda bem, que ela estava abraçada a mim e eu estava coberto da barriga para baixo.

Ninguém tinha visto nada ali. Deus, que situação eu estava agora.

— Fique mais um pouco. Ela precisa de você. Maria falou voltando a porta e saindo dali.

Aquilo mostrou a mim que Maria assim como Alex e Roger seriam nosso porto seguro diante daquilo, mas eu apenas me sentia desconfortável ainda. E só pode dizer uma coisa diante de sua atitude.

— Obrigado senhora. Eu disse com todo o meu coração.

Eu só queria estar ao lado de Dora quando ela procurasse por mim quando sentia frio e sozinha.

— Não se sinta tão feliz. Só por hoje e não abuse! Maria fez uma face de brava e depois sorriu fechando a porta e nos trancando ali novamente.

Eu não sabia o porquê ela fazia aquilo ou seria até para ninguém nos surpreender ali, mas depois de tantas noites ali escondido com Dora, eu me senti aliviado por ela estar do nosso lado e sabia que por amor a sua menina, Roger por sua diva e Alex por sua senhora…

Eles fariam de meu maior segredo agora, os seus.

continue….. Kisses in your hearts…..

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