11.CAP.. “ O Cansaço.”

Quando cruzei a porta do holl Sara veio me receber com expectativa. Ela sabia o que eu tinha ido fazer. E torcia que os resultados teriam sido positivos.

— Como foi senhora? Eles aceitaram parar com isso? Ela me perguntou pegando os meus óculos e lenço.

— Não Sara. Eles nem me deixaram falar. E se prepare para dias ruins. Onde estão as crianças e Michael? Eu disse vendo a casa em silencio.

— As crianças estão com a sua baba no jardim. Elas gostaram das flores. E o senhor Jackson ainda dorme. Ela disse me vendo ver as crianças de longe.

— Okay. Eu vou ver as crianças, depois Michael. Eu disse dando um leve sorriso e ela se foi.

Eu fui ver as crianças e brinquei um pouco com elas. Matt era inteligente. Ele via a tristeza em meus olhos e parecia compreender o nosso mundo maluco. E Victory crescia a menina dos olhos do seu pai.

Depois de um tempo eu subi as escadas e fui em direção ao meu quarto. Mas quando entrei Michael não dormia. Ele estava em pé vendo seus filhos na janela do quarto.

— Eles são lindos não são? Michael falou sem se virar para mim.

— Sim Michael. Seus filhos são lindos e inteligentes. Sabia que Victory engana a baba direitinho? Eu vi isso agora pouco. Ela é terrível. Eu disse indo em sua direção e ficando do seu lado.

Michael respirou fundo e me pareceu esboçar um sorriso. Com certeza ele tinha visto sua filha que mal tinha completado dois anos se esconder da baba a deixando maluca a sua procura.

— Você foi até eles? Michael falou mudando de assunto e me encarou.

Eu respirei fundo e me lembrei das cenas que presenciei logo pela manhã. E um frio percorreu as minhas veias e senti um calafrio.

— Sim. E creio que eles não vão ceder Michael. Eu disse respirando mais uma vez fundo e me lembrando das palavras e olhares para mim ainda.

— Você deveria ter me esperado. Eu imagino como foi tratada. E não era para ser assim. Eles tem que a respeitar. Você é a mulher que amo e que vive comigo a onde todos me condenaram. É mãe de meus filhos e exijo respeito. Michael falou me vendo desviar os meus olhos dos seus e olhar os meus filhos lá embaixo.

— Isso todos ficaram sabendo. E espero que tenhamos feito a coisa certa. Temo que eles usem a mídia e nosso segredo para piorar as coisas. O que fazemos é arriscado. E sua segurança pode não ser mantida. Eu nunca vi uma família tão gananciosa. Eu disse escutando os ecos das palavras deles em minha mente e aquele mal estar querendo voltar.

O que era aquilo agora? Eu não podia ficar doente. Não agora.

— Você não tem ideia do que eles são capazes de fazer por dinheiro. Michael falou me olhando com atenção.

Mas as suas palavras pareciam sumir de vez em quando da minha mente, e olhei para ele me sentindo gelada e suando frio.

— Michael eu…… Mal consegui dizer mais nada e desabei em seus braços.

Eu escutei Michael ir aos berros comigo em seus braços para a nossa cama. E escutava aos longe as vozes exasperadas. Eu sabia que o médico seria chamando e temia por minha saúde que depois de ter tido Victory, apresentava ser frágil.

Depois de algum tempo os meus sentidos voltavam ao normal. Eu escutava Peter falar com o médico e com certeza Michael estaria disfarçado ou em algum lugar escutando o que se era dito.

Logo o médico saiu e Michael entrou parecendo mais que aflito.

— Oh meu Deus Med! O que você tem? Só me falta ficar doente e me deixar. Eu morrerei se for isso. Ele falou querendo conter suas lágrimas em vão.

— Calma Michael. Eu só estou cansada com estes dias malucos. Eu disse tocando o seu rosto preocupado.

Eu notei Peter mandar Booby acompanhar o doutor e ele voltou para ficar do meu lado com a receita nas mãos.

— Desculpe senhor. O doutor aviou esta receita. Ele disse que a senhora só teve uma queda de pressão por exaustão. Ele acha que ela anda se alimentando mal e notou as olheiras em seus olhos. Ela precisa de repouso. Peter falou entregando a receita a Michael que olhou ela com  atenção e depois voltou a sua atenção a mim.

— Você anda exagerando de volta não é? Se eu o faço é por que não aguento mais. Mas você não é assim Med. Por favor meu amor. Tem que parar. Por mim e por nossos filhos. Providencie os remédios Peter. Eu mesmo vou cuidar dela. Michael falou para mim e depois entregou a receita a Peter.

— Sim senhor. Irei agora mesmo buscar. Ele falou e saiu rapidamente.

Michael se virou para mim cruzou os braços e fez aquele olhar de pai muito zangado por que pegou a filha pulando a janela do seu quarto no dia do baile.

— Não me olhe assim. Não atire pedras no telhado alheio se o seu é de vidro. Eu disse fugindo dos seus olhos reprovadores e fitei a janela a minha frente.

— Sabe muito bem que não é esta a questão senhora Medlayne Jensem Jackson. Ele falou ainda com a voz rouca como se quisesse me repreender.

Mas notei a sua voz sedutora por trás de sua autoridade. Ele estava a me fitar atento. Mas se eu o provoca-se? Toda aquela estrutura malvada cai ao chão. E era isso que eu faria.

— Wow…. Michael Jackson me chamou pelo nome todo? Você está mesmo zangado. Eu disse voltando o meu olhar para ele e fazendo um olhar malicioso e pervertido.

Michael levantou uma de suas sobrancelhas e notou que eu invertia as questões ali.

— Não me faça este olhar. Eu estou a repreender senhora Jackson. Ele falou tentando sem sucesso parecer bravo.

— Hummm… Então eu irei aceitar o meu castigo por ter sido uma menina muito má. E quero que você me castigue agora. Eu disse saindo das cobertas e indo de gatinho em sua direção.

O olhar severo de Michael deu lugar aos seus olhos brilhantes. Ele esboçou um sorriso malicioso nos lábios e desfez os braços e veio em minha direção me parando no caminho.

— Pode ter certeza que vou lhe castiga garota. E vai gritar alto. Ele falou já me puxando para os seus braços.

— Eu conto com isso meu amor. Eu disse já envolvendo os meus braços em seu pescoço.

Michael me invadiu os lábios e me deitou na cama. Sua boca era voraz e suas mãos me despiam rapidamente. Michael só estava de pijamas e os tirar era questão de segundos. Ninguém entraria ali sem ser chamado, e as crianças estavam lá em baixo brincando com a baba.

Então nos amar era só que podíamos fazer.

Michael em pouco tempo me provava por inteiro sem deixar um só espaço intocável.

Seus beijos estalados suas mãos que me deixavam sem fôlego pareciam criarem vida sozinhas. Quando ele me penetrou me fez gemer alto e fez ele soltar um gemido mais que prazeroso em meus ouvido.

A adrenalina correu solta enquanto nossos corpos suavam e se moviam em uma dança mais que frenética e excitante.

As investidas ficaram mais profundas e Michael gemia alto em meus braços. A cada posição a cada finaliza de quase um êxtase, ele parecia querer mais. E me deixava alem das nuvens.

Quando finalmente explodimos juntos, Michael deslizou de dentro de mim, escorregou do meu lado depois de me tirar o fôlego em beijos suaves e me puxou para ficar agarrado a mim.

Ele parecia mais cansado do que eu e adormecemos abrasados um no outro. Ainda me lembro dele me dar os remédios que o doutor indicou e me envolveu em seus braços mais uma vez, e ali fiquei perdida em sonhos e pensamentos distantes.

continue…. kisses in your hearts…

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