2 CAP..” A Nova Casa”.

Os carros foram parando um atrás do outro no imenso pátio rodeado por árvores e flores, e diante de uma bela porta da frente a nossa nova casa se apresentava.

Ela estava toda iluminada e alguém nos aguardava. Por mais que a nossa chegada fosse um segredo. Os envolvidos se empenhavam em nos ajudar mesmo naquelas horas da madrugada.

— Já chegamos senhor. Peter falou abrindo a porta para descermos.

— Okay. Vamos Med. Agora é para ficar. Ele disse esticando a mão para me ajudar a descer do carro.

Eu peguei a sua mão e segurei firme. Desci olhando para os lados e tentando ver na pouca luz que existia o meu mais novo lar. Mas naquilo um resmungo soou alto do meu lado e me virei para as pessoas que desciam dos carros com as bagagens.

— Senhora ela está acordando. A minha babá falou aos sussurros.

— Okay Anny. Os levem para dentro. Eu disse mostrando as escadas e a direção da porta.

— Me de ela aqui. Antes que ela comece a colocar a casa abaixo antes mesmo de entrar. E vá ajudar os outros. O seu pai falou todo orgulhoso.

— Sim senhor. A babá deu a criança ao pai e foi ajudar com os demais.

Naquilo eu vejo a porta abrir e um homem sai parecendo se recompor. Com certeza havia adormecido. Ele nunca mudava.

— Deus! Já chegaram! Como este voo demorou! O homem falou descendo as escadas e veio em nossa direção parecendo aflito.

— E você estava dormindo não! A horas estamos aqui. Eu disse vendo ele vir me abraçar.

— Olá para você também Med. Fizeram boa viagem? Cadê ele? John falou me abraçando apertado e olhando para os lados.

Eu olhei por cima dos ombros de John e segurei um sorriso.

— Serve aquele ali segurando Victory? Eu disse mostrando o homem atrás dele.

— Você! Não acredito homem! Você está perfeito. Nem eu lhe reconheci. Achei que fosse um dos seguranças. John falou se voltando para o amigo que revirou os olhos com a filha nos braços.

— Sei. Agora sou ignorado. Era só o que me faltava. Ele falou abraçando o amigo e a filha resmungou em seus braços.

— Não seja chato cara. Não era está a intenção? Não ser reconhecido. Fez um ótimo trabalho Med. Mas vamos entrar. Vou mostrar a vocês o seu novo lar. Nem imagina o trabalho que tive para conseguir tudo isso. John falou pegando o amigo pelo ombro e o conduzindo para dentro.

Eu os observei entrar resmungando um para o outro e vi a minha pequena comitiva seguir porta adentro.

Ela era constituída de três guardas costas de confiança. Alguns seguranças externos, um motorista, uma baba, a cozinheira e meus filhos.

Os demais funcionários que deveriam existir com a casa, não tinham noção de quem éramos e muito menos quem era o seu patão.

— Senhora. Me deixe ajudar. Peter falou me segurando com delicadeza quando eu subia as escadas.

— Obrigada Peter. Eu disse me sentindo um pouco zonza.

Eu a dias não comia direito e o nervosismo pelo retorno me deixou muito apreensiva. Depois que adentramos, eu notei algo familiar e sorri diante de sua ousadia.

 Peter foi ajudar os que nos acompanhavam a se instalar em seus devidos lugares e eu fui em direção a John e meu marido que já estava sem a filha nos braços.

— Há! Você está ai meu amor. Onde foi? Um par de mãos mais que envolventes me tomou em seus braços.

— Eu estava vendo a entrada do holl. Ela me fez lembrar de algo não? Eu disse sorrindo para ele que fez um sorriso maroto para mim e para John.

— Neverland! Eu sabia que você notaria. São as mesmas coisas. John mandou colocar ali como algumas coisas que vieram do depósito. Eu queria me sentir um pouco em casa. O homem que me tinha em seus braços começava a retirar o disfarce agora e sorria com um sorriso deslumbrante.

— Eu sei Michael. Você sempre amou Neverland. E confesso que gostei dela quando fui ver. Eu tenho certeza que nossos filhos amariam em ir ver a onde seu pai um dia foi feliz. Eu disse ajudando ele retirar o resto do disfarce já que os funcionários que não sabiam do segredo já tinham se ido.

— Sim. Mas foi a minha desgraça também. Ele falou com uma certa mágoa na voz.

Eu olhei para John e pedi ajuda. Ele andava deprimido nestes dias por tudo que acontecia.

— Sim homem. Mas foram bons e ruins tempos. Agora estamos aqui de volta. E vamos a uma nova batalha. Mas para isso temos tempo. Agora quero que me ajude a mostrar para Med o que me pediu. Se ela me matar eu matarei de vez você. John falou chamando a minha atenção e do Michael que me olhou de lado.

— O que fizeram? Eu disse colocando as minhas duas mãos na cintura e olhando aqueles dois a minha frente com caras de quem aprontaram.

— Não é nada meu amor. Só pedi ao John que me trouxesse alguns animais para as crianças. Aqui é tão grande. Michael falou com um sorriso contido em seus lábios.

Ele sabia que eu reprovaria a sua atitude. Não importava o tempo que passa-se, ele ainda insistia em ser aquele garotinho peralta.

— Michael! Você saber que Matt é alérgico! Está querendo viver tudo aquilo outra vez? Depois não reclame se não puder ir até o hospital. Eu disse indignada por ele ainda teimar com aquilo.

— Eu disse que ela ia brigar. John falou se afastando e indo sentar no sofá.

— Mas Med! É só alguns. E o médico disse que era só ele se acostumar. Michael falou me vendo completamente contrariada.

Era só o que me faltava, mais problemas. E agora ele vinha com está história que era só Matt se acostumar com os cavalos! Era por isso que ele não me deixava falar com John estes últimos dias antes da viagem.

Ele aprontava pelas minhas costas! Ele nunca crescia em relação a isso.

— Só alguns? O que são John? O que este maluco fez você trazer para este lugar? Se você me trousse os cavalos podem ir montando em cima deles e voltando de onde viemos Michael Jackson. Ou irá dormir na cocheira. Eu disse olhando para os dois que me olhavam indefesos.

— Cara! Ela disse Michael Jackson. A coisa vai ficar feia. John falou com seus olhos estalados para mim.

—É John. Eu creio que mande levar de volta eles. Só deixe o cão. Michael falou me sorrindo sinicamente.

Eu revirei os olhos para os dois e sai em direção as escadas para ver as crianças. Depois eu falaria com o senhor Jackson mais de pertinho. E ele que tire o seu cavalinho da chuva que não me convenceria a deixar os animais.

A passos largos e furiosa eu fui em direção ao segundo andar daquele lugar. Eu mal havia chegado e os problemas já me esperavam.

Eu mais ou menos sabia a onde ficava os lugares devidos da casa, por que antes de mandar John a comprar, ele havia nos mandado uma planta de toda da propriedade.

Alem de gigantesca ela tinha várias passagens secretas. Como a sua adorável Neverland. Foi por isso que ficamos com ela.

Mas quando virei o ultimo corredor, eu dei de cara com Matt só de pijamas com seu urso Ted nas mãos e segurando a mão de Booby.

—- Senhora ele não quer ir se deitar. Ele disse que quer a senhora ou o senhor Jackson. A sua babá está tendo problemas para fazer a pequena dormir. O meu guarda costas falou segurando o meu filho em sua mão.

Eu olhei para ele e sorri. Tão pequeno e tão valente. Matt só tinha cinco anos e já agia com destreza. Mas, era manhoso e genioso feito o pai.

— Mamãe. Eu não consigo dormir com Vick chorando. Onde está o papai? Matt falou resmungando e coçando os seus olhinhos sonolentos.

Eu me aproximei deles e me abaixei para ficar do seu tamanho.

— O seu pai está falando com o tio John lá em baixo. E a Vick só está estranhando a casa nova. Venha, eu o levarei ao seu quarto, okay. Eu disse levantando o seu rostinho e vendo ele concordar com um gesto em sua cabeça.

— Diga ao senhor Jackson que estou com Matt, e não descerei mais. Eu o espero em nosso quarto. E diga a John que nos falaremos quando o dia amanhecer. Eu disse ao segurança que se despediu de Matt e de mim e desceu para fazer o que eu mandava.

Eu peguei o meu filho nos braços e fomos em direção ao seu quarto. Ele mal havia chegado nele e já dormia profundamente em meus braços.

O coloquei deitado em sua cama. Acendi a luz do abajur e deixei a porta entre aberta. Dei um beijo em sua face e sai devagar para não acordar.

Virei as costas e fui em direção ao quarto de Victory e da baba.

 Anny a colocava já adormecida em sua cama, e fez um sinal para mim que estava tudo bem.

Eu sabia que a adaptação seria estressante aqueles dias para todos. Principalmente para Victory que mal avia completado seus dois anos.

Ela tinha nascido aqui. Mas viveu os seus poucos anos em um país que o clima era oposto do de Los Angeles agora.

Mas eu sabia que com um pouco de tempo ela como Matt já estariam correndo felizes por esta casa.

Quando estava voltando e indo em direção ao quarto que era reservado para mim e Michael, eu dou de cara com ele encostado na porta só de pijamas e com uma face nada digna de pensamentos ponderados.

E já imaginava o que ele queria.

continue… Kisses in your hearts….

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