MAN IN THE MIRROR…………….

 
(Escrita e composta por Siedah Garrett e Glen Ballard, produzida
por Quincy Jones. Arranjos rítmicos por Glen Ballard e Quincy Jones.
Arranjos de sintetizador por Glen Ballard, Quincy Jones e Jerry Hey.
Arranjos vocálicos por Andraé Crouch. Vocais solo e background: Michael
Jackson, apresentando Siedah Garrett, o Winans (Carvin, Marvin, Michael
e Ronald), e o Coro Andraé Crouch. Palmas: Ollie E. Brown. Guitarra:
Dan Huf . Teclado: Stefan Stefanovic. Sintetizadores: Glen Ballard e
Randy Kerber)

 
Embora alguns críticos tenham sido lentos em reconhecer a ela o lugar de
direito entre as gravações elites da música popular, “Man in the Mirror”
destaca-se como clássicos como “Imagine” de John Lennon, “What’s Goin’
On”, de Marvin Gayes, e “Let It Be”, dos Beatles, como um dos maiores
hinos sociais de era moderna. Uma fusão gospel apaixonada, inspirada, que
chama por mudança social e individual, ela não é apenas a obra central de
Bad, mas também uma das realizações coroadas da carreira de Jackson.

A revista Times a chamou de “um dos mais poderosos vocais (dele) e sensíveldeclaração social, sem mencionar o melhor uso de um coro gospel em umamúsica pop em todos os tempos”. Após a definitiva morte de Jackson, noverão de 2009, foi a “Man in the Mirror” (assim como “Imagine” de JohnLennon) que as pessoas mais se voltaram. Mais de vinte anos depois daestreia dela, ela alcançou o #1 no iTunes e outros sites de música em todo omundo. “Essa, mais que qualquer outra”, observou Paul Lester, “foi a músicaa qual foi dada um novo sopro de vida através da morte dele, pela demanda do público”.

 
“Man in the Mirror” foi escrita durante as últimas sessões de Bad.
“Siedah [Garrett] e eu a escrevemos para ele diretamente”, recorda Glen
Ballard. “Quincy disse ‘Vocês não têm nada para nós? ’ Assim, Siedah
escreveu ‘Man in the Mirror’ no sábado à noite, na minha casa, em Encino.
Nós não tivemos a chance de enfeitá-la, portanto, eu não sentia que ela tinha
uma chance, mas Quincy a tocou para Michael e ele disse: ‘Faça uma faixa’”.

Jackson pegou a música imediatamente; nos ensaios, ele começou a
sentir o caminho dele para dentro do ritmo dela, as palavras e o significado,
intuitivamente lapidando e modelando-a. “A canção foi este realmente mágico
momento e ela tinha tudo a ver com a interpretação vocálica de Michael”,
recorda Ballard. “Nos últimos dois minutos, [ele] começou a fazer estes
encantamentos: todos os ‘shamons’ e ‘oohs’. Ele seguiu este caminho por si
mesmo. Nós, certamente, não poderíamos ter escrito isso… houve todos
aqueles estranhos intervalos nas harmonias vocálicas que tínhamos escrito e Michael entendeu isso totalmente, ele sentia música em essência… Ele era tão
cheio de alma e ritmicamente sofisticado… Ele sabia como cantar com
perfeição.”

 
A música começa com uma calma confissão: com mínimo
acompanhamento, Jackson estala os dedos dele e canta quase a cappella.
“Eu farei uma mudança, de uma vez por todas em minha vida.” “Aqui”,
observa Thom Duffy, “as fantasias encontram outro lugar em Bad, dando
lugar ao realismo e uma chamada por autorreflexão e ação social”.
Gradualmente, com cada verso e refrão, a energia desenvolve, enquanto ele
olha para os problemas do mundo e, então, volta para si mesmo. “Eu tenho
sido uma vítima/ De um tipo de amor egoísta”, ele canta.

 
É tempo de eu perceber
Que há pessoas sem casa
Sem um níquel para emprestar
Eu poderia realmente

Fingir que eles não estão sozinhos?
A música apresenta um forte conhecimento da cumplicidade passiva
dele – e por extensão, a dos ouvintes – sobre pobreza e do sofrimento de
outras pessoas. Por “fingir que eles não estão sozinhos” ou ignorar a
realidade deles, ele se sente alienado da própria identidade. O espelho serve,
ironicamente, como um reflexo não apenas do eu, mas também da forma
como o eu foi distorcido e enganado por equivocados valores culturais. Isso
é uma corajosa e oportuna declaração no meio da então chamada Me Decade
da ganância, solipsism e materialismo.

 
Na verdade, enquanto alguns críticos têm ridicularizado a música por
ser tão intimista (John Pareles do New York Times descreveu-a como
“ativismo para eremitas”), essa interpretação parece disposta a ignorar tanto a
letra quanto o ponto gospel de chamada e resposta. “Afirmações”, escreveu
o crítico cultura Armond White, “são facilmente forradas, mas Jackson,
ingenuamente, canta a música como um desafio… [O coro] não está afagando
o ouvinte, mas cantando com uma força jubilosa comunal”. O uso do coro,
em outras palavras, simboliza solidariedade e ação; a ação, no entanto,
primeiro requer uma consciência individual e determinação.

 
“Ninguém, desde Dylan”, argumentou Davitt Sigerson, da Rolling
Stone, “tem escrito um hino de ação comunitária que tem movido tantos
como ‘We Are the Wolrd’ de Michael Jackson (e Lionel). E tais planos
grandiosos não podem ter êxito sem o primeiro, privado passo que Jackson
descreve aqui”.

 
Na verdade, Jackson canta sobre desabrigados, pobreza e injustiça;
ele canta sobre “sonhos desbotados”; ela canta sobre olhar para o exterior,
então, para o interior, daí, para o exterior novamente. Uma vez que vemos as
coisas como elas são, uma mudança definitiva é realizada; ele sugere que nós
temos a chance de mudar o mundo. Enquanto a música prossegue, a culpa
dele (e a dos ouvintes) transforma-se em resolução, convicção e
determinação. “Eu estou começando com o homem no espelho”, ele canta,
“e eu estou pedindo a ele que mude os seus modos.

O clímax da música é Jackson no melhor dele: o apaixonado adlibbing, a chamada e resposta com o brilhante Coro Andraé Crouch, a
exultação absorta. “Isso é uma memorável performance dramática”, observou
Jay Cocks, do Times “– intensa, direta, e sem adorno, uma das melhores
coisas que Jackson já fez”. A intensidade torna-se particularmente forte
quando Jackson performa o hino ao vivo. A música parece possui-lo,
absolutamente, enquanto ele transmite a energia, urgência e paixão dela. Na
legendária performance dele no Grammy de 1988, no Radio City Music Hall,
em Nova Iorque, ele improvisou uma finalização de, aproximadamente, três
minutos, que deixou a audiência estupefata.

“O homem branco tem que fazer

a mudança”, ele cantou, “o homem negro tem que fazer a mudança”. Rolling
Stone descreveu isso como uma das mais “maravilhosas performances…
Jackson levou a música para a igreja, com uma produção gospel
completamente desabrochada, que se sustenta como um dos mais
impressionantes exercícios vocálico dele.

[Ele] não ganhou nem um prêmio
naquela noite, mas de certa forma, isso foi tão majestoso e definitivo quanto a Motown 25”.

Source………themaninthemusic.blogspot.com.br

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