24. CAP….

Quando desliguei relutei em me virar e encará-los de frente. Eu tinha certeza que repreensões viram dali. Se não fosse verbalmente seria nos olhos.

— E então Miranda. O que resolveu? Pelo que entendi dos berros ele está a caminho. Minha mãe falou me olhando da porta da cozinha com seus braços cruzados.

— Sim mãe. Ele chega em dois dias. Eu disse me sentindo frágil e cansada agora.

— Pelo que deu para entender. Você fugiu dele. É isso? Lucas falou em observando atento.

— Não fugi dele Lucas. Só fiquei sozinha e resolvi vir conversar com a minha mãe enquanto ele trabalhava. Ele tem seus compromisos. Eu compreendo ele. Mas nem imagina o mundo louco que é o dele. Eu disse me virando para os dois e os encarei de vez.

— Minha filha. Como faremos quando ele chegar? Não podemos ter alguém assim como ele aqui. Já imaginou como será? Ela falou preocupada com a chegada dele.

— Eu sei mamãe. Vai ser um pan demônio. Eu falei me sentando no sofá já imaginando o escândalo da mídia.

— Afinal quem é o cara? E ele é muito mal educado também. Gritou com uma mulher grávida. Como se envolveu com este tipo de gente mal caráter Miranda? Justamente você! “Miranda a terrível”. Se eu o encontro darei umas boas lições de educação e como tratar uma mulher. Lucas falou vindo até mim e se sentou do meu lado me fazendo sorrir com seus modos.

Eu notei a minha mãe esboçar um sorriso e esconder ele atrás de sua mão.

— Vamos meu amor. Fale para ele quem é o mal caráter do pai de se filho. Minha mãe falou não podendo esconder o riso que viria.

Eu olhei Lucas me observar atento pela resposta.

— Bom. Já que está aqui e vai velo de qualquer forma. O pai do meu filho é Michael Jackson. Eu disse ficando atenta as suas reações.

— Rá, Rá, Rá. Conta outra Miranda. Vamos lá. Eu agüento ouvir outra coisa melhor sua. Se não quer dizer quem é o cara para mim tudo bem. Afinal deve ser algum maluco lutador de rua que pensa que é o bonzão. Este tem mais a sua cara. Ele falou se levantando e nos olhando sorrindo.

— Ela não mente meu bem. É o astro pop esquisito. Minha mãe falou ainda segurando o riso.

Lucas a olhou e se virou para mim atendo, e reparou que escondi uma face de triste quando ela se referiu ao Michael de esquisito.
Ela ainda acreditava na mídia, e com a minha reação ao telefone ela reforçava o seu conceito que tinha dele.
Michael Jackson era estranho, maluco e gay.

— Tá brincando. O rei do pop? É deste Michael Jackson que fala? Vai ter um filho dele? Lucas falou abismado com a comprovação nos meus olhos.

— Não venha você me dizer que ele também é maluco e gay! Não pareço grávida de um vento gay! E se falar que fiz inseminação artificial eu lhe arrebento Lucas. Eu disse me levantando rápido e o fulminando com os olhos.

— Mas é claro que não! Não acredito nem um pouco na mídia difamadora. Aquilo lá é só para vender noticias. Sei como funciona. E sei que ele não é nada do que dizem. Quando trabalhei de modelo para uma agencia alguns anos atrás conheci uma modelo que saiu com ele. E ela disse que ele é uma loucura na cama. Mas ela não podia dizer nada a ninguém por que ele é cheio de manias e contratos com multas milhonárias. O cara é esperto. Lucas falou se sentando e me fazendo sentir um ciúme não sei de onde ali.

— Modelo hei! Eu falei me contendo agora.

Eu não acreditava! Eu estava com ciúmes dele? Não! Só me faltava estar amando aquele alucinado. Se fosse isso eu estava perdida mesmo. Mas não. Creio que não. Aquilo só eram desejos mesmo. Afinal a modelo não mentia. Mas que tarado safado!

— Mas como se envolveu com ele? Você não tem contrato com ele sobre esse bebe Miranda? Lucas falou espantado com seus pensamentos.

— Não seu idiota. Isso foi um acidente. Quer dizer meu bebe não foi um acidente. É que nos conhecemos em um acidente. Há quer saber. Não interessa. Não quero falar nisso agora. Eu falei já me estressando e mostrando que aquele assunto me aborrecia.

— Okay. Não vou perguntar. Ele falou parecendo ver que avia ainda mais mistérios na vida do rei do pop.

— Mas agora que todos aqui sabemos quem é o pai do bebe. Como faremos? A minha mãe falou me trazendo dos meus pensamentos.

— Não sei. Só vamos aguardar. Sei que ele vai bater daqui a dois dias nesta porta parecendo o rei que foi destronado. Ou um leão furioso que roubaram sua cria. Então até lá vou aproveitar o que posso. Eu disse respirando fundo e me dirigindo a cozinha.

Eu notei eles resmungarem algo e logo vieram atrás de mim. Eu seguiria em frente. E notei mais uma vez que Michael se importava mais com seu filho do que pude-se realmente gostar de mim.
A ilusão que ele me ama-se se esvaia por entre os dedos cada vez que ele se referia só a seu filho. Então enquanto o mega star não chegava eu iria me divertir enquanto podia.

Em um aeroporto disfarçado…..

— Não acredito nisso. Só com estes dois? Ficou louco homem? Se somos descobertos aqui vamos virar pó. John falou olhando para os lados aflito.

— Não estaríamos nesta situação se tivessem feito o que mandei. Como podem perder uma mulher grávida e sem dinheiro? Não acredito nisso! Michael falava enquanto encaminhava para o jato particular.

— Veja só quem fala. De quem é a mulher grávida. Eu sempre disse que esta garota é maluca igual a você. Quem mandou ficar abobalhado por ela? Agora agüente senhor eu mando em tudo. John falou a passos largos em direção ao jato.

Michael revirou os olhos por detrás dos óculos escuros e apertou mais o sobretudo e o boné para não ser reconhecido.

— Quando chegar naquele país infeliz ela me paga. E quero saber quem é este tal de Lucas de perto. Não gostei da voz dele para com ela. Michael resmungava para ele mesmo em voz alta.

— De que Lucas se refere? John falou olhando as expressões de raiva de Michael enquanto entravam no jato.

— Alguém que pelo visto não deveria esta lá. Se tocar no que é meu eu mesmo acabo com ele. Michael falou passando a porta e indo em direção a sua poltrona.

Os comissários os cumprimentaram e foram guardando as bagagens no lugar. E com John só o analisando.

— Michael. Por um acaso não está apaixonado por aquela desequilibrada está? John pareceu temer suas reações agora quando Michael o fulminou com os olhos.

— Está louco? Alguém de cabeça sã iria amar alguém feito aquela mal educada, maluca e sem noção do perigo? Ela me desafia todo instante. Ela é mal educada e arrogante. Pensa que pode com tudo e é invenssível. Com eu poderia amar alguém assim? Michael gritou na poltrona na face de seu amigo.

— Humm… Talvez é por que ela lhe faça lembrar alguém que conhecemos. John falou se encostando na poltrona e vendo o avião taxiar.

— Não seja estúpido. Eu não a amo. Só estou possesso por ela ter saído quando mandei ficar em repouso e quieta com meu filho em sua barriga. Ela me deve isso. É meu filho que aquela mal caráter carrega. Michael falou se afundando em sua poltrona.

John observou seu amigo mais um pouco. Quando será que ele iria cair em si? Ele amava aquela maluca e prepotente com desespero. E tinha certeza que quando despertasse para isso seria o seu mais novo delírio.

— Okay. Já que vamos até lá buscar seu filho. Me diga com faremos? Ela está na casa de seus pais. E não queremos chamar a atenção da mídia. Devemos entrar e sair daquele país as escondidas como já fizemos de outras vezes. John falou vendo o avião levantar vôo.

— Sim. Por isso mandei reservar um hotel próximo da onde me disse que ela está. Vamos nos hospedar disfarçados. Vamos até lá a pegamos e voltamos em seguida. Não quero me demorar mais que o necessário. Michael falou vendo as nuvens passar pela janela e ficou pensativo.

— É se ela não quiser voltar? Pelo que sei a garota é geniosa. E você não a ama para poder fazer ela mudar de idéia assim sem brigas. John falou contendo o riso diante dos olhos perdidos do amigo.

— Farei o que for preciso para trazer o meu filho de lá. Nem que tenha que arrastá-la nos ombros. Michael falou sem olhar para o amigo a sua frente.

— Humm sei…. Mas me diga uma coisa. Como fará quando esta criança nascer já que só quer ele e não a mãe? John falou se afastando um pouco.

Conhecia o amigo, mas ele estava confuso com seus sentimentos até acordar para o óbvio.

— Um dia de cada vez John. Vamos primeiro trazer ela de volta com meu filho. Depois vemos como fazemos. Creio que um contrato e um bom dinheiro seja o suficiente. Michael falou com a voz amarga.

Pois a voz do tal Lucas não saia de sua mente. E um ciúmes o corroia. E ele não queria admitir.

— Sabe o que ela vai fazer com essa proposta se o fizer, não sabe? Creio que não gostará de engolir os dólares que ela vai lhe enfiar a garganta a baixo. John falou vendo que se fosse esse o rumo das coisas teria uma guerra em tribunais e mais escândalos naquela altura da vida.

— Me deixe pensar. Miranda é diferente, admito. Mas tudo se dá um jeito. Michael falou virando para John e depois voltou encarar a janela do avião.

John não disse mais nada e só ficou vendo até quando aquele cabo de guerra dento de seu amigo se ia.
Ele amava aquela mulher e nem sabia o quanto. Quem sabe este tal Lucas que ele pareceu odiar, possa dar uma mãozinha naqueles dois turrões.

De volta a casa no Brasil…..

— Me deixe carregar isso para você. Creio que na casa da celebridade lá você não ergue uma palha. Lucas falou carregando a minha mala para o quarto.

— Não. Mas as escadas sãos maiores. E o corredor mais longo. Michael vive brigando comigo para ter mais atenção nos degraus. Eu falei indo do seu lado para o meu quarto.

— Aquilo é enorme pelo que vi nas revistas. E que jardins. Sei que ama jardins e a animais. Deve ficar feliz lá. Lucas falou abrindo a porta do meu antigo quarto.

— Sim. Os jardins são magníficos. E tenho o Max. Um belo labrador adestrado. Ele ficou na mansão com as crianças. Eu falei sentindo uma enorme saudade de Max e das crianças.

— Mas não fique com esta carinha. Logo seu astro pop vai estar aqui aos berros e voltará para sua nova vida. Lucas falou colocando a mala em cima da minha cama.

— Não sinto vontade de voltar. Sinto falta de Max e das crianças. Mas não amo o mundo dele. Não desejo aquilo que ele ostenta e é. Só quero ver quando meu filho nascer. Aquilo vai ser um campo de guerra. Eu falei me sentando na beirada da minha cama aborrecida.

— Não precisa voltar se não quiser. Ele é o pai. Mas você é a mãe. Tem tanto direito quanto ele nesta criança. Se não o ama. Não precisa fazer o que ele quer. E quando ele chegar. Mostraremos que não o quer aqui. Que aqui não é o lugar dele com você não é no dele. Lucas falou tocando a minha mão com carinho.

Eu sorri diante da suas palavras, mas não entendia o que sentia. Eu queria Michael e ao mesmo tempo não o queria. Eu o desejava como nunca, mas o detestava as vezes.
Um conflito era erguido em meu coração e uma guerra era travada com uma grande batalha. Nem Terry teve este poder de me dilacerar os pensamentos e meu coração.

— Mas enquanto ele não vem. Desejo ver minha cidade e ver as minhas coisas que deixei. Eu disse tentando quebrar aquele clima que se formava.

— Há! Então vou terminar rápido a pintura daquele beiral e vamos nos divertir. Assim quem sabe a tia Ana Vaz aquela torta de morangos que sei que tanto ama. Ele falou me dando um beijo na face e levantou sorrindo.

— Nossa! Ainda se lembra? Eu disse sorrindo surpresa e sentindo o meu bebe mexer de volta.

— Mas é claro! Ainda me lembro de muitas coisas Miranda perversa. Deveria fazer aquelas trancinhas de volta. Eu as achava sexy. Vou avisar a tia Ana que você logo descera para o lanche. Tenho certeza que ela faz bolinho só pelo cheiro. Ele falou sorrindo e saindo em direção ao corredor.

Eu sorri com aquilo. Voltar ao lar nem que seja por poucos dias era rejuvenecedor. E ver um maluco de um primo que a muito tempo não via era enlouquecedor.

Mas o que me aguardava seria uma série de acontecimentos que jamais pensei em presenciar. E teria certeza que o mundo não saberia deste lado humano de seu mega star.

E fora que teria que convencer aos dois ali que Michael Jackson não era aquele monstro que todos diziam e que eles pareciam ter visto.

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