8 .CAP.

 

O dia se passou rápido, Michael ensaiava no palco enquanto nós arrumávamos as coisas para o grande dia. Eu notei os olhares de Jony em mim e no astro, mas pensei que era só dor de cotovelo dele.

 

Jony era fissurado em mim, mas além disto ele era um excelente profissional.

 

— O que faço com estes cabos. Vick? O rapaz da técnica veio me falar, já na hora de fecharmos.

 

— Nossa, o que isto faz aqui? Vamos ter problemas se os cabos originais falharem. Eu disse pegando os cabos nas mãos e olhando pra ele.

 

— Eu não sei! Só achei isto jogado ali atrás. Ele falou apontando para trás do palco.

 

— Só quero saber quem foi que fez isto? Deixe que eu vou colocar no lugar Joe. Eu disse já indo em direção a sala de manutenção aonde ia aquilo ali.

 

Eu sai pelos corredores que davam para a sala de manutenção não acreditava que a pessoa responsável por aquilo tinha deixado os cabos fora do lugar. Se estourasse alguns dos originais poderíamos ter um grave acidente no meio do placo na hora do show em que tudo tivesse ligado ao mesmo tempo.

 

Até Michael correria um grava risco. E adivinha quem seria responsabilizado por isto alem de machuca alguém que estava ficando mais que querido para mim.

 

Eu entrei na sala e tentei acender as luzes, mas parecia que o interruptor estava com defeito. Era estranho aquilo, pois eu tinha vindo hoje mais cedo e estava funcionando normalmente.

Eu estava com pressa em colocar os cabos no lugar pois Michael estava me esperando no camarim para irmos jantar então entrei assim mesmo.

 

Estava muito escuro ali e peguei o meu celular acendo as luzes dele. Não seria difícel era só colocar os cabos nos seus plugues.

Eu ajeitei o celular na minha boca e estava ao mesmo tempo colocando os cabos no lugar quando escutei a porta fechar atrás de mim e me virei no escuro para ver o que tinha acontecido e acabei derrubando o celular no chão e vendo ele se desligar sem saber aonde teria caído.

 

Aquilo não podia estar acontecendo. O que era isto?

 

A porta não podia ter se fechado sozinha, ela era pesada e teria que ser empurrada para fechar.

Então algo frio percorreu o meu corpo me fazendo gelar por dentro.

 

Avia alguém ali. Mas quem? Afinal quase todos tinham ido embora se restava alguém ali eram só os rapazes do som.

 

— Quem está ai? Eu falei temendo escutar a resposta.

 

— Não gosto disto. Quer fazer o favor de abrir a porta? Tenho certeza que não vai gostar quando eu sair daqui. Eu falei tateando com as mãos para ver se ia em direção a porta de entrada sem enxergar um palmo em minha frente.

 

— Michael se for você eu vou lhe matar. Eu falei pensando no dia do banho de água em seu camarim.

 

Foi neste momento que escutei uns ruídos vindos em minha direção eu vi uma luz brilhar em meus olhos.

 

— Quer fazer o favor de tirar isto dos meus olhos? Eu disse colocando a minha mão na frente para proteger o rosto e tentar ver quem era.

 

— Hei! Não está me escutando? Eu falei já com raiva daquilo e notando que não era brincadeira.

 

Avia alguém ali, mas ele não estava nem um pouco com boas intenções ou brincando. Eu escutei passos mais acelerados em minha direção desligando a luz que refletia em meus olhos e me abraçando por trás me fazendo soltar um grito de pavor.

 

Eu ia gritar, mas ele tapou a minha boca com sua mão. Eu estava apavorada, eu sentia meu coração disparar em meu peito, eu gritava mesmo assim sentia sua mão me sufocar. Eu notei que ele me virou para ele e começou a passar a sua mão em mim com veracidade, ele me beijava no escuro sem saber realmente aonde me tocar, eu sentia suas mãos em meus seios me apertando e escutava sua respiração começara ficar ofegante.

 

Ele me puxou para mais perto dele e fazendo-me sentir o seu membro já bem saliente quando ele apertava contra mim. Eu me debatia conforme o empurrava senti seus lábios em meu rosto meu pescoço e ia descendo conforme me apertava eu gritava com ele e me debatia com força eu temia pelo que poderia acontecer e sem saber com quem.

 

Mas ele era mais forte do que eu e me prendia em seus braços como se fosse uma corda.

Eu consegui soltar um dos meus braços e o empurrei  para longe de mim quando ele tocou o meus seio por debaixo da camiseta e sentindo que o tinha arranhado o fazendo soltar um ai e me largando com brutalidade me empurrando para longe fazendo eu cair e bater com a cabeça em algo que não pude ver e desmaiando em seguida.

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