1. CAP.

Olhando a cidade daqui de cima a noite, eu vejo o quanto ela mudou durante todos estes anos. O mundo evoluiu. Mas a mente humana ainda não.

Por incrível que pareça ela ainda esta na antiguidade. Em alguns, o tempos das cavernas ainda existe. As pessoas podem ser cruéis e sanguinárias quando querem.

A raça humana é o único ser vivo em todo o planeta que mata, agride e fere por prazer. Nem eu faço isso.

Matar, ver sangue e sofrimento por prazer é hábito de monstros. E não somos isso. Pelo menos, eu não era.

Vejo daqui do mais alto dos prédios o quanto a noite ainda é a mesma. A cidade é agitada agora. As luzes de neon dão a lugar a velhas tochas e depois a lamparinas antigas.

Das antigas carroças e cavalos a carros modernos e celulares mínimos.

Mas se olharmos mais a fundos nos velhos becos, ainda podemos ver a maldade antiga ali presente. Ladrões agressores e estrupadores ainda estão ali nas grandes aglomerações de pessoas.

E os mais sórdidos dos seres vivos. Aqueles que a sociedade chama de celebridades e ricos com suas artimanhas e manobras escusas. Pois na cidade mais famosa do mundo, eles são a maioria agora.

E se afundássemos mais a vista, podíamos até ver o mais cruel dos caçadores quando encontrávamos um. Eles podiam ser visto discretamente a espreita nas velhas sombras a se esgueirar nas ruelas e ruas antigas e modernas de uma grande metrópole.

Mas fazia séculos que não me deparava com algum. Pelo menos até agora.

Não me orgulho do que eles faziam quando surgiam. Mas também não interferia. Cada um com sua sina. As vezes eram eles que mantinham o equilíbrio das coisas.

Em uma cidade deste tamanho agora, a super população de desocupados e mendigos pode ser um problema. As autoridades começam a ser mais atentas e isso pode ser preocupante para alguns de nossa espécie quando aparecem do nada.

Por mais que sejamos discretos no que fazemos, sempre tem um que deixa algo a desejar quando surge. E isso forma perguntas que nem sempre são fáceis de explicar. Há tempos sou sozinha e gosto disso. Ser a única as vezes é bom.

Por isso sempre vigio atenta os mais desgarrados e elimino o que não consegue se conter em sua ãncia. Pois o equilíbrio deve existir.

Ou morreremos todos. Caça e predador.

Quase todas as pessoas que procuram esta cidade vem atrás da fama e luzes dos holofotes. Mas não imaginam que por detrás de certas cortinas. O show é bem diferente.

Nem tudo que este mundo de glamour e show businnes mostra, é real. Certas coisas acontecem.

E depois nós somos as lendas.

Mas não interfiro nisso também. Já tenho os meus problemas e não desejo mais. Passarmos despercebido diante da humanidade é nosso triunfo e sobrevivência a séculos.

Então que a raça humana se vire sozinha em sua loucura.

Mas hoje a noite prometia. A dias eu vinha vigiando um recém formado que avia surgido não sei de onde. Ele estava eufórico e precisava ser contido. Ou chamaria atenção desnecessária.

Não existíamos diante o mundo. Éramos considerados lendas urbanas. E gostaria que continuasse a ser assim. O que não era visto. Jamais existiria diante de todos ou discutido.

— Há… Você está ai! Eu disse mirando mais ao fundo no beco lá em baixo e o vendo se esgueira nas sombras.

A chuva começava a cair com mais força e detestava seguir daquela maneira. Eu tinha uma visão muito alem dos outros e uma percepção mais que sensível. A minha condição exigia isso.

Mas eu tinha uns certos dons que nem eu entendia.

Desci rapidamente do prédio e fui me desviando das pessoas a minha volta. No meio deles na rua quase sem ninguém a estas horas e com chuva eu era comum.

Só mais uma que circulava naquela cidade que jamais parava.

Havia um grande show num teatro ali perto e tinha certeza que figurões estariam presentes alem de ilustres celebridades.

Se aquela criatura resolvesse atacar alguém desavisado do meio deles. Surgiriam perguntas e eu não queria isso.

Me esgueirei entre as sombras e segui meu caminho. Ele não perceberia a minha chegada, pois estava eufórico em se saciar e não se atinha o que acontecia a sua volta.

Seus sentidos estavam desregulados e não sentiria o meu golpe fatal. Mas antes eu precisava saber.

O procurei nas sombras mais densas. Eu sentia o seu cheiro e sentia sua presença. Ele já avia deixado seu rastro.

Uma pessoa caída perto dos latões naquele beco só seria mais uma vítima de uma cidade violenta se não fosse os pequenos furos em sua pele.

Eu peguei o homem já morto e coloquei mais a frente perto de alguns que se drogavam. Com certeza achariam que foi as drogas que o levou.

Segui em frente a sua procura e mais um se via caído. Era fácil identificar suas vítimas. O cheiro inconfundível de sangue humano e fresco era forte.

— Infeliz a onde está? Já chega agora. Já basta um nesta cidade. Detesto concorrência. Eu disse esticando o meu passo e o vi diante de uma limousine preste a atacar o motorista que aguardava alguém.

O beco dava para os fundos do grande teatro e só avia algumas pessoas que sairiam por ali. Os mais famosos eram o seu alvo hoje. E isso era um tremendo problema.

Com uma tremenda rapidez o detive quando ia cravar seus enormes caninos no homem que segurava com uma só mão.

O homem era forte, mas não ágil para ele.

— O que pensa que vai fazer seu estúpido? Eu disse o arremessando contra a parede de tijolos no fundo do beco.

Eu pude ouvir ele bater com força contra a parede e cair de pé já em posição de ataque. Se fosse um ser normal ele teria morrido com o impacto.

— Ele é meu. Procure o seu próprio jantar. Ele falou mostrando seus belos dentes para mim.

Eu desviei dele e olhei o homem a minha frente estático e hipnotizado. Ele não sabia o que acontecia ali. A hipnose era um belo meio de não deixar a vítima chamar atenção dos outros enquanto a sua vida se esvaia de suas veias.

— Sabe criatura. Não sei de que inferno surgiu. Mas não vai matar mais ninguém nesta cidade. A dias lhe caço. E seu dia chegou. Mas antes de lhe mostrar a porta da cidade. Me mate uma curiosidade. Quem o fez? Eu disse desviando os meus olhos do motorista inerte e olhei em sua direção.

Ele veio em uma corrida só em minha direção para me atacar. Mas eu já era antiga nesta arte. E me pegar desprevenida e não saber o que fazer isso jamais aconteceria agora.

Com um só golpe o derrubei e cortei seu braço fora. Detestava armas de fogo. Alem de chamarem atenção com seus barulhos, elas também eram desajeitadas. Então uma velha espada medieval feita por medida para mim, era a minha defesa.

— O que fez sua maluca? Arrancou meu braço! Ele gritava em minha direção enquanto seu sangue jorrava em abundancia.

Eu me abaixei a onde ele estava caído e segurei a sua garganta e o trousse bem perto dos meus lábios.

— Vou perguntar só mais uma vez. Quem o fez? Eu disse vendo dentro dos seus olhos quem o poderia ter feito.

E não notei que ele retirou uma arma de dentro da sua jaqueta com sua única mão agora e disparou já em seguida atingindo o meu ombro em cheio.

O disparo e o impacto me fez soltá-lo e recuar para trás. Ele se levantou e vinha em minha direção. Peguei a espada e o decapitei rapidamente antes que alguém surgisse com o barulho e ele queimou e virou cinzas num piscar de olhos.

Rapidamente me virei para a imensa porta atrás de mim e notei vozes que vinham dela. Alguém avia escutado o disparo.

Olhei para o motorista que acordava do transe lentamente e me olhava confuso, pois seu hipnotizador avia virado pó e senti uma dor no ombro.

Eu coloquei a mão e notei o sangue escorrer com abundancia por entre os dedos. Tentei sair dali o mais rápido possível e percebi que a minha visão ficou embasada.

Eu não tinha me alimentado direitos estes dias por causa do recem chegado e não percebi que um ferimento poderia me deter agora.

Eu joguei a minha espada aonde não pudessem ver e percebi ser amparada nos braços por alguém enquanto afundava nas profundezas do meu ser.

continue…. Kisses in your hearts…..

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