CRY……………..

 

R. Kelly. Gravada por Mike Ging. Brad Gilderman e Humberto

Gatica. Mixada por Michael Jackson e Mick Guzauski. Arranjo de

coro: R. Kelly. Programação de bateria: Michael Jackson e Brad

Buxer. Programação de teclado: Michael Jackson e Brad Buxer.

 

Vocal líder: Michael Jackson. Coro: Andraé Crouch e o Andraé

Crouch Singer Choir. Percussão: Paulinho Da Costa. Bateria: John

Robinson. Guitarras: Michael Landau)

 

Seguindo a dor de coração “Don’t Walk Away” vem uma lamentação mais

universal. “Cry” revisita um sentimento que Jackson esteve apresentando em

toda a carreira solo dele. As raízes dela voltam tão longe quando poetasprofetas do Velho Testamento como Jó e Jeremias acessaram um mundo de

sofrimento, injustiça e desespero e tenta encontrar esperança na escuridão.

 

Eles também tentaram provocar respostas e ações. Similarmente, Jackson

“chora” porque ele vê toda tragédia em volta dele e as internalizam.

Ele canta

sobre pessoas mal conseguindo ficar de pé, sem saber quando a dor irá

passar; ele canta sobre “estórias enterradas e não contadas”, sobre pessoas

“escondendo a verdade”; ele canta sobre ilusões e máscaras (“Faces cheias

de loucura”, “pessoas riem quando elas se sentem tristes”). Então, no refrão,

ele faz uma súplica (“com os ouvintes dele e ele mesmo”) para de alguma

forma superar. O que nos conecta não é fingir que a tragédia não existe, mas

vê-la pelo que ela é e confrontá-la como uma coletividade.

 

A ideia de ser conectado a outra pessoa através de nossos sofrimentos

e aflição era, certamente, relevante para o contexto histórico da música.

Lançada brevemente depois da tragédia de 11 de setembro de 2001, “Cry”

era exatamente o tipo de música que era necessária em momento tão

devastador. Alguns críticos alegaram que ela era muito simplista e messiânica;

parte do coro pode, na verdade, parecer dessa forma.

 

Mas o centro da

música é mais profundo, olhando dentro e fora, ao mesmo tempo, e não

oferecendo respostas fáceis. Como uma lamentação, ela apresenta o “som de

um trauma”. Escute o desolado vento soprar no começo e a batida dolorida.

Ela apresenta uma alienação que relembra a introdução para “Stranger in Moscow”. Os vocais de Jackson não são festivos, mas melancólicos e

comedidos.

 

Como hinos anteriores, ela tira a ajuda do coro (simbolizando

comunidade) para ele encontrar esperança e resolução. A magnífica chamada

e resposta na qual ele engaja no clímax é Michael Jackson clássico,

demonstrando a poderosa comunicação que deve acontecer se nós

quisermos “mudando o mundo.

Source…..themaninthemusic.blogspot.com.br

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