13. CAP.

Desci as escadas e fui direto me alimentar. A sede era tanta que se eu vacilasse poderia cometer atos que não me agradava nem um pouco.

Por isso me mantinha atenta aos ensinamentos que Audrey havia me ensinado. Mas a curiosidade me movia agora. Depois de séculos estava atarefada.

“Encontrar o criador da criatura que exterminei no beco no dia em que conheci o astro pop.”

“Descobrir quem era a criatura na saída do show em Las Vegas e por que não o sentia.”

E por que o astro pop era imune ao meu controle mental. Ele parecia se interessar por mim apesar de parecer não gostar de mim naquela ocasião.

Por que tinha certeza que ele não mandava presentes assim a todas as pessoas que conhecia. E começaria pelo que mais me intrigava.

E seria por ele esta noite.

— Vai sair senhora? Dragos falou depois de me servir.

— Sim. Preciso ver algo. Tenho algumas duvidas e quero que se esclareção. Eu disse me dirigindo a porta e pegando as chaves.

— Estarei esperando senhora. Dagos falou me vendo sair porta fora e ir em direção ao meu corro.

A noite era a minha aliada. Poderia me mover mais rápido do que no transito de dia e voltar aquela casa do astro me infligia um certo receio agora.

A visão de seu corpo nu a minha frente me trazia sensações a muito esquecida. E não sabia o por que daquilo.

Como sempre foi rápido a chegada, e transpassar os seus portões eram fáceis, mas não me agradou nada dar de cara com uma casa vazia.

Ele parecia não estar ali. Saí do mesmo modo que entrei e voltava para casa frustrada.

— Que droga! Justamente hoje ele saiu! Eu disse alto e esmurrei o volante que entortou um pouco dentro do meu carro quando passava pelas imediações do parque.

Mas quando iria ultrapassá-lo vejo olhos brilharam por detrás de uma árvore e freei bruscamente que os pneus cantaram alto.

— Mas o que diabos é você? Então me vigia! Vamos ver quem você é hoje. Vamos ver quem é a caça neste jogo de gato e rato. Eu disse parando o carro e descendo dele e indo em direção ao parque.

Eu pude ver os olhos dele brilharem mais ainda com o efeito da lua e já sabia de quem se tratava. Era o ser de Las Vegas.

Fui mais rápido que podia e me enfiei no meio do parque, as sombras dominavam a noite e alguns raios de luar se faziam presente nos lugares mais abertos.

Mas não facilitaria com ele. O não poder sentir a sua presença dificultava a minha condição e poderia ser extremamente perigoso isso.

Não havia trazido a minha espada por que não estava caçando. Só uma pequena adaga em minha cintura se fazia presente, então era com ela e minhas habilidades que me defenderia.

— A onde você está? Eu sussurrei baixinho só para eu mesma escutar e olhei a minha volta.

— Aqui! Ele disse me surpreendendo por trás e me imobilizando já em seguida.

— Por que me segue? O que quer? Eu disse tentando me soltar dos seus braços fortes.

Mas eu pude sentir ele absorver o meu perfume em meu pescoço em uma respiração profunda. Sua mão que segurava a minha cintura pareceu acariciar ela. E a que segurava o meu braço me puxou as minhas costas contra o seu peito.

— Você. Não sabe o quanto a procurei. Pensei que a tinha perdido para sempre. Ele falou beijando o meu pescoço com suavidade e pude sentir algo me incendiar por dentro.

— Mas quem é você? Por que não o sinto? Eu disse mal conseguindo me concentrar no que pensava.

Pois atos profanos e mundanos rondavam a minha mente de uma forma assustadora.

— Sou alguém que jamais lhe esqueceu através dos séculos. E não me sente por que assim eu desejo. Ele falou subindo a sua mão que estava em minha cintura por dentro da minha camisa e indo em direção ao meu seio.

— Mas como não me lembro de você. Eu disse sentindo ele beijar mais fundo o meu pescoço e sentindo ele tocar o meu seio com uma leve pressão.

Céus! O que era quilo que sentia? Não podia me soltar daquilo. A minha mente gritava por liberdade. Mas meu corpo não obedecia. Ele desejava mais e mais, e temia o que aquilo se resultaria.

— Por que acha que não se lembra do seu passado antes de virar este ser.  Eu fui seu passado como sou presente e desejo que siga em meu futuro. Me ame como amava antes disto tudo acontecer Lena. O ser que me retinha em seus braços com agilidade me imprensou contra a árvore mais próxima nos afastado da luz do luar que poderia o identificar.

— Não me lembro de amar alguém. Não sou provida de sentimentos. Eu disse vendo sua silueta a minha frente a me imprensar contra a árvore com mais força.

— Vejo que Audrey fez um belo trabalho a este respeito. Não suportaria ver você amar mais alguém alem de mim. Não imagina o que passei nestes séculos todos a sua procura. Eu a amo Lena. Sempre a amei. O ser invadiu os meus lábios como se pudesse me absorver para dentro dele.

Mas nisso algo me invadiu. Não sabia de onde surgia antigos desejos. Sentir as suas mãos estourando os botões da minha camisa com urgência me deixaram extasiada, e fizeram ele ter uma visão nítida dos meus seios a sua frente.

E com isso me fizeram entrar em um estado que não imaginava existir.

Rasguei a sua camisa com tamanha força que escutei ela se despedaçar em minhas mãos.

O ser abria a minha calça e já descia por entre as minhas pernas levando com ela a única langerrie que existia ali.

— Ainda está do mesmo jeito que me recordo. É tão bela minha amada. Ele falou descendo os seus lábios por todo o meu corpo e indo parar aonde mais lhe agradava.

E com isso arrancava de mim gemidos contido a muito tempo em minha garganta.

— O que é isso que sinto? Eu sussurrei sem poder conter os meus lábios.

Eu notei ele parar o que fazia com sua língua e sua mão e notei ele subir e ficar a centímetros dos meus lábios.

— Isso é algo que jamais morreu em seu coração. Algo que jamais vai deixar de existir por mais que os séculos passem em nossa frente. Foi esse sentimento que nos uniu através dos tempos. Como foi no passado é agora. Ele falou me suspendendo em seus braços soltando o seu sinto abrindo o seu zíper e me invadindo com seu membro já latejante.

Eu soltei um grito com a invasão e apertei ele em meus braços ainda mais. Um gemido mais que profundo saiu dos seus lábios e notei ele fazer algumas investidas profundas e calmas.

— Deus! Quantas saudades. Ele falou me imprensando ainda mais contra a árvore que escutei estalar o seu tronco.

A nossa força se igualava ali. E notei que suas investidas começavam a ficar mais profundas e aceleradas.

Eu podia ver sua respiração ficar mais escassa conforme as investida dentro de mim ficam mais urgentes. Seus beijos como os meus era mais que ardido arrancando de nós mesmos o nosso próprio sangue.

E aquilo foi como uma descarga de adrenalina de prazer. Sentir o nosso sangue se misturar ali era mais que divino. Algo que jamais senti. Nem a sede que me aplacava quando me levantava era tão prazerosa agora.

E sem pensar cravei os dentes em seu pescoço e ouvi ele gemer mais ainda de prazer.

O gosto do seu sangue escorrer pela minha garganta abaixo era doce e inebriante. E pude sentir ele acelerar ainda mais o seu membro dentro de mim e gemer alto.

— Assim. Assim Lena. Me prove. Ele sussurrou oferecendo o seu pescoço ainda mais para mim.

Eu pude ver seus olhos brilharem ainda mais em minha direção enquanto ele se entregava em um total transe.

O suguei mais um pouco arrancando dele investida e gemidos surpreendente de seu membro em mim. E notei que eu poderia deixar ele fazer o mesmo e sentir o pleno prazer entre a nossa espécie.

— Me prove. Eu disse recolhendo os meus caninos e oferecendo o meu pescoço a ele.

Eu notei ele diminuir as suas investidas dentro de mim e notei ele me olhar com olhos brilhantes por entre a cortina da escuridão.

— Não imagina o quanto esperei por isso Lena. O ser me cravou os dentes arrancando de mim um prazer jamais visto em toda minha morte vida.

Já tive vários prazeres no decorrer deste tempo em que vivi assim. Até o sangue fresco dos mais jovens podia me arrancar o mais longo prazer. Mas deixar ele tomar de mim me fez ir alem do que jamais provei.

Eu podia sentir ele recomeçar a investir dentro de mim com mais força e profundidade. Eu sentia arranhar as suas costas cravando as minhas unhas em sua pele.

Os gemidos ficaram mais intensos, as investida mais que aceleradas e uma onda de eletricidade começava a percorrer o meu corpo.

E não pude conter uma explosão que intensificou quando ele deixou de me tomar e invadiu os meus lábios trazendo o gosto do meu próprio sangue aos meus lábios.

E notei que ele gemia alto e explodia dentro de mim em um prazer sobre humano para nós dois.

O ser diminuiu as suas investidas tentando controlar a sua respiração. Encostou a sua cabeça em meu peito e respirou fundo ainda me segurando em seus braços e ainda dentro de mim.

— O que foi isso que sentimos? Eu disse procurando respostas para poder entender o que passou-se ali.

— Algo que esperei por muito tempo acontecer. Eu sabia que só seria com você. Por isso esperei. Ele falou saído lentamente de dentro de mim e tocando a minha face com suas mãos.

— Quem é você? Eu disse procurando ver seu rosto com clareza.

Por mais que a minha condição permitisse ver alem dos humanos ali eu estava em desvantagem.

— Alguém que sempre a amou. Procure em seu passado. Alem daquele que pode se lembrar. Veja aonde estou e vai me encontrar. Até lá, lhe aguardarei. Só não demore muito. Forças alem de sua imaginação nos procuram ainda. E lhe proteger agora é necessário mais do que nunca. Ele falou tomando os meus lábios mais uma vez e se afastou pegando as suas coisas e as minhas e me entregando.

Eu procurei o seu rosto na escuridão para ver do que ele falava. E peguei as minhas roupas e as vesti.

— Do que está falando? Quem nos procura? Eu disse ainda sem entender.

— Vista-se.  Aqui não é seguro. E não ande mais assim na noite sem sua espada. Sei que procura o criador do ser que destruiu no beco. E fique ciente que ele também a procura. E se ele a achar. Temo o que pode fazer. Ele disse me vendo vestir as minhas roupas apressadamente.

— Quem é ele? Eu disse tentando pegar todas as informações que podia.

— Alguém revoltado que não sabe encarar um não de uma dama. Mas confesso que como ele recebeu este não. Até eu me revoltaria. Ele falou parecendo sorrir na escuridão.

— Isso não e resposta para mim. Eu disse segurando o seu baço com rispidez diante de sua resposta vaga.

— Quer respostas my Layd. As procure em seu passado. Agora vá. Já vai amanhecer. E sei que não vai sobreviver a luz do dia. Ele falou se soltando da minha mão em seu braço e indo em direção da entrada do parque.

— Hey. Preciso de respostas mais lúcidas. Eu disse abotoando a minha blusa rasgada.

— Há! Antes que me esqueça. Belo colar. O símbolo da vida eterna jamais deve sair de seu belo pescoço. Ele falou me olhando de lado enquanto caminhava rápido.

Eu o observei sair rapidamente e não gostei daquilo, ele me devia respostas claras. E não enigmas.

Mas quando ele percebeu que eu não tinha aceitado os seus argumentos saiu em uma velocidade até surpreendente para mim.

Eu era rápida, mas não a este ponto. E fiquei ali perdida no restante da noite que já se ia.

Mas quando notei o meu relógio de pulso disparar entrei no meu carro e parti em direção a mansão.

Continue….. Kisses in your hearts….

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