21. Cap…

O jantar transcorreu como se fossemos uma família normal e comum como tantas famílias americanas que existia naquele país, ninguém imaginaria no mundo que o seu mais famoso astro do show businnes era uma pessoa mais que humana e comum entre os seus.

Michael Jackson deixava seu lado astro para ser simplesmente Michael, o pai de família.

Riamos das mímicas e piadas malucas que Michael fazia e contava depois do jantar e até me arrisquei a contar algumas que Pool me contava quando eu era criança, aquilo fazia o meu mundo parecer encantador e familiar.

Por um curto prazo de tempo me senti voltar a um passado que o mundo para mim era, de sonhos e fantasias.

Mas depois de algum tempo com as crianças quase dormindo com Michael lendo o livro que eu trouce para eles, eu me peguei admirando uma cena que cobicei em silencio.

Eu estava ficando muito sensível a isso e não gostei do que sentia. Eu não podia me envolver, ou eu não conseguiria fazer o meu trabalho como sempre fiz.

— E foi assim que a menina fugiu da fera que a caçava. Michael falou fechando o livro vendo seus filhos caídos no sono o sofá.

— Eu creio que eles não escutaram o fim da história. Eu falei sentada em uma poltrona e vendo Michael no meio do sofá com o livro na mão e um de cada lado de seus filhos adormecido.

— Eu creio que sim. E eles que insistiram que eu lesse até o fim. Michael falou colocando o livro em cima na mesinha e observando seus filhos.

— Amanhã você reforça o que leu. Agora vamos levar eles para suas camas, ou ficarão doloridos assim, eu lhe ajudo. Eu falei fugindo de velhas lembranças e me levantando para o ajudar.

Michael sorriu para os seus filhos e olhou para mim intrigado.

— Pelo que vejo se dá bem com crianças. Paris parece gostar de você. Eu fiquei sabendo sobre a pequena discussão com a babá dela sobre a roupa. Michael falou se levantando e já foi pegando o seu filho nos braços.

— Não foi uma discussão. A menina tinha suas razões e eu concordei com ela. Como ela iria brincar de bicicleta com aquele vestido? Eu falei meio que sorrindo e me lembrando dos argumentos da menina a sua babá.

Ela tinha convicções e um temperamento forte, não errei em pensa que ela me lembrava alguém do meu passado.

— Paris tem um temperamento forte. Ela me assusta as vezes. Michael falou me vendo pegar a sua filha nos braços para levar comigo.

— Não, ela só aprendeu a ser mais esperta do que muitos de sua idade. Você ensinou bem os seus filhos, eles são boas crianças. Se um dia eu ter um, tomara que ele seja assim. Esperto e comportado. Eu falei me lembrando de como cobicei os seus modos de educá-los.

Michael me olhou intrigado novamente e foi do meu lado levando seu filho nos braços.

—Pretende ter filhos? Mas com a vida que leva é um pouco ariscado isso? Michael falou me fazendo ver o que eu era.

E não gostei dele me mostrar a minha triste realidade mais uma vez.

— Eu sei disso, é por isso que admiro filhos dos outros. Não quero que meu filho um dia sinta vergonha de sua mãe. Apesar que sempre amei a minha, não importa o que os nossos pais tenham que fazer para nos proteger. Eles merecem o nosso total respeito, mas nem todos pensam assim. Eu falei com mágoa na voz e Michael percebeu.

— Me desculpe, eu não quis ser rude. Ele falou subindo as escadas do meu lado e fomos em direção ao quarto das crianças.

— Não se preocupe Michael. Isso é algo que não está em meus planos por um longo tempo. E nem imagina o que já ouvi nesta minha vida por ser quem sou. Agora vamos colocar seus filhos na cama, está menina pesa. Eu disse meio que sorrindo disfarçando que não gostei e ele esforçou um breve sorriso nos lábios.

O fim da escada era breve e o corredor um pouco longo, eu não era acostumada a carregar um peso, mas me esforcei para levar a criança.

Os colocamos cada um em seu quarto e Michael os acarinhou e cobriu dando um singelo beijo de boa noite, eu observava a cena cada vez mais inebriada e incomodada.

Eu a muito tempo não sabia o que era um carinho mãe e Pool tentou fazer a seu modo, o seu papel de tutor e pai.

Eu desviei meus olhos da cena e segui para o meu quarto, algo me incomodava e não gostaria de compreender o que era, de uma certa forma começava a me arrepender de ter aceito o contrato, estar assim tão perto de uma família, me deixou inquieta.

Eu abri a minha gaveta no quarto e peguei em uma maleta uma velha foto, eu sempre a carregava comigo depois que ela se foi, e a admirava quando eu sentia muito a sua falta.

— Eu lamento tudo isso mamãe. Eu te prometi que seria feliz e teria a família que sempre desejou. Mas eu fiz ao contrário. Eu sinto tanto a sua falta. Eu falei passando o dedo na foto velha e já gasta com o tempo.

Eu contive a lágrima que teimava em cair e meus olhos voltaram a um passado que fiz promessas que não podia cumprir agora.

Mas naquilo escuto passos no corredor e muito perto da porta, eu guardei rápido a foto na gaveta e limpei a teimosa lágrima. Não foi para isso que fui contratada, e ele não precisa saber de meu terrível passado.

Quando eu me virei para a entrada do quarto, eu me deparo com Michael encostado na beirada da porta e com seus braços cruzado me observava com atenção.

— Eu peso desculpas pelas minhas palavras agora pouco, eu nunca te perguntei por que faz o que faz. Michael falou me vendo respirar profundamente e ir em direção ao closet.

Eu precisava me recompor para ele não notar a minha fraqueza em algo.

— Eu já disse a você que o compreendo. Não levei em consideração o que disse, isso é normal vindo de um dos meus clientes. Eu falei evitando responder a sua pergunta e fui procurando as minhas roupas para dormir.

Mas eu percebi Michael adentrar no quarto e vir e minha direção, ele parou do meu lado e me olhou fixamente enquanto eu procurava algo no closet.

— Você não respondeu a minha pergunta. Por que faz o que faz? O que te levou a isso? É uma mulher estonteante, culta e inteligente, as crianças gostam de você. Por que exerce este trabalho que te menospreza. Veja o que isso pode te resultar! Ele falou apontando para a minha face que por debaixo da maquiagem, escondia um leve hematoma.

— Eu tenho os meus motivos. E graças a eles você pode sustentar uma mentira. O motivo que faço o que faço não vem ao caso aqui. Não foi para descobrir por que tenho este trabalho que fui contratada. Eu falei começando a me irritar com sua curiosidade.

— Se eu tenho que criar uma mentira é para proteger quem mais amo, que são os meus filhos. Se não fosse isso, você não estaria aqui, eu não compactuo com o que faz. Ele falou parecendo ofendido com a minha resposta.

Eu sai de sua frente e me olhei no espelho, eu vi o reflexo do astro atrás de mim, e lá estava ele mais um vez me jogando na minha face o que eu era de verdade, e me lembrei da sua conversa com John no dia do show e da promessa que fiz a mim mesma quando escutei aquilo de seus lábios.

Eu me virei para ele e o encarei de alto a baixo, eu faria o que tinha prometido a mim mesma, me vingaria do astro presunçoso e metido a puritano e voltaria de onde eu vim.

— Você tem toda a razão Michael de não gostar do que eu faço. E concordo com você em suas convicções, eu não estaria aqui se fosse por você. Mas me diga uma coisa oh grande astro. O que sente quando as minhas mãos passam por você assim? Eu falei indo em sua direção e fui circulando a sua volta e parando por detrás dele e sussurrei em seu ouvido as ultimas palavras e o envolvi em meus braços passando a minha mão macia e suave em seu peito nu por dentro da camisa e fui descendo a mão para onde eu mais desejava.

Eu pude ouvir Michael respirar profundamente e deteve a minha mão antes de ela chegar ao seu membro, me puxou para sua frente e me olhou nos olhos.

— O que te faz assim tão indecente e alucinante? Michael falou segurando o meu pulso com firmeza.

— Os seus desejos. Eu sussurrei bem perto dos seus lábios e pude sentir o seu coração bater mais rápido de onde eu estava.

Michael não disse mais nada, me puxou para o seu peito e me envolveu em seus braços em um beijo mais que alucinante.

Eu já fazia o meu melhor, eu sentia os seus beijos mais devassos em mim e suas mãos começavam a me despir com rapidez.

— A porta Michael. Eu disse já arfando quando seus lábios já invadiam os meus seios despidos.

Michael parou o que fazia correu até a porta e a trancou e voltou a mim com seus olhos consumidos pelo desejo.

— Pois bem garota, já que foi contratada para ser minha amante, faça o seu papel com perfeição. Me de aquilo que desejo agora. Michael falou me tomando em seus braços e me jogou na cama já se despindo com rapidez.

Eu sorri vendo aquele homem a minha frente, ele repugnava tudo aquilo que eu era, mas era só eu o tocar, e ele se transformava em algo alucinante.

Eu ganharia aquele jogo de gato e rato e ainda sairia com os bolsos cheios de dólares e mais uma vez com o meu trabalho mais que cumprido.

E Michael Jackson, saberia quem era a verdadeira Ava Clark.

Continue…. Kisses in your hearts….

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