3. Cap….

Depois de algum tempo de ter me alimentado o ferimento se regenerava com rapidez. Mas aos olhos humanos aquilo era impossível.

Induzi o médico que retirou a bala a fazer o curativo como de costume, ele ainda não havia fechado por completo, então não seria muito suspeito. E meus sentidos já aviam voltado a toda.

— Pronto doutor, ficou perfeito. Eu disse descendo da mesa de cirurgia.

Ele me olhava com inércia. Só faria o que eu dizia como as duas enfermeiras ali existente.

— Agora eu preciso que me acompanhe até a sala de espera. E diga as pessoas que me trousserão que está tudo bem. Que só foi de raspão. Eu disse olhando bem no fundo dos seus olhos.

— Sim. Será dito como desejar. Ele disse me olhando fixo.

Eu sorri diante daquilo. Não gostava muito de manipular a mente das pessoas, mas infelizmente não tinha outra saída. Mas era só até eu passar pela barreira de humanos ali existente e ir em bóra.

Vesti a minha jaqueta por cima da roupa suja e úmida e senti o cheiro devastador do sangue e perfume forte.

Mas como já tinha saciado a minha sede. Eles não corriam tanto perigo agora.

Sai da sala de cirurgia me protegendo das fortes luzes. Como aquilo incomodava.

Mas não percebi que no decorrer do corredor por proteger os olhos dava de cara com um homem que me segurou em seus braços novamente.

Eu reconheci o seu cheiro doce e forte de imediato. Era ele. O homem da voz autoritária da limousine.

— O que ela faz aqui de pé doutor? Está ferida! Levou um tiro. Deve estar deitada! Ele disse me afastando dos seus braços fortes e me olhou abismado e o medico ao mesmo tempo.

Eu pude sentir seus olhos me invadirem. Se eu tive alma tinha certeza que ela estaria incomodada. E agora sabia de quem se tratava.

Era só o que me faltava. Uma celebridade maluca toda metida.

— Eu estou bem senhor. Só foi de raspão. Não é doutor? Eu disse vendo ele me olhar fixamente.

— Sim. A bala passou de raspão. Vai sarar rapidamente. Só inspira alguns cuidados. Ele falou nos olhando atento.

O homem a nossa frente olhou mais que surpreso e ergueu uma de suas sobrancelhas em nossa direção por detrás de sua máscara negra. Creio que ele desconfiava de algo.

— Creio que tem mais sorte que imagino. Por que o sangue que saiu do ferimento era grande. Eu podia jurava que a bala tinha pego em cheio. Mas como o doutor disse. Ainda inspira alguns cuidados. Ficara em minha casa até se recuperar por completo. O homem alto na nossa frente falou fazendo gestos aos seus seguranças.

Algo me afligiu e me enraiveceu. Quem ele pensava que era para mandar daquela forma em mim? E fora que ele não tinha noção do que fazia! Me convidar a ir a sua casa seria uma tremenda imprudência e loucura.

— Creio que isso não tem necessidade senhor. O doutor disse que só foi de raspão. Então vou me curar rápido. Irá embora agora e vai esquecer do ocorrido. Eu disse olhando em seus lindos olhos negros e forçando a minha vontade.

Ele não teria como resistir, como os outros humanos não resistiam. A hipnose era certeira. E com ele não seria diferente.

— Lamento muito senhorita. Mas ficará sim em minha casa até se recuperar. Foi ferida tentando ajudar o meu motorista. Nada mais que justo do que farei. Ele falou me retribuindo o olhar e me vendo se espantar com o que ele disse.

O que! Como ele não me obedecia? Aquilo jamais me aconteceu!

— Já disse que estou bem senhor. Eu vou embora. Eu disse vendo outras pessoas que o acompanhavam nos olhar atentos.

— Michael. A moça disse que está bem. Que tal pagarmos a conta do hospital e irmos. O homem que reconheci a voz disse pegando Michael em seu braço.

E uma leve lembrança veio a minha mente. A voz era do homem aflito do carro.

— Não John. Temos obrigações. Ela virá conosco. E vamos cuida dela. Michael me olhou nos olhos e senti algo estremecer.

Era com se sua vontade fosse maior que a minha ali. Era como se ele fosse igual a mim. Mas isso era impossível. Se fosse isso eu o teria sentido.

— Senhorita. Por favor. Aonde é sua casa? Tem alguém que possa cuida de seus ferimentos? O homem que parecia ser amigo do outro falou calmamente.

Mas pude sentir que de calmo ele não tinha nada. Ele parecia temer o homem do seu lado e aquilo me intrigou.

— Sou sozinha. Mas tenho casa sim. Agora preciso ir. Eu disse olhando ele e desviei para os olhos que não desgrudava de mim.

— Então está decidido. Iremos cuidar de você. Obrigado doutor. John pegue o hospital antes que alguém me reconheça. E você mocinha independente. Siga comigo. O homem em minha frente falou olhando para o outro do seu lado e me segurando pelo braço e delicadamente me levava para fora.

Eu não iria discutir ali agora, mas precisava me livrar daquela situação. E rápido. Se fizesse o que a minha natureza pedia, todos estavam mortos agora. Mas algo no tal homem que parecia resistir as minhas vontades me intrigou.

Eu sabia de onde ele me era familiar agora. O meu mal estado não tinha me deixado reconhecer de quem se tratava. Realmente era um homem importante e pra lá de famoso.

Quem diria que um dia eu iria conhecer o famoso astro pop. O senhor Michael Jackson.

Continue…Kisses in your hearts…

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