25.CAP…De volta a Realidade.

By Jamy…..

Os dias não pareciam normais por serem tão perfeitos e belos. Eu não era acostumado com a felicidade a dois e aquilo ela estava me ensinando a conviver melhor com as pessoas e em especial com as mulheres.

Dora era diferente, e ela me fazia sentir assim. E quando ela chegava perto de mim e me tocava com seus lábios ou me levava à loucura com sua jovial energia, me dava vontade de sempre mostrar a ela do que eu era capaz, e aquilo estava me matando.

Tinha dito a ela e mostrado a ela como eu me sentia quando outros a tocavam ou mesmo a olhava. Eu sabia que aquilo era meio estranho e poderia até ser meio psicopata, mas eu não sabia mais esconder minha total repugnância ao ver alguém perto dela com olhares duvidosos.

Eu coloquei em mim aquela forma de protegê-la algo crucial, e a amando agora só piorava minha vontade de ser seu exclusivo.

Depois daquela minha cena desnecessária na praia, nos amamos como nunca. Ela tinha a capacidade de me fazer atuar em atos mais pecaminosos e ao mesmo tempo não pecadores com ela. Aquilo que fazíamos ali era o que muitos deveriam ter vontade de fazer se tivesse tempo, então eu não me sentia tão culpado por dormi com ela todas as noites, só mesmo preocupado.

Em um belo dia o celular tocou me acordando pela sua insistência. Eu levantei minha cabeça para vê-la e ela estava deitada de costas para mim e nem parecia mesmo que iria levantar. Eu esfreguei os olhos e notei que o celular vibrava sem parar e então resolvi atender.

Rapidamente vesti um calção e pegando o aparelho sai do quarto cambaleando um sono pesado. Eu fechei a porta atrás de mim e vi que o dia estava pleno lá fora.

E quando vi no visor, era o senhor Marker. Mas o que ele queria? Estávamos ali mais de três semanas e só tinha ligado uma ou duas vezes. Aquilo de fato me intrigou, e tocando mais uma vez, eu o atendi de vez.

— Alô? Eu falei tentando deixar minha voz menos grave.

Eu tinha acabado de acordar.

— Alô Jamy? Hei, até que enfim. Como está? Senhor Marker disse até que bem mais ameno comigo e aquilo até que me tranquilizava.

— Estou bem senhor. Bom dia. Eu disse mantendo a formalidade.

— Bom dia Jamy, onde está minha menina? Já comera algo? Ela nunca mais me ligou. Ele disse parecendo ter pessoas com ele, eu ouvia sussurros.

— Senhorita Reis dorme senhor. E ela se alimenta em seu próprio ritmo. A senhorita Reis não come muita coisa. Eu disse começando a caminhar pelo corredor.

— É, eu sei. Mas liguei para dizer que já podem voltar. Ele falou tão normal e rápido e objetivo que foi um baque para mim.

— Como assim voltar? Hoje? Agora? Eu falei tentando não mostrar meu desanimo com o que ele falava.

— Claro, não foi esse o combinado? Uns dias, meses talvez, umas férias tão merecidas a ela e David faria sua mágica por aqui. Bom, conseguimos. Saiu uma nota em todos os jornais em todas as revistas e em tudo que possa imaginar. Ele mentia e queria dinheiro para extorquir, um dos nossos testemunhou os planos do tal de Dom. Então, mais uma vitoria. Mídia zero Dora um. A traga de volta, traga minha menina de volta. Senhor Marker disse parecendo mais sério agora e uma angustia bateu em meu peito.

Eu me encostei na parede e passei a mão no rosto, eu não queria levá-la, não agora que estávamos tão bem e vivendo ali sozinhos.

— Claro senhor, claro que a levarei. Só esperarei ela se levantar e lhe darei a noticia. Eu falei caminhando novamente até a porta do quarto.

— Ótimo. E o agradeço desde já. A mídia se acalmou e Dora sumiu de vez, mas ela precisa aparecer para o Music Awards. E você já ajudou demais. Ele disse fazendo uma pausa e falando aquilo tudo de uma vez.

Ele não gostava de mim.

— Disponha senhor Marker é o meu trabalho e o faria quantas vezes fosse necessário. Eu disse sentindo raiva de como ele dizia.

Parecia que eu a fazia mal.

— Eu sei que sim. Ela acordando a quero aqui. Roger não para de dizer que ela precisa experimentar peças maquiagens e cosias com glitter. Ele que entende isso. E Dora o ama então. Ele disse desabafando de novo em relação a Roger, e Dora iria rir se estivesse ouvindo.

— Ok senhor. Hoje mesmo estamos voltando. Eu disse ouvindo ele se despedir e desliguei a ligação.

Eu fui caminhando devagar para a porta do quarto e entrei em silencio. Ela ainda dormia e me parecia tão linda como um verdadeiro anjo. Eu deixei o celular novamente na mesinha e voltei a cama.

Dora estava deitada de bruços com o corpo todo nu depois de ter nos amado loucamente horas atrás e o jeito como ela estava ficando era engraçado. Dormia muito mais que eu e ficava bem sonolenta de dia. Aquilo era engraçado e muito raro em relação a ela.

O lençol estava cobrindo apenas seu bumbum. Seus cabelos espalhados pelo meu travesseiro e sua bela forma por toda minha cama. Aquilo parecia sonho. Eu passei minha mão por toda a curva de sua costa e parei perto do bumbum e quando voltaria com o carinho, sua voz soou lindamente como aquela manha calma que surgia.

— Jamy. Ela disse levantando sua face com os cabelos cobrindo seus lindos olhos.

— Bom dia. Como se sente? Eu falei subindo na cama de vez e me ajoelhei apoiando-me pelas mãos e indo até ela lhe dando um beijo na testa.

 Parei quando fiquei em cima dela a encarando. Ela era a coisa mais linda de todas as minhas manhas.

— Eu estou bem. – Ela disse passando suas mãos nas minhas costas e mexendo suas pernas dando mais espaço a mim.— Aconteceu alguma coisa?

O desgosto em deixá-la voltar a sua mansão era nítido em mim. Eu finalmente a encarei e beijei seus lábios rapidamente e voltei a olhá-la bem nos olhos.

— Senhor Marker ligou e disse que deve voltar. A mídia já estar mais calma e você precisa ir ao Awards. Precisamos ir hoje. Eu falei a encarando e notei suas mãos carinhosas pararem de percorrer minhas costas, ela tinha odiado tanto quanto eu.

— Mas já? Não, eu darei um jeito, ligo para Pool e digo que prefiro ficar uns dias mais. Posso voltar no dia da premiação e isso não será tão ruim assim. E também eu estou de férias, poderíamos ir a um hotel e fazer uma transmissão ao vivo e dizer que eu estava em Londres sei lá. E …

Eu a interrompi dando-lhe mais um beijo, mas calmo e com desejos que afloravam em mim e vi que ela não queria voltar, mas como um bom guarda costas, eu tinha que fazer o que era bom para ela.

O meu trabalho era o bem estar dela acima de tudo. Mesmo eu a querendo para sempre comigo.

— Mais cinco dias faremos um mês aqui. Eles estão desconfiando Dora e sei que não deseja isso. Senhor Marker fala comigo de um jeito que sei que está me vigiando e também sei que não deseja isso. Infelizmente tem uma vida lá fora e eu desejo que não estrague isso. Você é deles também e é grande. Uma hora ou outra teríamos que voltar. Nada vai mudar, entende? Eu falei tocando meu nariz no dela carinhosamente e ela suspirou fundo e fechou os olhos. 

— Tudo que é bom, dura pouco. Ela disse tentando levantar-se, triste e aborrecida.

— Hei, hei… Dora nada vai mudar. Eu estarei lá do seu lado todo o dia e ficarei feliz se me deixar abordá-la do jeito que mais amo, em seu quarto todas as noites. Eu falei tocando em seu rosto com minhas duas mãos fazendo-a me encarar.

Ela me encarou ainda furiosa, mas Dora Reis imperou diante de nós.

— Eu sempre quero que suba em meu quarto e me ame com o seu melhor. Só não queria voltar. Não agora. Ela disse ainda séria e preocupada.

— Nem eu. Não tem ideia de como queria que isso fosse eterno. Eu falei começando a deixar novamente meu coração falar mais do que minhas razões.

Ela me puxou para um beijo intenso e me abraçou com suas pernas em volta de mim. Eu a abracei apertando-a em meus braços e já mais que excitado só por ela estar ali perto de mim, eu já via sua vontade de se entregar a mim mais forte que sua magoa e raiva por voltar.

Eu tirei o lençol de seu corpo e me inclinei para trás a trazendo comigo e a coloquei em meu colo.  Dora se encaixou em mim me levando a loucura mais uma vez depois de dias ali provando do doce amor que ela tinha contido em seu real ser.

E com seus movimentos mais saudosos e errados entre nós dois, fomos ao êxtase mais uma vez e juntos, provamos do mesmo prazer mutuo. Eu amava aquela mulher e ela tinha que saber daquilo, ou meu coração explodiria a cada vez que a visse. Ela precisava saber dos meus reais sentimentos.

Depois de tomarmos um café da manha um tanto em silencio e sua face nada amigável sentanda ao balcão da cozinha, ela decidiu subir e arrumar suas roupas. Eu a acompanhei com os olhos e nada podia fazer.

Eu a amava e não queria triste ou magoada, mas Dora era daquele jeito e quando estava assim, nada deveria ser dito ou pedido, seu humor era terrível às vezes. Eu comecei a arrumar a cozinha para deixá-la como eu a tinha encontrado. Não  sabia quando eu voltaria ali então, deixaria tudo arrumado.

Demorou um pouco para organizar aquilo e depois de tudo pronto, peguei o telefone disquei o numero de Jacks. Ele tinha que voltar e eu tinha que dizer a ele como as coisas seriam a partir dali. Não queria saber se ele mentiria para senhor Marker ou coisa parecida, ele não era tolo, mas saberia sua fidelidade por Dora naquele dia.

Quando desliguei o celular e combinando com ele que depois de duas horas ele iria vir para nos apanhar, eu subi ao quarto por que fazia minutos que Dora estava calada lá em cima. Quando cheguei a porta vi em cima da cama sua mala com suas roupas e me surpreende por que estavam arrumadas e dobradas. E então eu entrei no quarto.

Ela me surpreendeu quando saiu do banheiro branca como vela de um jeito até que atordoado. Eu a olhei caminhar pelo quarto pegando suas ultimas peças de pertences no closet e veio guardar na mala.

— Está se sentindo bem Dora? Perguntei esperando que ela fosse honesta.

Ela não parecia estar feliz.

— Sim, só o café que não me fez muito bem. Já arrumou suas coisas? Jacks sempre é pontual. Ela disse ainda me ignorando de uma forma estranha e jogando suas coisas na mala.

Eu fui até ela e a abracei tentando lhe passar tranquilidade. Disse a ela que tudo ficaria bem e sim que ela acreditasse no que dizia. Dora me fez entender que não tinha nada ver comigo e sim com a vontade dela apenas querer estar ali um pouco mais comigo, e o medo dela me deixar por uma breve preocupação ou decepção saiu do meu peito.

Eu a ajudei a arrumar suas coisas e ela ajudou a mim. Conforme íamos tirando nossas coisas dali ela ia se recordando de algo e sorriamos juntos lembrando dos dias que ficariam ali apenas.

Naquele lugar.

— Fico pensando… Quantas mulheres você deve ter trazido para cá? Ela disse aquilo sorrindo e eu parei o que fazia e a encarei.

— Acha que sou mulherengo? Eu falei fechando minha mala e indo até ela que estava sentada na cama.

— Não sei. Você é bonito, rico pelo que vejo e tem uma voz sexy e um olhar atraente. Sabe cativar Jamy. Ela disse me olhando com aquele olhar de menina levada que eu tanto amava.

Cheguei perto dela e sentei ao seu lado na cama e a encarei. Quem sabe era hora de contar certos segredos.

— Nunca fui casado, e não, nunca trouxe nem uma mulher aqui, fora você claro. Tive uma namorada por uns cinco anos. Éramos do mesmo condomínio e eu morando sozinho e ela com sua família perfeita me acharam um tanto solitário e com isso, começamos a nos conhecer melhor. E ela começou a gostar de mim. Tivemos momentos bons e ruins. Mas fora só ela que ficou comigo tanto tempo. Depois, a vida mudou. Digamos que eu fiquei um tanto seletivo. Eu falei tirando uma mexa do seu cabelo do rosto e ela me olhou com um olhar estranho.

— Por cinco anos! Nossa! Ela falou levantando-se e indo para a parte de vidro do quarto.

— Sim. Bom, pensei que sabendo disso tiraria essa imagem de mim de sua mente. Não sou um amante da noite, nem tão pouco um cara que pega todas as mulheres que vê. Nunca fui assim. Eu falei sorrindo do lindo jeito dela sentir-se ameaçada com aquilo e fui até ela mais uma vez que encarava o vidro de cara fechada.

— Ora, eu não disse nada. Você foi casado e isso é normal. Ela disse cruzando os braços sem olhar em meus olhos.

Eu sorri alto e vi sua cara nada amigável para mim e parei de sorrir quando ela me encarou toda estilo, Dora Reis.

Estaria ela com ciúmes?

— Não fui casado com Jane. Apenas um romance duradouro. Eu falei a abraçando por trás enquanto ela ainda fingia olhar o dia ali a nossa frente.

— Jane! Que nome tão comum e sem graça. Aposto que você era o Tarzan ou o gorila dela. Ela disse ainda de face fechada.

Eu escondi um sorriso.

— Eu não era nada e não sou mais. Agora sou seu guarda costas e pretendo ficar assim pelo resto de mim vida. Eu falei beijando-a no pescoço e ela soltou um lindo sorriso em seus lábios e se virou para mim.

— Acho bom mesmo, você prometeu Jamy. Prometeu que jamais iria. Lembra? Ela falou olhando bem em meus olhos e me abraçando com seus braços me fazendo sentir seu tão amado e doce aroma.

— Sim, eu jamais rompo minhas promessas senhorita Reis. Eu falei olhando seus lindos lábios e a pegando pela cintura apertando contra mim.

Eu amava senti-la e adorava quando estava em meus braços tão apaixonada. De fato eu a amava.  Depois que acabamos de arrumar tudo que ali tinha e era nossa, tomamos um banho e nos arrumamos. De um jeito lindo ela pediu uma de minhas camisas para ficar com ela e dei a ela a mesma azul.

Compreendi que aquilo seria um jeito dela dormir sentindo meu cheiro ou até mais protegida, e aquilo me fazia sentir-me bom para ela. Só que eu guardaria seu cheiro em meus braços para sempre. E mesmo nós não querendo fazer daquela partida de minha casa uma despedida, estava parecendo aquilo.

Jacks chegou exatamente na hora combinada e eu estava checando os sistemas de segurança da casa. Desci olhando todos os cantos e constatei que tudo ali estava no seu devido lugar e as luzes foram desligando assim que eu saia dos cômodos.

Dora estava na varanda e podia ouvir sua voz falar com Jacks exatamente como ela era em sua casa e aquilo me deu um leve frio na barriga. Tudo começava a mudar e a mentira tinha que estar presente. E quando Jacks me viu, parecia desconfiado e sem jeito.

— Olá Jacks chegou bem na hora. Eu disse vendo ele segurar em suas mãos as malas dela, e ela me olhou atenta.

— Como vai Mac Lany? Eu estou bem. Bom, vim para levá-los. Apenas isso. Ele falou olhando para mim e Dora e ela colocou seus óculos escuros pigarreando a saliva na garganta.

Ela tinha entendido o recado de Jacks.

Passou por nós e foi em direção ao carro e eu virei para a casa e apertei o dispositivo de alarme e segurança da casa e automaticamente o portão de entrada abrira.

Eu dei a volta na limosine e entrei batendo a porta e desabotoando meu paletó para não amassá-lo. Tirei meus óculos escuros e coloquei no bolso, foi quando a vi olhando intensamente para mim e aquilo me intrigou.

— Ainda aquela rota Jamy? Jacks disse me lembrando do que tínhamos combinado.

Ele faria uma volta em todo o bairro e depois demoraria o tanto e o tempo certo de quem sairia de Los Angeles e voltasse. Como se estivéssemos mesmo saído da cidade, e depois pegaríamos o caminho da casa dela e assim ninguém notaria que estávamos bem ali todo o tempo.

— Sim Jacks, duas ou três voltas e aí pegamos a rota normal só para ganharmos tempos. Eu falei olhando para ela e vendo-a tirar os óculos e o seu chapéu.

— Tudo bem. Ele disse ligando o carro passando o sinto em volta de si.

Eu a notei inquieta e ela mostrou-me um sorriso falso. Aquela sensação de que tínhamos chego ali ontem e tínhamos passados apenas um dia ali estava batendo em minha memória. Mas não, estávamos ali a mais de três semanas e foram as mais satisfatórias e felizes da minha vida.

Mal Dora sabia que tinha me dado o amor e o aconchego tal como sentira a minha ultima vez em felicidade ali na casa de meus pais. E aquilo mostrou-me que mesmo nossos mundos sendo diferentes e tendo luz de distancia para dar certo, eu sabia que ela seria sempre a minha Dora e eu seu Jamy, não importava como ela me visse ou me titulasse.

Ela se lembraria de mim pelo resto de sua vida, assim como eu sonharia com ela todos os dias.

Lembrei-me que uma vez minha mãe estava a pia fazendo algo para comermos assim que tínhamos chego naquela casa.  Meu pai logo vestia sua beca de pesca e seu chapéu que cheirava a iscas e descia feliz para pescar comigo. Aquele dia ela estava um tanto estressada e não tinha entendido o por que de sua linda face fechada e aborrecida.

Mas depois de algo que ele falou em seu ouvido a abraçando com carinho um sorriso ficou pleno em seus lábios todo o restante do dia. Eu era sozinho com eles ali e mesmo que eles planejassem um irmãozinho ou uma irmãzinha para mim, o destino não quis assim.

E quando a noite caiu e o dia tinha sido mais uma linda lembrança de infância ela me colocou na cama e perguntei dela o que ele tinha dito naquele momento naquele exato estante na pia. Sim, eles tinham segredos por que nunca me contavam. Mamãe sorriu como Dora sorria para mim e disse que meu pai sabia ser perfeito mágico e único quando queria. Mas um tanto mandão.

Naquele dia não entendi do que se tratava, só mesmo coloquei meu pai em um pedestal de homem perfeito ídolo e herói por fazê-la tão feliz como merecia e queria ser assim como ele. E olhando no fundo dos olhos de Dora, que disfarçava uma pequena angustia por termos que voltar, eu sabia que tinha sido perfeito do meu jeito, mágico da maneira que pude ser e único por saber que ninguém mais tivera feito tal coisa por ela.

E mesmo que seus lábios estivessem em silencio e em uma total fadiga pela volta, eu sabia nos olhos de Dora, brilhavam exatamente como de minha mãe quando fora me deitar e me desejar boa noite. Meu pai tinha a feito feliz e fazia todos os dias da sua vida, e era assim que queria ver os olhos de Dora mirar em mim.

Como se eu fosse sua maior felicidade, mas em total segredo.

Eu a notei inquieta e um tanto sofrida ali no canto sozinha. A chamei para perto e ela veio discretamente e toquei em suas mãos sem Jacks notar. E mesmo que notasse não podia negar. Ele tinha ficado sem fazer nada todo aquele tempo e nós ali vivendo um mundo escondido.

— Jacks não é tolo! Ela disse olhando para a janela e vendo a cidade passar por nós.

— Ele é fiel e é o que importa. Pedi a ele sigilo, ou ele conheceria um lado meu que não gosto muito de mostrar. Eu falei vendo ela sorrir pela minha forma bruta de fazer acordos.

 E ela mirou em meus olhos.

— Você será sempre assim não? Protetor, mandão, perigoso até. Ela disse colocando minha mão em uma de suas pernas e começou a fazer carinho no meu braço.

Ela sabia o que faria comigo em poucos minutos se continuasse com aquilo.

— Para protegê-la faço qualquer coisa Dora. Eu disse olhando-a seriamente.

Eu já sabia de meus sentimentos para com ela, só temia os que ela sentia por mim. Do nada, Dora levantou-se do sofá do carro e foi até Jacks e disse em voz alta e sem rodeios.

— Jacks, suba o vidro e nos chame assim que chegarmos. Ela disse me dando um baita susto e aquilo eu jamais esperava que ela fizesse.

 Meus olhos estalaram para ela e sua atitude e vi Jacks me olhar com um sorriso discreto nos lábios e fazes uma expressão de “como desejar senhorita” e subiu o negro vidro fazendo eu me sentir indefeso até.

Como eu explicaria aquilo a ele?

Era nesse ponto que a considerava perigosa. Ela conseguia tudo que queria e mesmo que fosse errado e contra nossas próprias regras, Dora tinha quebrado elas, e estava tranquila diante daquilo.

 Eu sabia de minhas loucuras e meus limites, mas Dora não parecia ligar muito para os dela e os limites que sua vida lhe ditava. E confesso, eu amava aquele jeito dela tão parecido com o meu quando eu queria algo. Apenas ia em frente e aproveitava cada segundo.

Ela veio até mim olhando diretamente em meus olhos. Seus olhos verdes mais pareciam faíscas a lazer e sua forma de me encarar me excitou de imediato. Ela tinha algo escondido ali e em sua alma de tão profundo que era o que transmitia para mim aquela forma de me encarar e de me desejar.

E em uma rala consciência que ainda pairava pelo meu consciente, perguntei-me se aquilo que era amor?

Dora juntou minhas pernas e sentou-se sobre meu colo bem devagar. Ela arrumou seus cabelos longos para trás e colocou seus braços em volta do meu pescoço. E eu já não conseguia me conter diante dela.

— Eu sei que pareço estranha e mimada até, mas eu sou apenas assim. E diante dos dias que ficou comigo, devo lhe agradecer por ficar ao meu lado todo esse tempo. Foram dias maravilhosos Jamy, eu nuca os esquecerei. Ela disse com sua voz terna e carinhosa de um jeito que sabia que só eu escutava.

— Não precisa agradecer por eles… Eu disse puxando a para um beijo e ela me beijou com tanto sentimento que faltou-nos ar.

— Vai demorar para chegarmos, não vai? Ela disse intensificando seus beijos e começando a apertar seu corpo contra o meu.

— Tempo necessário para eu lhe amar. Eu falei subindo seu vestido enquanto ela por seu insaciável desejos, já descia o zíper da minha calça.

Eu abaixei a alça de seu vestido delicado e beijei seus ombros com anciã de que ela começasse logo com o que mais amava. Dora por sua vez trazia meu rosto para o seu, beijando-me com ardidos beijos e estalados cheios de vontades.

Ela já me estimulava com sua mão ligeira entre nós e eu arfava com seus carinhos. Não aguentei-me como sempre, e afastei sua peça intima procurando o que mais amava.

Ela me ajudou erguendo-se sobre meu corpo e apoiando-se segurando em meus braços e a quente temperatura de nossos corpos unidos fez-me gemer sem controle.

— Shiii… Ela disse colocando seu dedo entre nossos lábios e beijando-me com sua língua molhada me fazendo perder o juízo ali mesmo.

Não sabia se ela era tão perfeita no ato, ou se nos combinávamos tão bem.

Eu só sabia que não podíamos ser tão escandalosos e aquilo me preocupou por inicio por que Jacks estava lá, mas quando ela começou a se mexer devagar começando com o que nos levaria logo às alturas, desesperei-me e sem sair de dentro dela pegando-a pela sua fina cintura, a deitei no banco e abri suas pernas para eu entrar mais uma vez em seu corpo que tanto ansiava.

Ela abriu suas pernas e eu me encaixei nela da forma mais delicada possível. Dora esticou seu braço e ligou o CVD da limousine que abafaria qualquer gemido mais alto e eu queria sentir ela a cada centímetro que a invadia a cada sussurrar e a cada arfada que ela daria ao meu movimento dentro dela.

Ela me tinha água na boca só de vê-la daquele jeito toda entregue para mim e ergui seus braços até a altura de sua cabeça os deixando lá e desci com beijos saudosos em seu corpo pequeno com cheiro de flores e sexy todo para mim.

Eu me perdi em seus seios sugando-os e os beijando saboreando-os como eu podia. Ela estava com sua respiração mais que pesada agora e quanto mais eu a acariciava, ela apertava-me entre suas pernas.

Eu puxei um ar pesado entre os dentes e ela passava suas mãos e meu peito e laterais do corpo e então beijando-a segurei-me nas bordas do sofá e comecei a invadi-la com calma e lentidão.

— Oh meu Deus! Como você me enlouquece Dora….hahaaaa….. Eu gemia a cada investida mais profunda que dava.

Eu notava o desespero e a sensação que causava nela quando sua respiração parecia parar e depois voltava, sua barriga contraia-se no atrito necessário que nossos corpos precisava, e eu me ergui um pouco mais só para poder invadi-la até o fundo.

Sabendo que ela não ficaria só ali saboreando o que eu dava a ela, Dora firmou-se nos seus cotovelos e começou com seus movimentos frenéticos contra mim, me fazendo perde a cabeça e morder os lábios sentindo as sensações mais externas e intensas que já sentira na vida enquanto a sua musica ecoava alto na limousine junto com nossos gemidos mais profundos.

Ela tinha um sorriso devasso nos lábios e aquilo me dava a certeza de que eu podia ser mais que audacioso com ela. Eu parei o que fazia ajoelhei-me levantando sua cintura para que eu pudesse alcançá-la e estiquei suas pernas em volta de mim.

Ela me olhou surpresa com a nova forma de seguirmos com aquele ato maluco de nós dois e segurou em minhas mãos que estavam sem sua cintura e ali eu pude invadi-la do jeito que ela mais amava, bem fundo e freneticamente.

O carro não estava indo muito rápido então ninguém cairia ali, e firme dentro dela eu dei a ela mais uma vez suas tão esperadas estrelas. Eu a puxava de contra meu corpo e membro e ela tentava controlar-se a cada investida que pesava dentro dela com meus impulsos na procura do prazer maior.

Eu estava fazendo meu melhor para ela mais uma vez e sentindo suas mãos arranhar as minhas pela falta de controle em aguentar o que nos esperavam em um ultimo resquício de minhas forças, eu acelerei dentro dela como se não houvesse mais fim para nós dois ali e vi a clara expressão de prazer em sua face.

Ela mordia os lábios e sua expressão desesperada sentindo o fim só me deixava mais frenético dentro dela. Ela agarrou a colcha do sofá do carro virando sua face franzindo o cenho de tanto prazer sentindo e soltou um gemido não alto nem escandaloso, mas foi profanado em silencio e abafado e notei o quanto tinha sido difícil para ela.

Sem deixá-la achar que tinha se acabado nosso amor ali em pleno carro pelas ruas de Los Angeles, eu deitei sobre ela cansando e exausto e fui em busca do meu momento de êxtase e sabia que ela me acompanharia junto.

Eu coloquei uma de minhas mãos em sua cintura apertando com tanta força que ela tentava tirar de onde estava, aguentei-me no meu antebraço colocando-o perto de sua cabeça e continuei sem parar com investidas mais cansadas daquele momento exausto que me encontrava agora.

E quando explodi dentro dela sentindo meu corpo tremer sob o dela, não tive como aguentar um gemido grave vindo da minha garganta, mas recuperei-me entre a falta de ar e o corpo cansado e disse algo que nunca tinha dito a ninguém em minha vida.

— Eu a amo Dora… Eu disse procurando os lábios dela e a beijando sem parar ainda me mexendo com vagareza dentro dela por que sentia ela aproveitar do fim do êxtase que tínhamos chegado juntos com leves movimentos contra meu membro ainda pulsando dentro dela.

Eu fechei meus olhos ouvindo a minha própria derrota e sentença, e estaria perdido se ela dissesse nada ou não me amasse o quanto eu a amava agora. Eu a ouvi respirar fundo e beijar meu peito enquanto ainda não queria encará-la depois de ter dito tal tolice.

— Pensei que nunca diria, pensei que o amasse e não era amada. Ela disse fazendo carinho na minhas costa com as pontas dos seus dedos e aquilo estalou na minha mente.

Como assim “o amasse”?

Eu tirei meu rosto colado ao seu e a encarei em seus lindos olhos verdes e um sorriso terno estava em seus lábios. E aquilo foi a melhor coisa que tinha me acontecido desde então.

Eu amava Dora Reis e ela amava um simples guarda costas. Sim ela me amava.

— Está dizendo que me ama? Eu falei atônito e tentando esconder minha euforia.

— Sim. Eu o amo. Ela disse escondendo um sorriso alegre e meu coração encheu-se de mais amor por ela.

— Isso só pode ser um sonho. Deus! Não sabe o quanto lutei contra isso achando que podia te prejudicar Dora. Não sabe como a anseio todos os dias e a amo… Sim como te amo meu amor. Eu falei puxando seu lindo rosto para um beijo carinhoso e escutava ela sorrir.

— E você é a coisa mais importante da minha vida agora. Eu o manterei sendo meu maior segredo e ninguém vai tirar você de mim. Ninguém. Ela disse retribuindo meus beijos em meus lábios de um jeito mais que apaixonado.

— Não me importo como isso tudo se seguirá, só saiba que é minha e de mais ninguém.  Só minha. Prometa-me isso, que sempre seremos um do outro mesmo diante dessas circunstâncias. Eu disse todo apaixonado e tolo, sim eu estava tolo, mas eu só era tolo com ela e não me importava.

— Eu prometo. Ela disse apertando minha cintura contra a dela e mordendo os lábios de um jeito mais que sexy e eu sorri a trazendo para meus braços em um abraço mais que esperado.

Eu a ouvi sorrir e perguntar o que tinha dado em mim, uma vez que a beijava sem parar no rosto queixo colo voltando aos lábios de novo. Eu estava feliz, eu tinha ela comigo e para sempre agora.

E eu não sabia como me portar depois de nossas juras secretas. Eu sabia que tinha que ser o que ela precisava e eu seria. Aquela mulher de um jeito arrebatador tinha me enfeitiçado e eu era coerente disso. Mas o que dizer do amor que sentia aqui dentro quando a tinha em meus braços?

Nada, por que aquilo ainda não teria que ser explicado tão pouco entendido. Mas ter me declarado para ela tinha sido algo como se tirasse um peso das minhas costas, e eu sabia que nosso segredo ia vigorar…

Debaixo dos olhos de todos.

E depois de nos amarmos mais uma vez ali no carro e nos arrumado calmamente para poder sair daquele carro quando chegássemos, ela desligou o som e já podíamos ver os portões da mansão e o inicio de um fim de tarde se fazendo lá fora.

O que tinha combinado com Jacks tinha dado certo, o tempo que tínhamos passado dando voltas e volta na cidade dava a ilusão de que tínhamos saído da cidade e voltado.

E a ilusão mais verdadeira diante deles, nós manteríamos, por que eu a amava, e ela a mim, de um jeito que sempre procurei em uma mulher.

E eu tinha a mais bela e a mais perfeita de todas.

A minha Dora. 

Continue…. Kisses in your heatrs…

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