13.CAP….A segunda Impressão………..

 By Jamy….

Eu tinha tentando dormir a noite toda, mas não tinha conseguido. A visão dela daquele jeito pertinho de mim me deixou totalmente inativo. Não conseguia comer, dormir, parar em um lugar por trinta segundos e então, inventei de trabalhar mesmo de madrugada.

Andei pela casa da Dora Reis por diversos minutos e observei alguns seguranças. Alex era do mesmo posto que o meu então, estava dormindo, senhora Maria com certeza também mesmo tendo ido se recolher muito tarde por conta dela.

Cheguei a pensar que o estado dela tinha sido minha culpa e depois de pensar por horas sentado a li na escada da entrada cujo a porta de trás estava aberta por conta de alguns homens ali, eu levantei e fui para meu quarto tentar dormir o que me restava do fim de noite.

Depois que tomei banho, senti seu cheiro em minha roupa e a separei para ser lavada, mas depois mudei de ideia. Peguei o paletó que ela por uma bebedeira forte o tinha vestido e o deixei dobrado debaixo das minhas demais peças de roupas.

— Você também cheira bem senhorita Reis! Eu disse a mim mesmo escondendo meu paletó favorito usado e embrenhado com o cheiro dela.

Por fim, me deitei e adormeci com as palavras dela e os olhos dela me fitando daquele jeito incrível e aterrador para mim, e de um jeito que ela sabia ser eterna em meus pensamentos.

O dia amanheceu com muita movimentação e logo tratei de me colocar no meu posto. Eu tinha me arrumado e lá estava eu perto da grande escada esperando que ela descesse para que eu cumprisse com meu trabalho, mas nada dela aparecer.

Fui até a cozinha tomar um belo café o qual cheirava bem e encontrei Maria fazendo um belo café com biscoitos para mim e os demais ali. Eram muitos seguranças naquela casa, e me perguntava como aquela senhora conseguia fazer tudo aquilo sozinha.

Eu dei bom dia a ela e ela me olhou intrigada. Droga! Até ela, pensei. Não queria que ninguém pensasse que eu tinha me aproveitado da situação tão pouco tinha feito de tudo para ela parecer uma maluca.

Não.

— O senhor está com fome? Ela disse me olhando e vindo em minha direção servindo um café.

— Não senhora, mas—Eu fiz uma pausa, a mulher me olhava como se eu tivesse roubado uma de suas panelas. —Como estar a senhorita Reis? Eu falei pegando a xícara das mãos dela e mantive meus olhos naquela senhora.

— Ainda não acordou, mas pelo que já ouvi por aqui, ela demorará mesmo para levantar-se. Ela disse me mostrando o pote de açúcar e de uma maneira ríspida.

— Senhora, estamos com algum problema? Eu falei olhando-a.

— Não senhor, é que fico pensando se ela estava melhor sem o senhor? Depois que viera tudo está piorando. Ela disse segurando seu guardanapo de maneira brava e eu senti aquela bem na alma.

Eu me levantei e tomei o resto do café e ia descobrir que historia era aquela de burburinhos e fofocas. Eu odiava aquilo. E sai dali sem avisar minha saída. Todos estavam me odiando, tudo bem eu tinha notado e entendido. Mas eu não tinha culpa daquilo tudo.

Ou tinha?

Caminhei devagar até a porta principal e notei que tinham carros parados ali. Como estava na sala não tinha notado quem estava chegando ou já havia chegado, e quando avistei Alex, fui em sua direção para saber quem era. Afinal, tudo que era fora daqueles muros, era um perigo para ela.

— Visitas! Eu disse vendo Alex vir entrando rapidamente.

— É o senhor Smit, Perterson e o senhor Marker. Os de sempre. Acredito que tenham algo sério para tratar com a senhorita Reis. Ele disse passando por mim me deixando um tanto preocupado com o que ele dizia.

— Como assim algo sério? Se refere a ontem a noite? Acho que a mídia não notou nada. Eu disse caminhando até ele.

— Uma fofoca sempre chega mais rápido. Alex disse me olhando enquanto caminhava.

— Deus! Não houve nada só a tirei dali antes de tudo piorar. Eu falei sussurrando para mim mesmo e notei algo.

Começava a aprender que a vida deles eram nossa e mesmo que ela fosse quem fosse e fizesse o que fizesse. Eu era o grande responsável. E estreitei meus olhos para Alex quando entramos na sala e todos estavam ali.

Ele poderia ter falado algo, ele a tinha visto em meus braços e senhora Maria também. Mas não seria possível que eles mentissem inventando uma historia sem cabimento como eu tê-la em meus braços a noite toda.

Isso sim seria algo muito estranho.

— Jamy, David Smit, advogado de Dora. Senhor Marker disse ali sentado e eu fui em direção ao homem de aparência paciente.

— Prazer em conhecê-lo senhor. Eu disse apertando a mão dele e notei sua face por ter apertado muito. 

Pelo menos, era assim que eu era acostumado a saudar as pessoas.

— Não seja por isso. Guarda-costas? Essa é boa.  O advogado disse me olhando e sentou-se.

— Eu acho uma excelente ideia, mas onde está a minha raio de sol está manha? Os dias não são os mesmo sem ela por aqui? Hei, psiu, onde ela está? O tal sujeito de roupa de oncinha chamou minha atenção.

— Creio que em seus aposentos senhor. Eu disse vendo todos me olharem.

Devia ser algo com minha face voz ou coisa do tipo.

— Por favor Jamy, vá ver se ela já acordara. Senhor Marker pedira para mim e eu concedi e sai calado.

Alex ficou ali com aquelas três pessoas que me olharam nada bem, e segui respirando fundo e andando naquele corredor como um campo minado. Mas meu coração acelerou quando ouvi sua voz.

Eu não ficava assim com sua presença. O que era isso agora?

Escutei a voz de Maria falar com ela e acelerei meus passos, e foi quando me deparei com sua figura um tanto pálida e fraca nas escadas, ali se apoiando como se pedisse um tempo para ficar apenas de ressaca.

Ela não estava nada bem.

— A senhora está bem? Eu disse olhando a seriamente e tentei percorrer meus olhos nela o máximo possível, para poder ver se estava bem para estar ali.

Ela me olhou dos pés a cabeça e enfiou seus olhos nos meus e me encarou um tanto confusa, mas seus olhos ainda estavam distantes e furiosos. E eu sabia, que aquela cena no quarto horas atrás, nunca mais iria se repetir.

Eu a segui sem ela notar e entrei na sala assim que ela entrou e fui ficar ao lado de Alex. E ficamos ali no canto da sala. Eles conversaram sobre o ocorrido da noite passada e meu desconforto era notado por Alex. Ela me olhava de vez em quando, quando falava com seu amigo afeminado e daquele jeito manhoso e mimada junto com seu ar soberbo, brigava com todos ali.

Mal ela e eles sabiam que eu tinha acabado com a prova do descuido dela.

Mas algo tinha me deixado digamos… Surpreso. Não fazia ideia de que as joias que ela comprara no leilão eram para instituições de caridade, e até mencionaram meu antigo patrão ali naquela conversa.

E notei que ela olhava para mim tentando lembrar de algo. Aquele jeito quando uma pessoa olha para você discretamente tenta te falar algo e nada fala. Era assim que ela me olhava, mas como de costume e bem previsto, sua impaciência soou na sala quando enfim escutei o nome daquele bendito ator. Era aquele estranho mesmo.

E pelas minhas suspeitas, ele dava em cima dela. idiota!

— Senhor Depp sempre a persegue, e sei que é casado. Alex disse em segredo para mim e não tirei os olhos dela e lembrei da ousadia do sujeito no bar.

— Um completo imbecil! Eu disse apertando meus dentes de raiva.

Se ela não tivesse tão bêbada o tinha dado um aviso logo ali. E rapidamente pensei que quem poderia estar com aquelas fofocas seria Alex. Para mim, ele tinha todos os motivos agora.

Mas antes que eu pudesse perguntar dele o que tinha acontecido e se ele tinha dado com a língua nos dentes, ela saiu da sala dando ordem a todos ali e antes de passa pela porta, olhou para nós dois e Alex me olhou atônito e sem entender nada.

Mas eu tinha entendido.

Eu esperei alguns segundos para a deixar andar sozinha em sua casa pelo menos aquele momento, e depois que o senhor Marker nos dispensou. Peguei Alex por seu paletó e o coloquei atrás da coluna e tirei meus óculos.

— O que é agora Mac Lany? E tire suas mãos de mim! Ele disse me afastando com um ar de briga, e me dando um leve empurrão.

Eu estava começando a me arrepender de ter aceito aquele trabalho. Eu mataria Ray.

— Eu não quero brigar Alex, mas dependerá de você. Eu pedi que ninguém ficasse falando do que houve com ela e não é o que pensa que viu ontem nos aposentos dela. Não houve nada! Eu disse impaciente.

— E acha que falei? Hei, estou do seu lado e do lado da minha senhora. Eu trabalho para ela há anos, você é o novato aqui, então fique sabendo que jamais a trai e não farei isso. Está havendo comentários sim, mas não começaram por mim. E não seja burro, você viu quantos seguranças viram você chegar com ela em seus braços. Ninguém a teve em seus braços ou naquele estado desde que cheguei aqui Jamy. Entenda o impacto que isso teve nos seguranças da casa. Ele disse parecendo preocupado e droga, aquele rapaz era sincero e tinha razão.

Mas continuei olhando-o seriamente.

Mas naquilo, senhor Marker apareceu procurando por Alex, e disfarçamos nosso atrito ali e eu o cumprimentei e sai dali. Alex me olhou como se aquela conversa não tinha acabado e eu o fiz entender o mesmo.

Ou ele era um novo parceiro, ou não! Odiava duvidas e coisas inacabadas!

E o dia se passou daquele jeito com duvidas confusões e muita inquietação da minha parte. Como eu era o segurança dela, eu tinha ficado quase todo o dia sentado na poltrona perto da escada lendo jornais e revistas, mas assim que o relógio marcou seis da noite Alex me chamou para uma volta no jardim.

Eu concordei contrariado e ele sorriu. Não entendia por que aquela rapaz gostava de estar perto de mim uma vez que eu era um tanto rude e monstro como ela dizia, mas pensei quem sabe, ele realmente só queria me ajudar a me adaptar ali.

Ele era o segurança mais antigo dela, quem sabe eu que tinha que o escutar mais? E então, o ouvi.  Só antes de colocarmos toda aquela conversa necessário a limpo, Alex disse que me queria presente em algo que ele faria.

E confesso que me assustei com o poder que o rapaz tinha ali.

— Como assim eu estou fora? Um sujeito de uma fala irritante gritava com Alex e eu o observava.

— Dom, você sabe por que está dispensado. Willian me contou que estava espalhando por ai coisas a respeito da senhora Reis e de Mac Lany. E isso não é permitido aqui. Alex disse fazendo eu reconhecer o nosso fofoqueiro.

— Não negue, você estava falando para todos nós. Confesse, seja homem! O tal de Willian, disse chegando mais perto.

— Ah, agora vem vocês dizerem para mim que não pensaram o mesmo? Ela chegando com o novato e daquele jeito agarrada a ele, é assim que começa, e cá entre nós parceiros – Dom disse abrindo os braços e nos olhando ali em volta dele. – Sabemos que tipo de mulher ela é! Deve ter rodado em muitos paletós. Ele disse rindo e meus punhos ferveram de raiva que senti dele.

— Se falar mais uma vez algo sobre ela, vai se arrepender! Eu disse fechando meu punho e me descontrolando na frente de todos e avançando em direção aquele sujeito.

— Hei… Calma! Um dos rapazes disse quando seguraram o tal de Dom para não vir até mim.

— Dom saia agora, espere a ligação do senhor Marker, perdeu cara! Rua! Alex disse me segurando enquanto eu só queria esfolar a cara dele.

— É cara, se manda! Um outro segurança disse lá atrás.

— Eu vou, mas vão se arrepender. Vocês todos amam ela. Seus encalhados e marionetes. Dom disse saindo dos braços dos que o seguravam, e todos no mesmo ato, olharam para mim.

Deus, realmente o que aquele sujeito tinha falado, agora tinha me marcado. Eu era o novo brinquedinho dela? Não mesmo!

E não sabia como aquele sujeito tinha ganhado aquele cargo. Ainda não o tinha visto, mas tinha uma cara de maluco e que daria problemas. Alex com os demais acompanharam ele saindo dali.

Eu respirei fundo e notei todos olharem para mim, e antes que eles falassem algo ou alguma piadinha que me faria perder também o emprego, eu sai dali passando por eles e vendo o quanto me temiam, ou me respeitavam.

Uma vez que abriram espaço rapidamente para eu sair dali.

Eu fui caminhando para o meio do jardim com raiva e sentindo meu coração disparar com a possibilidade de eu e ela virarmos uma fofoca e só parei quando Alex me pediu para esperar e então, conversarmos. Pedi desculpas a ele e expliquei que meu comportamento mais cedo era por conta de minha impaciência e desconfiança.

Alguém tinha feito aquela fofoca. E tinha sido aquele idiota.

Alex sorriu como sempre e continuamos andando pelo jardim observando as rondas dos seguranças. Ele não disse que me desculpa pelo meu modo grosseiro, mas sabia que aquilo tinha ficado para trás. Só que por uma ironia do destino, como se ela soubesse que ela estava em minha mente naquele estante.

A vimos em sua sacada nos observando.

Alex a cumprimentou e me concentrei nela. Estava linda ali em cima com seus cabelos soltos e um pijama engraçado. Seus olhos brilhavam para mim e até imaginei eu subindo ali e passando horas conversando com ela. Mas aquela minha imaginação foi destruída com o lindo e saudoso sorriso que ela me dera.

E logo, entrou para seu quarto e palácio. Mas eu continuei olhando sua ausência na sacada, e vi que tinha passado dos limites mais uma vez, quando estava ali parado, olhando para o nada que ela tinha deixando entrando em seu quarto.

— Você gosta dela, e não negue, fica feio para um homem do seu tamanho mentir parceiro. Alex disse me tirando das minhas imaginações e o olhei incrédulo.

— Apenas como minha patroa e nada mais. Eu disse continuando a caminhar.

—Humrum… E eu sou o presidente da America. Alex disse rindo de um jeito agradável e eu só estiquei os lábios brevemente.

Eu não consegui me defender de suas suspeitas e nem queria. Só queria que as fofocas não abonassem a conduta dela. Ela não era nada daquilo que aquele Dom dizia, ela só era uma jovem com uma vida grande demais.

A noite tinha caído sobre nós e eu já estava no meu quarto deitado novamente. Ela não tinha mais saído do quarto e sua rotina parecia a mesma de sempre. Estava ficando fácil e ao mesmo tempo difícil trabalhar para ela.

Ela era intensa. Celebridades eram assim.

Eu relaxei depois de um dia tenso e deixei a água cair sobre meu corpo, respirei fundo e lembrei-me dela mais uma vez. E sem querer, peguei-me cantarolando sua canção do piano.

Sorri com aquilo.

— Ela me fazendo cantar? Quem é você Jamy? Eu disse sorrindo da minha cantarolaria e peguei uma toalha e a envolvi em mim e outra menor, para enxugar meus cabelos.

Eu desliguei a luz do banheiro e batia a porta, mas quando levantei minha vista e vi uma mulher de costas para mim, meu coração pulou no peito e me assustei ainda mais quando vi quem era, quando ela se virou para mim rapidamente.

Seus olhos verdes assustados me deixaram sem saber como agir, e ela parecia tentar falar algo, mas não disse nada. A minha patroa que estranhamente estava em meu quarto saiu correndo as pressas para a porta, mas fui mais rápido e fiquei entre ela e a porta e olhei no fundo dos seus olhos pela sua tal façanha.

Cruzei meus braços e a olhei intrigado, e pela primeira vez, ela estava tão indefesa ali que eu podia fazer qualquer coisa com ela. Uma vez que ela tinha invadido minha privacidade.

— O que está fazendo aqui senhorita? Eu disse a olhando seriamente e ela olhou para mim.

Seus olhos percorreram meu corpo e estreitei meus olhos para ela mostrando meu desgosto em vê-la ali, mas sua presença muito me agradava.

— Eu… É… Bom, eu vim… Ela estava gaguejando e se enrolava com as palavras.

— Estava me vigiando? Eu disse em um tom conspiratório e ela fez uma face de assustada e ultrajada.

— Eu! Vigiar você? Um segurança?Ah, por favor! Ela disse se afastando de mim e seus olhos mais uma vez, falaram mais que sua boca.

Eu descruzei meus braços e brevemente mordi os lábios pensativo tentando adivinhar o que ela queria, mas quando notei seus olhos perdidos nos meus, eu sai de sua frente e continuei fazer o que estava fazendo.

— Então, agradeço a visita. Eu disse indo até ao meu armário de roupas e o abrindo.

Ela no mesmo lugar se virou lentamente e me olhou e quando meus olhos mais uma vez bateram com os dela, ela meio que se tremeu de susto. E virei mais uma vez para ela.

— Gostaria de saber o que houve ontem. Ela disse em voz baixa e eu sorri por dentro da face assustadora que ela fazia.

Eu caminhei até ela e ela se afastava a cada passo que eu dava e parei de propósito bem perto dela. Eu adorava aquele cheiro leve e marcante que ela tinha e olhando para seu rosto assustado, gostaria de me divertir com sua mente infantil.

— Não houve nada ontem senhorita. Fique tranquila. Eu disse cruzando meus braços novamente e ela acompanhou meus gestos.

Eu queria rir, mas continuei a encarando de perto. Só que mal ela sabia, que seu lido rosto pernas e lábios agora, eram o que mais meus olhos paravam sobre.

— Bom, não foi isso que disseram para mim. Soube que estão falando coisas pelas minhas costas e eu odeio isso. Então, como fora você que me trouxe ontem e me levou até meu quarto. Desejo que me diga o que de fato aconteceu. Ela disse fingindo ser forte e destemida e eu decidi ver até onde ela era assim tão forte.

Eu fingi pensar seriamente na pergunta dela e vi seus olhos atormentados pela resposta. Com uma face pensativa, apoiei meu cotovelo em meu outro braço e com gestos leves, passei meus dedos por meu queixo tentando lembrar do que já sabia.

Ela continuou ali me olhando com seus olhos atentos e redondos e clarinhos que dava para ver-me neles e então, eu disse dando mais um passo até ela, e notei sua euforia particular com minha aproximação.

— Depois que aquele repórter fez perguntas indevidas, a senhorita bebeu demais da conta e tivemos problemas com um certo ator. Depois no carro gritou varias vezes e quase se machucou. Adormeceu no carro e eu a peguei no colo e a trouxe para dentro de sua casa. Mas quando chegamos a seu quarto acordara novamente e dançou por seu quarto diversas vezes. E de repente, dormira novamente. Fora somente isso. Deseja saber de algo mais? Eu disse inclinando-me mais para perto dela e a vi respirar fundo e me encarar assustada.

Ela parecia uma jovem em apuros.

Ela estreitou seus olhos mirando nos meus como se quisesse ver se aquela era a verdade, e sua face de medo e inocência caíram sobre nós dois. Aquele olhar soberbo e antipático reinou nos olhos dela.

— Isso me deixa tranquila. Mas eu lembro de certas coisas que não poderia perguntar para ninguém mais. Só você saberia me responder. Ela disse dando voltas sobre mim bem devagar enquanto falava, e aquela mulher, estava começando a me intrigar.

— Como, por exemplo? Eu disse olhando-a agora e a vi tocar nos moveis do quarto com a ponta do dedo analisando o lugar.

Ela estava começando a me deixar sem entender.

— Braços, um perfume, voz, o bater de um coração… E lábios, pertos dos meus. Você passou dos seus limites comigo Jamy? Ela disse parecendo furiosa agora e aquilo fora uma afronta para mim.

— O que está insinuando senhorita? Que a tive em meus braços a força e me aproveitei da situação? Eu disse sem acreditar no que ela insinuava ali.

Ela ia acabar com a minha vida se falasse tal coisa.

— Eu não sei. Por isso lhe pergunto agora e desejo respostas. Estou lembrando a cada momento do que houve, e se você seu segurança, chegou a  tocar em mim…

Ela disse apontando para mim seu dedo com uma raiva tremenda nos olhos e não me contive e fui caminhando até ela e abaixei sua mão da frente da minha face.

— Jamais precisei obrigar uma mulher a fazer qualquer coisa comigo senhorita Reis. Por que com você seria diferente? Eu disse ainda segurando seu punho enquanto ela me olhava furiosa com sua respiração descompassada.

— Não o conheço. Não sei nada sobre você. Ela disse me encarando ainda muito furiosa, parecia que ia me acertar a face.

— Pois bem, estou bem aqui. Quer me conhecer? Não precisa para tanto. Pergunte-me qualquer coisa. Eu disse chegando mais perto dela e notei que ela ficava mais nervosa com a minha aproximação.

— Não estou interessada. Ela disse engolindo seco e intensifiquei minha face de bravo esperando para ver se ela correria ou se ficaria ali, mas ela era corajosa e muito rebelde.

Eu amenizei a força da minha mão em seu punho e o abaixei lentamente, olhando somente em seus olhos eu agi por impulso e toquei em sua fina cintura e a trouxe para mais perto para que eu pudesse senti-la perto de mim pela primeira vez sem ela me dar sopapos.

E encarei seus lábios sedosos pertinho dos meus. E Deus, a vontade que senti de beijá-la, era mais forte que eu.

— Se não lhe interesso nem mesmo valho de algo para a senhorita, por que está em meu quarto nesta calada da noite? Posso fazer o que quiser com você. Você que veio até mim. Eu disse notando ela perder o controle de si mesmo quando seus olhos ainda percorriam meu rosto, parecendo assustada e apavorada ao mesmo tempo.

Ela deveria estar longe de uma vida a dois há anos, e mal sabia que eu estava em um verdadeiro celibato. Se ela soubesse, nem ali estaria. Só sua respiração contra meu peito, me deixava em um estado que esperava que ela não notasse.

— Vim pedir satisfações às quais tenho direito de saber. Não confio em você. Ela disse sem fazer um esforço para sair de perto de mim.

E naquele estante que ela parou de falar, seus lábios me hipnotizaram por completo e não queria mais saber de falar algo ou de mostrar a ela o quanto era mimada, eu só queria beijá-la de uma vez na expectativa que aquilo que sentia quando ela estava por perto, fosse apenas algo passageiro.

Eu molhei meus lábios secos de esperar por ela e me inclinei ainda mais chegando bem perto de sua boca maravilhosa. E notei que aconteceria o pior ali, uma vez que ela não recuava e eu a apertava cada vez mais a cintura, eu a desejava como um idiota apaixonado e aquilo tinha que ter um fim.

— Aprenderá a confiar em mim. Jamais vou lhe ferir. Eu disse esperando que ela me beijasse.

— Meu mundo não é fácil, as coisas para mim não são fáceis. Dê-me um tempo. Não sou de confiar nas pessoas. Ela disse com uma voz em sussurros que me enlouqueceu naquele estante.

E pousou suas mãos em meu peito com carinho e ali achei que nos beijaríamos de vez.

Mas quando a vi ali, toda entregue a algo que eu também queria que acontecesse e também via nos olhos dela a duvida e a incógnita por não entender o que acontecia com nós dois. Eu acordei daquele lance em um estalo breve.

— Eu lhe entendo! Eu disse tirando minhas mãos da cintura dela e puxei um ar profundo saindo de sua frente e suas mãos doces e olhar penetrante não estavam mais comigo, na verdade, eles não eram para mim.

Eu exprimi meus olhos sem ela ver e tentei tirar aquela ideia da minha cabeça. E continuei procurando uma roupa no armário. Ela ficou ali atrás de mim sem saber o que falar.

E meu peito só doía, e meu corpo ardia por ela. Mas aquilo era loucura. Jamy seu louco.

— Então, está tudo bem? Entre nós? Ela disse com uma voz autoritária e sabia que sentia triste e ultrajada por eu ter a deixado em expectativas reais tantos quanto eram para mim.

Ela era uma mulher e não mais uma criança, e eu sabia o quanto tínhamos nos exposto um ao outro em relação a sentimentos. Havia algo entre nós. Raiva? Paixão? Amor? Intriga?

Deus, eu não sabia!

Vir-me-ei para ela e arrumei a toalha em minha cintura que estava ficando frouxa e se caísse ali, ela sim poderia me mandar para cadeia. Meu estado era deplorável e só queria que ela saísse dali logo.

— Por mim tudo bem. Começaremos tudo de novo? Eu disse tentando amenizar os ares e em fim, vi um sorriso lindo nos lábios de Dora Reis.

— Claro, sou Dora Reis. Mas pode me chamar de Dora. Ela disse erguendo sua mão para me cumprimentar e eu sorri com sua fácil forma de me fazer gostar dela ainda mais.

Ela era intrigante.

— Jamy Mac Lany, mas pode me chamar apenas de Jamy. Ou como quiser. Eu disse pegando sua mão e a beijando delicadamente e um sorriso mais que lindo nasceu novamente em seus lábios.

— Desejo ir agora. Ela falou com seus lindos lábios e olhos saudosos e com uma carinha de menina sapeca.

Estávamos começando as nos entender.

Eu fui até a porta e abri para ela e ela passou por mim deixando seu aroma doce e que me levava rapidamente para um mundo onde ela estaria ali naquele quarto comigo a noite toda. E um leve sorriso saiu de seus lábios quando me dera tchau e seguiu caminhando de um jeito formoso com aquele lindo corpo pelo corredor.

Uma trégua? Não sabia. Uma armadilha? Também não sabia, mas eu só sabia que não a tinha mais como apenas uma patroa. Ela estava se tornando um inferno particular e uma tormenta.

Depois que ela sumiu pelos corredores, eu fechei a porta e me senti bravo. Ela poderia sair contado para todos que tentei beijá-la e que ela estava sozinha e sem proteção e que eu podia ser um tarado e …

Droga, eu tinha me exposto fácil demais.

continue…. Kisses in your hearts…..

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