4.CAP…

O caminho até o hotel foi tranquilo, as pessoas não me seguiam como uma estrela de cinema ou o astro que acabava de falar.

Mas os malditos paparazzis e jornalistas de tablóides eram o meu grande problema, eles insistiam em me vigiar de perto por saber quem eu era, o que eu fazia e com quem me relacionava.

Eles nunca tinham as provas necessárias para me acusa de alguma coisa por eu ser mais que discreta, mas suas suspeitas que não podiam provar, eram reais, e me causavam manobras que muitas vezes era ariscado para mim e para os meus clientes ilustres.

Isso era mal para os meus negócios e Frank sempre tinha um tremendo trabalhos com eles.

— Já estamos chegando Ava. O local me parece tranquilo. Por algum milagre, aqueles urubus não nos seguirão está noite. Pool falou vendo o motorista fazer a manobra para entrar na garagem do hotel.

— Que bom, hoje eu estou mesmo cansada. Vamos pelo elevador dos fundos. Não quero ver ninguém hoje, principalmente os tabloides. E aquele gerente asqueroso me irrita. Não quero mais me hospedar aqui. Eu falei vendo o carro seguir devagar.

— Okay Ava. Eu também não gosto dele. Mas como vamos partir amanhã não se aborreça. Vamos pensar nos dólares do astro pop. Pool falou rindo do que tinha acontecido no camarim do cassino.

Eu respirei fundo e olhei os carros estacionados passarem devagar e não conseguia tirar a lembrança dos lindos olhos negros quando me fitavam.

O que a fama nos causava? Ter que pagar uma mulher como eu para fingir ser seu amor. Ele não confiava em ninguém, isso era obvio, e sua posição lhe cobrava muito.

Mas ele era sexy e parecia ser ardente. Qual a dificuldade de se encontrar um amor verdadeiro? Eu creio que em seu mundo de show businnes e glamour deveria ter alguém que o amasse como ele queria.

Mas daí eu me lembrei de mim mesma e o que tinha acontecido comigo. As pessoas mentiam e lhe enganavam com uma tremenda facilidade.

Nos ferir não importava, só importava a sua ganância e maldade nelas mesmas e o prazer de fazer de nós uns idiotas.

Talvez seja por isso que ele me procurou. Sem vínculos, sem amor.

— Ava. O que tem? Pool falou me sacolejando vendo eu olhar para o nada.

— Nada Pool. Só pensando. Agora vamos, eu preciso de um banho e uma bela cama sozinha esta noite. Eu falei vendo Frank abrir a porta para descermos.

Mas quando eu dei alguns passos em direção a entrada do elevador com Pool e Frank, eu me assusto com o homem que descia do carro parado perto do elevador.

Droga! O que ele faz aqui? Este era um dos homens que me fazia ter revolta do que eu era.

— Olá senhorita Clark. Fez um magnífico show está noite. O homem austero e com cara de poderoso falou saindo do carro e me encarando.

— Olá governador. Que bom que gostou. Eu falei sentindo uma vontade de vomitar.

Eu não gostava dele. E detestava os seus modos de persuasão. Sempre foi a melhor no que fazia, mas jamais permiti ser tratada feito um lixo. Eu tinha o meu valor e as pessoas pagavam muito bem pelos meus préstimos e minha discrição. Mas ele…..

— Eu a esperei para conversarmos. Mas seu cão de guarda disse que estava ocupada. É um cliente novo? Alguém que eu conheço? Ele falou pesquisando a minha vida e isso passava dos limites de cliente.

Eu jamais revelava com quem eu saia. Isso era regra que eu não quebrava. O sigilo era a minha maior vantagens para eles, quando se era para ser um segredo.

— Sabe muito bem que não revelo os meus clientes governador Hudson. Sabe das regras. Eu disse já olhando para Frank e Pool que já sabiam que eu me estressaria logo com ele.

— Okay. Eu sei. Mas eu a procurei antes disso e não atendeu as minhas ligações. Está fugindo de mim Ava? Ele falou dando um passo a frente e percebi Frank ficar do meu lado.

— Jamais. Eu ando muito ocupada com os shows. Mas se falar com Pool eu tenho certeza que ele lhe arrumará um lugar em minha agenda. Eu falei vendo as horas em meu relógio de pulso.

Ele pareceu não gostar das minhas palavras e notei isso em seus olhos, o governador Thomas Hudson era um homem asqueroso e que não aceitava um não de ninguém. Eu o atendi uma vez e me arrependi até o ultimo da minha vida.

— Eu falarei com seu agente mais tarde para agendarmos um dia. Mas está noite não seria para mim, é para Tyler o meu filho. Ele ficou impressionado com a sua performance no Palms. E eu creio que você pode o divertir com a sua linda performance que sei que sabe fazer. Eu jamais esqueci o seu talento. O governador falou me fazendo ver o rapaz que eu tinha visto no cassino junto com ele.

Ele era mesmo elegante e belo, os traços de um belo rapaz lhe davam um ar sexy. Mas seus olhos escondiam que ele tinha a mesma mania de seu pai e nem por todo dinheiro do mundo eu aceitaria ele como cliente e muito menos o seu pai de volta.

— Olá senhorita Clark. É um prazer conhecer tão elegante dama. Eu sou Tyler Hudson. Ele falou vindo até mim.

—Olá senhor Hudson. É um prazer lhe conhecer também. Eu falei estendendo a minha mão e ele a pegou e levou aos lábios.

— Nos desculpe a forma de lhe abordar. Mas eu insisti para que meu pai nos apresentássemos. A senhorita tem uma forma alucinante de cantar e de envolver as pessoas. O rapaz falou com sua voz mais que sexy e eu já sabia o que ele queria.

Me seduzir não era fácil, eu não misturava sentimentos particulares com envolvimento com clientes. Eles pagavam, eu fazia e depois no outro dia, eles desapareciam como num passe de mágica e ninguém ficava sabendo do ocorrido.

A não ser quando eu era paga para ser só uma face linda os acompanhando em eventos e jantares tediosos. Por isso dos meus shows, para as pessoas que me viam cantar eu era apenas uma garota que sabia encantar com a sua voz.

— Sem problemas senhores. E obrigada pelo elogio do show. Mas se me dão licença, eu estou mesmo cansada, não poderei os atender está noite. Eu falei já querendo sair correndo.

Eu não os atenderia nunca, nem hoje nem outro dia.

— Isso é uma pena. Eu pensei que poderíamos subir e terminar a noite com você nos fazendo delirar. O governador falou sorrindo com um sorriso mais que malicioso.

— Hey! Ava não faz isso. Eu creio que deverão ir e agendar as coisas como deve ser feito. Pool finalmente falou diante da falta de senso do homem a nossa frente.

— Como! Se for necessário eu pagarei o dobro do que me pede Ava. Apesar de eu achar muito dinheiro só por uma transada. Eu a quero esta noite e meu filho também. O homem insistiu me fazendo o olhar com fúria.

— Escute aqui governador Hudson. Eu cobro o devido que me cabe pelos meus serviços. O senhor paga por que quer. Eu não obrigo ninguém. Se o senhor deseja qualquer uma que barganhe o valor, então está procurando a mulher errada. Eu escolho os meus clientes. Não é eles que me escolhem. E o senhor me enoja com o que diz. Vamos Pool. Eu falei furiosa diante dele que o eco se fez na garagem.

Mas quando dei um passo para o lado ele me pegou pelo braço e foi uma cena desagradável, eu o encarei e Pool e Frank já o seguravam, os seguranças deles se pronunciaram e seu filho pareceu constrangido agora que até me espantei.

— Sua vadia! Como ousa falar assim comigo! Sabem quem eu sou? Eu posso a destruir! Os gritos do governador soavam alto.

— Papai pare com isso. Vai chamar atenção. O filho dele falava olhando para os lados.

— A solte governador. Pool falou puxando ele pelo braço.

— Solte ela agora! Frank falou puxando a mão dele do meu braço e senti o aperto mais que potente e o empurrou contra o carro deles.

— Me soltem seus idiotas! E vocês seus estúpidos! O que estão esperando? Os tire de cima de mim! Me soltem. O governador gritava de raiva com Pool e Frank e xingou os seus seguranças.

— Soltem ele. Ele não fará nada. O filho dele falou retirando o Frank de cima de seu pai e fazendo gestos para os dois seguranças que os acompanhavam.

Eu tinha me assustado com tudo aquilo, eu sabia que ele era um homem violento quando contrariado, mas sua atitude me surpreendeu. Pool veio para o meu lado e me abraçou apertado.

— Escute bem as minhas palavras governador Hudson por que não irei repetir. Jamais me toque novamente. E nunca mais me procure. E não ouse me ameaçar. Eu tenho certeza que um escândalo tão perto das eleições, irá lhe prejudicar mais do que possa imaginar. Então me esqueça, ou farei algo que não irá gostar. Eu gritei para ele antes que ele pude-se dizer algo.

— Isso não ficará assim. Você vai ser minha, eu lhe garanto que daí você vai ver o que acontece quando me rejeitam. Ele falou me fulminando com os olhos.

Eu temi as suas apalavra naquele momento. Ele para os seus eleitores era a mais doce criatura. Mas por detrás das portas fechada de seu gabinete ele era um monstro.

— Boa noite governador Hudson, e você também Tyler. Eu falei caminhando em direção a porta do elevador e Pool e Frank me acompanhavam.

Eu me sentia um lixo, era estas situações que me desagradava. E contive uma lágrima quando lembrei da minha mãe. Ela nunca aceitaria no que eu tinha me tornado.

Ela sempre me ensinou que aquela vida não era digna de amor e que ninguém nos amaria como se era devido. E depois do que tinha lhe acontecido eu me vingaria de todos deixando todos alucinados por mim, e arrancaria deles o que podia não dando o que eles sempre desejaram.

Mas antes das portas do elevador se fechar, eu vi nos olhos daquele homem que gritava com seus seguranças e filho, que ele me causaria problemas.

continue….. Kisses in your hearts….

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