22.CAP…

Os seus beijos eram arrasadores, por onde sua boca e sua língua percorriam em meu corpo eu arfava de desejos, os papéis se invertiam quando se tratava de Michael, nenhum dos meus clientes conseguia arrancar de  mim gemidos tão verdadeiros.

— Assim Michael. Continue. Eu gemi diante do que ele fazia em minhas partes mais sensíveis.

— Assim, é assim que você deseja Ava? Michael falou aprofundando o seu dedo e sua língua em mim.

— Deus! Eu gemi de prazer quando cheguei ao êxtase.

Eu senti uma descarga me invadir e um gemido mais que profundo brotou dos meus lábios, eu percebi Michael me beijar com profundidade e seguir seus lábios até os meu me fazendo provar de sua vitória.

— É assim que eu gosto garota. Totalmente entregue a mim. Michael sussurrou em meus lábios mostrando que amou o que conseguiu.

Eu respirei profundamente e senti todo o seu corpo nu em cima do meu, o seu membro latejava de excitição em meu ventre.

— Pois bem, não sejamos injusto aqui. Eu disse descendo a minha mão em seu membro e fui o acariciando com suavidade e profundidade.

— As suas mãos são divinas, mas creio que pode fazer melhor. Ele falou invadindo os lábios em meus seios.

— Com certeza querido. Eu falei saindo debaixo dele ficando de joelhos e sai da cama.

Eu o puxei pela mão e o fiz sentar na beirada da cama, seus olhos perdidos no meu já sabiam quais eram as minhas intenções. Michael sorriu diante da minha face mais levada e abriu as suas pernas para me receber.

— Eu sou todo seu garota. Michael falou me vendo se ajoelhar a sua frente e começar a saboreá-lo.

As minhas mãos percorriam as suas pernas e cochas firmes, os meus lábios e língua depositavam nele beijos molhados e ousados. Michael admirava o meu trabalho com expectativa, a cada investida insinuante em seu membro ele gemia de ansiedade.

— Não me torture garota. Michael falou vendo eu pegar o seu membro em uma das mãos e o medir todo com a minha língua deixando rastro da minha saliva em toda a sua extensão.

— Feche os olhos e sinta como eu sou grata pelo que me deu. Eu falei vendo ele jogar a sua cabeça parta trás e gemer alto quando sentiu os meus lábios envolver quase todo o seu membro o sugando.

— Deus! Isso é insano. Ele falou sentindo as minhas investidas mais sedentas e deixando as suas fantasias mais loucas lhe invadir a mente.

Eu fazia o meu trabalho com maestria, e com ele, era com total prazer, o seu sabor era extasiante e me fazia ensandecer por ele mais uma vez.

Eu sentia que seu clímax chegava com força quando percebi Michael erguer o seu quadril para frente apertar firme os meus cabelos com a mão e profanar palavras que até me surpreendi que saíssem de seus lábios.

— Assim garota, assim, com mais pressão. Ele falou me observando agora com seus olhos em chamas.

Eu percebi que ele explodiria logo e notei que ele fez menção de retirar seu membro dos meus lábios, mas eu segurei firme uma de suas pernas e acelerei ainda mais o que fazia.

— Se der mais algumas investidas não poderei segurar. Ele falou com a voz embargada e sua face suada.

Eu olhei fixo em seus olhos e esbocei um sorriso maroto sem parar o que fazia.

— Oh meu Deus! Como você é indecente! Ele mal conseguiu falar enquanto explodia em meus lábios com investidas mais profundas e segurando com força com uma das mãos na beirada da cama.

Quando os seus espasmos diminuíram ele gemeu alto quando a sua respiração voltava com lentidão. Eu me levantei limpei os meus lábios e fui deitando ele na cama e vendo a sua face de felicidade.

— Agora vamos ao que nos interessa. Eu falei me sentando em cima dele e estimulando o seu membro em suaves investidas em uma leve cavalgada.

Michael segurou a minha cintura e me olhou nos olhos com um sorriso sem vergonha ainda.

— Com todo o meu prazer, temos a noite toda para isso. Michael falou me levantando um pouco e fazendo eu sentir que ele estava novamente pronto para mim.

Eu não disse mais nada, só sorri diante de seu membro deslizando para dentro de mim, a noite toda foi saboreada com manobras que me surpreenderam a cada investida e posição, ele era mesmo algo desconhecido em uma cama.

Seus toques suas investidas suas manobras não eram só exclusividades dos seus shows e dança, ele era um gênio no que fazia, e adorei aprender com ele, algo que pensei saber com maestria.

Nunca é tarde para se aprender.

Depois de mais alguns êxtases, desabamos um do lado do outro exaustos no final da noite.

O sol já estava alto entrando pela imensa janela quando eu relutante abri meus olhos, com dificuldade olhei para mesinha do lado da cama e observei as horas.

— Onze horas? Eu falei vendo que Michael já não estava mais ali.

Eu me virei e afundei a minha face no travesseiro mais um pouco, eu desejava ficar ali o dia todo, mas precisava levantar, eu tinha trabalho a fazer.

— Okay Ava, ao trabalho. Eu disse me levantando nua e fui em direção ao closet e peguei uma roupa confortável.

Pelo o que tinha lido no cronograma de John, não tínhamos nada a fazer neste dias, só o evento de premiação que seria dali a alguns dias e esse eu precisava ser convincente.

Afinal estava sendo paga para isso.

Sem presa tomei um banho me arrumei e desci para ver onde estavam todos e me deparei com uma pequena reunião na sala principal.

— Olá, bom dia a todos. Eu disse vendo todos me olharem cada um com sua face mais intrigante e meus olhos pararam em Michael que mal me olhou.

— Bom dia Ava, ou quase é boa tarde. John falou me olhando com um maço de papéis e jornais nas mãos.

— Bom dia senhorita. Um homem todo engravatado me cumprimentou a distancia.

— Olá John, senhor,  e lamento pelas horas, eu não preguei o olho esta noite, eu espero não estar atrapalhando. Eu disse adentrando na sala e vendo todos me seguirem com seus olhos e percebi Michael me olhar de soslaio.

John esboçou um sorriso cínico já imaginando o que tinha acontecido e percebi o olhar furioso de Michael para ele.  Mas algo acontecia, e pela face de Michael, os jornais tinham culpa no seu visível mal humor.

—  Eu imagino o motivo pela sua insonia, mas na verdade não, estamos discutindo sobre as noticias de hoje e ela inclui você. John falou me vendo o encarar.

— Eu espero que não seja nada que abone a minha conduta de mulher apaixonada. Eu falei seguindo até a uma poltrona e vendo que Michael me fulminava com os olhos.

— De um certo modo não senhorita Clark. Mas creio que você conhece o governador Hudson. O homem que mal falou me fez o olhar intrigada.

O meu coração disparou no peito, e voltei meus olhos que pairaram em Michael que continuava calado em sua poltrona. O que será que aquele estúpido do governador tinha feito.

— Certamente. Ele é um homem que não sabe seus limites. O que tem ele haver comigo senhores? Eu falei temendo o que poderia ser.

Eu me lembrava das ameaças bem claras dele no telefone.

— O assessor do governador soltou uma nota na imprensa hoje de manhã sobre um jantar de comemoração a sua nova candidatura. Ele dera este jantar em sua casa e declaradamente ele insinua que Michael Jackson e seu mais novo amor vão estar presentes neste evento. O homem falou me observando de longe.

Eu observei os olhos do homem em mim e me voltei para Michael.

— Okay. E você irá a este evento? Eu perguntei diretamente a Michael que parecia uma criança contrariada no seu canto.

— E você acha que tenho escolha? Eu preciso que o governador me libere a arena para um show beneficente, e ele só vai fazer isso se eu comparecer ao seu evento com a minha mais sensual mulher! Michael falou cuspindo as palavras em mim.

Ele estava mesmo furioso com a ousadia do governador, e eu não podia culpa-lo, ali tinha algo por detrás daquelas exigências.

— O governador ligou agora pouco quase exigindo que Michael vá e leve a sua amante a tira color nesta festa. Eu tenho certeza que aquela raposa velha vai aprontar. E Michael já está com a sua imagem bem comprometida diante a mídia. Agora te pergunto querida Ava. O governador tem provas que possam revelar o que você é diante de todos? John falou me fazendo me virar para ele.

Eu me levantei e olhei fixo em seus olhos, aquilo me aborrecia alem da conta e era hoje que Pool teria que me dar algo para deter o governador e suas ameaças.

— Pois bem John, se realmente é aquele advogado que todos dizem, não deveria fazer esta pergunta a mim. Os meus contratos são todos discretos, e jamais cometo erros com meus clientes, por isso eu valho aquilo que cobro. E eu os adverti quando foram atrás de mim no cassino, não me responsabilizo por especulações. E é isso que o governador Hudson e qualquer outro cliente meu tem contra mim, só suposições e especulações, nunca provas. Agora se me dão licença cavalheiros, eu estou morrendo de fome, pois cumpri a noite toda aquilo que fui contratada. Eu falei saindo em direção a porta sem olhar para trás.

Eu fui em direção a cozinha e me sentia novamente um lixo, aquilo começava a me aborrecer, nunca o que fiz, me fez ter vontade de matar alguém pessoalmente. E o governador Hudson começava a fazer este instinto assassino surgir em mim.

Eu peguei um copo de suco e uma fruta e sai em direção ao jardim e lá observei as crianças correrem felizes e sorridentes.

Num determinado tempo a menina me olhou e veio até a mim.

— Olá Ava. Quer brincar conosco? O papai está ocupado hoje. A menina falou com a sua voz cansada de tanto correr.

Eu observei seu irmão me olhar esperançoso e meus olhos voltaram a menina que aguardava a resposta.

— Por que não! Afinal não tenho nada o que fazer. Eu disse colocando o copo em cima da mesinha e fui com ela até onde seu irmão estava.

O dia estava ensolarado e as brincadeiras foram as mais variadas, eu me sentia como uma menininha que a muito tempo não saia para brincar. Sobre os olhares atentos da baba e dos seguranças corríamos e nos escondíamos uns dos outros.

Mas foi na guerra de pistolas de água que o time estava em desvantagem.

— Não podemos brincar assim. Prince está em desvantagem. Eu disse vendo a face desamparada do menino.

— Mas não temos outro para brincar conosco. O papai não deixa os seguranças fazer parte da brincadeira e Sara é menina. A menina falou toda preocupada por não podermos brincar afinal.

— Isso não é justo. Só por que sou só um. E se o Jacks nos ajudasse? Ele não vai sair com o papai. O menino falou com uma leve esperança nos olhos.

— O motorista? Eu falei vendo ele mais ao longe passar o pano em um dos carros.

— É! Ele sempre faz parte das nossas brincadeiras quando o papai não pode ou não está. Ele é bom na guerra. A menina falou toda saltitante.

Eu observei o motorista mais adiante fazer o seu trabalho e o achei muito novo para ser um simples motorista e me lembrei de seus olhos para mim discretamente quando me observava no retrovisor do carro.

— Por mim tudo bem. Se seu pai não reclamar. Eu falei vendo as crianças vibrarem e o menino sair correndo na direção do motorista.

Nós esperamos um pouco e o menino voltava trazendo o motorista pela mão.

— Pronto Ava. Agora somos um time, Jacks vai brincar conosco. O menino falou entregando uma pistola para o amigo.

— Olá senhorita Clark. O homem falou me olhando timidamente.

— Olá Jacks. E me chame de Ava, já que vamos ser adversários na guerra. Eu falei fazendo um olhar ameaçador.

Ele sorriu com um sorriso que até então não tinha percebido e notei que ele faria o seu melhor papel de soldado.

— Okay Ava. Vamos Prince. Vamos ganhar esta batalha. Ele falou retirando o seu casaco e arregaçando as mangas da camisa.

Eu e a menina nos entreolhamos e voltamos o nosso olhar para os dois a nosso frente.

— É o que veremos. Eu disse engatinhando a bazuka e corremos para nos proteger.

O transcorrer das horas nem foi notadas e conforme o tempo corria nos atingíamos uns aos outros, camisas e corpos todos molhados, cabelos despenteados e desalinhados foi o que nos rendeu algumas tentativas de ganharmos.

Nós ganhávamos a batalha depois de algumas manobras malucas e foi em uma tentativa em vão de acertar o adversário que eu fui surpreendida e fui fuzilada por disparos de água deixando a minha roupa mais que transparente.

Mas quando dei por mim que estava mais que visível o que não se deveria ver, eu vejo um par de olhos negros me fuzilar de onde estava.

continue…. Kisses in your hearts…

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