4 CAP.

Caímos aos dois no chão e derrubando tudo que eu tinha em meus braços fazendo um bom barulho.
Eu estava com o coração na boca. Não dava para enxergar nada naquele breu que era o camarim fechado.

Mas quem estaria ali a estas horas?

Eu estava quase sem fala quando escuto risos vindos do meu lado. Quem estivesse ali e que tinha se trombado comigo e caído no mesmo chão, estava se partindo de rir e eu não achando a menor graça naquela situação constrangedora ali.

— Quer parar de rir! O que faz aqui? Não sabia que não pode entrar aqui sem permissão? Eu disse me levantando no escuro e voltando de vagar e tateando as coisas pelo caminho para trás para poder acender a luz e escutando ele ainda rir mais alto me deixando mais zangada ainda.

— Eu não acho a menor graça seu engraçadinho. Você vai me pagar a hora que eu colocar as minhas mãos em você. Eu disse já chegando perto do interruptor e batendo no armário da sala derrubando alguma coisa em cima de mim e no chão.

Foi quando eu acendi as luzes e dei de cara com nada mais nada menos do que o próprio cantor sentado no chão morrendo de rir.

— Você! Eu disse sem acreditar no que eu via.

— Nossa você conseguiu derrubar todo o vaso de flores em você. E está encharcada. Ele falava e ria ao mesmo tempo me deixando de boca aberta com relação aquilo.

— Há é! Então não serei a única encharcada aqui. Eu disse pegando o vazo de flores que estava na mesa e fui em sua direção.

— Você não ousaria. Ele falou estalando os olhos para mim ainda sentado no chão.

— Há, há. Cadê o sorriso cínico agora senhor Jackson? Eu disse chegando mais perto dele retirando as flores e ficando só com o vaso cheio de água nas mãos.

— Espere! Perdoe-me por entrar assim sorrateiramente para lhe assustar. Ele falou querendo se levantar, mas não deu tempo eu derramei toda a água nele do vaso.

— Agora estamos quites. Eu disse me desmanchando de rir enquanto ele ficava sentado no chão chacoalhando as mãos encharcadas.

— Eu merecei. Ele falou fazendo uma cara de triste e me deixou sem jeito.

Eu fui para perto dele pensando que avia me excedido no meu temperamento de novo e causando algo no astro.

— Olha. Desculpe-me. Eu disse me ajoelhando do seu lado e sentindo meu coração apertar e erguendo seu rosto para mim.

— Há, há te peguei! Ele falou em puxando para perto dele e me jogando no chão todo encharcado.

— Você é maluco? Eu disse embaixo dele deitada no chão e sentindo meu coração sair pela boca com o gesto rápido e vendo-o ficar em cima de mim e do meu lado.

— Não. Só queria lhe assustar. Ele falou muito perto de mim e pude sentir seu perfume entrar dentro de mim e se alastrando.

— É. Mas sua brincadeira nos custou nós dois molhados. Eu falei saindo rapidamente debaixo dele e ficando de pé sentindo algo pegar fogo no meu peito diante dos olhos negros dele.

— Me desculpe. Eu não resisti quando lhe vi entrar aqui. Não quis que se molhasse. Ele falou se levantando e pude notar que ele estava todo molhado com os cabelos despenteados e com um ar muito mais sexy do que deveria.

— Me desculpe Senhor Jackson. Foi imprudência minha. Não deveria ter lhe molhado desta forma. É que tenho um temperamento meio explosivo. E o senhor me provocou. Eu disse sem jeito agora e vendo os olhos dele acender quando me olhou na claridade toda molhada.

— Precisa trocar esta roupa. Ele falou apontando para mim e notei que a camiseta branca que eu estava usando avia deixado os meus seios a amostra e salientes com o frio do molhado.

— Me desculpe. Eu disse cruzando os braços no meu peito como um reflexo instintivo. E me deixando com o rosto pegando fogo.

— Creio que não tem roupas secas. Ele falou meio que sem jeito tentando desviar os olhos de mim e também todo molhado e pude notar uma grande saliência em suas calças.

— Não. Mas darei um jeito. Eu disse indo pegar as folhas que tinham caído de minhas mãos no chão durante o encontrão rapidamente.

— Espere. Não pode sair assim toda molhada pode ficar doente. Eu devo ter algo que sirva em você. Ele falou indo em direção às mala e ainda pingando água.

Eu pude ver seu corpo direito agora na luz apesar dele estar todo molhado e fazendo sua roupa ficar toda colada em seu corpo, ele era lindo. Estava com uma calça preta fina com uma camisa azul com uma camiseta branca por baixo, ele a usava com um casaco todo trabalhado que gotejava água pelas beiradas.

Agora vendo ele desta forma torcia que não estive-se estragado nada nele, senão eu tinha certeza que o Willians iria me matar desta vez.

Ele tinha os cabelos curtos que estavam todo despenteado dando a ele um ar de rebeldia e displicência. Sua maquiagem estava meio que borrada mas deixava ele com um ar de criança traquina e quando se virou para mim me olhando daquela forma fez meu coração parar diante do que eu achei que ele avia pensado principalmente olhando ele com aquele volume que pareceu ser automático quando olhou os meus seios.

Quem diria! Se eu conta-se a Alex morreria com o que o astro pode imaginar de mim daquele jeito. Eu o tinha excitado. E ela faria da minha vida um inferno com suas deduções e imaginações alem de nossas fronteira.

— Olha acho que isto serve em você ele falou me mostrando algumas roupas dele.

— Não precisa se incomodar senhor Jackson. Eu pego um táxi e já estarei em casa. Eu disse terminado de ajuntar as minhas coisas e ficando com elas na frente do meu peito para ele não ver mais alem do que já tinha visto.

— Não seja tola menina. Não quero ver você doente, pois está meio frio lá fora hoje. E não quero ter que mandar meus seguranças esmurrar ninguém por lhe ver assim neste estado. Ele falou apontando para o meu peito e me deixando mais sem jeito do que nunca e fazendo eu me zangar com a sua cara de levado.

— Me dê isto aqui! Eu disse pegando as roupas das suas mãos e colocando os papéis em cima da mesa, deixando os meus seios de propósitos a mostra colados na camiseta e notei que seus olhos faiscaram com aquilo, e mostrando que estava pegando contrariada e vendo um ar de vitoria nele também.

Fui para trás de um biombo e comecei a retirar as roupas molhada, eu avia notado que tinha um espelho ali e conforme eu me mexia dava para ser visto de onde ele estava. Eu tinha certeza que ele me olhava discretamente senti seus olhos em mim.

Me virei sem ele perceber e retirei a camiseta molhada que estava grudada e deixando ele só me ver de costas nuas, ele sabia que eu estava sem aparte de baixo agora e tinha certeza que a saliência que eu avia feito nele agora com certeza avia aumentado.

Brincar assim com um homem era excitante, e fazer isto com um homem feito ele era delirante. Não gostava de fazer isto com ninguém, mas foi ele quem pediu.

Também sabia ser maldosa quando queria. E por ser contraria a minha natureza eu me diverti com aquilo.
Sai do biombo de calças pretas e camiseta branca meio grandes para mim. Pois ele era mais alto do que eu apesar de usarmos a mesma medida.

— Acho que estão meio grandes. Eu disse arrastando a barra das calças no chão.

— Espere. Deixe eu lhe ajudar. Ele falou se abaixando rápido na minha frente e dobrando a barra das calças e me fazendo com aqueles gestos o meu corpo tremer por dentro.

— Pronto. Ele falou ainda de joelhos em minha frente e olhando para cima em minha direção notando que me deixou sem graça com aquilo.

— Obrigada. Eu disse me afastando dele para poder respirar direito e tinha certeza que ele avia notado.

Ele mexia comigo e sabia disto. Mas Michael não sabia até onde ele conseguia me desconsertar.

— Precisa trocar de roupa senhor Jackson o doente vale para você também. Eu disse mostrando a roupa dele grudada nele.

— Eu sei. Já estava indo ele falou pegando as roupas que avia separado para ele também e indo para detrás do biombo.

Eu sem poder resistir olhei para o espelho que avia ali, eu tinha a completa certeza que ele sabia que eu estava olhando, pois avia notado o seu estado, eu senti meu corpo pegar fogo quando ele retirou suas roupas de vagar ele fazia de propósito, eu tinha toda a certeza disto.

Não podia ser natural aquilo.

Michael era lindo, ele era magro, mas seus músculos com os exercícios dos palcos e danças davam um contorno elegante em seu corpo.
Ele retirou suas calças ficando só com a roupa íntima e meu coração quase parou neste instante e pude ver o meu ar sumir diante do que eu estava vendo.

Ele não podia ser tudo aquilo!

Michael vestiu suas calças rapidamente, pois achei que ele pensou que eu avia desmaiado do outro lado, pois quando eu o vi dei um paço para trás e esbarrei em uma cadeira fazendo barulho.

— Você está bem? Ele falou todo vestido e com a voz mais sexy agora e notando que estava toda sem jeito.

— Sim. Agora preciso ir. Eu falei colocando o meu tênis molhado e pegando as minhas coisas. Eu tinha que sair dali, se não eu tinha a completa certeza que o astro corria risco.

— Eu lhe levo. E vista isto. Ele disse pegando um casaco para mim de sua mala.

— Mas estas roupas são do seu show de sexta, senhor Jackson! Eu disse olhando para o casado que ele fazia o Billie Jean em suas mãos.

— Eu tenho mais em casa. Agora vista. Ele falou vindo em minha direção para me colocar o casaco.

— E o senhor? Eu disse me referindo ele estar só de camisa de mangas longas e finas.

— Em primeiro lugar. Eu sei que sou mais velho do que você, mas gostaria que me chama-se me Michael. Em segundo eu tenho mais no carro. E vou para casa. Ele falou me virando e colocando o casaco em mim e pude sentir suas mãos quentes percorrer os meus braços enquanto me ajudava a colocar o casaco, me fazendo sentir novamente algo se incendiar dentro de mim e me afastei rápido dele.

— Podemos ir? Eu falei sem olhar para ele e senti seus olhos em mim.

Avia algo neles que me incomodavam eu tinha a nítida impressão que ele me desejava. Avia algo em seus olhos que pegavam fogo quando me olhavam. Não sei se foi por causa do que ele avia visto com a minha ajuda é claro, ou ele era assim mesmo.

Mas a fama dele não fazia jus a ele.
Michael era um homem tímido, mas aquilo era o que fazia me excitar, avia timidez nele mas avia fogo altíssimo nele também.

— Vamos? Ele falou bem perto de mim me fazendo voltar dos meus pensamentos.

— Claro. Eu falei respirando fundo e espantando aquela visão que eu tinha dele.

— Você não me disse seu nome. Ele falou ainda caminhando pelos corredores do Medison do meu lado.

— Me chamo Victória. Mas as pessoas me chamam de Vick. Eu falei indo do seu lado e tentando ficar mais calma agora.

— Bonito nome. Seu nome já diz. Vitoria. Deve ser uma pessoa realizada. O que faz aqui nomeio disto tudo? Ele falou ainda curioso aos meu respeito.

— Gosto do que faço. E meu nome pode lhe enganar Mick. Eu disse sem notar que o chamava pelo apelido dele e ele sorriu com aquilo.

— O que foi? Eu disse olhando ele sorrir com um sorriso estonteante.

— Gosto quando diz meu apelido. Ele soa diferente. Quando vem de você. Ele falou abrindo a porta da saída para o estacionamento.

— Deve por eu ser brasileira. O som sai mesmo diferente. Eu disse agora notando que avia dito o seu apelido em vez do seu nome e me deixando envergonhada e notando que ele fazia sentir aquilo com frequência.

— Há! Eu sabia que avia algo diferente em você. Ele falou me conduzindo até o carro preto que estava estacionado do lado leste do estacionamento.

— Por que não gosta de brasileiras? Eu falei espantada com ele agora.

— Claro que gosto. A minha cozinheira é brasileira. Mas ela não é assim tão bonita e sexy igual a você. Ele falou se inclinado bem perto de mim e falando baixinho quando chegamos ao carro e vi seus seguranças os olhares intrigados.

— Para onde senhor? O seu guarda costas falou me olhando.

— Vamos levar a mocinha para casa primeiro Jack. Ele falou mostrando a entrada do carro para eu entrar.

Eu o olhei por alguns instantes e entrei no carro, fomos conversando sobre várias coisas, ele fazia as perguntas mais variadas, ele estava interessado em como eu era. Sentia seu olhar muitas vezes fixo em meu peito e fechei o casaco como reflexo e ele sorria mas sem dizer nada.
Michael me deixou na frente do meu apartamento vestida como se fosse ao um show. Fiquei imaginando quantos de suas fãs não dariam um braço só por chegar perto dele e eu estava ali vestindo suas roupas.

Entrei e fui direto para o meu apartamento, pois já passavam da uma e tinha que levantar mais cedo do que nunca manhã.

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