51. CAP…

Eu ainda estava sonhando com o que ele tinha feito comigo. Eu parecia estar em um conto de fadas mesmo. E lembrar do pedido de casamento era como deixar de tocar os pés no chão e voar.

E depois daquele pedido Michael pareceu surtar de felicidade.
Tinha movido céus e terra para realizarmos uma festa bem calma e restrita. E aquilo foi o assunto do dia na mansão Jackson.

— Pois é mãe, ele me pediu em casamento. Não disse que ele era diferente? Eu nem sei onde estou mais. Às vezes pareço sonhar. Eu disse vendo Michael lá em baixo recebendo John.

— Juro minha filha. Ele me surpreendeu agora! Mais me diga que tamanho é esse anel? Ela parecia eufórica.

Eu olhei para os lados certificando que Michael ou as crianças não estavam perto de mim e me soltei como uma verdadeira maluca e feliz a beça!

— Mãe! É uma pedra do tamanho das que tacava na cabeça de Lucas! É um enorme diamante que se eu vendesse tenho certeza que dava uma ajeitada em nossa vida. Eu disse rindo e me divertindo da minha sorte grande!

— Sua louca, minha filha nunca venda isso. Ele é capaz de lhe matar. Minha mãe disse rindo.

— Ou me desfalecer em uma noite louca de amor e me comprar outro. Eu disse com vergonha por que sabia que ela ia sorri alto pelo meu comentário.

Ficamos ao telefone e disse sobre a pequena comemoração que se seguiria e pode ver nas palavras e nos poucos momentos que minha mãe parava de falar e ficava me escutando.

Me dava a sensação de que por mais que ela não admitisse que Michael era uma coisa boa para mim, ela não acreditava que sua filha estava noiva e com um anel bem grande e pesado de diamante no dedo.

Se para mim era um sonho. Imagine para ela. A felicidade era uma coisa que eu sabia que ela queria para mim.

Depois que me despedi dela com certas lágrimas nos olhos eu desci as escadas devagar. Eu ia tirar aquele gesso logo e aquilo estava me deixando mais alegre. Maldito dia que eu me acidentei! Mais tudo era valido.

Eu pode notar uma certa confusão vindo da biblioteca e notei que era coisa bem de Michael. Uma vez que eu ouvia somente sua voz pedindo calma as crianças e a John.

A porta estava aberta e notei as sombras vindo dela e pareciam protestar algo muito importante. Eu cheguei de mancinho e quando vi a cena, segurei minha barriga e ri sozinha.

Mais ri tanto que fiquei sem ar.
Michael estava na mesa grande dele com seus óculos e os cabelos amarrados. Estava lindo com aquele jeito de se vestir e me surpreendeu com uma camisa amarelo canário aberta os dois primeiros botões me dando a visão de seu peito que tanto me enlouquecia.

Paris estava com as mãos em seu ombro e ajeitava os óculos para ler algo. Prince contava e lia um monte de pedaço de papel nas mãos e parecia se perder. Blanket, meu pequeno lorde galanteador, observava tudo seriamente com os cotovelos apoiados na mesa. E John, esse me fez ri. Estava com a cara fechada para todos ao outro lado de Michael.

— Olá. Posso entrar? Eu disse aparecendo na porta e todos no mesmo movimento me olharam.

E foi apenas aquilo para que todos viessem até mim com suas certezas e razões. E aquilo me renderia muitos risos.

— Mira não é verdade que Joana é o nome mais bonito e legal para seu bebê e se for menino Jake é bem legal? Prince disse tudo de uma vez e vinha lendo seus pequenos papéis.

— Não mesmo Prince! Eu acredito que Jeniffer Katherine Jackson é perfeito. Será uma menina eu tenho certeza! O que me diz Mira? A menina com a cara do pai quando usava os óculos vinha toda afetada de braços cruzados.

Eu olhei para eles e comecei a ri e a entender o que se passava ali.

— Nossa! Todos são bem criativos. Eu tentei dizer mais o pequeno já vinha correndo e me trazendo sua pequena lista.

— Mira, veja o meu nome. Se for menino quero Brian Blanket e ser for menina quero que minha irmãzinha se chama Brenda Blanket também. Todos como o meu nome. Ele disse segurando minha mão e fazendo aquele jogo com os olhos que eu não resistia.

— Sem chance menino cabeludo! Esses nomes são terríveis! Eu acredito que Jonhy é um nome perfeito. E se for menina. Tessa! John disse olhando para mim e vi todos fazerem uma cara feia para o nome de John.

— Meu Deus! Que nomes são esses? Eu não falei que o meu é que vale? Michael disse vindo de trás da mesa e com o lápis preso na orelha e com aqueles óculos de grau.

Aquela visão dele enfurecido e ao mesmo tempo sexy me deu certos pensamentos que logo me corrigi por ter crianças e John ali perto. Mais se estivéssemos a sós…

— Oh minha nossa, se todos se acalmarem analisaremos os nomes. Eu disse tocando na cadeira atrás de mim e sorri com aquilo.

Pelas suas carinhas cada um ali queria seus nomes no meu filho que para minha alegria mexeu e eu sorria a beça.

— Está bem. Eu acredito que prefiro nomes bem simples. Conhecem nomes Brasileiros? Eu disse sentada e ajudando Blanket a sentar ao meu lado e o vi me abraçar a cintura.

Ele era um amor.

— Nomes brasileiros Miranda? Vai querer por Lucas no nome do meu filho? Nem pensar! Eu mudo de nome! Mais não coloco nomes Brasileiros no meu filho! Michael disse relendo seus rabiscos.

— Eu acho legal. Lá na escola o Jocelino é do Brasil e ele é muito legal e é um menino muito inteligente. E seu nome é do Brasil! Paris disse sorrindo para mim e gostando da idéia.

Eu olhei para Michel e o vi fazer “NÃO” só com o movimento dos lábios e achei aquilo lindo e sorria sozinha.

— Mais também podemos por nomes que levem os dois países. Temos Amanda que é usado aqui. Pedro, Jorge e também Sara. Lindos nomes que ambos lugares usam. Eu disse olhando para cada um.

— Ah ta de brincadeira né? De nome simples basta o meu. Ainda aposto nos nomes que lhe disse. Que tal pegamos um nome tailandês? Jonh disse como se tivesse uma brilhante idéia e Michael junto com as crianças o olharam com desprezo.

— O que é? Eu acho super novo sei lá! Ele deu de ombros.

— Bem sua cara! Super brega e sem graça. Acredito e aposto em Michael Jackson III para meu menino ou Katherine Sophie Jackson para minha linda garotinha. Esse é o que aposto e vai ser esses os nomes e esta decretado pelo Rei da musica! Obrigado senhores! Michael disse tão mimado e convencido de sua escolha que todos gargalhamos e ele ficou sem graça diante de nós.

— Credo pai! Prince disse se agüentando nos risos.

— Sem chance pai, coitado da minha irmãzinha. Teremos quantas Katherine? Paris disse limpando os olhos que lagrimavam de tanto sorri.

— Eu gostei! Blanket disse sorrindo para o pai que piscou para ele.

Eu sabia que aquilo era um negócio entre os dois.

— Não! Faça melhor ó grande astro. Já colocou seu nome e de sua mãe nos pequenos, coloque agora “capa de chuva” neste que virá. Quem sabe assim Blanket não se sinta só. John disse revoltado e Michael o fuzilou com os olhos e vi as crianças se acabarem no riso e me entreguei a diversão.

— Ah é? Ta bom metido! Seu nome é super simples. John… John… Sente alguma emoção neste nome? Não! Nada! Michael disse fazendo careta para ele e eu mal conseguia olhar para aqueles dois.

— Cara, Michael não é um nome para lá de especial não sabia? Você e a metade do mundo tem esse nome. Te enxerga! John disse virando a cara e Michael lhe mostrou a língua.

— Ora veja você… Michael ia prosseguir e eu interrompi rindo daqueles dois.

— Gente esta tudo bem e confesso que amei todos os nomes. Eu e Michael vamos resolver isso quando o bebê nascer não é Michael? Eu olhei para ele e o vi me olhar apaixonado.

— Claro meu amor. E se não usarmos todos esses nomes. Poderemos usar ele nos nossos outros filhos. O que me diz? Michael disse se apoiando no braço da cadeira e me dando um beijo doce e ouvi as crianças reclamarem.

Fizeram uma cara de enjoou pelo romance ali mostrado.

— Quantos ainda viram? Blanket disse me olhando sério.

— Quantos Deus desejar… Michael disse pegando no rosto dele com cuidado e o beijando a bochecha.

— Oh minha nossa! Serão tantos bebês assim que teremos que cuidar de todos eles Paris. Prince disse tão empolgado como se visse aquele pequeno time de futebol que Michael imaginava em sua mente maluca!

— Se eles não chegarem perto do meu quarto eu os amarei para sempre. Ela disse sorrindo e todos nós aproveitamos aquele momento família.

— Wow… E como fica a mamãe aqui? Eu que terei esse time de futebol. Eu disse sorrindo e Blanket deu uma gargalhada ao meu lado.

— Time de futebol… Ele repetiu se jogando na cadeira e rindo a beça.

— Eu ainda acho os meus nomes perfeitos. E acho uma injustiça para meus dias e anos dedicados a esta família se minha vontade não for aceita. John disse chamando a atenção para ele e sorrimos de sua cara.

— Tio John! As crianças chamaram seu nome em uma só voz e foram o abraçar.

Ele era amado por cada um deles ali e agora até por mim. Vi em seus sorrisos enquanto riamos das coisas ditas naquela pequena reunião que ele faria de tudo para me ajudar e ao meu filho…

Que ele mesmo se alto titulava tio e ninguém tirava isso dele.

O dia se seguiu com muita agitação. Michael tinha contratado pessoas para mostrarem a mim os arranjos da cerimônia.

Como eu não tinha minha mãe nem as minhas únicas amigas ali naquele país. Paris e Rita foram minhas fieis conselheiras e Max participava junto com Alan que me observava de longe.

Michael estava com John e os meninos em outra sala preocupados em manter a mídia longe. E aquilo estressou Michael e tirou seu sossego durante todo aquele dia.

Certos convidados eu não conhecia e nem ia conhecer. Mais por Michael eu me comportaria como uma dama e diria ok para todas suas vontades.

Eu notava no entuziamos dele que nunca tivera uma oportunidade de fazer tal cerimônia e como ele dizia. Tudo aquilo era de verdade, e o mundo tinha que saber que ele podia amar de verdade e ter um filho da forma mais humana como todos naquele mundo que o tanto amava e o julgava ao mesmo tempo.

A mãe dele era bem na dela, e notei isso quando ela ficou ali com a gente. Ela não se pronunciava muito e sorria para tudo que dizia, e era ela que estava observando as coisas na cozinha.

E perguntava de Rita e das outras empregadas se aquilo seria servido na entrada na saída e confirmava com a moça do Buffet se seria mesmo divino. Por que era a cerimônia do bebê dela.

Por isso Michael era um mimo aos tantos anos que tinha.

Eu observava meu amor de longe todo empolgado e ligando e confirmando com seus amigos mais próximos o seu casamento.

Eu podia ver nos olhos dele as vezes o impacto que alguns mostravam e ele me olhava confuso e eu sentia que se sentia responsável pela forma como as pessoas encaravam nosso relacionamento.

Eu piscava para ele e mandava um beijo desejando-o e ele sorria mordendo os lábios e me prometendo loucuras a noite. Eu só sorria e acariciava minha barriga.

Aquele menino estava dançando mais que o pai dele. E não parava de mexer um estante. As vezes me incomodava muito até parecia que ele não estava sozinho.

Eu estava vestida com a blusa de Michael como amava fazer e admirava certos arranjos que estavam colocados no jardim só para prova e para que pudéssemos ver se ficara do modo como queríamos.

Mais só em minha mente eu já via toda a cerimônia feita e podia ouvir até a musica de fundo e cheio de convidados.

E eu lá… Sendo a mulher dele. Para todo o sempre!

— Achei que tinha fugido. Não a encontrei no quarto. Michael disse fechando a porta da sacada e vindo até mim com seu pijama e seu maravilhoso cheiro de loção pós barba.

Eu virei para ele e já o vi abrindo os braços para me abraçar.

Nos beijamos calmamente e ele me abraçou mais apertado ainda. E eu Oh Deus! Como eu amava se abraçada por ele.
Ele começou a bailar comigo bem devagar de um lado para o outro ali na noite fria e eu sorri sozinha e compreendendo meu coração agora.

Eu estava na sacada de um belo quarto com o tal rei do pop que me fazia enlouquecer com apenas um simples olhar…

E tudo ficou mais mágico quando ele começou a cantarolar uma musica em meu ouvido e ainda dançando comigo me apertando em seus braços.

Cantou para mim toda ela e eu lá. Enterrada em seu peito podia ouvir sua linda voz como voz de anjo brotar de seu peito e soar como sonho convertido em notas musicais e me fazer amá-lo mais ainda.

— Que musica é essa? Eu disse me aninhando em seu peito e ele me levou devagar para o parapeito da sacada.

Ele ajeitou meus cabelos e me levantou devagar e com muito cuidado me colocou sentada em sua frente e aquela posição já começava a me esquentar as entranhas.

— The Lady in My Life. Do meu grande e desajeitado álbum Thriller. Ele disse sorrindo e me admirando.

— Aquele que ninguém consegue alcançar em massa de vendas? Eu disse passando minhas mãos em suas costas e devagar trazendo ele para perto de mim.

—Olha como conhece! Ele disse sorrindo baixinho e depois que parou de sorrir mordeu seus lábios totalmente sexy me fazendo estremecer.

— É grande Michael e incrível… Sabe disso! Eu disse mostrando a ele que o conhecia agora mais do que nunca e ele tocou no meu rosto com carinho e eu peguei uma de suas mãos e as passei em meu rosto e depois comecei a beijar cada um de seus dedos.

Eu o vi acompanhar meu carinho com tanta febre e quentura nos olhos que podia ver nós dois dentro daquele infinito negro nos amando a noite toda.

— Me sinto agora… Por que tenho você ao meu lado. E linda como nunca vi, esperando um filho meu. Ele disse quase sem poder ouvir suas palavras, uma vez que parecia anestesiado com meus beijos nas pontas de seus dedos.

Eu senti ele chegar para mais perto entre minhas pernas e o senti seu ar sufocado de tanto desejo que estava nascendo entre nós dois ali fora.

— Quero que me ame hoje, como se fosse a ultima vez. Eu disse saindo daquela minha zona de controle sobre suas caricias e o puxando pela nuca e o firmando entre minhas pernas com mais vontade.

Eu não sabia mais pensar em viver sem ele… É assustador quando alguém toma conta de sua alma e de sua capacidade de controle e vida.

E ao mesmo tempo, lhe dar uma vontade de estar com ele e a cada minuto mostrar o quando ele é valioso para você…

Quem me conheceu antes, não imaginaria que a Miranda durona, ou qualquer outra coisa que fosse, estava tão perdida e apaixonada por Michael sem Jackson.
Por que para mim, ele não era um Jackson agora.. Ele era o homem que eu queria amar até o sol tomar o lugar da lua.