8 .CAP….

Enfurnada naquele quarto vi mais um dia se passar. A chuva tinha se ido e mais uma vez discutimos e brigamos quando ele veio como um relógio troca os curativos pela manhã.
Eu tinha certeza que ele amava me torturar. Me ver a sua mercê daquela forma era um prato cheio para o seu ego de rei.
Mas aquilo mudaria. Mas não sabia como.
Uma coisa aquele desequilibrado tinha razão. Eu não agüentaria ficar ali todo aquele tempo. Então me trocaria colocaria algo confortável que não pega-se os pontos ainda inchados e doloridos e desceria aquela casa tão cobiçada pela mídia.
Eu não era de me arrumar muito. Com os cabelos castanhos compridos e ondulados fiz um rabo de cavalo bem apertado. Não usava muita maquiagem, só um brilho nos lábios e um leve contorno nos meus olhos para poder dar um leve destaque nos azuis piscinas que eles mostravam.
Com um vestido de alcinhas curto e de uma leveza confortável deixavam o meu pescoço longo a amostras. Afinal era primavera e o verão já estava a nossa porta.
Um perfume de essência de flores do campo e um par de sapatinhas para poder se locomover sem problemas.
Dei a ultima olhada no espelho e sai pela porta do quarto e olhei para os lados. Ela me parecia deserta. Mas a governanta dele tinha acabado de levar o café da manhã!
E ainda tinha aquele maluco que viria me tortura antes de me deitar. Ele não perderia aquilo por nada. Então eles deveriam estar em casa.
Andei pelos corredores até o começo de uma enorme escada e encarei um enorme saguão lá embaixo.
No caminho até ali eu tinha reparado na imensidão daquele lugar e nas várias obras de arte espalhada pela casa.
Como alguém com tudo aquilo poderia ser tão cruel? Eu respirei fundo e desci um degrau de cada vez.

— Olha só quem resolveu descer e respirar um pouco de ar puro? A governanta me falou vendo descer os últimos degraus.

— Espero que não esteja incomodando. Não agüento mais ficar lá trancada. A onde está Max? Eu disse me sentido pela primeira vez sem jeito.

— O seu cachorro? Ele está no jardim com as crianças. Ela falou me olhando alegremente.

— E aonde está aquele desequilibra….. Quer dizer o senhor Jackson? Eu disse corrigindo a fala.

Eu não queria que ela me achasse uma mal educada e ingrata. Mas eu tinha certeza que ela avia escutado os meus gritos e palavrões de protesto em relação a seu patrão.

— O senhor Jackson está no escritório com o senhor Branca. Me parece que eles ficaram um bom tempo lá. Ela me disse me analisando agora.

Eu observei ela me olhar de cima para baixo. Eu tinha certeza que ela observava as minhas roupas.

— Pode me mostrar a direção do jardim e das crianças? Eu falei meio sem jeito por ela me observar.

Mas notei que ela sorriu depois que me viu sem jeito.

— É só você seguir até o final do corredor e ir em direção a porta dos fundos. Ela dará para o jardim lateral. É lá que as crianças estão com o seu cão. Ela falou mostrando a direção.

— Obrigada. Eu disse me virando e começando a andar.

— Hey menina! Seu vestido é muito bonito. Eu amo vestidos leves e floridos. Eles dão um ar de alegria. E esta casa precisa de flores nova. Ela falou sorrindo com um sorriso sincero que me fez se sentir envergonhada.

— Que bom que gostou. Eu gosto deles também. E não apertão o meu machucado. Eu falei me sentindo mais segura agora.

Eu pensei que a minhas roupas fossem consideradas uns trapos diante das roupas que já tinha visto o astro usar naqueles dias.

— Sim querida. Fica muito bem em você. Agora vá. E cuidado com este seu corte. Ela falou carinhosamente e saindo em direção a um corredor enorme.

Eu a observei sair e esbocei um leve sorriso e reparei que a dias não sorria. chaqüalhei aqueles pensamentos da minha cabeça e segui por onde ela tinha me mostrado.
A passos lentos e doloridos eu fui devagar até a grande porta. Abri e sai em direção ao jardim.
O sol realmente estava convidativo e notei as crianças correrem e sorrirem com Max a correr em volta dele.
Max amava brincar e correr com as crianças. Eu o levava todos os domingos ao parque para poder e divertir. Afinal ele era a minha família naquele país distante.
E me lembrei do aniversário da minha mãe que seria amanhã. E nem me lembrava aonde o presente dela avia ido parar.
Mas quando dou mais um passo, vejo Max parar de correr já com a língua de fora e abocanhar a camisa do menino mais velho que parou e acarinhou a cabeça do cão.

— Há! Me pegou de volta Max. Merece um biscoito. O menino falou dando a ele um biscoito de cachorro.

Eu cruzei os braços diante da cena que eu via. Max ficaria mimado daquela forma. Daí eu queria só ver quando tivéssemos que partir.

— Muito bonito Max. Comendo fora de hora. Eu disse ainda de braços cruzados e fazendo as três crianças a babá, Max e os seguranças me olharem todos de uma só vez.

— Me desculpe. Só estávamos brincando com ele. Não demos muito. Ele estava tão triste no canil que resolvemos soltar ele e brincar um pouco. O papai disse que você não e importaria. A menina falou parecendo se assustar com a minha presença.

Que nojento! Como ele sabia que eu amaria ver Max correr livre e solto? Aquele miserável me surpreendia.

— Seu pai tem razão. Não me importo. Max adora crianças. E não é acostumado a ficar no canil. Mas não dêem muito biscoito. Ele é guloso. Eu falei vendo Max vir correndo em minha direção e dei um paço para trás temendo ele me derrubar como ele sempre fazia.

As crianças notam o que ele iria fazer e saíram gritando o chamando. Elas sabiam o por que eu estava ali e com certeza a queda poderia me machucar ainda mais.

— Max. Max. Volte aqui! Não pode pular nela. O mais novo saiu correndo e fazendo os outros o seguirem.

Mas naquilo olhei sério para ele que vinha em disparada. E mostrei o chão.

— Pare Max. Agora. Sente! Eu disse falando alto e grave e ele entendeu.

Max parou e sentou do meu lado como um bom cão e guarda.

— Nossa! Como fez isso? O mais velho falou todo abismado quando parou ele e os irmãos na minha frente.

Eu sorri diante daquelas carinhas curiosas e me lembrei do pai deles. Será que se eu adestrasse o astro chato ele faria o mesmo?
E um pensamento perverso me passou pela mente naquele instante, mas fui trazida a realidade pelas perguntas das crianças.

— Você pode nos ensinar como faz isso? O mais novo parecia mais que interessado.

— É… Por favor. Nós adoraríamos aprender. A menina falou toda saltitante.

— Oká. Então vamos começar. Me chamo Miranda. Mas meus amigos me chamam de Mira. Não que eu goste. Mas Miranda é meio sem graça. E este é o Max com já sabem. E vocês? Eu disse não me recordando dos nomes deles.

Com certeza já tinha ouvido na mídia ou nos jornais e revistas, mas não me interessava pela vida alheia, então nunca me importei em guardar.

— O meu nome é Paris do meu irmão maior é Prince e o dele é Blanket. A menina falou toda sorridente e notei que o sorriso era de seu pai.

Mas dos três a minha frente o menor era a replica do pai.

— Pois bem turminha. Vamos a aula. Mas teremos que ter um pouco de cuidado. Max entende um comando de cada vez. Eu falei os levando para debaixo de uma grande árvore que tinha mais ao centro e o tempo correu com risos e as crianças com Max num delírio só.

Eu notei que o vento soprava com um pouco mais de força em certos locais depois de um tempo vendo as crianças fazerem o que ensinei com Max.
O meu vestido fino balançava ao sabor do vendo e as vezes deixava aparecer o curativo que aquele maluco teimava em fazer.
Eu podia ver de longe os olhares dos seguranças que estavam espalhados ao redor da propriedade quando passavam e os que cuidavam das crianças.
Aquilo era constrangedor. E a minha indignação foi ao máximo quando notei um deles piscar e sorrir para mim discretamente.

— Não acredito nisso! Era só o que me faltava. Até aqui? Já não chega o que agüento daquele tarado lá dentro? Agora isso? Eu mereço! Eu disse me viando para o outro lado para não ver aquilo indignada.

Se fosse em outra ocasião, ele já teria levado um murro bem no meio do seu nariz idiota.

— Não ligue para eles querida. Vou avisar o senhor Jackson. A babá falou vendo a ousadia do segurança a me observar.

— Deixe isso para lá. Ele é um imbecil mesmo. Pensa que com isso vai ganhar os meus olhares. Detesto homens assim. Eles se acham. Eu disse com uma vontade enorme de arrebentar o focinho dele e me lembrando daquele esquisito quando fazia os curativos e admirava as minhas pernas e meu bumbum.

Ele pensa que não percebo. Por que toda vez que ele termina os curativos eu sinto o seu membro latejar debaixo de mim perto do meu ventre ainda quando ele me retem naquela posição constrangedora para me tratar.
Isso se ele não puxasse toda a sua camisa para esconder o que era visível ao sair.

— Isso e verdade. Mas mesmo assim isso não ficará impune. O senhor Jackson não admite este tipo de comportamento aqui. Ele sempre ensina que se deve tratar uma mulher com delicadeza respeito e carinho. Ela falou vendo as crianças mais a frente e eu a olhei com espanto.

— Tem certeza que estamos falando do mesmo Jackson? Pois até agora só me deparei com um monstro prepotente e metido a rei. Eu disse olhando para ela ainda espantada.

Nós não podíamos estar falando da mesma pessoa. E meu bumbum que o disse isso. Da ultima vez juraria que ele iria me dar umas palmadas por ameaçar morder as suas pernas.

— O senhor Jackson pode ser muitas coisas. De tímido a controlador. Mas ele jamais magoaria uma mulher. Só se ela conseguisse tirar ele do sério. Ela falou rindo e vendo que o astro pop vinha a passos largos e com uma cara nada amigável em nossa direção junto com um homem que parecia sorrir ao seu lado.

Eu tinha certeza que ela veria de perto a realidade de seu patão. Ele não era nada daquilo que ela me dizia e até temi o que poderia sair dali agora.
Será que ele tinha visto o que seu segurança tinha feito e achou que eu incentivei aquilo? Ou simplesmente vinha me aborrecer e se desfazer de mim como sempre?

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