10. CAP….

Pela primeira vez depois de muito tempo não conseguia pregar os olhos. Me debatendo de um lado para o outro naquela imensa cama e sozinha eu maquinava algo para poder sair dali.
Cruzei os braços atrás da minha cabeça e fiquei olhando aquele teto tão luxuoso.
Os pensamentos vinham como onda em minha mente.
Eu sabia que o que o astro metido fazia era um ato de ele evitar mais um escândalo suposto na mídia a sua imagem.
Se ausentar de alguma culpa com relação a mim e a mais obvia de todos. Me torturar para me mostrar que ele era o máximo todo poderoso.
Ta certo que o que tentei fazer com ele esta noite foi um tremendo golpe baixo.
Eu juraria que ele quase estava caindo. Mas ele deveria ser gay mesmo. Ou ele me odiava ao máximo a minha presença.
Por que feia creio que eu não era. Até notei uma certa admiração pelas meus seios e bumbum! O que será que deu errado?

Mas os efeitos dos remédios me venceram e adormeci com aqueles pensamentos.
O dia mal avia levantado e escuto risadas pelo corredor. O que será aquilo?
Me levantei tomei um banho me troquei e dei de cara com ele já me esperando sentado naquela miserável poltrona de pernas cruzadas e com as gases e curativos na sua mão com um olhar sério para mim.

— Por que já não me espanto mais com você? E depois fala de mim sobre bons modos. O que aconteceu em bater na porta antes? Eu disse colocando as escovas na cômoda e indo me deitar na cama de brusso com o bumbum para cima.

— Bom dia para você também. Não vou perder meu tempo lhe respondendo o óbvio. Se ficar quietinha vamos acabar com isso logo. Ele falou se limitando e vindo em minha direção.

Eu o observei fazer o seu trabalho, ele parecia se concentrar no que fazia, mas eu vi seus olhos estalarem mais uma vez quando levantou o meu vestido para trocar o meu curativo.

Eu via seus olhos e sua mão parecer suaves enquanto trabalhava em mim. Eu sentia que ele mudava suas expressões conforme segurava as vezes a minha perna e meu bumbum para poder se sustentar em passar o algodão.
Os pontos já não doíam tanto quando ele era mais carinhos em algumas partes e notei que ele se continha quando de propósito eu me mexia de uma certa forma sexy.
Não compreendia o seu comportamento. Ele parecia me odiar, mas me desejar ao mesmo tempo. Realmente o rei do pop era esquisito.

— Pronto. Já terminei. Creio que só mais um pouco e estará sarado. Se você se comportar direito, o nosso convívio irá terminar logo. Ele falou se levantando de cima da cama aonde se encontrava de joelhos e indo guardar as coisas na cômoda.

— Fico feliz em ouvir isso. Assim todos voltamos ao normal. Eu vou para minha casa e vivo a minha vida. E você volta a sua excentricidade maluca. Eu disse me levantando de vagar e me ajeitando.

Ele me encarou com frieza e notei seus olhos fixo em mim.

— É isso que pensa que sou? Um maluco excêntrico que mantem todos afastados e longe por que quer? Que sou e faço aquilo que a mídia insiste em dizer? Não sabe nada sobre mim. Não sabe o que já passei na minha vida. Sou perfeccionista. Sim. Em meu trabalho. Pois amo o que faço. Sou tímido e receoso com as pessoas. Sim. Por que não imagina o que elas são capazes de fazer só para tira de você o que você tem ou o que você é. Não me isolo do mundo por que quero. É por que sou obrigado. As pessoas ferem e machucam por prazer. Elas não sabem mais o que é amor. Acha que é fácil ser Michael Jackson? Pois saiba que não é! Então não me julgue garota. Ele falou fechando a gaveta da cômoda com força e indo em direção a porta do quarto para sair.

— Me desculpe. Não o julguei. Eu disse me sentindo mal com o que tinha dito.

Pois notei uma lágrima cair discretamente de seus olhos.

— Não se preocupe. Não é a primeira a fazer isso. Já estou acostumado. O mundo já faz isso a anos. Insistem em dizer o que não sou. Mas não adianta eu gritar e tentar mostrar ao contrario. Ninguém me escuta. Então só tento sobreviver da melhor maneira que sei. O astro falou me encarando com um olhar triste e saiu porta fora.

Eu fiquei ali me sentindo um monstro com as palavras dele. Eu fiz algo que não gostava. Tachar alguém. Eu naquele instante não era diferente dos outros que já o julgaram e condenaram por não saber ou não entender seus atos.
Condenar era mais fácil do que tentar compreender os motivos e ver a verdade dele.
A manhã passou rapidamente, eu fiz as refeições no quarto por não querer me misturar com ele ou sua família.
Sentia um certa vergonha diante dos meus atos naquele jardim. E pude ver nos olhos daquelas crianças que eu não fazia parte do seu mundo.
Então me limitar ali naquele quarto era bom para mim e para eles.
Mas enquanto estava vendo com Max mais um dia se ir, vejo o meu celular tocar insistentemente. E notei que era a minha mãe e uma dor me veio a mente. O aniversário dela.

— Olá mamãe! Que bom que me ligou eu ia mesmo lhe ligar. Eu…. Eu parei de falar quando notei ela falar sem parar do outro lado e tinha certeza que ela nem tinha me escutado.

— Miranda Morgan. O que faz que não atende as suas ligações. Eu a dois dias tento lhe ligar mocinha. O que pensa que está fazendo me mando isso aqui? Ela falou me repreendendo e eu não sabia o por que.

— Mamãe. Do que está falando? Eu disse não me lembrando de ter lhe mandado nada.

Nem o presente de seu aniversário eu tinha mandado por que não sabia aonde tinha parado. Será que era o dinheiro que lhe enviei a semana passada antes disto tudo acontecer? Mas ela nunca reclamava!

— Deste caríssimo casaco. De onde tirou dinheiro para isso dona Miranda? Já lhe disse que o que manda para mim todo mês é mais que suficiente. O que anda fazendo para tal coisa? Espero que não seja nada depravado. Já não chega aquele infeliz do Terry que foi um escândalo só. Ela continuava falando de algo que eu não entendia.

— Mamãe. Por favor. Seja mais clara. E não misture as coisas. Eu disse me sentando na cama sem entender nada agora.

Eu notei a minha mãe parecer respirar fundo e pareceu procurar as palavras agora.

— Sei que parece ingratidão da minha parte minha filha. Mas, não precisava me mandar presente tão caro de aniversário. Sabe que a sua felicidade é o que mais me importa. Ainda não aceito esta sua ida sozinha para este país. Mas respeito a sua vontade durante todos estes anos. Para mim estaria aqui perto de nós casada e com netos que sinto tanta vontade de ter. Mas afinal. Obrigada pelo presente. Eu sabia que não esqueceria. Ela falou depois do sermão toda feliz.

Eu vasculhei a mente para ter uma resposta coerente com o que ela me dizia. E só uma resposta me chegava a mente. O astro prepotente.

— Que bom que gostou mamãe. Feliz aniversário. Eu disse não querendo me estender, pois não tinha certeza que tipo de casaco ele avia mandado.

Mas pelo que notei, ela amou. Quem diria! Aquele ser humano maldoso e metido a mandão. Enfim tinha coração.
Eu me despedi da minha mãe com mais alguns sermões e altas recomendações por não ter atendido a sua ligação e nem ter explicações pelo caro presente. Mas eu sabia que se eu disse-se a verdade eu sabia que ela jamais acreditaria.
Agora compreendia o que o astro tentava me dizer as vezes. Por mais que digamos a verdade. Poucos vão acreditar naquele mundo em que ele vive.
Quando mal desliguei o telefone escuto batidas de leve em minha porta e me levantei devagar para poder ver quem era.

— Olá Mira. Nós iremos assistir um filme na sala de cinema. Não quer vir conosco? Creio que vai gostar. Pode trazer o Max. O garotinho de olhos expressivos falou me olhando atento.

— Creio que não meu querido. Prefiro ficar aqui. O seu pai e eu não nos damos muito bem. Eu disse o olhando com carinho.

Ele era mesmo parecido com seu pai. Tomara que fosse menos turrão do que ele.

— Mas foi o papai que pediu que viesse chamar você! Ele disse que você iria gostar do filme. Diz que é sua cara. Ele falou em olhando com atenção.

Eu levantei uma de minhas sobrancelhas e fiquei curiosa.

— Que filme iram assistir? Eu disse com uma curiosidade em saber por que o astro groso tinha dito aquilo.

— Piratas do Caribe. O menino disse todo feliz.

— Há! Mas por que seu pai disse que é a minha cara? Eu me abaixei e falei mais que curiosa.

O que será que aquele lunático tinha dito a seus filhos?

— Ele disse que se parece com a atriz. Que é muito bonita, mas maluca e alucinada. Ele falou parecendo intrigado com o que dizia.

— Há! Ele disse isso? Que miserável! Então vamos ver o meu filme. Vamos Max. Eu falei me endireitando e chamando Max que veio rapidamente.

Peguei a criança pela mão e desci as escadas devagar acompanhada por Max. Aqueles infelizes pontos começavam a repuxar e doer conforme eu me mexia, mas estavam cicatrizando como o esperado. Devagar, mas tava indo.
Quando chegamos na tal sala de cinema me surpreendi. Era como entrar em um mine cinema mesmo. Poltronas todas um do lado do outro e uma imensa tela de projeção.
Eu notei os olhares do astro me reprovando pelas minhas vetes e por Max. Mas não me disse nada.
Fez um gesto para nos sentamos do seu lado e fiz cara de quem disse- cale a boca.
O filme começou e nossa atenção foi voltada para o espetáculo.
Conforme o filme se ia as reações eram as mais diversas. De risos gritos e aplausos eram os quem mais saiam. Mas notei que numa cena mais ousada do filme o astro me olhava com olhares furtivos.
Mas eu fingia que não via e falava com a menina que estava do meu lado e éramos repreendidas por ele.
Eu as vezes me segurava para não dize o que pensava de sua autoridade ali. Mas diante dos seus filhos e lembranças do jardim. Me limitava.
O filme terminou e fomos alegres comentando. O ocorrido. Até rimos do menor que quando os piratas gritaram fogo. Ele se levantou ergueu a mão dele para cimas e gritou fogo junto com o filme.
Quando todos se recolhemos dei boa noite a todos e fomos cada um para o seu quarto. Eu não queria briga. Então, deixei ele trocar o curativo na paz e ele seguiu a seu quarto.
Mas mais uma vez a insônia me pegou. Eu rolava na cama de um lado para o outro. Eu precisava agradecer o gesto de mandar o presente a minha mãe. E saber como ele avia descoberto o endereço dela no Brasil.
Sai pela porta e fui em direção ao quarto do astro que ficava no final do corredor.
Bati de leve na porta e esperei ele falar alguma cosia. Pelo que sabia ele não dormia cedo e não tinha abito de atender os outros ali.
Mas eu precisava agradecer. Enfim eu não era a tal mal educada que ele tinha dito.

— Hey! Michael! Está dormindo? Eu preciso falar com você um minuto. Eu sussurrei na porta fechada.

Mas o silencio se fazia presente.

— Hey! O rei do pop. Posso entrar? Eu falei notando que a porta só estava encostada.

E uma curiosidade desgraçada me invadiu. Se eu fosse prudente eu sairia dali e voltaria ao meu quarto. Mas infelizmente a sanidade e a prudência saíram correndo agora me deixando ali parada para cometer a minha maior loucura.

— Eu estou entrando. Disse baixinho ainda.

Eu abri a porta de vagar e fui adentrando naquele quarto imenso. Só uma luz fraca na parede ao fundo estava acesa e notei que ele dormia.

Não sei por que loucura do mundo, não voltei para trás. Mas sua figura adormecida era irressistivel. Ele parecia um anjo adormecido ali naquela cama.

Me aproximei devagar e contemplei seu corpo deitado despojado naquela imensa cama. Ele não parecia aquela figura estranha e arrogante agora.
Um ar mais que sexy ele transmitia, e se fosse em outros tempos e quem sabe em outro lugar. Até poderia o amar.
Mas quando me aproximei mais um pouco para sentir seu perfume inebriante notei ele se mexer e fiquei imóvel.
Se ele me pegasse ali o escândalo seria feito. Mas escutei sussurros vindo dos seus lábios e notei que ele sonhava.

— Háaaa…. Mais, mais. Assim garota. Ai mesmo. Háaaaaaaaaaaaa…. Ele gemia como se estive amando alguém.

— há que sem vergonha! Eu disse quase inaudível quando cheguei mais perto dele e notei que o seu membro estava mais que saliente debaixo do fino lençol.

— Mais Miranda mais. Assim continue… haaaaaaaaa. Ele falou mordendo os lábios com os olhos fechados e me levantei mais que assustada.

— Não acredito! Que tarado pervertido? O sem vergonha ainda sonha comigo? E pelos seus gestos até imagino o que faço nele. Eu falei um pouco mais que um sussurro e me deu uma vontade enorme de bater nele ali mesmo dormindo.

Mas me contive e me virei para sair, mas notei que algo segurou o meu pulso.

— Não quer terminar o que começou? Ele falou com os olhos bem abertos e me segurando o pulso.

— Do que está falando seu maluco? Me solte. Eu disse me espantando com os seus olhos brilhantes e seu sorriso perverso.

Eu me espantei mais ainda com o que ele dizia. Ele só poderia estar louco.

— Do modo que me deixou em meu sonho. Se não é sonho é um delírio. Imagino que ao vivo vai superar os meus devaneios. Ele falou ainda me retendo em seu poder.

— Não acredito que estou ouvindo tal atrocidade. Não é isso que dizem de você. Aonde está o cavalheiro que todos falam que você é? Eu disse sentindo o meu coração pular pela boca quando ele se sentou na cama deixando o seu peito nu a mostra e a saliência do seu membro mais visível ainda.

Céus o que era aquilo que sentia agora? A minha vontade era de pular em cima dele e amar ele de todas as formas.
Mas eu sabia que aquilo não era real, ele só poderia estar ainda sonhando acordado ou estar brincando com a minha cara.

— Como já disse garota. Não acredite em tudo que lê ao meu respeito. Vou lhe mostrar que sou completamente diferente do que dizem. Ele falou me puxando para cima dele e para os seus braços.

Michael me invadiu os lábios em uma tremenda urgência, as sua mão percorria o meu corpo com maestria enquanto a outra me segurava com força.
Ele adentrava sua mão por debaixo do meu vestido acariciando a minha coxa e indo em direção ao meu bumbum.
Mas desviou a mão quando ia chegar aos pontos. Beijava o meu pescoço e ia em direção ao meu colo enquanto eu me debatia em seus braços.
Eu podia sentir o seu membro ser esfregado em minhas costas por debaixo do lençol e arfei de desejo quando ele se impulsionou para cima para me mostrar que sua excitação estava ao máximo.

— Não resista. Sei que você me quer. Sei que me deseja. Vejo isso em seus olhos. Me deixe te amar hoje. Ele falou apertando o meu seio por cima do vestido e invadindo mais uma vez os meus lábios.

O meu escrúpulo e minha sanidade se foram ali. Algo me consumia e eu não tinha noção do que era. E uma vontade de me entregar a ele invadiu o meu peito e minha mente.
Eu parei de resistir e tentar sair dali e o abracei com força e intensifiquei o beijo.
Ele me abraçou apertado e notei me virar na cama e se deitar sobre mim.
Seus lábios estavam indo em direção aos meus seios quando notei ele erguer a cabeça e sorrir para mim.

— O que foi? Por que sorri? Eu disse já com uma certa falta de ar por suas carícias.

— Pensei que seria mais difícil seduzi-la. Afinal ganhei de você em sedução. Ele falou todo sorridente e algo me veio a mente.

Eu cai direitinho. Ele estava se vingando do que fiz? Que infeliz? Todos são iguais. Fazer amor para eles é algo banal. Há ele me pagaria.

— Não acredito que fez isso? Você é mesmo alguém sem escrúpulo. Como pode brincar desta forma? Fazer amor para você é algo fácil não? Pensa que todas as mulheres podem lhe desejar? Pois se engana comigo astro pop. Você é como todos os outros. Não presta! Não passamos de joguetes nas mãos de vocês. Em pensar que hoje lhe achei um ser humano digno. Eu falei me soltando dos seus braços e me levantando.

— Se engana comigo mais uma vez. Eu não iria fazer amor com quem não desejo. Para mim isso tem outro significado mais profundo. Fazer sexo por fazer isso é fácil. Mas fazer amor é bem diferente. E não se preocupe com você não fariam mais que só sexo. Mas só estava mesmo me vingando se quer saber. Ele falou se levantando e se enrolando no lençol todo sorridente.

Quando ele fez isso eu estalei os olhos em seu corpo nu. Deus! Que homem! Mas a raiva prevaleceu em mim agora.

— Pois sabia que nem sexo casual eu faria com você seu estanho. Eu gritei em sua direção e sai do quarto abrindo e fechando a porta atrás de mim.

Mas não consegui sair e nem me mexer do lugar. Meu coração pulava em meu peito um suor estava espalhado em minhas mãos e sentia uma leve falta de ar.
O que será que era aquilo agora? Ver ele fazer aquilo comigo e seu corpo nu na minha frente me fez desejá-lo de uma forma desesperadora.
Mas chacoalhei a minha cabeça e notei que deveria estar ficando louca.
Sai dali e fui rápido para o meu quarto, me enfiei debaixo das cobertas e fiquei ali tentando afastar o que tinha visto e sentido da minha mente.

 

 

Advertisements