43.CAP….

Ele veio devagar até meus lábios que senti sua respiração quente perto do meu rosto. Ele fechou seus lindos e enormes olhos e eu temi no que ia acontecer ali.

Mais já era tarde, ele tomou meus lábios em um beijo terno e ao mesmo tempo feroz como se estivesse com saudades de mim.

Ele se empolgou e colocou seus braços em volta de mim me abraçando e me marcando ainda mais com aquele beijo. Eu sufoquei um grito quando vi que ele não ia parar e para mim aquela aproximação era perigosa.

— Pare! Eu disse saindo dos braços dele.

— Oh me desculpe. Foi sem querer. Eu não me contive desculpe. Ele disse tentando tocar em mim.

— Fica ai. Eu já entendi que é bem folgado também. Eu disse me afastando e entrando no quarto com dificuldade.

— Sei que gosta de mim. Sinto isso em você. Ele disse vindo atrás de mim.

— Não fale asneiras e não gostaria de falar sobre o ocorrido. Eu sentei na cama e levantei minha perna com dificuldade.

— Ta. Me desculpe não me contive. Proponho um trato. Ele disse fechando a porta da sacada e vindo ate mim.

Eu o olhei intrigada e me embrulhei. Ele não mais era um perigo, agora era algo a desvendar.

— Lhe digo tudo que fizemos e promete se lembrar de mim. Conto tudo eu lhe ajudo a tirar esses fantasmas que tanto te assustam. Acredite. Não fizemos esse filho tecendo pensamentos. Foi ato, foi corpo e alma. Pele com pele entende? Os olhos dele brilhou novamente sexy quando ele disse aquilo e senti meu corpo tremer.

— Ok. Mais não toque em mim na noite que se seguira malandro. Sua cara é de safado. Eu disse virado de costas para ele.

— Ok trato feito. Prometo me comportar. Ele desligou a luz e veio ate a cama.

— Éramos bons de cama? Eu falei olhando para o nada enquanto sentia ele se aconchegar nos lençóis.

— Éramos uma guerra nela. Coisa de louco. Ele disse sorrindo e aposto que adivinhava minha cara de taxo com tal observação.

— Você prometeu parar com isso. Eu disse me virando para ele furiosa.

— Desculpe. Prometo ficar quietinho. Ele disse virando para mim e ficamos nos encarando.

— Canta outra para mim. O bebê aqui se mexe quando escuto sua voz. É bom senti-lo. Eu disse sem jeito e notei ele amar o que dizia.

— Quantas vocês quiserem. Afinal ele conhece a voz do pai. Ele disse tocando na minha barriga e eu dei um singelo movimento de rejeição.

Ele me implorou calma com os olhos e o deixei acariciar minha barriga.

Foi como ligar uma gravador. O tal maluco chamado Michael falou tanto que adormeci com suas caricias.
Lembro dele falar sobre uma viagem a um país infernal, mais logo fui vencida pelo cansaço.

Ele parecia se aborrecer quando começou a contar tal historia.

No dia seguinte eu me acordei com umas certas dores e me virei gemendo de dor. Aquela barriga estava enorme e a perna parecia doer e a tipoia me incomodava.

Eu abri meus olhos e notei que o sol se fazia radiante lá fora. Mais quando ia me levantar eu tomei um susto.

— Bom dia dorminhoca. Parece até que fizemos amor. Dormia assim quando acabávamos. O perturbado estava na minha frente me encarando.

Com o rosto apoiado nas mãos e parecia estar sentando no chão.

— Oh vai me matar assim seu estranho. Nossa! Eu disse me afastando.

— Espero que esteja melhor. Ele se levantou e veio ate mim.

— Estou bem e para de me olhar assim. Eu disse escondendo um sorriso.

Quem desejava uma mulher grávida logo pela manha?

— Ta bom. Vamos descer? Meus filhos estão loucos para vê-la. Ele disse me ajudou a levantar.

— Nossa que legal. Eu os acho tão lindos. Eu disse sorrindo e me segurando nos braços dele.

— Sei. E o meu mais novo parece lhe ter uma admiração. Seja boa com ele, e tente lembrar de algo. Vai magoá-lo se não concordar com o que ele disser. Ele disse me olhando nos olhos e eu senti o mundo todo florir para mim.

Aquele sensação de amá-lo estava me invadindo de novo.

— Prometi tentar lembrar e lhe ouvir. Cumprirei. Eu olhei no fundo dos olhos dele mais não achava ainda o tal amante que ele tinha me dito na noite passada.

Era só um chato que me acendia com aquele jeito de olhar. E Deus… O jeito de me tocar.

Ele me ajudou com aquela perna e resolvi tirar a tipoia do braço. Meu ombro já estava melhor e só faltava a perna.

Eu tomei banho com ele como um cão de guarda parecendo Max do lado de fora. Eu o escutei contar mais coisas e algumas até ri.

Como o dia que ele disse que fizemos amor no carro e quando cai em uma piscina. Algo assim. Só me restava ouvi-lo e esperar toda a minha memória voltar.

Eu estava no jardim com as crianças. Já me esforçava por demais concordando com tudo que a menina falava e com tudo que o mais velho resmungava. Mais os olhos do mais novo me encantavam.

Passei oras com Alan e conversamos. Eu sabia que ele era confiável e os olhos azuis dele e seu sorriso me fazia pensar que ele era o pai de meu filho.

Mais quando o vi trazer Max para mim todo sorridente eu lembrei que ele era algo bom. Mais não tão bom quanto eu queria que Michael fosse.

Eu estava ficando louca com aquilo.

Na biblioteca…

— Vai me matar eu sei. Mais isso é de extrema importância. Lembra daquele meu amigo? Tales? Mark Tales? Branca disse se sentando perto de Michael que estava parado na frente da janela olhando o jardim.

— Lembro. O que tem ele a ver comigo? Michael disse mal olhando para Branca.

O seu interesse estava voltado a seus filhos e a doce jovem grávida que via em seu jardim.

— Não com você, e sim com Miranda. Descobri o por que ela te escondeu aquele homem. O sujeito se chama Terry Fernandez. Um imigrante antigo aqui no país. E trabalhava com moças em boates e ontem Tales me disse que até com drogas ele andava metido. Branca disse dando a fixa de Terry nas mãos de Michael.

— Terry Fernandez? Michael disse sem entender.

— Sim foi aquele sujeito que vimos a beijar. E acrescento que foi a força. Essa aqui é a fixa dele na cadeia. Por agressão a uma mulher. Branca temeu dizer aquilo.

Michael abominava quem machucasse uma mulher.

— Como assim agressão? Esta me dizendo que ela já foi agredida por ele? Michael lia os papeis em sua mão com o medo no coração.

Seria difícil sabe quem eu era. Mesmo me comportando como uma rebelde.

— Isso mesmo. Se ler mais em baixo vai ver. Ela viveu com ele quase dez anos de sua vida aqui. Ela veio muito nova para cá. E como ela é bonita brasileira um belo corpo ele a pegou. A mantinha com acusações de fazer sua família sofrer, coisa desses cafajestes que iludem essas meninas. Com isso ela teve que continuar a trabalhar para ele. E neste papel aqui tem a fixa dela com algo que não tinha achado quando me pediu para procurar sobre ela pela primeira vez. Ela era dançarina de boates. John disse tudo bem devagar enquanto Michael o olhava com uma lagrima pendurada em seus olhos negros assustados.

— Dançarina de boates? Viveu com ele? Como não descobriu isso antes? Michael soltou os papeis na mesa e se levantou furioso.

— Ela parece querer que ninguém descubra isso. Levei tempo para achar essas informações. John disse temendo o que ainda lhe faltava falar.

— Deus! Me diga tudo! Sei que tem algo a mais. Eu conheço você John! Michael disse parecendo sofrer ainda mais com a verdade.

— Ela foi se encontrar com ele por que ele a ameaçou. Esse sujeito vive agora de paparazzi e rastreei ligações do celular dela. Ele a ligava todo o tempo. O desespero na voz dela mostra que não quer ver esse cara pintando de ouro. John disse como cartada final.

Ele sabia que todas aquelas informações a acabariam com as duvidas de Michael.

Michael olhou para seu amigo sem saber o que dizer e o arrependimento surgiu em seu coração.
Mais ao mesmo tempo a raiva de saber o que Terry tinha sido para mim o deixava mais indignado.

— Por isso mudou. Por isso ficou arredia e se limitava a atender aquelas ligações na minha presença. Deus! Agora vejo seus olhos azuis atormentados. E por que ela não me disse? Michael disse com os olhos cheios de lagrimas e um murro na mesa ele deu para eliminar aquele ódio.

— Eu acho que sente vergonha do que passou. Sabe o que fazem com os imigrantes aqui Michael. Ela foi vítima o tempo todo. John tentava o acalmar.

Michael foi até a janela e me observou brincar com Max e com as crianças. Seu amor só aumentava agora.

— Quero que acabe com esse sujeito. O coloque na cadeia faça da vida dele o inferno que fez na vida de Miranda. E diga que foi Michael Jackson que o colocou lá. Nunca mais quero o ver perto dela esta me entendendo John? Michael parecia surtar com a raiva e John o advertiu.

— Eu ainda não consegui incriminá-lo. Mais corro atrás disso. Agora fique calmo. Assim vai assustar ela. Ela ainda não lembra de nada esqueceu? John disse tentava acalmá-lo.

— Faça o que mandei. Quero resultados John. Quero esse sujeito preso! Michael disse saindo as presas da sala e John o chamava em vão.

Michael parecia estar mais aterrorizado com suas acusações a mim do que ouvir qualquer que fosse.

Saber que o protegi desde o inicio era gratificante e um tormento para ele. E que tinha me julgado tão rapidamente.

Ele foi a passos largos até a porta que dava para a entrada do jardim. Eu estava conversando e sorrindo com Alan por fazer Max pular alto para pegar a bola.

Mais quando senti seus olhos em mim notei que ele não estava bem.

— Senhora Morgan o senhor Jackson acena para a senhora. Alan disse fechando a cara e me parecendo não gostar daquilo.

— Oh! O que foi agora? Eu disse olhando ele me chamar de longe e dei um abraço em Alan que sorriu sem jeito junto com as crianças.

Eu estava sendo uma atração e uma grande piada para eles com aquela falta de memória e mancando. E fazia de tudo para eles não sofrerem com lerdeza. Eu não lembrava muito deles.

— Isso é jeito de me chamar? Parece que é dono de tudo cara. Eu odeio esse seu jeito. Eu disse furiosa com ele.

Mais achei estranho ele estar com uma carinha de choro.

Ele não disse nada e me pegou as mãos. Eu sai reclamando horrores e ainda dei um grito com ele por causa da perna.

Seu amigo o tal de John o interferiu mais ele estava tão agoniado que nem deu ouvidos. Ele me pegou nos braços e me levou para o quarto e fechou a porta.

Eu fiquei com medo daquele comportamento dele e não entendi por que ele não me olhava. Estava parado com a cabeça encostada na porta de costas para mim.

— Então? Me trouxe aqui para ficar de costas para mim? O que tem? Eu disse achando aquilo uma chatice.

Ele se virou chorando e eu me assustei. Veio até mim sem dizer nada e me abraçou forte que senti o bebe se mexer.

— Me perdoe. Me perdoe Miranda por favor, eu fui um tolo te julguei meu amor. Por que não me disse nada? Por que não me pediu ajuda? Ele me abraçava e segurava meu rosto com carinho e aquilo me assustou.

— Eu não sei do que esta falando. Pare por favor. Eu disse segurando suas mãos em meu rosto e ele queria me beijar.

— Eu sei agora que sempre me amou que esse filho sempre foi meu. Que você foi minha todo o tempo que viveu aqui. Como fui um tolo. Ele me levava em seus braços para a cama e aquilo estava me desesperando.

— Eu não lembro do que falas. Esta me deixando confusa. Eu disse sentindo ele me deitar na cama e me abraçar mais forte.

—Só diga que me perdoa que ainda me ama. Ele já estava em cima de mim me olhando com tanto amor carinho e medo que não tinha reação aquilo.

— Michael, não sei do que esta falando. Eu disse tocando no rosto dele e notei uma lagrima cair de seus olhos.

Deus! Ele era tão lindo.

— Fui um tolo Mira. Eu o vi fechar os olhos e chorar mais diante de mim e aquilo de uma forma me cortou o coração.

E uma vontade e coragem de dentro de mim veio para fora junto com todo aquele medo e misturas de sentimentos que ele me fazia sentir.

Eu o beijei como nunca e senti todo no meu corpo reagir a seus lindos e macios lábios. Ele por sua vez se entregou a mim me acompanhando em laçadas de línguas desejosas e caricias que pareciam falar por uma saudade que não entendia sentir agora.
E naquela hora percebi que seus lábios e seu gosto não eram novos.
Eu já o tinha provado tinha certeza agora mais do que nunca.

 

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