9.CAP…Primeiro contato….

 By Jamy….

Eu de fato não sabia me portar em sua presença, só mesmo tinha a salvo de sua imprudência e mesmo assim ela arrumava um jeito de me ignorar.

Eu estava ciente que seria desta forma nossa relação, mas não deixaria a jovem cair e se machucar feio no chão. Eu só observei ela sair dali a passos largos.

— O senhor está bem? A voz doce da senhora me tirou da visão que via, ela andando toda espevitada.

 Até de um jeito lindo.

— Sim senhora, só o… Eu parei de falar e cheirei meu paletó…— O cheiro da senhorita está embrenhado em meu paletó. Eu disse mesmo ficando furioso e abanei minha veste.

A senhora Maria olhou estranho para o senhor Marker e os encarei mesmo seriamente. Eles notaram a minha revolta.

— Oh claro, isso é totalmente deselegante. Eu vou falar com ela senhor Mac Lany. Senhor Marker disse engolindo seco e ainda me encarando daquele jeito.

— Apenas Jamy se não se importa senhor.  Não interpretem mau o que houve aqui, ela tem que ter um pouco mais de consciência. Com licença. Eu disse passando pelos dois e indo até onde parecia que seria um bom lugar para mim, as portas dos fundos.

Eles ficaram cochichando e eu segui furioso em direção a casa e no meio do caminho sai das minhas regras, bom, não havia nem uma senhora nem tão pouco aquela rebelde, então tirei meu paletó e parei perto da casa quando um segurança me chamou.

Era o tal de Alex o que mais parecia bom no que fazia ali, depois de organizamos os seguranças e darmos a eles novos postos, ele concordou comigo que estava mesmo uma bagunça ali.

Pensei que com certeza seria por conta da Turnê da tal Dora e por isso estavam relaxados, mas mesmo eu não querendo fazer inimigos, comecei a notar certos olhares. Os quais poucos me importavam.

— E então, ela o mandou ir? Alex me perguntou olhando eu sentar no degrau ali.

Eu estava furioso mais da conta e aquilo não era para mim.

— Ela não tem esse domínio sobre mim. Fui contratado pelo senhor Marker. Eu falei olhando fixo para aquela imensidão de jardim.

— Tenha paciência Jamy, ela é só uma moça muito cansada. Alex disse olhando para mim.

— Jamais perderei minha paciência com ela. Apenas estou começando a entender seus atos e seus planos para comigo. Ela pretende me deixar em uma situação duvidosa e assim me retira daqui. Mal ela sabe que com essa tolice pode acabar com minha vida e reputação. Eu falei levantando e colocando meu paletó novamente por que notava alguém chegando em um carro, rosa!

E do nada ouvi o tal de Alex sorrir.

— Não me entenda mal, eu mau o conheço. Só acho que ela lhe dará um cansaço, ainda me lembro de Caio. Ela fez um inferno na vida dele. Ele disse ainda sorrindo, mas ficando perto de mim para receber os que chegavam.

— Sou treinado para isso. Vamos ver quem resistir mais. E quem chega neste carro nada convencional? Eu disse ficando ao lado dele e na posição correta.

— A única pessoa que tem dela o carinho e todo o mimo. Roger. Ele disse escondendo um sorriso e só entendi quando vi o sujeito.

O carro de cor rosa parou na nossa frente e Alex abriu a limosine. Saiu dali algo de gênero discutível e eu estreitei meus olhos observando aquilo.

Ele era de uma certa forma afeminado e notei sua alegria quando Roger abriu a porta. Eu poderia sorrir com aquela cena, mas nada fiz e apenas vi o sujeito vir até mim me olhando fixamente.

— Bom dia senhores. Onde está minha diva? Ele disse passando por mim e eu o peguei pelos braços.

— Bom dia senhor?…… Eu falei o fitando nos olhos e ainda o segurando.

Ele retirou seus braços da minha mão e me olhou sorrindo e depois de passar seus olhos em mim disse.

— Sou Roger querido, Perterson, maquiador da minha diva. E você de onde veio meu bem? Ele disse me olhando e o encarei por segundos mostrando que não estava para brincadeiras.

— Por favor, me siga! Eu disse andando em sua frente e ignorando suas palavras estranhas.

Eu o levei até o salão principal e como não conhecia toda a casa só uma parte dela, mas mesmo que eu pedisse para ele esperar, ela vinha descendo as escadas já arrumada e até parei para observá-la. Estava linda de vestido preto acima dos joelhos. Eu comecei a estranhar aquilo e notei que ela pretendia sair.

O dia seria bem agitado.

— Roger que bom que veio, quero me esbaldar de compras. Ela disse chegando ao chão e não me olhando, mas notei abraçar o amigo com dificuldade.

— Oh minha diva, claro que vim para sua felicidade. Mas me diga Dora, o que pretendeu fazer ontem? Eu quase tive um ataque do coração. Por que fez isso? O homem perguntou tocando no rosto dela e a admirei ali, seus olhos se simpatizavam com o carinho do sujeito e por um estante até pode ver seu lado mais sensível.

Mas quando a notei olhando para mim furiosa, voltei meus pensamentos firmes e corretos.

— E então? Ela disse do seu jeito soberba.

— Desculpe, o que disse? Eu falei meio sem jeito, nunca tinha pensando tanto em hora de trabalho.

— Eu quero ficar a sós com Roger se for possível. Saia! Ela disse mostrando-me a saída do grande salão e eu olhei para a porta atrás de mim e votei a olhá-la.

— Isso não vai ser possível! Eu disse ficando em posição de descanso e ali observando os dois.

Ela respirou fundo e uma mexa do seu cabelo voou lá em cima e Roger cochichou algo em seu ouvido. Eles cruzaram os braços e saíram andando para outra sala e os segui, mas ela fazia o possível para eu escutar sua revolta.

— Eu não sei de onde Pool arrumou essa ideia Roger. Onde eu vou ele tem que estar! Ela falou sentando ao lado do amigo.

E mais uma vez, aquele sujeito cochichou.

Eu revirei os olhos e fiquei ali perto da porta observado eles dois. Ficaram ali uns trinta minutos e sorriam e falavam algo só deles. Não escutei a maioria por que era pura idiotice, mas notei que as gargalhadas vinham mais altas quando estavam com revistas.

E por fim levantaram-se.

Eu abri a porta para eles e passaram me ignorando. E quando notei que ela ia sair da casa, tive que intervir.

— Senhorita, estamos indo para algum lugar? Eu falei com uma voz firme e o sujeito virou para mim segurando o peito e sorrindo exagerado.

Ela me olhou com raiva novamente. O que eu poderia fazer?

— EU e Roger, estamos indo as compras. Ela falou possessa a minha frente.

— Tudo bem, eu irei pedir para Alex preparar o carro. Eu falei passando por ela e pelo amigo e ela me parou com sua voz até irritante agora.

— Eu falei, EU e Roger, será que alem de estúpido e inconveniente, não escuta bem? Ela disse cruzando os braços e eu respirei fundo e voltei a olhá-la.

— Diva… O amigo a repreendeu em sigilo.

— Senhorita Reis, eu estou aqui para fazer meu trabalho, se pretende que nossa relação siga desta forma, tudo bem para mim. Você não vai impedir de eu realizar meus deveres, mas aconselho que acate minhas ordens fora desses muros. Uma vez que nem em sua própria casa está segura. Eu falei virando novamente e seguindo até Alex.

— O que ele quer dizer com isso minha diva? O amigo perguntou assustado e ela esbravejou no salão.

— Grosso. Esse homem não vai ficar aqui! Pooooool! Ela chamou seu assessor e eu sorrir saindo dali.

Eu não sei o que houve ali nem mesmo escutei. Mas a vi novamente com seu amigo e o senhor Marker quase a abraçando e a convencendo a ser menos mimada. Ele vinha falando algo em seu ouvido e ela dizia aparentemente, não. E aquilo me deixou até estressado.

Quando anos ela tinha?

— Mas Pool? É o dia de compras meu e de Roger, espero isso há um ano. Não podemos ir apenas com Alex? Ela disse tão manhosa e carinhosa, que entendi ali o por que ela fazia tudo que queria.

E a frente do carro eu a esperei.

— Dora, assim me deixa em uma situação complicada com este homem. Ele é o melhor, e está sendo mimada. Senhor Marker disse olhando discretamente para mim e fingi não os ouvir ali.

— O carro está pronto senhorita Reis. Jacks já a espera. Alex disse ao lado deles ali avisando pelo dispositivo que ela ia sair.

Observei os seguranças da portaria se organizarem.

Coloquei meus óculos escuros e dei a volta no carro e esperei eles lá fora tirarem os fotógrafos da frente da casa e dos portões e em fim eles o fizeram, e quando voltei a olhá-la estava parado perto de mim a frente da porta do carro.

Inocentemente eu nem entendi seu jeito ali e quando vi senhor Pool e a Maria ali agora junto com Alex nos observando, eu entendi que uma pequena trégua havia se dado. Pelo menos até aquele momento.

Eu abri o carro para ela e seu amigo e entraram calados e eu olhei de repente para o senhor Marker e Maria, e seus olhos estavam apreensivos, como se todo cuidado fosse pouco para aquela ali.

 Eu fechei a porta do lado que eles tinham entrado e dei a volta no carro entrei e fechei a porta arrumando o meu paletó, e me deparei com seus olhos em mim. Eu pigarreei e disse ao motorista que ainda não tinha conhecido bem onde tínhamos que ir.

E calados, fizemos todo aquele trajeto.

Seus olhos olhavam para a cidade como se nunca mais tivesse visto Los Angeles e seu amigo apenas segurava sua mão com firmeza. Sua linguagem corporal era de total medo e aquilo me intrigou. Ela sofria intimamente e por fora era aquela fera ferida.

Quando carro parou ainda não tinha ninguém ali que soubesse da nossa chegada, por enquanto. Por que com certeza, metade daqueles paparazis estariam ali em poucos minutos. Ela colocou seus óculos e seu lenço em volta do pescoço e retirou o casaco de si.

E aquilo tirou minha atenção.

Por mais que fosse azeda comigo, não podia deixar de notar seus lindos cabelos escuros e seus olhos verdes me olharem com raiva. Sua pele branca e suas pernas a mostra com aquele tecido preto veludado era de tirar o fôlego de qualquer homem, mas acordei para a realidade quando ela pareceu me ignorar muito mais do que horas atrás.

Eu sai do carro e abri a porta para ela e ela saiu acompanhada com seu amigo e em volta deles seguimos para dentro do shopping como mais pressa possível.

Era um dia comum demais em Los Angeles e seria capaz que faríamos aquela viagem sem muitos problemas.

Ela estava um pouco diferente do que parecia ser para seus fãs e mundo, então só andei ao seu lado observando tudo. Jacks o motorista, tinha ficado no carro e até ouvia ela dizer para o amigo que era apenas uma única compra e voltaria para casa.

Eu estava começando a me preocupar. Por mais que fosse cedo demais às pessoas a reconheceriam e eu estava sozinho ali, mas sabia como me virar. Ela entrou com seu amigo em uma loja que logo quando vi, notei novamente sua alfinetada para comigo.

Loja de peça intima feminina.

E fazendo meu trabalho fui até ela e segurei com delicadeza em seu braço.

— Será somente nesta loja sua compra senhorita? Eu falei a contendo perto de mim olhando em volta.

— Se me deixar fazer as compras, é, será aqui sim. E já disse para não me tocar! Ela disse com rispidez e notei seu amigo apenas observar.

Eu não disse nada mais e fiquei a porta da loja observando em volta. Até aquele momento suas teimosias e intrigas não me valiam de nada e depois de minutos ali notei o quanto o shopping estava favorável para nós.

Eu estava praticamente na minha prova de fogo por que nem mesmo um dispositivo se quer tinha pego e ainda não tinha lido nem estudado a planta da casa. Mal tinha colocado minhas coisas, mala, no chão do quarto que parecia ser só meu e aquilo me deixou intrigado.

Patrões geralmente nos tratavam com uma certa distancia e estar trabalhando para ela agora, parecia que tudo era diferente do que eu estava acostumado. Mas ainda preferiria ficar com os demais homens, aquela exclusividade dada a mim por senhor Marker ainda ia me render problemas futuros.

E um sorriso alto dela me fez olhar para a loja.

— Claro que não Roger, esse fica melhor. Ela disse colocando a frente do amigo uma camisola rosa e ele parecia se agradar.

Deus! Que sujeito era aquele?

Eu fingi não ver aquilo também e entrei um pouco mais ainda de costa para eles. E continuei minha vigia, mas uns minutos se passaram e o shopping começava a se movimentar mais.

Mais gente para lá e para cá e então entrei na loja para acelerar sua tarde com seu amigo de cor de rosa. Mas eles não estavam ali, só mesmo a atendente que me olhava agora.

— Onde está a senhorita Reis? Eu disse com meus olhos atentos e me preocupei por ela ter sumido dos meus olhos.

— Oi, como vai? Ela está na ala de provador. Você é novo, eu não lembro de você. Ela disse sorrindo para mim e eu amenizei meu comportamento, ela era uma linda jovem.

— Eu sou o novo guarda costa particular da senhorita Reis. Eu falei chegando mais perto do balcão e a encarei em sua graça jovial.

Pena, que aquelas jovens eram um tanto atiradas demais.

— Nossa, daria tudo para ter um. Deve ser algo interessante. Ela disse chegando mais perto e deixei um sorriso escapar e só para apreciar o momento, descansei meus braços no balcão, só que de repente a voz soberba nos tirou do momento.

Eu não tinha culpa de nada.

— Mas o que acontece aqui? Ela disse abrindo a cortina e cruzando os braços.

— Senhorita Reis, estava falando para seu guarda costas que esperasse aqui, uma vez que está provando nossas peças. A menina mentiu na cara de pau e eu sorri com aquilo.

E voltando ao meu posto observei um breve chilique interessante da minha mais nova patroa.

— E querida, não foi isso que vi não. Roger disse parecendo não ter gostado da ousadia da jovem.

Dora Reis era ciumenta? Ou territorial? Não sabia, só sabia que seus olhos estavam bravos e suas bochechas avermelhadas e seus braços cruzados e uma forma até que sexy ali parada.

— Deseja alguma coisa senhorita Reis? Outra jovem veio notando o desconforto que surgia ali entre a cantora e a jovem vendedora.

— Sim, desejo que meu guarda costa entre e segure as peças que eu levarei, preciso dele. Ela disse com uma face nada amigável e esperei a jovem que parecia ser a gerente da loja me deixar entrar.

— Por favor senhor. Ela disse mostrando a mim a entrada mais privada da loja e assim o fiz.

Dora simplesmente entrou no provado e eu fiquei na outra saleta esperando ela provar. Aquilo era normal, uma vez que até em médicos um dia tinha ido com minhas senhoras e protegidas, mas eu notava ali que ela queria me prejudicar.

Ela falava alto com aquele amigo e dizia que as vendedoras de Los Angeles estavam ousadas de mais e segurei um sorriso quando ouvi aquilo.

De uma  certa forma, o que era dela, era dela e de mais ninguém e até me surpreende quando seu amigo abriu a cortina de prova e ela apareceu ali de costas para mim com uma saia colocada vermelha alta até seus seios e uma linda langerrie vermelha.

— Ai meu Deus minha diva, quê isso? Se eu gostasse dessa fruta, chuparia até o caroço. O amigo disse virando ela e ela parecia satisfeita com o corpo que por Deus, era magnífico e por detrás dos meus óculos escuros, podia admirar o que bem desejasse.

— Eu não sei… Não está muito vulgar? Ela disse se virando e admirando a si mesmo diante do espelho.

— Para mim está perfeito. Não acha? O amigo disse falando comigo e eu confirmei com a cabeça.

— HEI! Ela disse puxando a cortina e colocando em volta do seu precioso corpo, eu gostava de mulheres pequenas e bravas.

— Eu pedi que ficasse, mas não para invadir minha privacidade! Ela disse quase aos berros e com uma certa impaciência agora eu fechei a porta da saleta e a encarei tirando meu óculos.

— Senhorita o que tens não há nada que eu não tenha visto e apreciado antes. A senhora mesmo me chamara para entrar aqui na saleta, então presumo que sabia que a pegaria deste estado. Estou fazendo meu trabalho. Eu falei tirando meus óculos e colocando em meu bolso na altura do peito e coloquei as mãos para trás.

Ela respirou fundo e parecia que ia gritar comigo e seu amigo a tranquilizou.

— Como se chama mesmo? O amigo perguntou na frente dela, por que ela parecia que ia perder a paciência de vez, e só estava esperando um ultimo chilique dela para sair dali.

Eu era um dos melhores, não precisava passar por aquilo.

— Mac lany, Jamy Mac Lany senhor. Eu falei olhando sério para o amigo afeminado.

Ele estava nervoso.

— Por favor Jamy, espere-nos lá fora, estamos acabando aqui. Obrigada. Ele disse abraçando ela agora enquanto ela ainda me olhava com ódio.

— Sim senhor! Eu disse saindo dali a fitando no fundo dos seus olhos verdes e sai fechando a porta.

Eu fiquei parado a frente da porta e sorri fechando os olhos e colocando novamente meus óculos no rosto. Eu me encostei na porta rindo como nunca na vida tinha feito, e de fato, não conseguia me estressar tanto com ela, ela só estava tentando se livrar de mim. Bem mais compreensivo do que o sobrinho do presidente, quando me jogara meleca verde. Aquilo era pouca coisa para mim.

Depois de uns minutos, ela abriu a porta aos sopapos e passou por mim como furacão.

— Já quero ir embora, vamos logo! Ela disse passando por mim enquanto o amigo me olhava sem graça.

— Como desejar senhorita. Eu disse indo a frente dela e saímos para a parte da loja que já estava movimentada e aquilo me assustou.

Eu a parei atrás de mim e olhei em volta e tinha mais mulheres ali do que em uma igreja em dia de casamento. Eu a olhei atrás de mim e ela parecia não estar tão mais afoita e parecia assustada agora.

Ela tinha medo de gente? Era o que parecia.

— Está muito mais movimentado do que pensei senhorita, não saia de perto de mim. Eu disse olhando bem em seus olhos, mas ela não concordou comigo nem disse nada.

Ela passou pela minha escolta e foi ao balcão pagar suas peças. Em torno de cinco grandes sacolas ela levara dali e comprou um novo lenço e óculos escuros e pequenos acessórios para aquele amigo que mais parecia um carrapato grudado nela.

Ela agradeceu a jovem que estava ali me encarando de novo e eu notei que ela olhou para nós dois e revirou os olhos.

— Só o que me faltava. Você paquerando as pessoas. Você não é profissional? Ela disse olhando para mim e esperando uma resposta e seu amigo também me encarava da mesma forma.

— Está havendo um equivoco senhorita Reis, a senhorita apenas fora gentil comigo. Eu falei me defendendo dos olhos dela.

— Não foi isso que vi. Vamos Roger a indisplicência de certas pessoas afetam meu humor! Ela disse jogando suas sacolas em meus braços e eu quase cai tentando pegar todas.

Seu jeito de rebolar na minha frente me deixou totalmente desconcertado e agradeci que muitos seguranças não estavam ali. Só que ela conseguiu fazer de mim um péssimo segurança.

Enquanto eu me desviei a atenção dela na tentativa de me arrumar com todas aquelas sacolas, ela estava a frente vários passos e meus olhos arregalaram quando a vi abrindo os braços para um fã, um rapazote que gritava seu nome e se esperneava em sua frente como se estivesse pegando choque.

— Por que chora? Não precisa chorar meu bem. Esta tudo bem. Ela disse tocando no rosto do fã enquanto eu chegava perto.

— Eu amo você, eu sei todas suas musicas eu estou muito emocionado Dora. Eu te amo muito! O rapaz disse a abraçando de novo e chorando em seus braços, enquanto alguns outros fãs tiravam fotos e começavam a rodear.

— Dora, Dora Reis olhe para mim para lhe tirar uma foto. Uma jovem disse chegando mais perto ainda e atracou seu pescoço e ela se assustou de imediato.

O amigo tentou organizar aquilo ali, mas de repente pessoas vinham correndo e os guardas do shopping começavam a vir em nossa direção para entender aquele tumulto.

— Senhorita Reis! Eu a chamei para que ela pudesse notar de onde vinha o grito e assim achar uma saída enquanto eu chegava correndo as pressas.

— Venha ajudá-la homem, vão esmagá-la. O amigo disse dando pulinhos de nervoso e senti vontade de lhe tacar um murro na face.

Ele sabia que daria nisso.

— Por que não me esperaram? Eu disse falando grosso com ele e jogando as sacolas em seu peito e mostrando minha raiva pelo que acontecia.

Eu entrei na multidão e de primeiro retirei o fotografo que estava em cima dela e afastei o fã que chorava e outro que a agarrava pelo corpo como se estivesse tento um ataque. Ela não estava  mostrando resistência, mas quando me vira entrando no pequeno aglomerado de fãs e gentes que só era curiosos, seus olhos pediram socorro.

— Saia da frente! Eu disse tirando o sujeito que pisou no meu pé e aquilo me estressou mais.

Ela estava sendo levada por eles e notei os guardas dali já impedindo a chegada de mais pessoas. Sorte, que estávamos caminhando para fora dali.

— Me dê sua mão! Eu disse para ela enquanto ela estava sendo agarrada e beijada. E ela esticou seu braço e eu a agarrei até com força fora do que era permitida e a arranquei do meio deles, mas pro meu azar, eu entrei no meio daquele tumulto e agora era nos dois ali.

Quando a olhei, vi que estava quase agarrada a mim por que eles apertavam cada vez mais nós dois um contra o outro e então, passei meus braços em volta dela e quase a levando sem que ela mesmo andasse tocando seus pés nos chão, eu a tirei dali quase sem conseguir.

Ela brevemente olhou para seus braços e roupas e incrivelmente estava com marcas de unhas e sua alça do vestido estava rasgada e da forma como seus olhos verdes me fitaram, aquilo doeu em mim.

— Eu vou lhe tirar daqui! Eu disse passando confiança a ela, e pela primeira vez, ela me ajudou a fazer meu trabalho.

Ela escondeu seus rosto em um abraço apertado em mim e a segurando fui empurrando aquelas pessoas sem agredir ninguém nem mesmo deixando eles notarem a situação. Ela sabia ser o que era e tinha certeza que ninguém tinha notado o susto que ela sentia.

— Onde está minha diva? Oh Meu Deus! Dora? Roger disse aos berros no meio da multidão que a chamava sem parar.

— Roger, o carro! Eu disse alto para que ele entendesse e escutasse, e ele saiu correndo com as sacolas e fora chamar Jacks.

Graças a Deus, Jacks veio me ajudando e abriu espaço para mim e quando pensei que aquilo não podia piorar. Toda a mídia daquela cidade estava ali, era o que parecia. Só consegui sair dali com ela, por que os óculos me davam uma nítida visão, fora isso, eles tinham me cegado.

Jacks abriu a porta e eu entrei com ela a jogando praticamente e logo seu amigo entrou pela outra porta. E quando recuperei o fôlego e o carro começou a andar, eu a vi e parecia não está bem.

— Senhorita? Eu disse tentando olhar em seus olhos e tive que tocá-la, eu tive.

Eu ergui seu rosto e seus cabelos amarrotados e vi seu rosto mais vermelho que nunca e ela não falou nada desagradável, ela não conseguia respirar.

Ela estava tendo um ataque.

— Dora? Dora minha vida, fala comigo. O que tem? O amigo disse quase me arrancando da frente dela e eu o empurrei.

— Ela está com falta de ar. Onde está os seus remédios? Eu disse a sacolejando em minha frente e ela apontou para a bolsa.

Seu amigo pegou a bolsa dela e ela tirou dali um pequeno dispositivo pequeno de bombinha de ar, e pelos olhos assustados do amigo, nem eles sabiam que sua saúde estava daquele jeito.

Eu a observava atentamente já na espera de falar para Jacks mudar o curso e irmos para o hospital. E quando ela parecia melhor, preferiria ela calada como estava.

— Você, você empurrou meus fãs. Como pode ser tão rude? Sabe como isso repercutirá em minha carreira? Ela disse jogando sua bombinha longe e gritando comigo.

— Eu só fiz o que o momento e a situação pedira senhorita. Estava a ponto de ser seriamente machucada ali. Eu disse no mesmo tom perdendo minha paciência com ela pela primeira vez.

— Você não tem o direito de os empurrar daquele jeito, que eu me acabasse no chão, mas não os toque desta forma novamente. Você me entendeu? Ela disse gritando muito mais alto ainda me encarando com uma firmeza, que ainda não tinha visto em nenhuma mulher.

Eu respirei fundo e me controlei para não dizer nenhuma besteira e notei seu amigo se tremer dos pés a cabeça com a briga se dava ali.

— Não irá mais acontecer! Guarde minhas palavras! Eu disse bem pertinho dela como fizera comigo e o amigo entendeu minha ameaça.

— Minha diva ele só tentou ajudar. Tenha um pouco de paciência, quase morremos, você quase morreu! Não quero imaginar isso.  O amigo disse em minha defesa enquanto ainda nos olhávamos furiosos.

— Não quero ouvir. Não quero ouvir porcaria nenhuma. Jacks acelere, eu quero ir para casa e resolver isso de uma vez. Ligue para Pool Roger, agora! Ela disse sentando-se melhor no sofá do carro e eu abaixei minha cabeça tirando meus óculos e passei as mãos na minha testa.

Eu estava farto, tão pouco tempo, nunca tinha visto alguém tão desagradável.

Chegamos na mansão e todos que pareciam já serem avisados por ela enquanto estávamos no carro, já vinha até ela com aquela proteção anormal. Ela estava mesmo em um estado deplorável e aquilo era culpa minha.

Eu não tinha feito meu trabalho.

— Por Deus o que houve com você? Senhor Marker veio abraçando ela e olhando em seu rosto os arranhões e tentando entender o por que de suas vestes rasgadas.

— Fomos atacados Pool. Eu temi perdê-la! Roger disse também a abraçando.

E eu fui em direção a eles pegando suas sacolas e parei diante deles.

— Senhorita, suas compras. Senhor Markes desejo muito lhe falar, em particular! Eu disse olhando seriamente para aquele homem e senti algo arde em meu rosto.

— Sim claro, vamos nos falar começando pelo fato de deixá-la estar neste estado, não foi para isso que lhe contratei. Isso é imperdoável. Veja o estado de Dora! O que esteve fazendo? Ele disse furioso comigo e jamais responderia a um patrão.

— Vamos acalmar os nervos aqui, eu estou tremendo-me da cabeça aos pés. Roger disse pegando ela e levando para dentro.

— Eu desejo ele longe de mim e de meus fãs também Pool, ligue a TV para ver o que se passou conosco. Ela disse enquanto seguia com Roger, e quando dei por mim, a Maria estava me olhando assustada.

— Por que está sangrando? Ela disse chegando até mim e me tocando na testa e não gostei da aproximação.

— Não estou sangrando! Eu disse me afastando dela e tocando na minha testa, e droga, eu estava.

— Sim você está sim, Alex o leve para limpar isso! Ela disse segurando um ponto acima da minha sobrancelha e aquilo era o cumulo para mim.

— Onde arrumou isso Jamy? Fora tão perigoso assim? Senhor Marker disse analisando o corte.

— Eu tenho sucesso no meu trabalho senhor Marker, quando a quem sirvo deixa eu trabalhar. Não segurar sacolas. Não sou camareira tão pouco donzela de acompanhamento da senhorita Reis. Lhe peço a saída do cargo. Eu disse passando por eles ali e fui sendo levado por Alex para limpar aquilo.

Eles nos seguiram e quando cheguei na grande cozinha eu vi Maria vir as pressas e Alex me olhar atento. Eu tirei meu paletó e dobrei as mangas da minha camisa até os cotovelos e deixei minha cabeça inclinada

— Nossa, isso sangra! Alex disse olhando melhor o ferimento.

— Alex, vá ver se Jacks também não se machucara. Pro favor! Senhor Marker disse a Alex que se retirou com educação dali, e quando olhei para a porta da cozinha, ela veio caminhando contra sua vontade e seu amigo afeminado junto.

Todos pararam ali na minha frente e me senti como nunca, acuado e com uma dor de cabeça dos infernos.

— Jamy… O senhor Marker começou a falar e eu o interrompi.

— Senhor Marker, não quero parecer mal educado tão pouco rude grosso ou monstro como a senhorita me titula. Eu só não desejo mais este cargo. Não precisa me ressarcir em nada, nem mesmo uma semana fiquei aqui. Eu disse limpando meu rosto e notei os olhos dela assustado quando viu o sangue.

— Mas se vai? Ah! Roger pareceu mesmo triste e olhou para sua diva que me encarava.

— É esse seu plano homem? Me deixar com esta imagem diante dos meus empregados e das pessoas que me servem? Ela disse gritando na cozinha.

— Não desejo fazer nada que a senhorita já faz com êxito senhorita Reis. Eu disse alterando minha voz e me levantando, e de repente a senhora Maria me sentou novamente.

— Hei, minha gente onde está o respeito aqui? Senhor Marker disse entre nós dois ali.

— Ele perdera quando empurrar meus fãs daquela forma. Nunca mais faça isso ou vai se arrepender. Ela disse apontando para mim.

— O respeito se perde quando acha que é invencível e anda sozinha no shopping como se não fosse alguém publica, me fazendo carregar sacolas empatando meu trabalho. Eu disse olhando para senhor Marker e ele passou a mão na face.

— Isso é verdade? Ele disse olhando para Roger e para ela, que mais parecia uma criança agora.

— Sim, mas ele é meu guarda costa não é? Fiz isso para deixar de cortejar as moças da loja. Quem ele pensa que é? Nunca me vi em tal situação. Ela disse furiosa de novo.

— Então é esse seu problema comigo? Não suporta o fato das pessoas serem agradáveis comigo quando você só me dá patadas e me atrapalha senhorita? Veja bem, eu sou o melhor no que faço e estou aqui por que tenho capacidade, agora eu que não desejo ficar perto da senhorita me colocando em risco por uma pessoa que mal um, OBRIGADO me dá, uma vez que estava prestes a morre de falta de ar. Eu disse me levantado já, e disse aquilo alto e claro.

— Rapaz, tente se acalmar! Maria disse me sentando novamente e tentando estancar o corte.

— Falta de ar? Estar com crises de novo? Dora! Senhor Marker disse olhando feio para ela.

— Como posso ter um bom relacionamento com esse homem se é um fofoqueiro! Pool! Ela disse com raiva e eu sorri para ela e mordi os lábios me divertindo daquilo.

— Minha diva, você também me assustou, pensei que te perderia. Roger disse choroso ao lado dela lhe abraçando.

— Não deve brincar com essa crise senhora, há tempos não a tinha. Que bom que Jamy notara. Temos que ligar para o medico dela logo. Maria disse colocando um curativo que fez arder o corte.

— Também acho Maria. Dora só irá aprender a não me esconder as coisas quando tudo isso sair do controle, sem contar naqueles malditos frascos. Senhor Marker disse olhando para ela e ela ficou sem ação.

— Okay! Isso que eu precisava. Estou esfolada, dolorida, rasgada com minhas costelas latejando e estão todos contra mim? Era o que eu precisava! Muito obrigada! Ela disse saindo dos braços de Roger e saiu mancando e ali me preocupei com ela, ela só estava assustada.

— Menina… Maria suspirou falando aquilo olhando para mim.

Eu fingi não entender e esperei o que senhor Marker falaria.

Ele puxou uma cadeira para perto de mim e se sentou a minha frente e suspirou. Me olhou estressado e cansado. Maria limpou tudo ali e pedi desculpas a ela pelas gostas de sangue vesti meu paletó novamente e dentro de mim sorri, quando lembrei de seus olhos assustados e pregados em mim.

Ela estava preocupada.

— Pretende mesmo sair? Senhor Marker perguntou quase inaudível e já pegava seu celular.

Ele ia pedir para me levarem com certeza.

— Se eu sair, quanto tempo levará para me substituir? Eu falei sentindo dor agora, e lembrei levemente de como tinha pego aquele corte.

A câmera de um daqueles sujeitos tocaram na minha testa me dando um sopapo antes de entrar no carro.

E nem tinha notado.

— Um mês, ano, não sei. Ela não tem um particular. Só mesmo Alex que por Deus é o que ela mais gosta. Ele disse suspirando.

Eu olhei para ele e vi os olhos de Maria gentis para mim. Pensei bem e tive uma conclusão, ela estava cansada, estressada, acabado de voltar de uma Turne, um acidente que o mundo dizia que ela era drogada e eu ainda tinha caído em cima dela sem querer.

Eu também me odiaria.

— Preciso de comunicadores e uma lista de lugares que ela precisa ir e estar. Preciso da planta da casa do nome de todos e preciso que uma boa parte deles como Alex sempre acatem minhas ordens. Estou para protegê-la então, preciso de alguém por nós. Seguranças secundários altos e que possam intimidar. É estratégia. Agora se me der licença eu preciso arrumar minhas coisas, eu ainda nem me organizei. Eu disse me levantando e o olhando com calma.

Eu ficaria.

— Então vai ficar? O homem que mais parecia um pai preocupado me perguntou.

— Sim senhor. Perdoe-me por minha falha, mas tentei tirá-la de lá sem ferimentos. Espero que ela não tenha se machucado. Eu disse realmente preocupado.

Pequena como era, deveria estar toda dolorida mesmo.

— Eu a verei agora. Obrigado por colocar o que ela é acima de suas escolhas. Não esquecerei disso. Ele disse apertando minha mão e notei que meus braços também doíam.

— Tudo bem senhor. Me dê licença. Eu disse saído da frente dele e notei ele e Maria apenas me observar enquanto eu saia.

E quando eu sai dali eu encostei-me na parede e senti a dor dos empurrões e sabia que tinha me machucado mais. Fui caminhando devagar até onde Alex tinha me mostrado onde era meu quarto e notei que de fato ficava longe dos de todos ali.

Eu subi a escada e entrei em um corredor solitário e vi a porta do quarto e o vendo melhor era muito luxuoso. Mas só vi a cama uma vez que me joguei nela tirando minha roupa e tentando respirar agora, e me surpreendi quando senti seu cheiro doce em mim.

— Criança tola! Disse sorrindo agora.

Ela era uma tola e mimada, nada mais que isso.

continue…. Kisses in your hearts….

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