22. CAP.

Eu não consegui pregar mais os olhos. E sentia o bebe se agitar dentro de mim. Acariciei a minha barriga e peguei meu celular que tinha colocado umas musicas mais calmas de Michael que sabia que o bebe gostava de ouvir.
Antes de todos se levantar chamei um taxi e desci discretamente com uma pequena mala. Não conseguia carregar muita coisa e nem precisaria, tentaria estar de volta antes de Michael voltar. 
Ou aquilo seria um inferno.
Quando terminei de descer os últimos degraus bem devagarinho quase morro de susto ao encontrar o pequeno saindo do corredor da cozinha.

— Aonde vai? Vai embora? Blanket me falou espantado com um copo numa mão e na outra seu brinquedo.

— Há! Quer me matar de susto! Assim seu irmão nasce antes do tempo. Falei quase caindo sentada e com a mão no peito.

— Aonde vai com essa mala? Vai se encontrar com o papai? Ele quer que eu vá junto? Ele falou parecendo querer sorrir com seus pensamentos.

Michael fazia muita falta a seus filhos e sem querer admitir para mim também.

— Não meu amor. Eu não vou se encontrar com seu pai. Eu preciso ir ver minha mãe. Eu vou até ela, mas logo volto. Eu disse me recobrando do susto e ficando de joelho para ficar na sua altura.

— Mas o papai não vai gostar. Ele não gosta quando desobedecemos. E ele disse que preciso tomar conta de você e do meu irmão. O menino falou parecendo contrariado.

E nisso ele era seu pai escrito. Vejam só! Uma pequena cópia de Michael Jackson! Será que o meu também seria assim?

— Bom querido, vamos fazer assim. Eu preciso ir ver minha mãe no Brasil. Isso é inevitável. Mas prometo voltar antes de seu pai voltar. Assim ele não vai brigar nem comigo e nem com você. O que me diz? Eu falei em um tom conspiratório.

O menino pareceu pensar e me analisou com seus olhos negros iguais ao pai. E senti uma saudade me invadir meu peio. Não queria admitir, mas Michael em fazia falta.

— Humm… Okay. Mas volte logo. O papai vai descobrir logo. Ele sempre descobre quando aprontamos. O menino falou me fazendo ver que o meu sumiço seria notado logo.

— Okay meu pequeno comparsa. Me deixe pelo menos pegar o vôo. Não quero Roger e nem John atrás de mim feitos loucos. Seria constrangedor ser arrastada em pleno aeroporto por seguranças. Eu disse meio que sorrindo e notei ele sorrir também com a mão na boca diante da sema que imaginávamos do escândalo.

— É verdade. Tio John arrancaria os cabelos. Por isso. Se você sumir o papai vai ficar maluco. Ele ama você. O menino falou me fazendo se espantar com aquilo.

— Por que diz isso? Só por que ele diz que ama todo instante? É uma mania dele de dizer que ama a todos. Eu falei tentando mostrar ao menino que seu pai tinha disso.

— Eu sei. Mas quando ele diz que ama você seus olhos brilham de um modo diferente. Ele falou tomando um gole do suco em seu copo.

O meu coração se expandiu de um modo diferente. Eu que tinha jurado para mim mesma que jamais sentiria algo igual de volta, estava eu ali com uma esperança do tamanho do mundo que as palavras daquela criança em minha frente fossem reais. 
Mas até que ponta a minha esperança me levariam. Eu não queria sofre de volta. E Michael era algo sul real para mim.

— Eu amo ele também querido. Mas vamos manter isso como nosso segredo okay. Agora tenho que ir. Eu disse dando um beijo nele e me erguendo.

— Tá bom. Mas o Max vai ficar não vai? Ele falou com esperança nos olhos.

— Sim. Cuide dele para mim. E não de muitos biscoitos. Ele tá ficando meio gordinho. Eu disse pegando a minha mala e dando mais um beijo em sua face.

— Okay. Volte logo. Eu ti amo. Ele falou abraçando a minha cintura e derramando um pouco de suco.

— Também te amo. Eu disse abraçando ele mais um pouco e saindo antes que alguém me vise.

Passei rápido pelos corredores e sair as presas pela porta do holl. Segui em frente sem olhar para os seguranças que começavam a sua ronda. 
Fui direto ao portão principal e notei que o motorista do taxi falava com o segurança do portão e fui até eles.

— Já disse senhor. Não tive ordens de chamar um taxi. Deve ser engano. O segurança falava por entre as grades.

— Como não! Eu recebi da central dizendo que precisavam de um taxi neste endereço. O taxista falou mostrando o papal ao segurança.

— Já disse que não chamamos ninguém. O segurança falou mais rispidamente.

— O taxi é meu. Eu disse com os pulmões quase para fora quando parei diante deles.

— Mas senhora. Não recebi nenhum comunicado do Roger. O segurança falou parecendo intrigado.

— O Roger não é meu segurança. E sim do seu patrão. E abra este portão que já estou atrasada. Eu falei já me irritando com ele.

Mas meu coração se apertava. Se ele revolvesse ligar para se certificar, meus planos tinham ido por água abaixo. O fofoqueiro iria ligar para o Michael e ele jamais me deixaria ir.

— O que está esperando? Vai ficar parado ai me olhando? Se eu chegar atrasada Michael ficará furioso com você. Eu disse empinando o meu nariz e falando feito aquelas dondocas metidas.

— Okay senhora. O segurança falou depois de me analisar rapidamente e abriu o portão para eu sair.

O motorista veio prontamente pegar a mala e abrir a porta para eu entrar.

— Para onde senhora? O motorista falou me olhando no espelho.

— Para o aeroporto e rápido. Eu disse com meu coração na boca por que notei o segurança ainda me olhar intrigado. 

E rezei que conseguisse pegar o vôo e partir antes que eles notassem a minha falta.

Mas por ironia do destino eu havia conseguido. Passei por aquela burocracia no embarque e sentei um pouco alivia na poltrona. 
O meu coração batia acelerado em meu peito me meu filho se mexia muito.

— Só mais um pouquinho meu amor. Já estamos conseguindo. Isso se seu pai maluco não parar isso aqui em pleno vôo do jeito que é. Eu disse baixinho, mas notei a senhora do meu lado me olhar por entre os seus óculos de grau.

Eu estava discreta e como diz Michael, usava um disfarce. Não que eu fosse uma celebridade. Mas minha cara já tinha saído em alguns jornais e revistas do país. Então eu me sentia apreensiva ainda mais.
Uma por minha maluquice de fuga. Coisa que era isso que Michael alegaria e gritaria aos montes. E outra por voltar ao meu lar e poder ver minha mãe depois de tanto tempo.
Mas só me senti segura mesmo quando o avião levantou vôo e o trem de pouso foi recolhido.
Estar grávida em um vôo internacional já era complicado. No embarque uma mulher grávida e sozinha era um saco. Sorte que Alex avia me dado uma liberação de um vôo quando fomos ver algo com Michael e as crianças no Texas. Então aquilo ainda me beneficiava.
A viagem foi longa e estressante. Por mais que tomei os remédios de enjôo a coisa complicou quando estávamos prestes a aterrissar.

— De quantos meses está meu bem? Uma senhora muito doce me falou vendo eu voltar mais suam vez do banheiro branca feito papel.

— Cinco senhora. Eu falei me jogando na poltrona. 

— Nossa! Já! Se não fosse você levantar diversa vezes para ir vomitar eu nem teria notado. Ela falou arrumando uma madeixa do meu cabelo que insistia cair no meu rosto.

— É. Ele não é muito grande mesmo. E eu sou um toco de gente. Falei meio que me esforçando para sorrir.

— Mas será perfeito. E não se deixe enganar pelo tamanho da barriga. Eles as vezes enganam. Não tomou nada para enjôo? E está sozinha querida? Cadê o pai? Ela falou me vendo tentar me recompor ali sentada.

Eu me lembrei de Michael e senti uma saudade mais intensa e me lembrei do que o menino avia me dito. “Papai lhe ama”. E sorri diante dos meus pensamentos.

— O pai dele está trabalhando. Ele é um homem muito ocupado. Eu estou indo ver a minha mãe. Eu disse tentado desviar o assunto.

Se ela soubesse que o pai do meu filho era nada menos que Michael Jackson eu não saberia qual seria a sua reação. Michael tinha o dom de causar diversas reações nas pessoas.

— Há! Eu também estou indo ver minha família. Vou ver minha filha. Ela também está grávida, mas ela está para ganhar o seu bebe. É uma linda menininha. E o seu o que é? Ela falou vendo as luzes acender da cabine.

— Que bom. O meu eu não seio não. Eu quero a surpresa do momento. E creio que o pai também. Afinal ele não disse nada sobre isso. Eu falei afivelando o cinto e vendo o enjôo voltar e me contive.

— Creio que é o melhor. A surpresa é bem vinda para os pais. Apesar de que não se importa com o que venha. Tanto que venha com saúde e amor. A criação é bem vinda. Ela falou imitando os meus gestos.

Eu só sorri para ela e me segurei com tudo na poltrona. Pois conforme o avião fazia a aterrissagem a vontade de vomitar vinha junto.
Eu mal conseguia respirar. E quase sai correndo do avião para ir direto para o banheiro e lá fiquei até consegui me sustentar as pernas.
Peguei a minha bagagem e notei o meu celular gritar feito um desesperado.
Quando olho nos visor várias chamadas da casa do astro e de John. Conforme eu seguia a agenda das chamadas eu percebia que logo, logo Michael estaria aos berros no telefone.
Não tinha avisado a minha mãe para não deixar ela preocupada. Eu queria fazer uma surpresa, mas não contava que teria uma também.
Peguei as malas um taxi e fui direto para a casa que a muito tempo tinha deixado para trás. Conforme seguia as ruas da cidade pelo vidro do carro, a saudade e os devaneios daquela cidade que me viu crescer me vieram a mente.

— É americana senhora? Veio a passeio ou a negócios? O motorista falou tentando puxar conversa.

— Não. Sou brasileira mesmo. Só vivo a muito tempo lá fora. Vim ver meus pais. Eu disse vendo ele me olhar pelo espelho.

— É. Eu notei seus traços. É muito bonita para uma gringa. Tem traços marcantes. Apesar do sotaque ser forte. Ele falou dirigindo e me olhando as vezes.

— Obrigada. Sei do que fala. Por mais que vivamos longe e falemos a outra língua todo instante as origens permanecem. Apesar que o falar fica bem esquisito. Eu falei me lembrando que para eles e Michael meu modo de falar era intrigante.

— Eu sei. Apesar que para algumas pessoas o idioma não faz diferenças. Trabalho muito tempo no aeroporto. Já falei com pessoas de todo mundo. E o idioma não é o limite para ninguém. Nunca sai para fora do meu país. Mas amo todos os idiomas. Aprendemos muitos com eles. Quando se tem amor e paz no coração se entende de tudo. Ele falou já dobrando a rua da casa dos meus pais.

Eu sorri diante de sua resposta e notei que sentia falta do calor humano deste pais.

— Sim. Creio que conheço alguém que amaria saber disso. Eu falei me lembrando de Michael.

— Chegamos senhora. Ele falou parando diante do endereço dado.

Eu abri a janela e olhei a minha antiga casa por alguns minutos e pude voltar ao meu passado em questão de segundos.

— Obrigada. Eu disse pagando o motorista e vendo ele abrir a porta para mim e pegar as minhas malas.

— Tenha um bom passeio senhora. Ele falou vendo que eu estava grávida agora com o vento que ajustou o meu vestido na frente.

— Bom trabalho também. Eu disse vendo ele entrar no carro e partir.

Naquilo em virei e fiquei olhando a casa do portão. Sorri diante das flores no jardim e do perfume que sempre amei delas. 
Das janelas brancas e altas e da varanda que sempre amei ficar olhando a rua nas noites de verão. 
E meu coração acelerou diante daquilo e senti meu filho se mexer com mais força e toquei a minha barriga com carinho.

— Vamos meu filho. Vamos conhecer os seus avós. Eu disse pegando a minha mala do chão e abrindo o portão devagar.

Mas naquilo surge alguém que me era familiar. E não acreditei no que via.

— Não acredito é você? Lucas! Eu falei espantada com ele.

— Miranda! O homem de macacão jeans e camiseta e todo sujo de tinta falou me olhando surpreso.

Eu não acreditava no que estava a minha frente. Quando o vi pela ultima vez ele era apenas um menino sardento de olhos azuis profundos e que teimava puxar as minhas trancinhas e me chamar de Miranda a perversa.
E agora estava ali um homem todo musculoso que arrancaria suspiros de qualquer mulher sã da cabeça.

— O que faz aqui Lucas todo sujo de tinta? Pelo que me disseram tinha ido trabalhar de modelo. Eu falei vendo ele vir em minha direção todo feliz.

— E você pelo que sabia morava nos USA. O que aconteceu? Cansou de suco de laranja e fast foold do tio San? Lucas falou me abraçando apertado.

Eu sorri com seu carinho e me senti em casa naquela hora.

— Não. Só vim ver os meus pais. A muito tempo precisava vir. Então estou aqui. Eu disse vendo ele me afastar dos seus braços fortes e me olhar nos olhos.

— Humm… E pelo que vejo não está sozinha aqui. Cadê o maridão. Ele falou notando a minha pequena barriga.

E um frio percorreu o meu corpo. Que saco! Só perguntavam isso agora? Será que uma mulher não poderia viajar sozinha sem carregar o pai a tira color? E nem marido ele era meu!
Já imaginou Michael aqui? Seria uma loucura. Apesar que eu amaria que ele viesse e me tomasse em seus braços, depois que me brigasse um monte é claro. 
E um desejo de amá-lo em meu pequeno quarto me surgiu aos olhos.

— Vim sozinha. Só eu e meu bebe. O pai dele está viajando a trabalho. Então eu vim por poucos dias. Tenho que voltar logo. Eu disse chaqüalhando as visões insanas que me vinham a mente quando pensava em Michael.

— Humm….. Sei. Conheço isso. Mas vamos entrar. A tia Ana está na cozinha. Ele falou pegando a minha mala e entrando do meu lado falando sem parar.

Quando adentrei naquela casa era como se o passado voltasse em disparada e podia até ver e ouvir os meus risos e correria vindos do alto da escada. 
Lucas colocou a mala do lado e pegou a minha mão e puxou indo em direção a cozinha.

— Venha! Ela vai amar em lhe ver. A dias ela só fala em você. Ele disse com um sorriso de tirar o fôlego.

Eu sorri para ele e fui a passos largos. Quando entramos na porta da cozinha eu a vi virada para o fogão com seu belo avental colorido.

— Tia Ana. Olhe quem chegou. Lucas falou me abraçando e todo sorridente.

Eu a vi se virar de vagar e notei em seu rosto já cansado pela idade um sorriso brotar nos seus lábios e uma lágrima querer surgir de seus olhos mais azuis que os meus.
Ela tampou a boca com as mãos para abafar um grito de felicidade e abriu os braços para me acolher logo em seguida.

— Você veio minha criança. E está tão linda. Ela falou já contendo as lágrimas que insistiam em surgir.

Eu corri para ela e a abracei com força. Seu cheiro ainda era o mesmo. Um perfume de essências de flores que sempre amei. Seus cabelos sedosos e encaracolados ainda se mantinham presos em um belo penteado. Ela sempre amou as suas madeixas.

— Como você está linda meu amor. Mas está magra também. Aquilo lá não lhe da de comer? Não tem comida naquela casa? Apesar que pela magreza dele creio que nem comem. Ela falou me afastando dos seus braços em me olhando inteira.

— Mãe! Eu estou bem. Sempre fui magra. Sabe disso. E ele sempre me tratou bem. Nem imagina a briga que é naquela casa para eu comer. Eu falei temendo que ela disse o nome de Michael.

Eu já tinha pedido segredo a ela, e agora com Lucas ali eu não sabia o que fazer.

— Sei. Tem razão em dizer que parece uma cobra que engoliu um ovo. Coitado desta criança com pais desnaturados desta forma. Mas já que está aqui. Vai comer comida de verdade. Não quero o meu neto magricelo como os pais. Ela falou já me puxando para a mesa toda feliz.

Eu revirei os olhos diante de suas preocupações e já imaginado o que ela me obrigaria comer. 
Se Michael vise aquilo, ele enfartaria naquele instante. E pude ver um sorriso sínico de Lucas a nos olhar. 
Ele sabia como minha mãe era e notei que ela teria ajuda em sua tentativa de me fortalecer.
Mas naquilo escutei o meu celular gritar alto e relutei em atende-lo, mas quando olhei reconheci o numero de Michael. 
Pronto. Ele já sabia de minha saída. 
A coisa iria esquentar. E eu nem tinha chegado!

Advertisements