49.CAP….

— Do que esta rindo? E ainda não me disse por que estava falando com essa loca! Eu disse quase berrando na sala e ele riu mais ainda.

— Mira era Mark. John o faz investigar Christine a séculos. E agora tivemos um resultado. Ele disse ainda me olhando e escondendo um sorriso.

Eu o olhei furiosa e não entendia aquela minha fúria. Eu cruzei os braços e bati os pés no chão. Se ele achava que ia me passa a perna mais uma vez. Estava enganado!

— E aí vai ter que falar e ver Christine é isso? Por que ser for me avise que eu vou embora. Eu não vou ser passada para trás Michael! Esta me entendo. Pego meu filho meu cachorro e me mando! Eu disse fazendo bico e não acreditava na minha cena.

Puro ciúme! Deus! Eu estava perdida desta vez.

Michael veio até mim e me abraçou. Eu o afastava de mim com raiva e nem queria ver sua cara.

— Christine trabalhava para Terry. Eles tentavam me prejudicar começando por você. John descobriu isso hoje. Michael disse me abraçando por trás.

— Mentira! Eu disse tapando a boca pela surpresa.

— Verdade. E era o que eu falava no telefone. Sem Christine e nem esse encosto que apareceu na sua vida. Estamos livres. Ele disse me beijando o pescoço.

— Isso é inacreditável. Aquela branquela de uma figa. Quase faz meu filho vir na hora errada. Ainda bem que mamãe cuidou de você não é meu amor? Eu falei com minha barriga e Michael sorriu estonteantemente.

— Ta linda… Nossa como esta linda. Ele disse olhando nos meus olhos e tocando na minha barriga.

— Sei. Gorda e com a perna quebrada. Estou linda. Embora essa barriga aqui é culpa sua. Eu disse saindo dos braços dele.

— Como assim minha? Não fiz só! Ele disse vindo atrás de mim e eu sorria.

— É um aproveitador. Se aproveita que é cheiroso e gostoso. Ai dá nisso! Eu disse escondendo uma gargalhada e ele veio rindo.

— Vem cá minha barrigudinha linda. Vem. Eu o vi sorri na porta da sala por ver que mal andava direito.

— Venha logo me ajudar seu bobo. Eu disse parando e esperando por ele.

Almoçamos com as crianças e o dia seguiu normal. Tinha vezes que eu não sabia onde Michael estava e aquilo me agoniava.

Então eu brincava com Max ou coisa assim. Mais sabia que Michael aprontava para mim. Ele estava estranho e sorria pelos cantos.
Andava com o telefone e me olhava estreito. 
Minha mãe não tinha ligado e nem tinha mandando nenhuma mensagem. 
Embora eu odiasse fazer 29 anos. Eu não queria que ninguém ali soubesse do meu aniversario.
Eram quase três da tarde quando eu notei um carro muito lindo entrar na mansão. 
Eu fui espiar e quando vi Michael abraçar uma senhora baixa e bem calma eu me assustei. Era sua mãe! A famosa Katherine Jackson.

As crianças não estavam perto e nem Alan. Parecia que tinham me isolado. E aquilo estava me preocupando.

— Max garoto, vem aqui! Eu disse saindo da sala que estava.

— Oh senhora Morgan. Não deve levantar agora. Rita disse me abordar logo na porta.

— Estou cansada de ficar sentada, Michael disse que íamos ler e não veio para cá. Minha mãe não ligou e nem Max esta aqui. Onde esta as crianças? E onde esta meu guarda-costas?Eu disse me sentindo sozinha.

— Senhor Jackson estar dando boas vindas a mãe dele. Que acabou de nos prestigiar com sua presença. Senhor Jackson ama quando ela vem. As crianças também. Ela disse me ajudando a ir até Michael.

— Eu não a conheço. Mais já ouvi falar. Eu posso ficar aqui esperando ele. Eu disse pedindo para ficar na grande sala de estar.

— Okay. Ela disse me sentando na cadeira do piano.

Ela saiu para chamá-lo e eu esperei ali. Eu queria dizer a ele que era meu aniversario, mais não queria ao mesmo tempo. Depois daquelas coisas que aconteceu com Terry eu só queria era olhar para ele até meu mundo se a acabar.

Eu fiquei tocando nas notas de musicas e senti meu filho mexer. Eu cantei para ele musicas de Michael que sabia e fiquei ali até alguém vir.

Eu não conseguia ainda andar sozinha então esperei… E acabei adormecendo na cadeira que tinha perto da janela.

— Acorde! Acorde sua dorminhoca! Eu ouvia a voz de Michael doce ao pé do ouvido e me mexi achando que era um sonho.

— Deixe-a descansar meu filho. Outro dia conheço sua namorada. Uma senhora de voz calma disse perto de mim e eu me assustei mais permaneci de olhos fechados.

— Minha garota mãe… Vai adorá-la. Vamos acordar dorminhoca. Ele insistia mexendo comigo e com eu filho.

— Oh menino danado. Deixe a moça dormir. A senhora que agora me lembrava a mãe dele disse o tirando de perto de mim.

— Michael! Eu disse abrindo os olhos bem devagar e os vi parados bem na minha frente.

— Está ai! Ela acordou mãe veja. Ele disse todo bobo me pegando as mãos e me ajeitando na poltrona.

— Oi… Quer dizer… Olá senhora… Eu disse esfregando meus olhos e vendo Michael já me abraçando e beijando minha barriga.

Eu a vi me olhar com cuidado e notei que seus olhos pereciam com os de Michael. Mais sem aquele mistério. O dela tinha segredos e muito sofrer.

— Olá querida. Deve ser a senhorita Morgan. Sou Katherine, mãe de Michael. Ela disse me estendendo as mãos e me olhando com atenção por debaixo dos óculos.

Michael me levantou e eu sem jeito olhei para ele com um olhar de que íamos conversar depois. Ele deveria ter me avisado que ela queria me conhecer.

Mais nem eu sabia que ia pegar no sono.

— Prazer senhora Katherine. Eu sou Mira. Mais acho que já me conhece. Eu disse sem jeito escondendo minha barriga colocando o casaquinho que usava para cobri-la.

— Ela não é linda mãe? Esta é a minha Mira. Michael disse todo sorridente que me deu uma felicidade enorme no peito.

— Vejo que conquistou meu filho senhorita Morgan. Ela disse me olhando ainda sem sorrir e eu fiquei com medo dos olhos dela.

— Michael é muito encantador senhora Katherine. Mais também muito difícil de lidar. Às vezes perco a paciência com seu filho. Eu disse segurando as mãos de Michael enquanto ele ajeitava meus cabelos e fazia carinho em mim.

Ele estava um grude depois do ocorrido com Terry.

— Eu entendo. O conheço melhor que ninguém. Mais fico feliz pelo filho. Mais um neto! Ela disse olhando para minha barriga e eu me senti acuada.

— É. Mais um bebê para Michael Jackson. Eu disse me sentindo ainda fora daquela família.

Mais como eu sabia sempre seria assim.

— Então. Conto a ela agora mãe? Ele disse me olhando apaixonado.

— Contar o que? Eu perguntei olhando aquele sorriso enorme que ele me dava.

— Você decide meu querido. E finalmente a grande Senhora Katherine sorriu para mim.

— A senhora sabe também? Hum… Sei. por quem Michael puxou esse jeito. Eu disse fazendo ela sorri e um muro caiu sobre nós.

— É que sua mãe ligou de manha cedo antes de comermos com as crianças. E sabe o que ela me disse? Ele disse olhando para a mãe dele como se escondessem algo de mim.

— O que? Ora me diga logo seu grande bobo. Eu disse dando um empurrão nele que o fez ri alto.

Sua mãe olhou nosso comportamento juntos e eu me aquietei por conta de ter conhecido ela em poucos minutos. Se eu falasse palavrões ou beijasse o filho dela e o amasse ali em pé ela me acharia louca.

— Sua mãe disse que é seu aniversario. Como não me disse isso? Ele disse fingindo que estava bravo e eu fiquei vermelha. 

Minhas bochechas ferviam.

— Ah isso! Eu até esqueci, acredita? Eu disse totalmente desconcertada por ele ter descoberto e sua mãe ali diante de mim me olhando discretamente. 

Parecia querer me aprovar ou coisa assim.

— E como pode esquecer disso? É o seu primeiro aniversario comigo e com as crianças e com o nosso filho! Não deve esquecer disso. Ele disse me beijando nos lábios e eu fiquei toda boboca em seus braços.

— Michael me chamou para isso querida. Celebraremos seu aniversario e vim lhe conhecer. Na verdade viria antes. Michael é afobado. Ela disse sorrindo e eu ainda estava me sentido um peixe fora d’água.

— A senhora me desculpe, mais Michael é mesmo assim. Por isso não disse nada a respeito. Então … Mais agora vi que ele descobriu. Eu disse apertando as bochechas dele.

— Nada pode esconder de mim meu amor agora. Ele me olhou sorrido e falou em seguida.

—- Entrem crianças! Ele disse batendo palmas e cantando aquela musica sem graça deles de Feliz Aniversario. 

Mais ouvindo ele cantar agora estava linda em sua voz.

As crianças entraram com o bolo e Max vinha junto todo enfeitado com chapéu de festa. Prince segurava o bolo e Paris a câmera fotográfica e não parava de tirar fotos.

Blanket vinha com umas cinco caixas de presentes entulhadas que mal dava para ver seu rosto. E eu sorri emocionada com aquilo.

— Max meu garoto, venha aqui. Eu disse o chamando para ficar de pé e ele ficou. 

Eu o beijei e sorri por ele, ele estava enfeitado.

Dona Katherine como ela gostava de ser chamada também batia palmas para mim e Michael sorria mais que tudo.

As velas colocadas eram pequenas e cheirosas e aquilo me fez enjoar um pouco, mais depois passou.

— Parabéns para você…Todos terminaram de cantar e eu fiquei com a mãos no rosto surpresa e feliz.

— Agora faça um pedido meu amor. Faça! Michael disse pegando o bolo das mãos de Prince e trazendo até mim.

Eu pensei que tudo que estava vivendo fosse um sonho e então meu pedido foi nunca mais acordar daquele lindo e encantado lugar com ele e seus filhos.

Se ele era rei um anjo um bom samaritano ou Santo? Eu não sabia. Eu só sabia que ele era um bom. Bom, honesto, alegre e muito, muito lindo aos meus olhos e que sim. Ele tinha meu coração e minha alma agora.

— Agora assopre as velas Mira. Todas de uma vez. Prince disse sorrindo.

Eu assoprei todas e eles comemoram. Eu abri o presente de cada um e constatei ainda mais que aquelas crianças eram normais e incrivelmente simples.

Prince tinha feito um dragão para mim em cera e pintou. Me deu dizendo que era sua mais nova escultura e que eu era forte como o animal ali esculpido.

Paris com aqueles óculos e a cara do pai, veio sorridente e me deu uma gargantilha escrito meu nome e o dela trás do lindo coração. Era ouro e notei que já estava ganhando coisas demais.

Blanket como toda vez era um pequeno lindo e encantador lorde. Com um capacidade enorme de galantear, me deu um prendedor de cabelo que ele mesmo colocou. E um desenho. Era eu e ele ali naquele rabisco azul e rosa.

Eu os abracei, e lindamente cada um beijou minha barriga. Dona Katherine me deu uma coisa mais preciosa que tudo que devia haver naquela grande família dela.

— Isso é um dos sapatinhos de Michael que guardei querida. Para seu filho. Ela disse me abraçando e eu fiquei estática com medo de ser algo que ela não gostasse.

— Oh meu Deus Michael… Veja isso! Eu disse sentando na cadeira e todos me acompanhando.

— Era do meu pai Vovó? Blanket olhava curioso.

— Sim querido. Quando era bem menor que você. Ela disse sentando ao meu lado.

— Mãe quando tempo tem isso? Michael disse bagunçando com a mãe dele. 

Era claro que ela tinha aquilo o mesmo tempo que ele tinha de idade. Uns 40 anos.

Ela me olhou com segurança agora e me deu um braço novamente. E escutei ela dizer:

— Espero que o ame como ele é. Ela disse olhando no fundo dos meus olhos que me arrepiei toda.

— Já o amo senhora. Eu disse sorrindo encantada com a forma rápida e segura dela já confiar em mim.

— Então. Vamos abrir os presentes. Michael disse fazendo bagunça e as crianças jogaram confetes e assopraram apitos.

Foi como eu queria que fosse. Comemos bolo de chocolate de Rita e até Roger Alan e Max comeram conosco. John não podia vir por que cuidava dos papeis de pedido de prisão de Christine, também ouvi Michael falar disso em um breve momento que saia de perto de nós para falar ao telefone.

Eu notei. Ele não mais queria me preocupar com nada e aquele seu jeito para comigo só me fazia parecer mais apaixonada por ele.

Enchemos o estomago de besteiras e por fim ficou somente eu Michael e sua mãe. Eu fiquei horas ali com eles apenas ouvindo suas conversas. Michael contou tudo para ela e ate mesmo a situação de Terry.

E vi nos olhos dela que ela tinha notado que aquilo tudo tinha se dado por uma ironia do destino. Mais agora estávamos lá. Loucos e apaixonados um pelo outro.

Era quase umas 11:30 da noite e estávamos exaustos, mais Michael continuava a falar. Quando pensei que íamos nos recolher por que sua mãe já tinha ordenado a Rita que arrumasse um quarto para ela. Michael saiu por um estante e chamou sua mãe. 
Enquanto isso eu fiquei vendo Rita levar as taças e as vasilhas sem nada mais. Só com as marcas dos dedo das crianças que mostrava que tinham comido até o ultima gota de doce e da sobremesa.

Quando eles voltaram eu já brigava comigo mesma para não dormi ali na cadeira. O dia tinha sido bem divertido mais muito cansativo.

— Michael. Ficaria bravo se disser que quero me recolher. Eu disse bocejando e vendo a sua mãe sorrir ao lado dele.

— Sim. Vai dormi meu amor. Mais antes eu tenho o meu presente para você. Ele disse mostrando a cadeira para a mãe dele e ela sentou do meu lado com um ar de que aprontava junto com ele.

Eu olhei aquilo e me assustei. Segredinhos de novo? Hummm…..

— Não precisa me dar nada Michael. Pare com isso. O que sua mãe vai pensar de mim? Eu disse escondendo um sorriso.

Mais notei ela tocar nas minhas mãos. E aquilo me parecia ser um bom sinal.

— Escute ele minha filha… Ela disse sorrido e notei seus olhos brilhar.

— Mira. Eu sei que tivemos um monte de coisas que nos impediram de sermos mais pacientes e mais compreensivos um com o outro. Sei também que fui deselegante às vezes. Mais diante disso, veio esse filho que só mesmo Deus sabe o quanto amo. Ele disse vindo até mim bem devagar e eu senti meu coração bater forte com cada passo demorado dele.

— Por que esta falando assim? Eu senti minha voz querer falhar e eu não podia acreditar naquilo.

— Eu sei que o que eu quero é você…Ele falou e parou de andar e ficou em minha frente. 

Eu olhei para a mãe dele e a vi querer lagrimar e uma emoção tomou meu coração.

Eu não sabia ao certo o que ele queria fazer ali, mais notei que meu amor por ele já me dizia.

Ele se ajoelhou devagar bem na minha frente e sem tirar os olhos de mim pegou minha mão e a beijou ainda me mirando.

Eu assisti aquilo sem saber o que dizer e vi os olhos de Michael começar a brotar uma lagrima fraquinha e quando eu vi nossa mãos unidas eu notei que ele tremia.

E diante de mim ajoelhado, ele pôs a outra mão no bolso e com elas fechadas trouxe para perto de mim. 
E quando ele abriu, eu pode ver uma caixinha vermelha de veludo tão pequena naquela enorme mão dele que nem dava para ver se ele fechasse sua mão. 

Ele levantou sua vista para mim e notei que queria chorar e eu nem me toquei que meu coração batia latejante dentro do meu peito e uma lagrima safadinha tinha pingado na minha barriga.

A emoção estava tomando conta de todo o meu ser e eu esperava ali com ansiedade do que aquele doido, safado, maluco e metido a rei do pop ia me dizer.

 
 
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